Category Archives: Banif P.O.

+++ O.P./P.O. (JN) RR: João Salgueiro diz que venda do Banif está por explicar

O.P.  

ET MAGISTER DIXIT!
(E ASSIM FALOU O MESTRE!)

O meu amigo João Salgueiro falou, e com a sua enorme sabedoria, disse practicamente tudo,e sobretudo o que os responsáveis não queriam dizer…

Mas que o autor destas linhas tinha o a seu tempo dito…
Ver as minhas Opiniões Pessoais sobre o Banif.

Ora vejamos as declarações do Dr João Salgueiro mencionadas no Jornal de Negócios, a partir de uma entrevista à Radio Renascença:

O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos disse, em entrevista à Rádio Renascença, que a instituição bancária foi vítima da União Europeia, “que trata as coisas que se fosse o quintal deles”.

João Salgueiro considera que a venda do Banif aos espanhóis do Santander “merecia e merece ser melhor explicada” porque aparentemente “havia propostas melhores”.

O responsável recordou ainda as notícias que davam conta da queda do Banif antes de acontecer: “há uma senhora que diz qualquer coisa sobre a eutanásia, há logo um processo crime de investigação. Há a divulgação de notícias que põem em causa o sigilo bancário, não é averiguado, não tem importância, e também é crime”.

(Eu disse “chamem a Polícia Judiciária e a Interpol”)…

João Salgueiro culpa também o Governo e a União Europeia pelo destino do banco. “O Estado português não se podia afastar daquilo”, “não é possível dizer que alguém vai ser responsável por essa área e não conhecia o problema”, criticou o ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

O responsável apontou o dedo a Bruxelas, referindo que o Banif caiu às mãos da União Europeia.

E avisou: “é fácil suspeitar que isto é o paradigma do que vai acontecer nos outros casos a seguir”. “Estou a falar [da venda] do Novo Banco, estou a falar da Caixa Geral de Depósitos, que tem sido um entrave a que se reforce o capital. Por um lado, diz que é obrigado a reforçar o capital, por outro lado, proíbe-se o aumento porque são ajudas de Estado. Isto não pode ser”.

E também digo eu:

Claro que não pode ser a Caixa Geral de Depósitos não poder aumentar o capital por fora das regulamentações absurdas da União Europeia.

E há quem defenda que a notícia falsa da TVI, que provocou a corrida ao Banif, (Um bilião de euros de levantamentos numa semana),foi lá “plantada” de propósito…

E também há quem defenda que a (odiada) Direcção-Geral da Concorrência da União Europeia, teria sido “sensibilizada” para vir a ter o entendimento, como aparentemente teve, que a melhor solução seria a venda ao Banco Santander.

E veja se a visita da Senhora Ana Botin a Lisboa em Setembro de 2015, e em que foi recebida pelo Banco de Portugal.

E atente se ao facto de na altura o Grupo Santander ter, (confirmadas pela própria Presidente), insuficiências de capital importantes, e que foram minoradas, com operações contabilísticas no montante de aproximadamente 6 biliões de euros, no final do ano passado.

E repare se que a compra do Banif, nas condições em que foi efectuada, “contribuiu”  com cerca de 2 biliões de euros dos referidos aproximadamente 6 biliões…

E claro que o grosso do suposto “buraco” foi “cavado” pela própria Comissão Europeia com as suas regras absurdas…

Sim, sim , porque obrigaram a que o património imobiliário do Banif, que vinha a custo histórico em grande parte da Companhia de Seguros Açoreana, fosse transferido para o veiculo criado, com um “pequeno desconto”…

Apenas um módico desconto de 66 % !

Um escândalo e uma vergonha !

E não há ninguém que diga à Comissão Europeia basta !

E repito o que anteriormente disse:

“Chamem a Polícia Judiciária e a Interpol, porque também desta Polícia este caso parece necessitar”.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

Post Scriptum

É evidente que, perante um cenário destes repleto de suspeições, é indispensável uma auditoria externa, como disse, e bem , o Dr Pedro Passos Coelho.

