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(PUB) Jared Diamond: “Se Lisboa só pudesse ter um museu, esse museu deveria ser o das descobertas”

(PUB) Jared Diamond Viveu entre os últimos caçadores-recolectores do mundo e emociona-se com o fim iminente desse modo de vida. Defende que para perceber o mundo actual temos de recuar à pré-história e que há coisas a aprender com as sociedades tradicionais. Para este prestigiado académico, uma das vantagens históricas da Europa é a sua desunião.

Jared Diamond não é um académico qualquer. Sereno, empático e de ar saudável, na sua presença sente-se como devem ter sido extraordinários os seus 81 anos, feitos há menos de uma semana. Durante décadas conviveu e fez amigos entre os membros das sociedades tradicionais das ilhas da Nova Guiné, que estão entre os últimos caçadores-recolectores do mundo, um modo de vida com seis milhões de anos, prestes a desaparecer. Quando estava nos “trintas” um novo-guineense chamado Yali fez-lhe uma pergunta: porque é que vocês brancos desenvolveram tantas coisas e as trouxeram para a Nova Guiné, mas nós, negros, tínhamos tão poucas coisas nossas? É uma pergunta avassaladora. Para a responder, não basta dizer que as várias sociedades humanas se desenvolveram de formas diferentes, que algumas chegaram à era espacial no século XX enquanto outras se mantiveram com tecnologia da Idade da Pedra até aos tempos modernos. É preciso tentar explicar porquê. Por exemplo, porque é que a agricultura e as ferramentas de metal apareceram em certos locais e não noutros? Estas são para Jared Diamond as razões últimas, necessárias para responder à pergunta de Yali.

Duas décadas volvidas, e já muito depois da morte de Yali, publica um livro com a sua tentativa de resposta, Armas, Germes e Aço. Em três palavras, são estas as razões imediatas para que os europeus e os seus descendentes tenham dominado o mundo num piscar de olhos, de apenas cinco séculos. Mas Diamond tenta chegar às razões últimas, ou seja, aos acontecimentos e circunstâncias que após o fim da última Idade do Gelo fizeram com que as coisas tivessem sido assim. O livro valeu-lhe o prestigiado Prémio Pulitzer em 1998. Tem várias obras de divulgação científica publicadas, todas sucessos planetários. No mais recente “O mundo até ontem” mostra-se grato pelas vantagens da modernidade, mas diz-nos que podemos aprender algumas coisas com as sociedades tradicionais. Não imitá-las, apenas adoptar algumas soluções para problemas específicos que certas sociedades resolveram melhor do que nós.

O pai era físico, a mãe linguista, professora e pianista. Jared é professor de Geografia na Universidade de Califórnia em Los Angeles (UCLA), mas ao longo da vida teve vários interesses e carreiras, sucessivas e em paralelo. Fisiologia, ornitologia, ecologia, história ambiental, entre outras. No final dirá que, apesar da importância da colaboração científica multidisciplinar, há uma vantagem em ter muito conhecimento num cérebro só. Veio a Portugal a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos para participar no encontro O Trabalho Dá Que Pensar. Resume aqui de modo dramático a sua resposta à pergunta de Yali, fazendo uso da arte da síntese, desenvolvida ao longo de décadas de contacto com jornalistas. Daí partimos para as descobertas portuguesas e respectiva proposta de criação de museu em Lisboa. Falamos ainda sobre as diferenças na educação, na avaliação de riscos e no envelhecimento, nas sociedades tradicionais e na nossa. E das vantagens e desvantagens da inteligência artificial. Pelo caminho, mandou-me deitar fora o saleiro.

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Algumas populações humanas permaneceram caçadoras-recolectoras até há pouco tempo. Outras evoluíram para formar sociedades muito complexas. Como é que as coisas aconteceram de maneira tão diferente?
As diferenças entre as sociedades humanas modernas resultam de diferenças na geografia e biogeografia, ao longo dos últimos 10 mil anos. Em particular na disponibilidade de espécies animais e de plantas adequadas para domesticação, mais do que em diferenças entre as pessoas em si.

Se entendi correctamente, não há mérito de uma sociedade particular por ter evoluído de uma certa maneira. Não há diferenças inatas nas populações, as diferenças estão nos seus ambientes?
É verdade. Claro que há diferenças fisiológicas e noutros aspectos. Há razões pelas quais os europeus podem digerir leite e os aborígenes australianos não. Mas diferenças que contam para que algumas pessoas se tornem escritores, empresários e operários metalúrgicos, enquanto outros povos permaneceram caçadores-recolectores, diferenças genéticas nos cérebros, não há provas disso.

Muitas pessoas procuram as raízes da desigualdade no mundo de hoje há 500 anos, quando os europeus chegaram à América. Mas no seu livro Armas, Germes e Aço argumenta que as raízes da desigualdade actual estão algures após o fim da última era glacial (há 13 mil anos) porque as sociedades evoluíram de maneira diferente a partir daí. Isso está correcto?
É verdade. Se alguém me dissesse que todas as diferenças no mundo moderno começaram a surgir há 500 anos, eu diria: olhem para o estado do mundo em 3000 a.C. Na Ásia ocidental, e a começar no Sudeste europeu, já existiam ferramentas de metal, escrita e reis. Enquanto na Austrália havia apenas caçadores-recolectores. E nas Américas, no México e nos Andes, a agricultura estava só a começar. Se um extraterrestre, uma criatura verde de oito pernas da nebulosa de Andrómeda, tivesse visitado a Terra em 3000 a.C. e lhe pedissem para prever quem iria conquistar o mundo, o visitante faria uma aposta correcta. Claro que seriam aquelas pessoas da Ásia ocidental e os seus descendentes. As diferenças em 3000 a.C. eram já tão grandes que foram essas que produziram o mundo moderno.

Escreve a palavra “descobertas” entre aspas, quando se refere às descobertas geográficas ibéricas no século XV. Porquê as aspas?
Porque as descobertas geográficas no século XV foram descobertas dos europeus de coisas que eram conhecidas por outros povos há 40 mil anos! O primeiro europeu a descobrir a Austrália foi um holandês em 1606 [Willem Janszoon]. Esse holandês descobriu a Austrália? Não! Os aborígenes da Austrália viviam lá há 60 mil anos. Foram eles que descobriram a Austrália. As aspas significam: descobertas por europeus.

O presidente da Câmara de Lisboa quer fazer um museu das descobertas. Algumas pessoas argumentam que a palavra “descoberta” esconde a escravidão e a colonização que se seguiram. Acha que devíamos ter um museu das descobertas em Lisboa?
Claro que devíamos ter um museu das descobertas em Lisboa! Possivelmente, a coisa mais importante acerca de Portugal nos últimos 600 anos foram as grandes descobertas feitas por navegadores portugueses. É verdade que Vasco da Gama não descobriu a Índia. Descobriu o caminho marítimo para a Índia. E também não é verdade que um português tenha descoberto o Brasil, já havia um milhão de nativos americanos a viver no Brasil, mas um navegador português foi o primeiro europeu a chegar ao Brasil. E isso teve uma importância enorme para a história mundial, porque levou à colonização europeia do Novo Mundo. Se Lisboa só pudesse ter um museu e tivéssemos de demolir todos os outros, esse único museu deveria ser das descobertas. Mas teríamos de entender o que significa descobertas.

Se escrevêssemos apenas uma página sobre Portugal num livro de história mundial, esse deveria ser o tema? Não o tráfico de escravos transatlântico?
É verdade. Claro que a coisa mais importante acerca de Portugal na história mundial foi o seu papel na expansão europeia pelo mundo. E a expansão europeia no mundo significou muitas coisas, boas e más. Significou o tráfico de escravos transatlântico, o que é mau. Significou a importação de sementes do Novo Mundo para a Europa, o que foi bom para a Europa. Significou o desenvolvimento de sociedades agrícolas altamente produtivas na Argentina, o que é bom. Uma pessoa pode ser selectiva tanto positiva como negativamente. Se uma pessoa disser que a descoberta portuguesa do Novo Mundo foi a coisa mais maravilhosa dos últimos 600 anos… não, disparate! Resultou no tráfico de escravos transatlântico e na matança da maioria dos nativos americanos, o que é mau. Se quisermos dizer que a descoberta portuguesa do Novo Mundo foi inteiramente má… não, não foi! Muitas pessoas querem que a vida seja simples. Que seja tudo bom ou mau. Lamento, talvez a vida seja assim na nebulosa de Andrómeda, mas aqui na Terra o bom e o mau misturam-se!

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RUI GAUDÊNCIO

O que aconteceu quando os europeus se encontraram com os nativos americanos foi em grande parte inevitável?
Infelizmente, sim. Ao longo da história humana quando povos mais poderosos encontraram povos menos poderosos, o resultado foi quase sempre a conquista, a expulsão, às vezes o extermínio dos povos menos poderosos. Foi apenas nos últimos 80 anos que começámos a ter excepções. Quando os europeus “descobriram” as ilhas da Nova Guiné, havia lá populações densas de milhões que viviam com tecnologia da Idade da Pedra. Quando os europeus chegaram, não os mataram todos porque em 1930 já não era considerado aceitável que os europeus exterminassem e expulsassem outros povos. Mas se os europeus tivessem descoberto as ilhas da Nova Guiné 80 anos antes, claro que os teriam matado ou expulsado a todos. Os comportamentos melhores são relativamente recentes. Isto não quer dizer que todos os comportamentos humanos nos últimos 80 anos foram bons. Podemos pensar em várias coisas que aconteceram na II Guerra Mundial que não foram boas.

Deveria um chefe de Estado português pedir desculpa pelo papel do país no tráfico transatlântico de escravos?
Caramba! Eu oiço esse argumento em relação à Austrália. Não estou familiarizado com os argumentos acerca de Portugal, mas devem ser sem dúvida semelhantes. Devem os australianos modernos pedir desculpa pelo que os europeus fizeram aos aborígenes australianos a partir de 1788, quando os britânicos colonizaram a Austrália? Eles mataram, infectaram com doenças e expulsaram das suas terras os aborígenes australianos. Devem os europeus modernos pedir desculpa pelo que os europeus de 1830, 1880 e 1920 fizeram? Um primeiro-ministro australiano chamado John Howard disse que os australianos modernos não devem pedir desculpa pelas coisas que os seus tetravós fizeram, mas sim pelas coisas que fazem hoje. Outros australianos acham que devem pedir desculpa por coisas que o seu povo, os seus antepassados, fizeram. É semelhante nos Estados Unidos. Devem os americanos brancos modernos pedir desculpa pela escravatura? Alguns americanos dizem que sim, outros dizem que foram os seus tetravós, como é que podem pedir desculpa pelo que eles fizeram? É um debate em aberto. A resposta para Portugal deve ser semelhante. Não foi você ou os seus colegas de escola que fizeram o tráfico transatlântico de escravos. Foram os vossos tetra-tetra-tetra-tetravôs. Sente-se responsável pelos actos deles?

Pedir desculpa pela escravatura não é incompatível com o seu argumento de que as causas da desigualdade não são de há 500 anos, mas de há 10 mil anos? Pedir desculpa pela escravatura é pedir desculpa por algo na história recente, mas que não foi determinado pela história recente.
Porque é que os europeus estabeleceram um comércio de escravos transatlântico? Porque é que os africanos não fizeram um comércio de escravos trans-mediterrânico, com africanos a escravizarem europeus? A razão para isso são armas, germes e aço; as origens precoces da domesticação de plantas e animais no Sudoeste asiático, porque havia lá muito mais espécies domesticáveis do que em África. Para além disso, é porque a Eurásia tem um eixo Este-Oeste [com latitudes e climas semelhantes], que permitiu que as sementes chinesas chegassem à Europa. Enquanto a África tem um eixo Norte-Sul [com grandes diferenças de latitudes e climas], por isso as sementes do Crescente Fértil nunca chegaram à África do Sul, até os holandeses navegarem até lá. É por causa da geografia e da biogeografia. É verdade. Por outro lado, essa é a razão última, mas as pessoas apesar disso têm responsabilidades morais. Se o povo A está numa posição de poder, hoje em dia nós dizemos que esse povo não deve usar esse poder para exterminar outro povo. Portugal é hoje mais rico e poderoso do que… o Congo. Se os portugueses fossem para o Congo e começassem a matar congoleses, devíamos dizer que a culpa não é dos portugueses, é porque tiraram partido da domesticabilidade do gado? Outros poderiam argumentar: sim, os portugueses tiraram partido da domesticação do gado, mas ainda assim têm responsabilidades morais quando decidem ir matar congoleses!

