(105fm) EUROPA CONFRONTA TERRORISMO IRANIANO – Paulo Casaca

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A 8 de Janeiro, a União Europeia colocou na sua principal lista de entidades e organizações terroristas os dois principais líderes das acções externas dos Guardas Revolucionários Iranianos, bem como a direcção de segurança interna dos serviços secretos do mesmo país.

A República Islâmica tornou-se assim o único país do mundo com dirigentes e departamentos armados estatais reconhecidos como terroristas pela União Europeia. Tudo isto se sucede a uma vaga de expulsões – e num caso mesmo de prisão – de diplomatas iranianos envolvidos em acções terroristas no solo europeu e à prisão de vários operacionais iranianos detidos na fase final da preparação de um ataque bombista em Paris, a 30 de Junho.

A França, entretanto, bloqueou as contas e encerrou associações francesas anti-Israel comandadas pelos guardas revolucionários iranianos; a Alemanha bloqueou os voos de uma das companhias aéreas iranianas envolvidas em acções logísticas armadas no Médio Oriente, enquanto a Polónia está a promover uma cimeira internacional sobre o Médio Oriente que o lóbi iraniano ocidental tem repetidamente atacado como sendo anti-iraniana.

Em quarenta anos o regime iraniano nada mudou na lógica da Jihad mundial que tem inscrita na sua Constituição e que tem aplicado com zelo dentro e além-fronteiras, com uma brutal repressão interna, expansão externa e terror em todas as direcções.

O que parece estar a mudar são no entanto os dirigentes dos principais países europeus, que parecem finalmente entender que a complacência com o terrorismo iraniano põe em causa a segurança não só do Médio Oriente como da Europa ela mesma.

A viragem da política europeia continua no entanto a enfrentar grande resistência dos partidários do apaziguamento e do poderoso lóbi iraniano que insistem em subvenções e dádivas ao regime de Teerão enfraquecendo a postura europeia.

A Europa precisa de ser clara nos seus princípios e capaz de agir com determinação perante a ameaça do Jihadismo orgânico de Teerão.

Bruxelas, 2019-01-23