Até para que não restem dúvidas, e se possam responsabilizar os que provocaram este desastre.

Nomeadamente a Comissão Europeia, se for caso disso.

FCMP

(NEGÓCIOS) O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos disse, em entrevista à Rádio Renascença, que a instituição bancária foi vítima da União Europeia, “que trata as coisas que se fosse o quintal deles”.

João Salgueiro considera que a venda do Banif aos espanhóis do Santander “merecia e merece ser melhor explicada” porque aparentemente “havia propostas melhores”. O ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) referiu, em entrevista à Rádio Renascença, na noite de terça-feira, dia 1 de Março, que não são conhecidas as razões pelas quais “só aparece um concorrente no final”.

O responsável recordou ainda as notícias que davam conta da queda do Banif antes de acontecer: “há uma senhora que diz qualquer coisa sobre a eutanásia, há logo um processo crime de investigação. Há a divulgação de notícias que põem em causa o sigilo bancário, não é averiguado, não tem importância, e também é crime”.

O Banif foi vendido no final de 2015, por 150 milhões de euros e João Salgueiro culpa também o Governo e a União Europeia pelo destino do banco. “O Estado português não se podia afastar daquilo”, “não é possível dizer que alguém vai ser responsável por essa área e não conhecia o problema”, criticou o ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

O responsável apontou o dedo a Bruxelas, referindo que o Banif caiu às mãos da União Europeia. E avisou: “é fácil suspeitar que isto é o paradigma do que vai acontecer nos outros casos a seguir”. “Estou a falar [da venda] do Novo Banco, estou a falar da Caixa Geral de Depósitos, que tem sido um entrave a que se reforce o capital. Por um lado, diz que é obrigado a reforçar o capital, por outro lado, proíbe-se o aumento porque são ajudas de Estado. Isto não pode ser”.

Quanto às divergências entre o Governo e o Banco de Portugal, Salgueiro diz que foi uma “falsa partida que, felizmente, se percebeu logo que não fazia muito sentido”.

+++ O.P. (JN) Catarina Martins considera declarações de Passos irresponsáveis

O.P.

…A Senhora Deputada, neste caso, e na minha opinião, não sabe o que diz, nem do que é que está a falar.

FCMP

(JN – click to see) A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, classificou esta segunda-feira de “irresponsável” a afirmação de Pedro Passos Coelho, de que quando saiu do Governo dava lucro o banco Banif, que veio depois a ser intervencionado pelo Estado.

“É uma afirmação no mínimo irresponsável, tentando esconder o que não pode ser escondido que é o prejuízo terrível ao país que foi feito pela forma como PSD/CDS lidaram com o sistema bancário, todas as facilidades que deram ao sistema financeiro e a pouca exigência que tiveram para com o erário público”, afirmou.

A líder do Bloco de Esquerda reagiu a uma entrevista de domingo ao Jornal de Notícias do antigo primeiro-ministro social-democrata, à margem de uma visita à cadeia de Bragança, em que deixou ainda uma pergunta: “Então porque é que não cobrou ao Banif o que o Banif devia ao Estado se o Banif estava a ter lucros?”.

“Eu julgo que a direita tem dito qualquer coisa, está completamente de cabeça perdida”, declarou.

Catarina Martins afirmou ainda que “toda a gente sabe que o Banif tinha milhares de milhões de euros públicos injetados e PSD e CDS acharam que não precisa de nenhum administrador público e não estava a pagar o que devia ao Estado”

A líder do Bloco salientou que as declarações sobre o Banif não foram a “a única afirmação surpreendente de Pedro Passos Coelho porque diz também que estava já a reverter a austeridade”.

Para Catarina Martins, o presidente do PSD quer “esconder que se tinha comprometido com Bruxelas com um aumento de impostos bem superior ao que acontece com o Orçamento do Estado que foi agora apresentado e que se tinha comprometido também a cortar mais de 500 milhões de euros nas pensões em Portugal”

“E, portanto, um Governo que tinha prometido tão mais austeridade em Bruxelas para o nosso país dizer agora quem era responsável por esse Governo que estava a tentar reverter a austeridade, eu julgo que é uma forma muito pouco séria de estar na política”, concluiu.