No início do século XV, a China tinha capacidade técnica naval para atravessar o Pacífico e chegar à costa oeste dos Estados Unidos? Ou para alcançar a Europa?
Por volta de 1432, sem dúvida que sim. Porque a China tinha uma série de frotas, com navios muito maiores do que os navios de Cristóvão Colombo. E eram frotas muito maiores, que a China enviou primeiro para a Indonésia, depois para a Índia, depois para a costa oriental de África. Parecia que as frotas chinesas estavam quase a dobrar o cabo da Boa Esperança e a chegar à Europa. Infelizmente para a China, houve uma mudança de imperador. O novo imperador disse: estas frotas são um enorme desperdício de dinheiro e trazem coisas inúteis para a China, que já tem tudo o que precisa. A China tinha certamente a capacidade tecnológica para chegar à Europa em 1432. E se tivesse assim escolhido teria também tido a capacidade técnica de chegar às Américas em 1432. Mas escolheu não o fazer.

Foi a unidade política na China que deu vantagem à Europa? Cristóvão Colombo pediu a vários reis para financiar a sua viagem.
Exactamente. Colombo primeiro pediu aos italianos, que disseram que não. Pediu aos franceses, não. Pediu ao rei de Espanha, não. Pediu aos portugueses, não. Pediu aos duques de Espanha, não. Finalmente pediu ao rei de Espanha, que disse está bem, leva estes dois barcos e vai. Na China, não havia seis hipóteses.

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“Um primeiro-ministro australiano chamado John Howard disse que os australianos modernos não devem pedir desculpa pelas coisas que os seus tetravós fizeram, mas sim pelas coisas que fazem hoje.”

Na altura não houve uma decisão centralizada que impedisse Colombo de fazer a viagem. Mas hoje há uma União Europeia. Pensa que a União Europeia pode minar esta vantagem histórica da Europa, de não ser politicamente unida?
É um grande desafio para a União Europeia. Como é que se conseguem as vantagens da União Europeia, sem perder a vantagem histórica da desunião? Isto é debatido por historiadores, mas eu vejo, entre as vantagens históricas da Europa, a sua desunião. A Europa teve a sorte de ser, de facto, uma península a oeste do Crescente Fértil. Obteve a escrita, ferramentas de metal e agricultura a partir do Crescente Fértil. Mas a Europa era desunida. O que significa que existiam 200 príncipes que competiam uns com os outros. Se um príncipe tomasse uma má decisão… houve príncipes que aboliram as armas. E sabe o que aconteceu? Príncipes vizinhos, que não tinham abolido as armas, conquistaram esses principados. Quando um imperador na China tomava uma má decisão, tal como, não há mais navios oceânicos, não havia mais 199 príncipes chineses para dizer que mantinham os seus navios oceânicos. Eu vejo as vantagens históricas da Europa como a sua proximidade ao Sudoeste asiático, estar nas zonas temperadas, ter terras realmente férteis, chuva no Verão e ser politicamente desunida. Para a União Europeia, hoje, o desafio é ter as vantagens de um certo grau de união, preservando a vantagem histórica de desunião. Mas eu não me preocupo com isso, de todo. Parece-me que a Europa está a fazer um excelente trabalho na preservação da sua desunião!

Viveu no seio de sociedades tradicionais, na Nova Guiné. Que impacto isso teve em si?
Transformou a minha visão da vida em muitos aspectos. Comecei a visitar a Nova Guiné muito antes de ter tido filhos. Tinha quase 50 anos quando os meus filhos [gémeos] nasceram. Eles nasceram em 1987 e a minha primeira visita à Nova Guiné foi em 1964. Eu tinha vivido na Nova Guiné ao longo de 23 anos, quando tive filhos. O meu modelo de como tratar os meus filhos era como os nova-guineenses criavam os seus. Eu não tinha prestado atenção ao modo como os americanos criavam os filhos. Isso é um aspecto. Outro é a minha atitude em relação ao perigo, que é baseada naquilo que eu vi na Nova Guiné. A minha mulher fica exasperada com a minha reacção a qualquer perigo possível. Mas o meu percurso foi na Nova Guiné. E eu sei que se fizer uma coisa mil vezes e de cada vez há o risco de um em mil que corra mal, se a repetir mil vezes, vou acabar morto. Aprendi isso na Nova Guiné. Os europeus não aprendem isso.

Diz no seu mais recente livro O Mundo até Ontem que devemos estar gratos pelas nossas sociedades modernas, mas também que podemos aprender e incorporar algumas coisas das sociedades tradicionais. Quais?
Para além das duas que já falei [educação e avaliação de riscos], os hábitos alimentares. Tem um saleiro na sua mesa de jantar?

Não. Mas uso um pouco de sal para cozinhar.
Ok. Quando chegar a casa, deite fora o sal da sua cozinha. A comida já tem sal, não há razão para ter sal na cozinha. A escolha é sua. Se gostava de morrer de hipertensão aos 65, mantenha o sal na cozinha. Se gostava de morrer de cancro aos 103, deite fora o sal!

A nossa biologia ainda não está totalmente adaptada ao nosso actual sistema de produção de alimentos? Biologicamente ainda estamos mais bem adaptados a uma dieta de caçadores-recolectores?
Em alguns aspectos, sim. Os portugueses, tal como os americanos, morrem principalmente de doenças não contagiosas. Morrem de hipertensão, doenças cardíacas, diabetes, cancro. Dessas, certamente que os nova-guineenses nunca morrem de hipertensão, doenças cardíacas ou diabetes. Isso é por causa do seu estilo de vida. Eles não têm saleiros. É porque não comem tanto como nós. Não comem regularmente alimentos ricos em gordura, não fazem três grandes refeições por dia. Eles comem batatas-doces ao pequeno-almoço, almoço e jantar durante semanas. Depois matam uns porcos e empanturram-se, ficam mesmo gordos e depois voltam a comer as batatas-doces. Não é que eu esteja a dizer que deveríamos imitar o estilo de vida dos nova-guineenses. Eu não como batatas-doces em três refeições por dia. E estou contente por isso. Eu gosto de comer bem e tento regular a boa comida que como. E deitei fora os saleiros para, pelo menos, reduzir o risco de morrer de hipertensão ou AVC.

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Jared Diamond viveu décadas entre as sociedades tradicionais da Nova-Guiné, facto que haveria de transformar a sua visão do mundo e da vida e até da educação dos seus filhos DR

Quanto tempo vivem em média os nova-guineenses que têm essa dieta?
Até aos tempos modernos, até à medicina moderna chegar à Nova Guiné, a esperança média de vida dos nova-guineenses seria talvez de 50 anos. Isso é terrível. A razão pela qual a sua esperança de vida era de 50 anos não era porque eles morressem de diabetes, AVC ou doenças cardíacas. Eles morriam porque se matavam uns aos outros. Morriam de doenças infecciosas, que nós tratávamos em Portugal e nos Estados Unidos com antibióticos. Morriam em acidentes, na selva. Se caíam e partiam uma perna, não havia médicos nem hospitais. Morriam de fome. As causas de morte na Nova Guiné tradicional são causas que nós já eliminámos em grande parte. Agora que a Nova Guiné foi trazida para o mundo moderno, os nova-guineenses vivem mais, até depois dos 60. Mas também estão a ficar gordos, diabéticos e hipertensos.

Disse que nas sociedades tradicionais da Nova Guiné muitos morriam de doenças infecciosas. Doenças locais ou vindas de fora?
Eram doenças infecciosas tradicionais. As doenças infecciosas europeias foram levadas especialmente para as Américas. Mas como a Nova Guiné fica no extremo leste da Indonésia, que é perto da China, as doenças asiáticas foram provavelmente chegando à Nova Guiné. Por isso não houve uma grande mortandade de nova-guineenses com doenças europeias. Eles morriam principalmente de doenças tropicais, especialmente malária e dengue. E de aquilo que nós chamamos “doenças gastrointestinais”.

Afirma que as sociedades ocidentais são das mais cruéis para os idosos. O que poderíamos aprender com as sociedades tradicionais em relação aos mais velhos?
Muitas sociedades tradicionais proporcionam aos idosos uma vida mais satisfatória do que na Europa. E por outro lado tiram mais partido dos idosos. Os mais velhos têm experiência. Um septuagenário teve muito mais experiência de relações humanas. Claro que um septuagenário não tem mais experiência com isto [telemóvel] do que o meu filho de 30. O facto de eu ter 81 anos não me ajuda nada com isto, peço ajuda ao meu filho. Mas eu e a minha mulher temos muito mais experiência a lidar com pessoas, a tomar decisões e a gerir pessoas. Apenas porque vivemos mais. Isso é algo em que os idosos são bons. Em muitos ou na maioria dos aspectos eu vejo vantagens da vida na Europa quando comparada com a vida nos Estados Unidos. Mas um aspecto em que a vida na Europa é inequivocamente pior do que nos Estados Unidos é que na Europa, muitas vezes, a aposentação é obrigatória. Soube que na função pública, em Portugal, há uma idade de aposentação obrigatória. Se eu fosse o Presidente Kim Jong-un, da Coreia do Norte, e quisesse arruinar-vos, faria exactamente o que os europeus estão a fazer a si próprios. Uma lei de aposentação obrigatória para que deitem fora as vossas pessoas mais experientes. Era igual nos Estados Unidos, mas a aposentação obrigatória foi tornada ilegal há cerca de 30 anos. Pelo contrário, na Nova Guiné, é reconhecido que os mais velhos têm valor. Quando não havia escrita na Nova Guiné, os velhos eram repositórios de conhecimento. É normal na Nova Guiné, quando alguém quer saber alguma coisa, ir perguntar a um velho. Ou se quiser um conselho.

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Ainda há caçadores-recolectores?
Sim. Na Nova Guiné, ainda há alguns grupos. Não muitos, mas ainda há alguns. Na bacia amazónica ainda há caçadores-recolectores e em África também há alguns grupos. Os hadza, da Tanzânia, alguns ainda são caçadores-recolectores. Entre o povo san, do Botswana e da Namíbia, havia caçadores-recolectores até há poucas décadas e provavelmente ainda existem alguns. Os inuítes, os esquimós no Árctico, alguns deles ainda vivem como caçadores-recolectores.

Há futuro para os caçadores-recolectores ou eles serão gradualmente assimilados pelas sociedades modernas?
Provavelmente, dentro de 20 anos não restarão nenhuns caçadores-recolectores em qualquer lugar do mundo. E isso é notável. Praticamente todos os humanos foram caçadores-recolectores durante os últimos seis milhões de anos. E isso significa que seis milhões de anos de história humana vão acabar nos próximos 20.

Os sistemas automáticos tornados possíveis pela inteligência artificial irão libertar os humanos para mais inovação e criatividade?
Sim e não. A inteligência artificial irá tornar algumas tarefas inúteis. As máquinas serão capazes de executar essas tarefas. Por exemplo, os computadores. O meu doutoramento foi em fisiologia laboratorial. Nesses tempos, os computadores que usávamos para fazer modelos de como os nervos conduzem impulsos eléctricos eram muito primitivos e demoravam duas semanas a calcular um impulso nervoso. Hoje, o cálculo é feito imediatamente. Com os computadores, conseguimos fazer coisas muito rapidamente. Isso é maravilhoso. Mas também é terrível. Porque, se olharmos para os jovens, estima-se que as pessoas como os meus filhos passam 80% do seu tempo com aparelhos electrónicos com ecrãs. Passam muito pouco tempo a falar com pessoas, a olhar pessoas cara a cara. Se se passa muito pouco tempo cara a cara com pessoas, então não se aprende a ler os sinais, os ligeiros movimentos, a respiração, a linguagem corporal. Simplesmente não se entendem as pessoas tão bem. Acho que é um dos factores que contribuem para o comportamento cada vez mais rude e cruel nos Estados Unidos. Especialmente na política americana, mas é mais generalizado. É mais fácil escrevermos uma mensagem muito rude se virmos uma mensagem num ecrã. É mais difícil para mim olhar para si e dizer coisa terríveis sobre si do que se estiver as escrevê-las num ecrã. Vejo isto como um dos grandes inconvenientes da tecnologia moderna, incluindo a inteligência artificial.

Quando a agricultura foi adoptada nalgumas sociedades, muitas pessoas ficaram livres para fazer outras coisas, já que nem todos precisavam de passar o tempo a procurar os seus próprios alimentos. Algumas puderam especializar-se na construção de ferramentas, outras tornaram-se soldados a tempo inteiro, políticos ou burocratas. Explica isto nos seus livros. A inteligência artificial, por libertar os humanos de certas tarefas (por exemplo, guiar carros), é semelhante à agricultura? Vê alguma semelhança entre as duas coisas?
Eu vejo exactamente essa semelhança que acabou de mencionar. A agricultura criou novas oportunidades. A inteligência artificial e a tecnologia em geral criam também novas oportunidades. Mas não conheço nenhuma tecnologia que tenha trazido apenas coisas boas. A agricultura é um bom exemplo. Quando foi trazida para a Europa, foi muito marcante. Os primeiros agricultores ficaram cerca de 15 centímetros mais baixos do que os caçadores-recolectores a que sucederam. Inicialmente, a agricultura foi menos nutritiva e forneceu menos vitaminas. Os caçadores-recolectores que viviam em Portugal em 7000 a.C. eram bastante altos. Só depois da I Guerra Mundial é que os agricultores portugueses voltaram a ser tão altos como os caçadores-recolectores de Portugal de 7000 a.C. A chegada da agricultura também esteve associada a muitas novas doenças. A agricultura trouxe grandes benefícios, mas também grandes inconvenientes. Todas as tecnologias têm benefícios e inconvenientes. A inteligência artificial também tem benefícios, mas já está a trazer inconvenientes.

Trabalhou em muitos campos, como antropologia, biologia, ornitologia, ecologia, história e geografia. Como vê a especialização actual na ciência, em que muitas vezes os investigadores estão focados apenas numa gama muito estreita de temas e técnicas?
A especialização, tal como a agricultura e a inteligência artificial, tem benefícios e desvantagens. Consideremos a especialização da genética moderna. Com as modernas técnicas genéticas, podemos analisar o ADN de esqueletos de caçadores-recolectores portugueses de há 9000 anos. E podemos responder a perguntas acerca da pré-história que eram impossíveis de responder antes de termos estas novas técnicas, dos últimos sete anos. Essa é uma grande vantagem da especialização. A desvantagem da especialização é que é muito complicada e é preciso investir muito tempo a aprender estas técnicas genéticas modernas. Quem aprender estas técnicas, provavelmente, não terá muito tempo para estudar línguas, pintura, a música de Bach, os primeiros exploradores portugueses. Sabe menos. Em ciência, para se tirar conclusões, é preciso colaborar com outras pessoas. Mas há uma vantagem em ter muito conhecimento num cérebro só, em vez de em sete cérebros diferentes. A especialização, tal como a agricultura e a inteligência artificial, traz poder, mas também desvantagens. O que é que podemos fazer acerca disso? Podemos tentar minimizar as desvantagens, colaborando. Especialistas em genética a colaborar com linguistas e com arqueólogos, o que felizmente acontece cada vez mais. Os melhores especialistas sabem que não sabem outras coisas e que precisam de colaborar com pessoas que saibam.

(OBS) Fátima Carneiro eleita a patologista mais influente do mundo

(OBS) A distinção foi atribuída à investigadora pela revista científica “The Pathologist” que, ao longo de dois meses, inquiriu patologistas de todo o mundo sobre quem consideravam merecedor do título.

Foi “com surpresa” e “enquanto estava a trabalhar e a ver o email” que Fátima Carneiro, professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e diretora do serviço de Anatomia Patologia do Centro Hospitalar São João (CHSJ), recebeu a notícia de que tinha sido considerada a patologista mais influente do mundo. 

A distinção foi atribuída pela revista científica “The Pathologist” que, ao longo de dois meses, inquiriu patologistas “dos quatro cantos do mundo” sobre quem consideravam ser o merecedor do título. Este ano, Fátima Carneiro — que integra também o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da U.Porto (Ipatimup), atualmente integrado no i3S — foi destacada pelas suas capacidades enquanto patologista e professora universitária, ficando, desta forma, no primeiro lugar na lista das 100 posições.

Além disso, entre os colegas de profissão, Fátima Carneiro é destacada não só enquanto uma perita na sua área de especialidade, mas, também, pelas suas capacidades de liderança”, refere a FMUP num comunicado enviado esta quinta-feira.

Apesar de ser a primeira vez que chegou ao primeiro lugar, esta não é uma estreia da investigadora na lista. Em 2015 já tinha feito parte dos 100 mais influentes, num ano em que foi o médico português Manuel Sobrinho Simões — também ele docente da FMUP, fundador do Ipatimup, e patologista no CHSJ — o profissional considerado o patologista mais influente a nível mundial (e que este ano também está presente na lista).

Para Fátima Carneiro, apesar de esta ser uma distinção “que é de orgulho para quem o recebe”, o mais importante é que se trata de “um reconhecimento de uma visão de uma realidade particular, criada num determinado ambiente de trabalho e de um conjunto de pessoas que se apaixonaram por esta forma de estar na patologia”.

Apesar de tudo, o que nós temos é uma competição entre patologistas dos quatro cantos do mundo e o facto de Portugal ficar à frente de candidatos excelentes como a dos Estados Unidos ou do Reino Unido, é um reconhecimento importante para o país. Trazer a patologia portuguesa a uma fórum internacional dá-me alegria, não posso esconder”, referiu Fátima Carneiro ao Observador.

Natural de Angola (1954), Fátima Carneiro licenciou-se em Medicina pela FMUP em 1978 e é atualmente Professora Catedrática da mesma instituição e diretora do Serviço de Anatomia Patológica do Centro Hospitalar São João. No que diz respeito à academia e à investigação, a docente da FMUP é autora de mais de 250 artigos científicos e contribuiu para o desenvolvimento de vários capítulos de livros de especialidade.

Numa área que considera estar “um pouco abandonada”, mas que “é essencial para o exercício da Medicina com as suas exigências atuais”, a investigadora reforça a importância de uma aposta crescente na patologia. “É preciso uma aposta muito maior e é preciso consolidar o que existe, para criar estruturas que possam dar apoio permanente, para continuar a formar patologistas com qualidade e de uma forma integrada, para que possam exercer as suas funções, que são de uma imensa responsabilidade”, explicou ao Observador.

Sobre o seu percurso, Fátima Carneiro destaca à revista britânica, além do envolvimento no ensino e na atividade de diagnóstico, “um especial orgulho em ter conseguido atingir a senioridade na sua área de investigação, o cancro gástrico, e de todas as parcerias de investigação e ensino que estabeleci ao longo da carreira em quatro os continentes”.

A investigadora dirigiu também vários projetos internacionais, foi presidente da Sociedade Europeia de Patologia (2011-2013) e, em Portugal, coordenou a Rede Nacional de Bancos de Tumores (2008). Atualmente Fátima Carneiro preside a Academia Nacional de Medicina Portuguesa.

(Algemeiner) Act Against ‘Any Whiff’ of Resurgent Antisemitism, Pope Says

(Algemeiner)

Pope Francis on Jan. 8, 2018. Photo: Reuters / Andrew Medichini / Pool.

Pope Francis paid tribute on Sunday to Jews killed by the Nazis and victims of murder and deportation by the Soviet KGB, in twin visits to memorials marking the darkest periods of Lithuania’s history.

On the 75th anniversary of the wartime liquidation of the Vilnius ghetto, Francis stopped to pray at a simple stone monument commemorating the 200,000 Lithuanian Jews killed either in the country or in Nazi concentration camps in Europe.

Minutes later, he paid an emotional visit to the nearby Museum of Occupations and Freedom Fights, a former KGB basement jail where Lithuanians who were considered enemies of the Soviet Union were either executed or tortured before being sent to labor camps in Siberia.

A somber-looking Francis prayed and lit a candle in a room whose walls were lined with pictures of Catholic priests and bishops either killed or tortured in the jail.

UK Labour party leader Jeremy Corbyn slammed Britain’s former chief rabbi on Sunday, calling his comments on Labour’s and his…

He then entered the execution chamber where, according to the Genocide and Resistance Research Centre, more than 1,000 people were killed during the Soviet period. In at least one case, nearly 50 were killed in just one night.

“Your cry, O Lord, is echoed in the cry of the innocent who, in union with you, cry out to heaven,” Francis said in a prayer to a crowd outside that included several survivors in their 90s.

The jail, Francis said, evoked the “sorrow and bitterness, of abandonment and powerlessness, of cruelty and meaninglessness” that Lithuanians suffered “as a result of the unrestrained ambition that hardens and blinds the heart.”

After Lithuania broke from the Soviet Union in 1991, the remains of nearly 800 people executed in the jail were found in a mass grave in Vilnius.

“This was our nation’s Golgotha, a trial of our faith,” Bishop Sigitas Tamkevicius, 79, who was imprisoned there in 1983 before spending six years in Soviet labor camps and who accompanied the pope to the jail, told Reuters before the visit.

About 70,000 Lithuanians died at the hands of Soviets.

On Sunday morning in Kaunas, Lithuania’s second-largest city, Francis said society should be vigilant for “any whiff” of resurgent antiSemitism, calling for new generations to be taught the horrors of the Holocaust.

“The Jewish people suffered insults and cruel punishments,” Francis told a crowd of about 100,000 at an open-air Mass.

“Let us … ask the Lord to give us the gift of discernment to detect in time any seed of that pernicious attitude, any whiff of it that can taint the heart of generations that did not experience those times,” he said.

Reports of anti-Semitic acts have increased in Europe, coinciding with the rise of populist, right-wing parties in a number of countries.

(CNBC) Shares of luxury online marketplace Farfetch surges 53 percent in IPO’s first day of trading

(CNBC)

  • Shares of London-based luxury online marketplace Farfetch jumped more than 50 percent in their market debut Friday.
  • Farfetch Thursday night raised $885, stamping a valuation of $6.2 billion on the online giant, taking into account employee dilution.
  • The global market for personal luxury goods was estimated to be worth $307 billion in 2017.
Farfetch CEO on IPO and luxury online marketplace

Farfetch CEO on IPO and luxury online marketplace  

Farfetch sold 44.2 million shares Thursday night, raising $885 million and stamping a valuation of roughly $6.2 billion on the online giant after factoring in shares already held by employees. It priced its initial public offering a buck above its range of $17 to $19 a share, after having already upsized its IPO due to robust demand.

Farfetch opened at $27 and posted an intraday high of $30.60.

With a $6.2 billion market price and $385 million in 2017 revenue, Farfetch is trading at a richer valuation than AmazonJD.com as well as other traditional retailers.

“Marketplace” companies often trade at a higher premium than traditional retailers, because they don’t carry the risk being stuck with unwanted product, investment bankers say. Farfetch, however, continues to face steep competition from luxury retailers like Matchesfashion.com and Net-a-Porter. While its marketplace business model alleviates its inventory risk, it does not stop customers from shopping on multiple websites, the bankers say.

Farfetch began as platform to help local high-end boutiques reach broader audiences and later evolved as a tool through which brands like Gucci could sell directly. It connects shoppers to over 700 brands and boutiques internationally and express ships to more than 190 countries, according to the company’s registration documents.

It was founded in 2008 by José Neves, a Portugese entrepreneur with experience in both luxury and technology, according to the company. Neves spent years courting the world’s most elite brands, in an industry ruled by a narrow set of power players, like Chanel, Richement and Hermes. Of the retailers Farfetch works with, 98 percent of have an exclusive relationship with it.

Those tight relations with luxury players stands in contrast to those they have with Amazon. Luxury labels have resisted selling on Amazon, suspicious of its ability to maintain the integrity of their brand.

The global market for personal luxury goods was estimated to be worth $307 billion in 2017, according to the Farfetch’s registration documents, citing data compiled by Bain. It is expected to reach $446 billion by 2025, according to the data.

Farfetch makes its money primarily through commissions on sales on its website, generating revenue of $385 million in fiscal 2017, a 59 percent jump over the previous year.

It continues, though, to lose money, as it goes after new customers and builds out its infrastructure. Farfetch recorded an after-tax loss of $112 million in 2017, down from a loss of $81 million the previous year.