Relativamente ao Orçamento do Estado para 2016, a coordenadora do BE disse apenas que o seu partido está a estudar e a debater propostas concretas que serão apresentadas em devido tempo, na discussão na especialidade, no parlamento.

Vincou, contudo, que essas propostas incidirão na recuperação de rendimentos para apoiar famílias com salários mais baixos e sobre os problemas da degradação dos serviços públicos.

+++ O.P/P.O. M.I. (DE) PSD chama director da TVI ao inquérito ao Banif

O.P./P.O.

BINGO 

Mas vai provavelmente refugiar se com a confidencialidade  das fontes.

Mas não há dúvida que a notícia, que era falsa, provocou uma corrida ao Banif que perdeu 1 bilião de euros em depósitos numa semana.

E porque é que a notícia foi posta…?

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(DE – click to see) A bancada do PSD pede a audição de 50 entidades e personalidades, incluindo responsáveis europeus.

O PSD quer ouvir o director de informação da TVI no inquérito à queda do Banif, entre um total de 50 personalidades. O requerimento do PSD foi apresentado ontem na primeira reunião da comissão parlamentar de inquérito e chama ainda ao Parlamento o vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, que já foi governador do Banco de Portugal.

O coordenador social democrata no inquérito, Carlos Abreu Amorim, explicou que é importante ouvir o director de informação da TVI, Sérgio Figueiredo, para perceber como a estação uma semana antes da queda do banco deu a notícia.

Entre as personalidades pedidas pelo PSD está Teresa Roque, filha do fundador do Banif, os últimos administradores, os responsáveis da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia e todas as entidades que manifestaram interesse na compra do Banif, que acabou por ser vendido ao Santander.

PS, PCP e CDS ainda não apresentaram os pedidos de audição. Os partidos terão depois de acertar o conjunto de nomes a ouvir. O PSD quer ainda que seja levado ao inquérito toda a documentação referente à recapitalizacao do banco em 2013 e à resolução já em 2015.

Os partido da esquerda chumbaram ontem o requerimento do PSD que previa uma auditoria externa ao Banif, focada na gestão do banco, e optaram por requisitar o apoio “quando necessário” da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) para coadjuvar “os trabalhos da comissão em domínios de natureza financeira”. Luís Marques Guedes, deputado do PSD, sinalizou que “era o que faltava” os técnicos da UTAO serem nesta fase de apreciação do Orçamento do Estado “desviados” desse “objecto fundamental”. “Esta primeira reunião da comissão de inquérito ao Banif não correu da maneira que esperávamos”, admitiu Carlos Abreu Amorim, no final do encontro.

+++ O.P. (JN) Comissária lava as mãos da venda do Banif ao Santander

O.P.

Na minha opinião esta entrevista é uma vergonha!

Ver as minhas várias opiniões pessoais sobre este assunto.

+++ O.P. (JN) Jorge Tomé:destino do Banif traçado por “volte-face” de Carlos Costa:

«O.P.

O escândalo não para de aumentar…

E estas notícias são um camião inteiro de lenha para as diversas fogueiras.

Isto não vai acabar bem…

É a impressão que eu tenho…

Mas sobretudo não vai acabar bem para a Comissão Europeia e para a sua Direção -Geral da Concorrência, para início de conversa.

Saliento novamente, que é apenas uma impressão que eu tenho.»

+++ O.P./P.O. (JN) Camilo Lourenço: A frase assassina de António Horta Osório:

«O.P./P.O.

Muito, muitíssimo bem !

Parabéns ao Camilo Lourenço por este artigo de opinião.

E obviamente, parabéns também ao meu amigo António Horta Osório por ter lançado uma pedrada no charco, e ter tido a inteligência de dizer aquilo que ninguém tinha coragem até à altura.

Na SIC, ontem, o Dr Marques Mendes fez uma análise brilhante do caso.

Só lhe faltou dizer uma frase…

Mas digo eu…

Chamem a Polícia Judiciária!

E acrescento …

E chamem também a Interpol!

Porque também desta última Polícia este caso parece ter necessidade.»

(Negócios) Margrethe Vestager, em entrevista à SIC, diz que “neste momento” não sabe de mais nenhum banco com problemas em Portugal. E não tem certeza sobre a possibilidade de o Estado vir a recuperar o dinheiro injectado no Banif.

A Comissária europeia da Concorrência rejeita ter favorecido o Santander na compra dos activos saudáveis do Banif e remete para as autoridades locais – em especial o Banco de Portugal – a responsabilidade pela supervisão e pela decisão de resolução da instituição financeira.

“Não, não o fizemos”, afirmou categoricamente a comissária dinamarquesa Margrethe Vestager quando, em entrevista à SIC, foi questionada sobre se a venda ao banco espanhol resultou de uma indicação de Bruxelas.

“É claro que não sei o que se falou entre as duas equipas, mas obviamente não podemos impor um determinado comprador. O que é importante para nós é que o comprado tenha força suficiente para absorver o que compra e garantir que essa entidade é viável. E isso impõe uma certa força e é alvo de troca de discussões. Mas cabe às autoridades decidirem”, afirmou.

De acordo com Vestager, o facto de o Santander ser o único candidato com uma oferta vinculativa “tornou-a numa escolha muito limitada para as autoridades. Era importante que acontecesse [a venda] depressa para que o banco pudesse abrir na segunda-feira”, justificou.

Apesar de reconhecer que, para Bruxelas, o cenário de resolução tinha vantagens em relação à liquidação do banco – nomeadamente por ser menos oneroso – a comissária coloca a responsabilidade pela aplicação da medida e pelo envolvimento do Estado na injecção de capital nas mãos das autoridades locais.

“A supervisão do banco cabia às autoridades portuguesas e – no que respeita à decisão de resolução – é claro que [cabia] ao Banco de Portugal. (…) Cabe às autoridades locais dizer que isto [resolução] só pode acontecer com ajuda do Estado. E isso tem consequências pelas quais elas mesmo têm de responder”, afirmou.

A responsável pela concorrência nos 28 – que “neste momento” diz não ter conhecimento de mais nenhum banco com problemas em Portugal – não tem no entanto certezas sobre a possibilidade de o Estado vir a recuperar os 2.255 milhões de euros injectados via Tesouro e Fundo de Resolução: “Isso ainda está por ver”.

Na entrevista, transmitida esta terça-feira na véspera de o Parlamento dar posse à comissão de inquérito ao Banif, Margrethe Vestager revela-se prudente sobre a possibilidade de vir a depor perante os deputados: “Teria de ver o pedido primeiro, se faz sentido, se poderia dar um contributo. Vamos ver”, acrescentou.

www.jornaldenegocios-1

(SIC) Comissária nega que Bruxelas tenha imposto a venda do Banif ao Santander

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/banif/2016-02-02-Comissaria-nega-que-Bruxelas-tenha-imposto-a-venda-do-Banif-ao-Santander

+++ O.P. (JN) Centeno admite que notícia da TVI teve impacto na resolução do Banif

O.P.

Excertos da notícia:

«Aconteceram alguns eventos na semana anterior à resolução que tiveram impacto na resolução do Banif”, admitiu o ministro das Finanças, na audiência que decorre esta sexta-feira, 29 de janeiro, na comissão parlamentar de orçamento e finanças.

Mário Centeno referia-se à notícia de 13 de dezembro que dizia que o Banif estava preparado para fechar, depois de ter sido questionado pelo deputado do PSD, António leitão Amaro, sobre o impacto desta informação e sobre se o Ministério tinha sido fonte de informação nesta notícia. No entanto, o governante não referiu especificamente à informação da TVI. “Teve impacto, mas não posso atribuir causalidade”, sublinhou o ministro.»

Fim dos excertos

E digo eu agora:

“Teve impacto, mas não posso atribuir casualidade”…?