Despite plans to continue to invest, Farfetch’s customers to have proven to be loyal, a rarity in e-commerce.

“Typically over time, customers peter out. Here, it’s almost like in this business, after they get customers they become something of an annuity. It’s more like what you would see in a software or service firm than a luxury apparel company,” said Daniel McCarthy at Theta Equity, a quantitative financial analysis firm.

Still, for Farfetch to ultimately achieve profitability, said McCarthy, it will need to sufficiently grow its sales to balance its fixed costs like administration expenses. Farfetch is also taking a number of risks, including its investments in new technology to support its “store of the future.” Meantime, the luxury market, albeit growing, has limited runway and remains vulnerable to economic dips.

Farfetch has grown through a number of partnerships, including JD.com in Asia and the Chalhoub Group in the Middle East, that have helped it broaden its distribution, offerings and capabilities. It has offices in 11 cities, including London, Tokyo and Los Angeles.

It also continues to invest in brick-and-mortar retail, buying London fashion boutique Browns in 2015. It is using Browns as one of its testing grounds for new technology in what it calls the “store of the future.” Offerings include touch-screen-enhanced mirrors and connected clothing racks.

Farfetch also launched Black and White, an infrastructure platform that luxury brands can use to develop their own e-commerce business.

(JN) Farfetch cumpriu o sonho de içar a bandeira portuguesa na bolsa de Nova Iorque

(JN) A Farfetch tornou-se esta sexta-feira a primeira empresa tecnológica portuguesa no mercado de valores mundial e içou, literalmente, a bandeira de Portugal no edifício da maior bolsa de valores do mundo, em Nova Iorque.

“Colocar a bandeira portuguesa no New York Stock Exchange (NYSE) era um dos pequenos sonhos que tínhamos e que foi realizado hoje”, disse José Neves, fundador da empresa, numa entrevista à Lusa.

O empreendedor português fez questão que a bandeira portuguesa estivesse içada neste dia em que a Farfetch se estreou no mercado de valores mundial a 27 dólares por acção e pouco depois já passava dos 30 dólares.

“Hoje foi um dia fantástico de celebração. Este dia é para equipa”, afirmou José Neves. “Eu sei que todos os nossos escritórios internacionais, incluindo os escritórios de Portugal, celebraram com muita alegria. O trabalho é deles, os resultados são deles”, adiantou, agradecendo à “equipa fantástica de três mil pessoas”, das quais metade tem nacionalidade portuguesa.

Sem adiantar números nem mercados a conquistar nas próximas etapas, José Neves afirmou que, depois desta oferta inicial pública, “começa o segundo capítulo”. “Não damos números concretos, mas vamos continuar a empregar mais pessoas e a gerar mais emprego”, garantiu.

O empresário referiu que desde a fundação da empresa, em 2007, estes 11 anos serviram para criar relacionamentos “fantásticos” com as marcas e “estabelecer a presença internacional” da Farfetch, que se encontra agora nos principais mercados de luxo.

A Farfetch é uma plataforma global no sector da moda de uma indústria que factura mais de 300 mil milhões de dólares anuais, a indústria de luxo.

Segundo o gestor, actualmente apenas 9% das vendas de luxo acontecem na Internet, mas o número vai mudar para 25% nos próximos dez anos, que representam 100 mil milhões de dólares (85 mil milhões de euros), um crescimento “exponencial”. “Penso que a oportunidade para o sector de luxo ‘online’ é enorme”, considerou o empresário.

A Farfetch orgulha-se de ser o único ‘marketplace’ do mercado de luxo e não ter concorrentes nesse modelo de negócio, mas admite ter de disputar a atenção do cliente, que pode comprar em diversos ‘sites’, mas que não oferecem o mesmo serviço.

Além de ser a única que não vende nada seu, o crescimento da Farfetch na primeira metade do ano de 2018 foi de 60%, o que deu a esta empresa luso-britânica mais quota de mercado.

O que se segue são “mais dez anos de crescimento, de inovação e continuar a construir uma empresa que é gerida com base num sentido de cultura e de valores muito fortes”, sustentou José Neves.

Um dos valores que a Farfetch agora assume é ser uma inspiração para outras empresas. “Espero que este lançamento em bolsa seja uma inspiração para outros empreendedores em Portugal. As ‘startup’ portuguesas estão a ter muito sucesso”, declarou José Neves, numa alusão ao programa de aceleração de ‘startup’ da Farfetch, o Dream Assembly, que dá aos empreendedores participantes conhecimentos e contactos na indústria de luxo.

(Economist) Can inequality only be fixed by war, revolution or plague?

(Economist) A book excerpt and interview with Walter Scheidel, author of “The Great Leveler”.

IN AN age of widening inequality, Walter Scheidel believes he has cracked the code on how to overcome it. In “The Great Leveler”, the Stanford professor posits that throughout history, economic inequality has only been rectified by one of the “Four Horsemen of Leveling”: warfare, revolution, state collapse and plague.

So are liberal democracies doomed to a repeat of the pattern that saw the gilded age give way to a breakdown of society? Or can they legislate a way out of the ominous cycle of brutal inequality and potential violence?

“For more substantial levelling to occur, the established order needs to be shaken up,” he says. “The greater the shock to the system, the easier it becomes to reduce privilege at the top.” Yet nothing is inevitable, and Mr Scheidel urges that society become “more creative” in devising policies that can be implemented. The Economist’s Open Future initiative asked Mr Scheidel to reply to five questions. An excerpt from the book appears thereafter.

*    *    *

The Economist: Is society incapable of tackling income inequality peacefully?

Walter Scheidel: No, but history shows that there are limits. There is a big difference between maintaining existing arrangements that successfully check inequality—Scandinavia is a good example—and significantly reducing it. The latter requires real change and that is always much harder to do: think of America or Britain, not to mention Brazil, China or India. The modern welfare state does a reasonably good job of compensating for inequality before taxes and transfers. However for more substantial levelling to occur, the established order needs to be shaken up: the greater the shock to the system, the easier it becomes to reduce privilege at the top.

The Economist: Haven’t liberal democracy and capitalism tackled inequality in lots of areas if you look at it with the right frame, from LBJ’s Great Society to Deng’s economic reforms?

Walter Scheidel: Democracies have certainly made some progress in addressing various types of inequality: consider gender, race and disability. In America, transfer programmes from the New Deal to the Great Society managed to mitigate income inequality. But all that has since been reversed. China’s economic reforms since the 1980s have actually greatly increased inequality as a by-product of rapid economic growth. Capitalism is a great means of making the poor less poor, but it also continues to make the rich richer still.

The Economist: Are we really living in an unfathomable period of wealth inequality—or was the relatively equal society that followed the second world war the real aberration?

Walter Scheidel: When we view history over the long run we can see that this experience was certainly a novelty. We now know that modernisation as such does not reliably reduce inequality. Many things had to come together to make this happen, such as very high income and estate taxes, strong labour unions, and intrusive regulations and controls. Since the 1980s, liberalisation and globalisation have allowed inequality to rise again. Even so, wealth concentration in Europe is nowhere near as high as it was a century ago. America, meanwhile, is getting there—which shows that it all depends on where you look.

The Economist: If equality can only come about by war, revolution, state-collapse or plague, then is there an argument that we should simply learn to adapt to a new gilded age?

Walter Scheidel: No, but we need to appreciate that measures that worked well in the past may have done so because they were taken in the unique context of massive violent shocks and threats: the world wars and communism. This requires us to be more creative in dealing with inequality. Above all we must think harder about feasibility. It is not enough for economists to come up with recipes to reduce inequality, we also need to figure out how to implement them in an environment that is politically polarised and economically globalised. Both factors limit our scope for intervention.

The Economist: How do artificial intelligence and automation fit in to your thinking? Will they be a calamity for employment and thus for equality? Or might they unleash extraordinary productivity and improvements in living standards that actually narrow inequality?

Walter Scheidel: Ideally we would like education to keep up with technological change to make sure workers have the skills they need to face this challenge. But in practice there will always be losers, and even basic-income schemes can take us only so far. At the end of the day, someone owns the robots. As long as the capitalist world system is in place, it is hard to see how even huge productivity gains from greater automation would benefit society evenly instead of funnelling even more income and wealth to those who are in the best position to pocket these gains.

*    *    *

Excerpt from “The Great Leveler” (Princeton University Press, 2017), by Walter Scheidel

There was always one Big Reason behind every known episode of substantial leveling. There was one Big Reason why John D. Rockefeller was an entire order of magnitude richer in real terms than his richest compatriots one and two generations later, why the Britain of Downton Abbey gave way to a society known for universal free healthcare and powerful labor unions, why in industrialized nations around the globe the gap between rich and poor was so much smaller in the third quarter of the twentieth century than it had been at its beginning – and, indeed, why a hundred generations earlier ancient Spartans and Athenians had embraced ideals of equality and sought to put them into practice. There was one Big Reason why by the 1950s the Chinese village of Zhangghuangcun had come to boast a perfectly egalitarian distribution of farmland; one Big Reason why the high and mighty of Lower Egypt 3,000 years ago had to bury their dead with hand-me-downs or in shoddily manufactured coffins, why the remnants of the Roman aristocracy lined up for handouts from the pope and the successors of Maya chiefs subsisted on the same diet as hoi polloi; and one Big Reason why humble farmhands in Byzantine and early Islamic Egypt and carpenters in late medieval England and hired workers in early modern Mexico earned more and ate better than their peers before or after. These Big Reasons were not all the same, but they shared one common root: massive and violent disruptions of the established order. Across recorded history, the periodic compressions of inequality brought about by mass mobilization warfare, transformative revolution, state failure, and pandemics have invariably dwarfed any known instances of equalization by entirely peaceful means.

History does not determine the future. Maybe modernity really is different. In the very long run, it may well turn out to be. It may put us on a trajectory toward singularity, a point at which all human beings merge into a globally interconnected hybrid body-machine super-organism and no longer have to worry about inequality. Or perhaps technological advances will instead take inequalities to new extremes by separating a biomechatronically and genetically enhanced elite from ordinary mortals, the latter perpetually kept at bay by the ever more superior capabilities of their overlords. Or, just as likely, none of the above – we may be moving toward outcomes we cannot even yet conceive. But science fiction takes us only so far. For the time being, we are stuck with the minds and bodies we have and with the institutions they have created. This suggests that the prospects of future leveling are poor. It will be a challenge for the social democracies of continental Europe to maintain and adjust elaborate systems of high taxation and extensive redistribution or for the richest democracies of Asia to preserve their unusually equitable allocation of pretax incomes to stem the rising tide of inequality, which can grow only stronger as ongoing globalization and unprecedented demographic transformations add to the pressure. It is doubtful whether they will manage to hold the line: inequality has been inching up everywhere, a trend that undeniably works against the status quo. And if the stabilization of existing distributions of income and wealth will be increasingly difficult to achieve, any attempt to render them more equitable necessarily faces even bigger obstacles.

For thousands of years, history has alternated between long stretches of rising or high and stable inequality interspersed with violent compressions. For six or seven decades from 1914 to the 1970s or 1980s, both the world’s rich economies and those countries that had fallen to communist regimes experi­enced some of most intense leveling in recorded history. Since then, much of the world has entered what could become the next long stretch – a return to persistent capital accumulation and income concentration. If history is anything to go by, peaceful policy reform may well prove unequal to the growing challenges ahead. But what of the alternatives? All of us who prize greater economic equality would do well to remember that with the rarest of exceptions, it was only ever brought forth in sorrow. Be careful what you wish for.

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Excerpted from “The Great Leveler: Violence and the History of Inequality from the Stone Age to the Twenty-First Century”. Copyright © 2017 by Walter Scheidel. Used with permission of Princeton University Press. All rights reserved.

(BBG) S&P, Dow Soar to Record Highs as Trade Fears Abate: Markets Wrap

(BBG) U.S. stock benchmarks reached new highs Thursday on news from China about tariff and currency moves that could ease trade tensions. Treasury yields remained near their highest level this year. The dollar slid.

The S&P 500 Index soared to a record close — led by the technology, health-care and financial sectors — lodging its biggest gain in over a month. The Dow Jones Industrial Average also reached a new pinnacle, with 28 of 30 constituents flashing green. Most European and Asian shares also gained.

Trade conflicts that had stocks gyrating early in the week have since cooled off. China is said to be planning to cut the average tariff rate it charges on imports from the majority of its trading partners as soon as next month. On Wednesday, Premier Li Keqiang his government wouldn’t devalue the currency in order to boost its exports amid the trade war.

The yield on 10-year Treasuries held above 3 percent, near its high for the year. The greenback weakened after a report said the U.S. and Canada are unlikely to reach a deal on Nafta in Washington this week; jobless data was solid but did little to change the mood. The pound surged after August retail sales came in higher than expected.

“The dollar has generally strengthened on tariff fears, especially against EM currencies,” Pravit Chintawongvanich, an equity derivatives strategist at Wells Fargo Securities, said by phone. “What you’re seeing today is the opposite of that. EM equities and DM equities ex-U.S. are catching up. Today is a continuation of the risk-on theme we’ve seen in the last couple days.”

Equity markets have so far remained resilient in the face of rising bond yields, suggesting investors are comfortable with the outlook for corporate earnings and global growth even as borrowing costs rise along with trade tensions. Ahead of the Fed meeting next week some other central banks topped the agenda on Thursday, with Norway’s policy makers raisinginterest rates for the first time in seven years as the SNB kept deposit rates unchanged.

Elsewhere, emerging-market assets continued to rally off the lows seen earlier this month, with the rand among the leading developing-world currencies as the South African Reserve Bank held its key interest rate at a two-year low. Norway’s krone retreated as investors saw the central bank’s rate trajectory as dovish, while the Swiss franc strengthened.

West Texas crude dropped after U.S. President Donald Trump resumed his criticism of OPEC on Twitter.

Terminal users can read our Markets Live blog.

Here are some key events coming up this week:

  • The Organization of Petroleum Exporting Countries and its allies meet in Algiers this weekend.

These are the main moves in markets:

Stocks

  • The S&P 500 Index gained 0.8 percent as of 4 p.m. New York time to its highest on record.
  • The Dow Jones Industrial Average rose 1 percent, also reaching a record high.
  • The Stoxx Europe 600 Index jumped 0.7 percent.
  • The U.K.’s FTSE 100 Index climbed 0.5 percent.
  • The MSCI Emerging Market Index jumped 0.9 percent to the highest in more than two weeks.

Currencies

  • The Bloomberg Dollar Spot Index decreased 0.4 percent to the lowest in eight weeks.
  • The euro climbed 0.9 percent to $1.1779.
  • The British pound rose 1 percent to $1.3271.
  • The Japanese yen sank 0.1 percent to 112.41 per dollar.

Bonds

  • The yield on 10-year Treasuries rose less than one basis point to 3.07 percent, the highest in more than four months.
  • Germany’s 10-year yield decreased two basis points to 0.47 percent.
  • Britain’s 10-year yield fell two basis points to 1.585 percent.

Commodities

  • The Bloomberg Commodity Index rose 0.6 percent, approaching a six-week high.
  • West Texas Intermediate crude fell 0.4 percent to $70.80 a barrel.
  • LME copper fell 0.6 percent to $6,082.00 a metric ton.
  • Gold rose 0.3 percent to $1,207.28 an ounce.

(CNBC) Jamie Dimon says cyber warfare is the biggest risk to the financial system

(CNBC)

  • The “biggest vulnerability” for the financial system is the threat of cyberattacks, J.P. Morgan’s Jamie Dimon said on Thursday.

Biggest vulnerability today is cyber, JPMorgan CEO says

Biggest vulnerability today is cyber, JPMorgan CEO says  

Banks may be in sound condition post-Lehman Brothers, but the financial system could crack again if hit with a devastating cyber attack, J.P. Morgan Chief Executive Jamie Dimon warned on Thursday.

“I think the biggest vulnerability is cyber, just for about everybody” he told CNBC’s Indian affiliate CNBC TV-18 on Thursday. “I think we have to focus on it, the United States government has to focus on it.”

“We have to make sure because cyber — terrorist and cyber countries — they could cause real damage. We’re already spending a lot of money and J.P. Morgan is secure but we should really worry about that,” Dimon told CNBC-TV18’s Shereen Bhan in New Delhi.

Dimon put inflation running too hot as his second biggest concern, warning the reactionary raising of interest rates from the U.S. Federal Reserve could be the cause of a “traditional” recession.

Industry experts have placed increasing importance on the threat of cyber warfare as attacks become more sophisticated.

Jamie Dimon, chief executive officer of JPMorgan Chase & Co

Eric Piermont | AFP | Getty Images
Jamie Dimon, chief executive officer of JPMorgan Chase & Co

In the past, western officials have warned of increasing suspicious cyber activity originating from countries of concern including Russia, Iran and North Korea.

Earlier this year, America’s Department of Homeland Security and Federal Bureau of Investigation, alongside the U.K.’s National Cyber Security Center, released a joint technical alert warning of the threat of malicious digital activity being carried out by the Kremlin.

Meanwhile, authorities are worried about the heightened threat of cyberattacks from Iran on the U.S. and Europe, especially as the country becomes increasingly ostracized by the U.S., which has reintroduced sanctions on Tehran.

(Diplomat) Europe’s Answer to China’s Belt and Road

(Diplomat) The EU’s new Connectivity Strategy is a long overdue response to China’s assertive behavior.

Today’s adoption by the European Commission of a new “Connectivity Strategy” linking Europe and Asia throws down the gauntlet to an increasingly assertive China.

The new strategy, released on September 19, will offer a different approach to that taken by Beijing with its flagship Belt and Road Initiative (BRI).

The EU emphasis is on sustainability, proposing that investments should respect labor rights, not create political or financial dependencies, and guarantee a level playing field for businesses.

Recently, however, a number of developments have generated a sense of caution among European politicians and policymakers.Given the rapidity of China’s economic development in the past 30 years, it has taken the EU some time to acknowledge the growing power and influence of Beijing. Not only has China become a trading giant, it sits on the world’s largest currency reserves and is an increasingly important provider of foreign investment, including in Europe.

China’s refusal to tackle the dominant position of its state-owned enterprises led the EU to refuse to grant China market economy status. Beijing’s targeting of European technology has also led to plans for screening of Chinese investments in Europe.

But it was the massive infrastructure investments under BRI that raised the most concerns in Brussels, as well as Washington, New Delhi, and other capitals, about the implications of China’s approach.

This spring, EU ambassadors in China penned a report critical of the BRI for being economically, environmentally, socially, and financially unsustainable. The report also criticized China for discriminating against foreign businesses, the lack of transparent bidding processes, and the limited market access for European businesses in China.

China’s involvement in the EU and its neighborhood also rang warning bells. In 2014, Montenegro concluded an agreement with China Exim Bank on the financing for 85 percent of a highway construction project, with the estimated cost close to 25 percent of the country’s GDP.

The IMF has repeatedly stated that construction should only continue on the basis of concessional funds. Many believe that a debt default is likely, which may result in the involuntary handover of critical infrastructure to China.

There is already worrying precedent in that regard. Sri Lanka has been unable to repay Chinese loans for the construction of the Hambantota port. As a result, the port and surrounding acres of land, strategically located at the crossroads of the Indian Ocean, the Bay of Bengal and the Arabian Sea, will now be under Chinese control until the year 2116.

Likewise, China’s entire or partial acquisition of ports in Belgium, the Netherlands, Spain, Italy, and most notably Greece, has not gone unnoticed. Without serious hindrance, China is buying up critical infrastructure in Europe, whereas European foreign direct investment in China is decreasing.

China has already reaped some political benefit from these investments, with some EU member states blocking resolutions critical of human rights in China or condemning Beijing’s conduct in the South China Sea.

Similarly, European officials have also questioned the environmental and economic sustainability of various Chinese connectivity projects. The planned construction of six coal-based power plants in Pakistan, whose joint output capacity equals 27 percent of the country’s current capacity, has been criticized as environmentally unsustainable.

These examples have increased EU concerns as China has expanded its influence in Asia, Central Asia, and Europe. This influence is not only about money and politics. It also extends to technical standards and distorting trade flows.

But the EU was well aware that mere peer pressure would not drive China to reconsider its strategy. To secure its own political and economic interests, the EU had to put forward an ambitious and comprehensive response, which was to strengthen its own links with the host countries and to present them with a credible and sustainable alternative offer for connectivity financing.

The new strategy will give Asian and European states a much clearer idea on the basis of which the EU wishes to engage with them, and what they can expect.

Although some financing is mentioned in the paper, the ongoing negotiations for the next EU budget will be crucial in allocating sufficient EU funds to connectivity financing in order to mobilize additional investment from private and multilateral investors.

The strategy will also need united support from member states, a solid public communications strategy, and broad bi- and multilateral outreach programs to the EU’s partners.

Geopolitical competition in Eurasia seems set to increase, with China, Russia, the United States and the EU competing for influence. The connectivity strategy of the EU has set down a marker that the EU is part of the game.

Fraser Cameron is Director of the EU-Asia Centre.

(Reuters) Google staff discussed tweaking search results to counter travel ban: WSJ

(Reuters) Google employees brainstormed ways to alter search functions to counter the Trump administration’s controversial 2017 travel ban, the Wall Street Journal reported on Thursday, citing internal emails.

Google employees discussed how they could tweak the company’s search-related functions to show users how to contribute to pro-immigration organizations and contact lawmakers and government agencies, the WSJ said. The ideas were not implemented. on.wsj.com/2DePzWh

President Donald Trump’s travel ban temporarily barred visitors and immigrants from seven majority Muslim countries. It spurred public outcry and was revised several times. Trump said the travel ban was needed to protect the United States against attacks by Islamist militants, and the Supreme Court upheld the measure in June.

The Google employees proposed ways to “leverage” search functions and take steps to counter what they considered to be “islamophobic, algorithmically biased results from search terms ‘Islam’, ‘Muslim’, ‘Iran’, etc.” and “prejudiced, algorithmically biased search results from search terms ‘Mexico’, ‘Hispanic’, ‘Latino’, etc,” the Journal added, quoting from the emails.

A Google spokesperson said the emails represented brainstorming and none of the ideas were implemented. She said the company does not manipulate search results or modify products to promote political views.

“Our processes and policies would not have allowed for any manipulation of search results to promote political ideologies,” the spokesperson said in a statement.

(EUobserver) Le Pen refuses court order to undergo psychiatric tests

(EUobserver) French far-right leader Marine Le Pen has been ordered by a French court to undergo a psychiatric test for tweeting pictures of atrocities committed by the Islamic State group in 2015. Le Pen published the court order, dated 11 September, on Twitter on Thursday and said she would refuse to undergo such tests. “I’d like to see how the judge would try and force me do it,” she said.

(BBC) Brexit: May urges EU leaders to consider ‘serious’ UK plans

(BBCEU leaders in SalzburgImage copyrightGETTY IMAGES

Image captionMrs May spoke to EU leaders for 10 minutes over dinner in Salzburg

Theresa May has urged EU leaders to focus their minds on getting a Brexit deal in the next two months, saying negotiations will not be extended.

At a dinner in Salzburg, she told her 27 counterparts her priorities were maintaining economic ties and ensuring promises to Northern Ireland were kept.

There are suggestions the UK will put forward new ideas for regulatory checks to address the current Irish deadlock.

On Thursday the other EU leaders will discuss Brexit without Mrs May present.

Arriving for the second day of the gathering Austrian Chancellor Sebastian Kurz, the host, said that “away from the hard media statements, I think both sides are aware that they will only reach a solution if they move towards each other”.

Negotiations over the terms of the UK’s exit and future relations are at a critical stage, with about six months to go before the UK is scheduled to leave on 29 March 2019.

In her speech, Mrs May stressed her “serious” proposals for future co-operation between the UK and EU would ensure a “shared close relationship”.

The informal gathering of EU leaders in the Austrian city was the first opportunity the prime minister has had to make the case for her Chequers blueprint to other leaders collectively.

Speaking to BBC Radio 4’s Today programme, two EU leaders said they hoped the UK would hold another referendum on Brexit, in the hope of reversing the 2016 result.

Maltese Prime Minister Joseph Muscat said most of his counterparts would like the “almost impossible” to happen.

Andrej Babis, the Czech Republic’s prime minister, added he hoped the British people might change their minds.