Então a seguir à notícia houve uma corrida ao Banif , e numa semana, os levantamentos dos clientes ascenderam a mil milhões de euros…

E não pode “atribuir causalidade” ?

É que antes desses levantamentos não havia qualquer motivo para uma resolução…

E as ameaças da Comissão Europeia e da Direção-Geral da Concorrência só têm

relevância após a corrida ao banco…

Repito assim o que anteriormente disse…

“Chercher l’argent”…

Ou seja, procurem o dinheiro, ou quem beneficiou com o facto.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Negócios) O ministro das Finanças reconheceu que a notícia da TVI sobre as dificuldades do Banif “teve impacto” na intervenção no banco. No parlamento, Mário Centeno garantiu que a Apollo nunca fez uma proposta vinculativa para comprar o banco.

“Aconteceram alguns eventos na semana anterior à resolução que tiveram impacto na resolução do Banif”, admitiu o ministro das Finanças, na audiência que decorre esta sexta-feira, 29 de janeiro, na comissão parlamentar de orçamento e finanças.

Mário Centeno referia-se à notícia de 13 de dezembro que dizia que o Banif estava preparado para fechar, depois de ter sido questionado pelo deputado do PSD, António leitão Amaro, sobre o impacto desta informação e sobre se o Ministério tinha sido fonte de informação nesta notícia. No entanto, o governante não referiu especificamente à informação da TVI. “Teve impacto, mas não posso atribuir causalidade”, sublinhou o ministro.

Centeno revelou ainda que durante o processo de venda voluntária do Banif apenas apareceram três ofertas, das quais somente duas eram vinculativas. O ministro adiantou que a proposta da Apollo, gestora norte-americana de private equity, “não era vinculativa”.

“A famosa proposta da Apollo não existe. Era mais um ‘se’. E com ‘ses’ não se vendem bancos. Era uma proposta não vinculativa”, insistiu Centeno, depois de ter adiantando que a exigência de ofertas vinculativas pretendia garantir a venda do Banif.

“No momento de entrega de propostas de compra pediam-se propostas vinculativas. Se não, as ofertas eram ‘ses’ e com ‘ses’ não se vendem bancos”, justificou Centeno.www.jornaldenegocios-5

+++ O.P. (JN) Banif ia perder acesso a dinheiro do BCE um dia depois da resolução

O.P.

Cito o ex Presidente do conselho de Administração do Banif, Jorge Tomé:

“A notícia da TVI e a corrida aos depósitos. O Banco de Portugal teve dificuldade em compreender a corrida aos depósitos e o Banif teve de recorrer à ELA (linha de emergência do Banco Central Europeu). Mas a situação estabilizou, realça. Jorge Tomé estava convencido que se anunciasse a existência de negociações, teria sido possível o Banif continuar.

O BCE ia tirar o estatuto de contraparte ao Banif? Onde está escrito? E ainda que fosse? Como funcionaram os bancos gregos durante meses?”

Fim de citação.

Eu pessoalmente tenho as maiores dúvidas na bondade das intervenções da Comissão Europeia – Direção-Geral da Concorrência, do Banco Central Europeu e do Banco de Portugal.

Além, claro, do famoso rodapé/notícia da TVI, que era falsa, e que causou a corrida ao Banif.

E a pergunta é…

Porque é que apareceu o famoso rodapé/notícia num programa desportivo, ao queme dizem…?

Não tenho dúvidas nenhumas que não apareceu por acaso…

Alguém mandou pôr a notícia…

E como dizem os franceses nos filmes policiais…

“Chercher l’argent”…

Ou seja, procurem o dinheiro, ou quem beneficiou com o facto.

Esclarecidos…?

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(JN) O governador do Banco de Portugal admitiu que a situação do Banif era frágil desde Novembro. Mas diz que foi na semana antes da queda que começou a haver problemas de acesso a dinheiro.

O Banif iria perder o acesso a dinheiro cedido pelo Banco Central Europeu a 21 de Dezembro, segundo confirmou o governador do Banco de Portugal na primeira vez que falou sobre a intervenção no Banif.