Campaign group People’s Vote is also calling for another referendum, arguing there should be a choice for voters between leaving with, or without, a deal or staying on current terms.

‘Brexit cliff-edge’

Mrs May’s proposal for the UK to sign up to a common rule book for trade in goods and a combined customs territory is unpopular with many in her own party, who believe it will erode British sovereignty and is not what people voted for when they backed Brexit in the 2016 poll.

In a further sign of how difficult it might be for her to persuade the UK parliament to back the plans, former minister Sir Mike Penning, who worked under Mrs May at the Home Office and backed her for Conservative leader, told the Daily Telegraph they were “as dead as a dodo” and that he could not back them.

Scotland’s First Minister Nicola Sturgeon has said Mrs May must delay Brexit beyond next March if there is not a detailed agreement on future trading arrangements.

Ms Sturgeon told the BBC that it would be completely reckless to leave the EU without establishing a future relationship.

She said that taking the UK off the “Brexit cliff edge” without an agreement “would be the most irresponsible thing any PM has done in a very, very long time”.

What did May tell EU leaders?

Media captionTheresa May on what can be achieved at Salzburg summit

According to a senior government spokesman, the prime minister told her counterparts that Brexit was a “uniquely complicated” challenge, but one that could be completed on time.

She said there was no question of the UK seeking to extend the negotiations beyond 29 March 2019, as Ms Sturgeon is calling for, thus delaying the moment of departure.

She told them she has “put forward serious proposals and the onus on all of us is to get this done”.

Her three priorities, she said, were protecting Northern Ireland’s place within the UK, safeguarding trading links with the EU and maintaining a close security relationship with the EU to deal with common threats.

Was there anything new on Ireland?

On Northern Ireland, there are suggestions the UK will present new proposals in the coming weeks aimed at helping break the impasse with the EU.

Brussels has insisted Northern Ireland must stay aligned with its rules unless another solution can be found preventing physical checks on goods crossing to and from the Irish Republic.

The UK has said the EU’s so-called backstop is unacceptable and its position must “evolve”.

Media captionBBC News NI’s political reporter Jayne McCormack explains why the border is an issue

The BBC’s Laura Kuenssberg said the UK might accept a border for rules and regulations in time, amid suggestions new proposals on regulatory checks might be published in the coming weeks.

But she said there was no chance, as things stand, they will go anywhere near touching a different customs system for Northern Ireland, which would create more friction on the border.

And she said officials privately admit there is little chance that the solution is going to be found in any of the technical solutions, relying instead on a big political move by one or both sides.

How was the UK PM received?

This might not become clear until Thursday when the EU’s negotiator, Michel Barnier, will brief European leaders on progress in the negotiations.

But Lithuanian President Dalia Grybauskaite and Slovak Prime Minister Peter Pellegrini told Reuters there had been “no progress” on Brexit and the Irish border.

Mrs May will meet with Irish Prime Minister Leo Varadkar and European Council president Donald Tusk on Thursday.

The BBC’s Europe editor Katya Adler said EU leaders believed they “held all the cards”, given that time was running out to seal a deal.

Mrs May’s trump card, she added, was the risk of a no deal – which the EU is increasingly concerned about – if her own proposals are rejected.

(NYT) The Netherlands, a Tax Avoidance Center, Tries to Mend Its Ways

(NYT)

The headquarters of Warner Bros. in Amsterdam. The Netherlands has become a magnet for international corporations — especially American ones.CreditCreditMarcel Wogram for The New York Times

THE HAGUE — The Netherlands wants you to know that it is not a tax haven. But Menno Snel, the country’s No. 2 finance official, grudgingly acknowledges that the Dutch have become experts at something else: aggressive tax planning.

That’s backed up by the amount of money pouring across its borders. For tax avoidance purposes, the Netherlands offers the respectability and safety of a European country, while allowing big multinationals, such as Google and Ikea, to move global profits through Dutch subsidiaries, drastically lowering their tax payments.

The atrium of the Dutch Finance Ministry, where Mr. Snel works, is even adorned with full-grown potted palms that give it a whiff of a tropical tax haven. The suggestion of any parallel is probably unintentional.

In any case, the Dutch position as a tax avoidance center could be about to change. In a major reversal, the Finance Ministry this week submitted proposals to Parliament that would shut down the benefits that made the Netherlands a magnet for international corporations — especially American ones, like Netflix, Nike and Uber. Debate on the measures is expected to continue through December.

Under the proposals, the Netherlands plans to impose levies on profits being transferred to tax havens and to block companies from exploiting inconsistent national laws to take the same deduction twice. Whether those proposals will get past the array of accountants, lawyers and consultants who help foreign companies reduce their tax payments, and who have voiced opposition to the changes, is not yet clear.

Mr. Snel, whose formal title is state secretary of finance, said in an interview, “We must be fair in recognizing that some companies are misusing the open tax system that the Netherlands has.”

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Menno Snel, the Dutch state secretary for finance. “We must be fair in recognizing that some companies are misusing the open tax system that the Netherlands has,” Mr. Snel said in an interview.CreditMarcel Wogram for The New York Times

Amid a popular backlash against what many see as multinationals gaming the system, tax change has been a hot political issue in the Netherlands this year. In addition, legislators must close loopholes to avoid breaching new European Union rules that take effect in 2019.

Tax cuts in the United States also affect the appeal of the Dutch system. At the same time, new rules passed in Washington make it harder for companies to stash profits overseas.

As a relatively affluent member of the eurozone, the Netherlands offers a reliable court system and lack of official corruption not always present in island tax havens. It also boasts a comprehensive network of tax treaties with almost every nation, and little or no tax on money passing through the country. It is easy to move money in, and easy to move it out.

Those business-friendly practices help explain why the Netherlands, with a population of 17 million, attracts more foreign investment than some much larger countries, like France and Germany. In 2017, the Netherlands ranked fourth worldwide in the amount of foreign direct investment into the country.

Those huge inflows “suggest that the country’s tax rules are used by companies that engage in A.T.P.,” the European Commission said this year, referring to aggressive tax planning.

The Netherlands has been especially popular with American corporations. Google and IBM have big presences in the country, as do service providers such as the law firm Baker McKenzie and the accounting company Deloitte. Fiat Chrysler is technically a Dutch company. Nike has its European headquarters in Hilversum, just south of Amsterdam.

A building in Amsterdam that houses Google and the accounting firm EY. The Netherlands, with a population of 17 million, attracts more foreign investment than France and Germany.CreditMarcel Wogram for The New York Times

Nike has used the Netherlands to significantly reduce the taxes it pays on sales outside the United States, according to the International Consortium of Investigative Journalists. (The New York Times is a member of the consortium.)

The sports apparel maker used a common, legal method of shifting profits to a tax haven, according to the consortium’s research. First, it allocated ownership of its “swoosh” trademark and other intellectual property to a subsidiary in Bermuda, which has no corporate income tax. Then, its subsidiary in Hilversum paid royalties for the use of the trademarks to the Bermuda unit. The royalties counted as business expenses and in that way avoided taxation in the Netherlands.

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“Nike fully complies with tax regulations, and we rigorously ensure our tax filings are fully aligned with how we run our business,” the company said in a statement to The Times.

At least until recently, the Dutch Finance Ministry was a willing enabler for such arrangements. Corporate accountants and lawyers could call at the ministry for preapproval of their strategies. The Netherlands long justified its laws by arguing that they encouraged multinational companies to establish their headquarters in the country, creating jobs and investment.

More recently, however, legal thinking and public opinion have turned.

Officials in Brussels have accused the Netherlands of violating the European Union’s rules by helping Ikea to shear its tax bill. And polls show that Dutch voters have become increasingly angry at what they see as special privileges for wealthy corporations paying little or nothing — middle-class residents of the Netherlands, by contrast, can easily pay more than half their income in taxes.

In national elections last year, almost all the major political parties promised change. And the public anger has provided political impetus for the government.

Nike has its European headquarters in Hilversum, just south of Amsterdam. The company has used the Netherlands to significantly reduce the taxes it pays on sales outside the United States.CreditMarcel Wogram for The New York Times

Mr. Snel, a member of the Democrats 66 party, a socially liberal partner in the governing coalition, is credited by many activists for pursuing the task with more zeal than his predecessors.

“Menno Snel is being more proactive and more constructive in addressing tax avoidance,” said Francis Weyzig, a tax policy expert in The Hague for the charity Oxfam, which argues that island havens steal revenue from developing countries. “Definitely, there has been a change.”

For example, Mr. Snel has proposed measures to prevent companies from exploiting inconsistencies in national rules that allow profits to fall through the cracks, avoiding taxation.

Other provisions he has proposed oblige lawyers and accountants to disclose information about questionable arrangements. The Netherlands will also limit the size of deductions that companies take for interest payments, a measure aimed at another popular method for shifting profits to tax havens. In that arrangement, firms take out loans in low-tax countries but allocate the interest to the Netherlands, where it is deductible as an operating expense.

But tax is a big business for the Netherlands, leaving open the possibility that vigorous objections from multinationals could weaken efforts to retool the system.

Companies are unlikely to stop looking for ways to minimize their bills, and for countries to help them do it. And not everyone believes that the Netherlands is ready to forsake a legal structure that has helped make the country a hub for international corporations. The Netherlands Foreign Investment Agency still advertises on its website that the country offers “a supportive corporate tax structure.”

Deloitte offices in Amsterdam. The Netherlands long justified its tax laws by arguing that they attracted multinational companies, creating jobs and investment.CreditMarcel Wogram for The New York Times

“The Netherlands is not serious about ending its tax haven status,” said Sven Giegold, a German member of the European Parliament who is the Green Party’s spokesman on tax policy. He noted that the Netherlands had resisted attempts to prevent European countries from competing to have the lowest corporate rate.

Amsterdam, The Hague and other cities in the Netherlands are also home to tens of thousands of lawyers, accountants, notaries and other experts who specialize in the construction of intricate tax avoidance plans with colorful names like “the Dutch sandwich.” That industry, along with lobbyists for big corporations, has not given up trying to dilute the proposals.

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“Companies that want to come to the Netherlands and set up a genuine business — the question is whether you would scare them off by being too strict,” said Bartjan Zoetmulder, a tax partner at Loyens & Loeff, a big Dutch law firm.

So far, there are no signs of mass unemployment among the thousands of Dutch lawyers, accountants and notaries who specialize in working with foreign corporations. Many young people still regard tax advising as a lucrative career with a future, a sign they do not expect the changes to undercut the appeal of the Netherlands.

Enrollment in courses for budding tax consultants “has never been so high,” said Jan van de Streek, a professor at the University of Amsterdam who teaches tax policy, with a hint of chagrin.

Critics have dismissed some of the efforts as feeble. New rules would require businesses registered in the Netherlands to have real operations, but companies would qualify if they have an office and an annual payroll of 100,000 euros, or about $115,000 — a low bar.

And lately there has been public outrage over an exemption for shareholder dividends that is seen as benefiting Shell and Unilever, two of the Netherlands’ biggest corporations, at the expense of ordinary citizens.

Mr. Snel said that Dutch officials would continue to consult with businesses, but would apply stricter standards that were either in place or would go into force in coming years. And the secrecy is over. The Netherlands has already begun sharing information with other countries.

“We don’t want to be seen as tax evaders,” Mr. Snel said. “We pay our taxes.”

(BBG) China Plans Broad Import Tax Cut as Soon as October

(BBG) China May Choose to Skip a Treasury Auction, UBS’s Donovan Says

China is planning to cut the average tariff rates on imports from the majority of its trading partners as soon as next month, two people familiar with the matter said, in a move that will lower costs for consumers as a trade war with the U.S. deepens.

Premier Li Keqiang said Wednesday that China would further reduce the tariffs, without elaborating. The two people who spoke on the new reduction asked not to be named as the matter isn’t public yet.

By cutting duties on goods even as it retaliates against President Donald Trump’s trade war with higher charges on some U.S. goods, China is following through on long-stated goals to boost imports. The move comes as the nation is trying to stimulate domestic consumption to support a slowing economy, and follows similar cuts to tariffs in July on a wide range of consumer goods.

The offshore yuan pared loss to rise briefly following the news, and then weakened to trade 0.07 percent lower at 6.8562 per dollar as of 1:02 p.m. in Hong Kong. The onshore rate was little changed at 6.8505.

“By further cutting import taxes, China is sending a message that it will keep opening up and reform no matter how the trade war goes. It’s more like a commitment to both domestic and international audience. It’s a gesture,” said Tommy Xie, an economist at Oversea-Chinese Banking Corp Ltd in Singapore.

The Ministry of Finance didn’t immediately respond to a request for comment on the matter. China’s most-favored nation average tariff currently stands at 9.8 percent. The MFN rule requires all countries to be treated equally unless specific exceptions are agreed, and the U.S. is also covered by MFN status.

China still has a higher average tariff rate than many developed economies. The U.S.’ average applied MFN rate was 3.4 percent in 2017, and in general the Trump administration has accused China of being a protectionist economy. On Wednesday, Premier Li said that his government wouldn’t devalue the currency in order to boost its exports amid the trade war.

What Our Economists Say…

The timing of the cut would suggest the tariff tool is being used as a tactic in the trade war, taking into account both domestic and international considerations. Cuts across most trading partners, including the U.S., would signal an effort by China to ease tensions.

— Chang Shu, Bloomberg Economics

We “must uphold multilateralism, the rules of free trade,” he said. “No matter what changes are needed to the rules, it brings benefits. If there are problems, negotiation is needed to solve them.”

(JN) O hábito faz o monge – Nuno Melo

(JN) Ter o primeiro-ministro de Portugal trajando como se fosse beber um copo ao Urban Beach, enquanto acompanhava o ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola, Manuel Domingos Augusto, impecavelmente aprumado em revista a militares perfilados, não foi só uma circunstância do momento, nem é uma atitude que possa ser desvalorizada. Reflete uma “proletarização” do Estado promovida por uma certa Esquerda que há décadas se esforça por desmantelar símbolos e valores de sempre, que acha antigos, sem ter noção que enquanto exerce funções eletivas, ou em áreas de soberania, não se representa a si, mas transporta todo o peso do Estado.

De mocassins e calças de ganga, numa ocasião com peso protocolar, não esteve apenas António Costa, mesmo se convencido do acerto da combinação feita ao gosto da moda em voga no Largo do Rato. Esteve o primeiro-ministro de um país, que por acaso impõe a outros – e bem -, regras protocolares de “etiqueta e pragmática” que como inscrito em decreto regulamentar e publicado no Portal do Governo, são definidas “de acordo com as práticas internacionais vigentes e as tradições e costumes do Estado português”.

Encarnar o Estado em funções públicas implica formalismo e responsabilidade. Foi sempre assim.

O problema é que não falta quem hoje confunda informalidade com modernidade. E, infelizmente, há anos que o mau exemplo vem de cima.

Começou na Assembleia da República, com o dr. Louçã e companhia em postura andrajosa, para melhor impacto cénico na defesa da liberalização do consumo de drogas e da guerra aos crucifixos. Consciente do poder da imagem, no BE, a par dos discursos inflamados, a T-shirt manhosa foi sempre uma imagem de marca. Mas ao menos nesses tempos, a enorme maioria da representação parlamentar, PS incluído, tinha noção de onde estava. Acontece que depois, veio a “bloquização” do próprio PS.

Assim se percebe que a opção descontraída do primeiro-ministro em Angola nem sequer tenha sido caso único. Teve precedente na imagem gémea do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, sem gravata e em desleixo, a passar revista às tropas em Portugal, mesmo sabendo que as Forças Armadas foram forjadas por séculos de tradições que encaram o atavio e aprumo como regras essenciais. Apesar do óbvio desprezo do Governo em relação à instituição militar, há atos que soam a insulto.

Acresce o momento e o país. Independentemente da história, Angola é um parceiro estratégico e comercial importante para Portugal. Sendo que em política e em relação a governantes, o hábito também faz o monge.

* DEPUTADO EUROPEU

(Independent) Dalai Lama says ‘Europe belongs to the Europeans’ and suggests refugees return to native countries

(Independent) Dalai Lama says ‘Europe belongs to the Europeans’ and suggests refugees return to native countries

The Dalai Lama has sparked anger after declaring that “Europe belongs to the Europeans”.

The Tibetan Buddhist spiritual leader also said that refugees should return to their native countries and assist with developing them.

The 14th Dalai Lama was speaking at a conference in Malmo, Sweden which is home to a large immigrant population, according to the Business Times. 

“Receive them, help them, educate them … but ultimately they should develop their own country,” the 83-year-old said, when speaking about refugees.

“I think Europe belongs to the Europeans.”

He was speaking in the aftermath of a divisive election in Sweden in which a far-right party, Swedish Democrats, made electoral gains, although they were beaten by the country’s centre-left coalition.

The Dalai Lama also said that Europe was “morally responsible” for helping “a refugee really facing danger against their life”.

Social media users condemned the comments, calling the Dalai Lama a “bigot of the first order” and a “hypocrite”.

“Europe, for example Germany, cannot become an Arab country,” he said in an interview with German newspaper Frankfurter Allgemeine Zeitung in 2016, in which he also said that there were “too many refugees” in Europe.

The Dalai Lama is a refugee himself. He led thousands of his followers from Tibet to India in 1959 after the Tibetans protested against Chinese limits on their autonomy.

The 83-tear-old continues to live in exile in northern India today.

(BBG) A New CEO Plans Big Cuts to Mend Deutsche Bank

(BBG) Christian Sewing knows how to bring down expenses, but some say he lacks a grand vision.

As chief of Deutsche Bank AG’s retail division, Christian Sewing earned a reputation as an unapologetic cost-cutter who closed hundreds of branches, reduced staff by 7 percent—3,100 positions—over two years, and sold operations in Poland and Portugal. Today, as the company’s chief executive officer, he’s following a similar playbook. But there’s far more at stake as he faces restive shareholders dismayed by more than $10 billion in losses over the last three years.

Since April, when he was appointed CEO of the battered bank, Sewing has cut an additional 1,700 jobs, told bankers they can no longer buy first-class train tickets, eliminated daily office fruit bowls, and is planning to shrink the New York office 30 percent and move away from Wall Street. It’s part of a pledge Sewing made to trim overhead at least 8 percent by 2019. “We’ll have to make progress on costs,” he said at an August banking conference in Frankfurt. “It’s about what we can control ourselves: making the business profitable.

Sewing’s hardest task will be convincing investors and employees that he can break out of the bank’s cycle of serial disappointments. Revenue has fallen 21 percent in the last two years and is on track to drop again in 2018, to its lowest level in a decade. The investment bank is losing market share, the asset management division has been unable to stem outflows, and the stock has plunged to near-record lows since Sewing took over. The CEO has acknowledged that he has little more than a year to mend the bank’s shattered credibility. “If Sewing next year says they’ll continue to miss targets, that would be a big problem,” says Daniel Regli, an analyst with brokerage MainFirst.

There are persistent rumors that Deutsche Bank is considering a merger as a way out, most likely a tieupwith crosstown rival Commerzbank AG. But at a strategy conclave in Hamburg on Sept. 14-15, the supervisory board and top managers examined potential combinations with partners in Germany and abroad and decided the time isn’t right for such a deal. Sewing has told people around him that the company must first better integrate Postbank, the financial arm of the country’s postal service that Deutsche Bank bought in 2010 but never managed to bring under one roof with its own operations.

The new CEO contrasts sharply with his predecessors John Cryan and Anshu Jain, Brits who joined Deutsche Bank after rising to executive roles at rival investment banks. Sewing is a German who’s spent almost his entire career at the company, starting as a trainee at a branch in his hometown of Bielefeld and climbing the ladder in Frankfurt and abroad. He earned recognition from regulators for his work leading Deutsche Bank’s investigation into its role in allowing suspicious money transfers out of Russia—for which the bank was fined almost $700 million last year. In 2010 he joined senior management as chief credit officer, and he’s since served as deputy chief risk officer and audit boss.

Sewing commutes home most weekends to see his wife and four children near Bielefeld, a four-hour drive north of Frankfurt headquarters, and his deep roots in Germany have helped him cultivate strong ties with the country’s economic and political elite. He can be seen quaffing beers with bigwigs from Germany’s blue chip companies and has shared the stage with Finance Minister Olaf Scholz at industry conferences. “Sewing, a homegrown talent from the very beginning, represents the classic bank business in the European tradition,” says Michael Seufert, an analyst with NordLB.

Befitting the first German to run the bank as sole CEO in more than a decade, Sewing aims to shift away from Asia and the U.S., instead emphasizing Europe and especially Germany. The question is whether he has the charisma and vision to lead a sprawling operation with 100,000 employees spread across five continents. While his track record suggests that Sewing is good at increasing efficiency, his plan consists mainly of cutting expenses.

Deutsche Bank has gone through three other turnaround plans since 2015, and insiders fret that Sewing’s retrenchment will end up eliminating many global outposts. An investor who recently talked to Sewing said the CEO failed to adequately answer any questions that extended beyond his 2019 targets. And one top manager says Sewing rejected an argument that job cuts posed a risk to the unit’s effectiveness. “I don’t see Sewing as a visionary,” says Michael Hünseler, a fund manager at Assenagon Asset Management. “He’s a rational, adaptable CEO, but he doesn’t seem to like to make big bets.”

In April he ordered a review of the investment bank—meaning job cuts—which unsettled international clients and employees alike. Indeed, most of the positions eliminated in the second quarter were at the investment bank, and he’s dismantled teams doing equity research or strategic advisory work in Brazil, Dubai, and Japan. With many top staffers jumping ship, Sewing has sought to quash uncertainty by traveling the world—since becoming CEO he’s made five trips to the U.S. and three to Asia—to underscore the bank’s commitment to a global footprint. And he’s instituted get-togethers the company calls the “Hour of Truth,” where workers from all levels are encouraged to ask him questions.

His aim is to restore credibility and a sense of pride to an institution that’s become a symbol of failed expectations. Having witnessed the brutal defenestration of Cryan—whose tenure was marked by conflict with Supervisory Board Chairman Paul Achleitner and, ultimately, a failure to cut expenses—Sewing is trying to avoid what he’s called the bank’s “pattern of negative surprises” in fourth-quarter costs. “We’ve gone through a difficult phase,” Sewing said at the Frankfurt conference. “We need to reawaken our pride.” —With Nicholas Comfort

(EP) El libro de Pedro Sánchez y Carlos Ocaña copia párrafos de la conferencia de un diplomático

(EPLa Moncloa sostiene que se trata de “un error involuntario” y los coautores se comprometen a subsanarlo “en el más breve plazo”

El presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, y el economista Carlos Ocaña reproducen en su libro de 2013, sin entrecomillar ni citar la fuente original, párrafos de cinco de las siete páginas de una conferencia que el diplomático español Manuel Cacho pronunció en un simposio de la Universidad Camilo José Cela (UCJC) el 25 de febrero de 2013. En total, citan sin referir 454 palabras. Cacho, actual embajador en Australia, ha confirmado a este periódico que nadie le consultó para usar este material. “Es la primera noticia que tengo”, respondió en conversación telefónica. La Moncloa ha asegurado a EL PAÍS que se trata de “un error involuntario”. “Los coautores únicamente pueden lamentar este hecho y comprometer su subsanación en el más breve plazo. En las siguientes ediciones de la obra se incluirá correctamente la cita”, precisan. Ocaña, coautor de la obra, no ha querido hacer declaraciones.

El embajador Manuel Cacho pronunció su conferencia en las jornadas Marca España y la diplomacia económica, que se celebraron nueve meses antes de la publicación del libro. Pedro Sánchez, que entonces acababa de acceder a un escaño en el Congreso de los Diputados, organizó aquel acto y ejerció de moderador en una de las mesas redondas. El libro La nueva diplomacia de la economía española, de 229 páginas, firmado por Sánchez y Ocaña -de 38 años y hoy directivo del Real Madrid- recoge la tesis doctoral del presidente leída en noviembre de 2012, y añade nuevas aportaciones. Es ahí donde se encuentran al menos 18 páginas con pasajes de fuentes ajenas sin citar ni referenciar. El discurso de Cacho es el más llamativo, aunque hay al menos cinco más de distinto origen, según ha comprobado EL PAÍS.

Varios fragmentos de ocho párrafos de la conferencia del embajador coinciden con el texto del libro. Hay incluso una errata -“ente” en lugar de entre- en el discurso que se repite tal cual en el libro de Sánchez en la página 65, al final de un largo párrafo idéntico a 16 líneas de la conferencia: “… se intercambian impresiones, ideas y se ve desde ambos lados cómo se puede incrementar la colaboración empresarial, cultural, académica… ente un país y el otro”.

La tesis doctoral de Sánchez fue objeto de polémica la semana pasada, pero hasta tres programas informáticos empleados por este periódico no hallaron indicios de obras ajenas sin atribuir. Sin embargo, no ocurre lo mismo con el libro posterior del presidente y Carlos Ocaña. La conferencia de Manuel Cacho es el caso más notorio. Las ponencias se encuentran en un documento alojado en la web de la Camilo José Cela y la universidad también confirma que se trata de la transcripción de las intervenciones. Hasta cinco páginas del libro, de la 62 a la 66, en el cuarto capítulo, reproducen gran parte del discurso del diplomático. Se utilizan cinco de los siete folios de la intervención. Se desconoce qué partes del libro, fuera de la tesis doctoral, son cosecha de Sánchez o de Ocaña, que fue entre 2008 y 2011 jefe de gabinete del ministro de Industria, Miguel Sebastián, autor del prólogo del libro. Ninguno de los dos autores ha querido aclararlo.

El actual embajador en Australia confirma a este diario que participó en aquellas jornadas y que no leyó un texto escrito. “No tenía tiempo y preparé un guion, fue una cosa improvisada. Después me enviaron unos borradores de la universidad con la transcripción para publicar en su página web”, explica Cacho. Desconocía qué parte de su intervención había acabado en el libro de Sánchez. Nadie le pidió permiso para ello, sostiene, aunque ha preferido no hacer valoraciones.

Otro pasaje del discurso, de 14 líneas, está incluido con leves variaciones en el volumen, en la página 65. El final de este extracto es el siguiente: “Finalmente, las fundaciones desarrollan colaboraciones puntuales con distintas instituciones de los países para los que están pensadas. Pienso por ejemplo en la colaboración con el China Club Spain o con la Japan Foundation. Todo ello, en definitiva, lo que busca es el acercamiento entre sociedades civiles”. El libro repite el párrafo con pequeños retoques: “Finalmente, las fundaciones desarrollan colaboraciones puntuales con distintas instituciones de los países. Así, existe colaboración con el China Club Spain o con la Japan Foundation. Todo ello, en definitiva, con el propósito de lograr el acercamiento entre sociedades civiles”.

Las partes copiadas de la intervención de Cacho componen el núcleo argumental y la mayor parte del epígrafe 4.2 del libro, y el resto coincide con lo publicado en la tesis doctoral de Sánchez. Están insertadas entre fragmentos de un artículo del líder del PSOE, el titulado La diplomacia comercial en el centro de la diplomacia comercial española, que Sánchez publicó en septiembre de 2012. La transcripción del texto es prácticamente literal, salvo en algunos giros y expresiones que en el libro se cambian por sinónimos. Por ejemplo, esta frase de Cacho: “… con los países de la Unión Europea tenemos canales de sobra…” se convierte en “con los países europeos existen canales sobrados…”

Copias de otros textos

Además de esa conferencia, el libro de Sánchez y Ocaña también echa mano de otros textos ajenos, sin atribuir la fuente ni incluirla en la bibliografía final. Los más destacados, por su extensión, son cinco: un discurso en el pleno del Congreso del entonces ministro Miguel Sebastián (páginas 55 y 56 del libro); una respuesta parlamentaria (página 154 y 156); un informe del Ministerio de Economía (páginas 87 y 88); un teletipo de agencia de un acto oficial (páginas 146 y 147), y un comunicado de prensa del Consejo de Ministros (páginas 57 y 59).

En cuanto a estos cinco textos, La Moncloa afirma que “está todo en orden”. “Está permitida la utilización de iniciativas y documentos de carácter parlamentario, que son de uso público”, argumenta dicha fuente. “Se trata de documentos que no generan derechos de autor por no tener la consideración de obras, ya que son de uso público al formar parte del debate político, el cual debe ser difundido a todos los ciudadanos”.

El Gobierno sostiene que el artículo 33 de la Ley de Propiedad Intelectual “excluye explícitamente los discursos pronunciados en sesiones parlamentarias”. “Por tanto, son documentos públicos de consulta abierta a todos, por lo que está todo en orden”, concluye La Moncloa.

(OBS) Uma crise que esconde outra – Rui Ramos

(OBS) Não foi o colapso do Lehman Brothers em 2008, mas o colapso das fronteiras em 2015 que provocou a verdadeira crise contemporânea.

A 15 de Setembro, fez dez anos que os empregados do banco Lehman Brothers limparam as secretárias. Tem sido fácil, desde então, simplificar a história: a maneira mais corrente é ver só a ganância dos banqueiros. Mas no princípio desde século, a banca também correspondeu ao interesse dos governos em prolongar artificialmente os bons tempos, à força de crédito arriscado. A partir de 2006, quando o petróleo atingiu valores históricos, os bancos centrais recearam a inflação, e, através de puxões dos juros, fizeram ruir a casa. Mas a era da “austeridade” depressa se tornou a era da criação de dinheiro barato, o que explica a nova euforia das bolsas e do imobiliário. Nada disso, porém, abalou os regimes ocidentais. As populações baixaram simplesmente as suas expectativas. A não ser na Grécia, a Grande Recessão fez apenas rodar no poder os partidos do costume, como em Portugal.

A crise que finalmente abalou os regimes políticos veio já quando o desemprego começava a descer. Resultou de outra decisão das elites ocidentais: a de compensar o recuo populacional com a importação em grande escala de mão de obra barata. No Verão de 2015, o afluxo ilegal de migrantes, a coberto do estatuto de “refugiado”, foi o momento Lehman Brothers dessa política demográfica clandestina. O problema não foi tanto a imigração em si, mas o descontrole e sobretudo a incapacidade de “integrar”: a este respeito, o fundamentalismo islâmico tornou apenas mais evidente o fracasso da última ilusão neo-colonial, a de que a Europa pode tornar europeu quem quer que seja. Tornou-se difícil esconder o risco de este tipo de imigração ilegal e caótica servir sobretudo para o Ocidente importar os problemas do resto do mundo. É isso, e não a Grande Recessão, que explica o Brexit no Reino Unido, um demagogo como Trump nos EUA, Salvini em Itália, Kurz na Áustria, os Democratas Suecos, Le Pen em França, ou Geert Wilders na Holanda.

É costume atribuir o sucesso dos chamados “populistas” à “ignorância” e ao “preconceito” do “povo”. Talvez fosse mais exacto, porém, admitir que os eleitores de Salvini ou dos Democratas Suecos sabem o que têm a perder. Não são apenas os bairros e os serviços sociais, pelos quais têm agora de competir com os migrantes. É, também, o estatuto derivado da identidade nacional. Um sueco não é apenas um titular de direitos sociais, mas membro de uma comunidade soberana, com uma cultura e uma história. As elites, porém, tratam agora as identidades cívicas nacionais como simples “construções”, e portanto coisas que podem ser “descontruídas” por decisão do governo. Confundindo identidade cívica nacional com o tipo de etnicismo exclusivista do século XIX (de que o nacionalismo catalão é um exemplo), as elites ocidentais dão até a entender que o fim das identidades nacionais na Europa seria uma conquista civilizacional. Não lhes ocorre que, num mundo que a globalização deixou em fluxo, essas identidades colectivas são das poucas âncoras que restam aos cidadãos — e, provavelmente, o vínculo mais efectivo para manter a coesão e a integridade das democracias e dos Estados sociais (veja-se, por exemplo, o modo como, no Reino Unido, o SNS está ligado à identidade britânica: será viável sem essa identidade? O Estado social não é só uma questão financeira).

Não foi o colapso do Lehman Brothers em 2008, mas o colapso das fronteiras em 2015 que provocou a verdadeira crise contemporânea. Ao declarar que os Estados são apenas uma espécie de aeroportos internacionais onde as pessoas passam sem nada precisarem de ter em comum, as velhas elites políticas ocidentais começaram a abandonar o “povo”, que por sua vez começou a abandonar as velhas elites. Não é difícil de compreender.

(NYT) Justice Department Is Examining Tesla After Musk Comment

(NYT

Elon Musk on Monday. Mr. Musk’s abrupt declaration on Twitter that he hoped to convert Tesla into a private company kicked off a furor in the markets and within Tesla itself.CreditCreditChris Carlson/Associated Press

Tesla said on Tuesday that the Justice Department had requested documents from the company after its chief executive, Elon Musk, abruptly announced that he had lined up funding to convert the publicly traded electric-car maker into a private company.

The request for information suggests that the Justice Department has opened a preliminary investigation into Mr. Musk’s market-moving Twitter post on Aug. 7 about the potential buyout.

The Justice Department inquiry, along with an intensifying Securities and Exchange Commission investigation into Tesla’s practices and communications, substantially increases the risks facing the embattled company. Tesla already is under intense financial pressure, with its shares down 25 percent since early August, and the government investigations introduce the possibility of costly penalties or other sanctions.

Tesla said in its statement on Tuesday that it received the Justice Department’s request last month and “has been cooperative in responding to it.” The company released the statement after Bloomberg News reported that federal prosecutors had begun an investigation.

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The Justice Department inquiry is being handled by the United States attorney’s office in San Francisco, according to a person familiar with the matter. It is unclear whether the inquiry is criminal or civil or whether it is at such an early stage that the question has not been settled.

While the specific scope of the Justice Department inquiry isn’t known, prosecutors in investigations like this one might look at a company’s accounting practices, the adequacy and accuracy of its public disclosures and whether executives had sought to mislead investors.

Tesla said the Justice Department’s request was not a subpoena but rather a “voluntary request for documents.” The company added: “We respect the D.O.J.’s desire to get information about this and believe that the matter should be quickly resolved as they review the information they have received.”

Investigators in the S.E.C.’s San Francisco office are examining whether Tesla misled investors about its production goals. They also are looking into Mr. Musk’s tweet, in which he said he had “funding secured” to take the company private for $420 a share.

Elon Musk

@elonmusk

Am considering taking Tesla private at $420. Funding secured.

The tweet blindsided Tesla’s board and ignited a rally in Tesla’s shares. It soon became clear that Mr. Musk had not nailed down the billions of dollars in outside funding that would be required for such a deal. Nor had he retained any banks to assist in the fund-raising process.

Mr. Musk said later in August that he was shelving the idea of converting Tesla into a private company.

As part of the investigation, the S.E.C. in the past month has sent subpoenas not only to Tesla but also to financial institutions that it hired to explore the going-private transaction, according to people briefed on the subpoenas. Goldman Sachs and Silver Lake, a large investment firm, both received subpoenas demanding materials about their interactions with Tesla, the people said.

It is not clear whether the Justice Department inquiry is, like the S.E.C.’s, focused on a wide range of issues at Tesla or in particular on the circumstances surrounding Mr. Musk’s Twitter post.

Mr. Musk and the company he helped found have been bouncing from crisis to self-inflicted crisis in recent months.

There have been severe production problems at Tesla’s California plant, and the company is burning through its cash at a rapid clip. Mr. Musk has faced off with many so-called short-sellers, who are wagering that Tesla’s shares will fall. The company’s chief accounting officer resigned after a month on the job. Mr. Musk appeared to smoke marijuana during a recent video interview. He was sued this week by a British cave rescuer whom Mr. Musk accused of being a pedophile.

As the pressure mounts, Mr. Musk has retained his own lawyers to represent him in the government investigations, separate from the law firms hired by the company and its board.

Lawyers from Hughes Hubbard & Reed — including Roel C. Campos, a former S.E.C. commissioner — are representing Mr. Musk in connection with the S.E.C. investigation, according to three people familiar with the arrangement. Mr. Musk has also hired Steven Farina, a partner at Williams & Connolly who specializes in government investigations and accounting malpractice, to represent him, two of the people said.

A request for documents from a United States attorney’s office would often be a sign of a criminal investigation. But federal prosecutors sometimes proceed with civil, not criminal, cases. They generally do so when the conduct they are investigating does not clearly violate a criminal statute or when prosecutors’ main goal is to stop someone from a specific type of behavior. Civil lawsuits also carry a lower burden of proof than criminal cases.

The news of the Justice Department inquiry sent Tesla’s shares down more than 3 percent on Tuesday.