Na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, Carlos Costa confirmou que, “de facto, o banco tinha perdido o estatuto de contraparte a partir de segunda-feira seguinte”. O estatuto de contraparte permite o acesso a Frankfurt. Em resposta ao deputado social-democrata António Leitão Amaro, lançou a ideia: “imaginem o que seria o banco, sem liquidez, estar de portas abertas”.

Durante a semana anterior, de 13 de Dezembro (dia em que a TVI avança que o banco se preparava para fechar as portas) a 18, o Banco de Portugal teve de ceder ele próprio liquidez, “dado que o colateral para situações normais já não estava disponível”, declarou Carlos Costa. O colateral é a garantia apresentada para poder receber a liquidez e, assim, fazer face à “fuga de depósitos”, como classificou o deputado do PS.

Só que, a 18 (data marcada para a apresentação de propostas finais para a compra do Banif), o banco “estava muito curto de colateral e não poderia fazer face à semana seguinte, disse o governador aos deputados.

Contudo, na mesma resposta, admitiu que os problemas já tinham algum tempo. A 17 de Novembro, o Banco de Portugal tinha já solicitado um reforço de capitais ao banco porque, com as imparidades que teria de constituir (o governador não explicou porquê), os rácios ficariam no limite exigido.

O banco acabou por ser alvo de uma intervenção a 20 de Dezembro, com a venda da actividade tradicional ao Santander Totta, a transmissão de outros negócios para um veículo Oitante, e as posições accionistas e de dívida subordinada ficaram no veículo que manteve o nome de Banif, embora esvaziado de activos.www.jornaldenegocios-6

+++ O.P. (JN) Carlos Costa empurra para Bruxelas desconto na venda do Banif

O.P.

Não foi por acaso que eu escrevi numa anterior O.P.:

+++ O.P./P.O. (JN) Camilo Lourenço: A frase assassina de António Horta Osório

Só lhe faltou dizer uma frase…

Mas digo eu…

Chamem a Polícia Judiciária !

E acrescento …

E chamem também a Interpol !

Porque também desta última Polícia este caso parece ter necessidade.

Esclarecidos…?

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Negócios) Os activos que saíram do Banif para o veículo Oitante não transitaram ao seu “valor económico real”, admitiu o governador. “As regras da DGCom a isso obrigam”, justificou.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, rejeita qualquer responsabilidade no desconto a que os activos saíram do Banif para o Totta e para o veículo Oitante. “As regras da Direcção-Geral da Concorrência [DGCom] a isso obrigam”, disse o líder do Banco de Portugal na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

Esta sexta-feira, 29 de Janeiro, Carlos Costa assumiu que “não está em causa o valor económico real. Estão em causa as regras conservadoras que a DGCom aplica”. O governador diz que, na altura, estava em causa ter de actuar em “tempo limite”.

Segundo foi informado pelo Governo, os activos transferidos para o veículo Oitante transitaram com um preço 66% inferior ao seu real valor. No caso do Totta, conforme deu conta o Negócios, a venda foi feita com um desconto de 75%.

Entretanto, com a venda de activos por parte da Oitante, o valor criado será “apropriado pelo próprio veículo”, que pertence ao Fundo de Resolução da banca.www.jornaldenegocios-4

+++ O.P. (DN) Jorge Tomé pede auditoria “a venda desastrosa”

O.P.

EXCERTOS:

«Ex-CEO do Banif acusa governador do Banco de Portugal e diz que solução irá servir para recapitalizar Fundo de Resolução

“Resultado desastroso”. Foi desta forma que o ex-presidente do Banif qualificou a medida de resolução e venda do Banif decidida pelo Banco de Portugal (BdP).

a solução servirá para “recapitalizar o Fundo de Resolução”

 lançou um desafio: a realização de uma auditoria à venda em curso e outra auditoria à resolução e comparar as diferenças

“Foi uma decisão completamente inesperada e o resultado foi desastroso. Soubemos através da comunicação social”, revelou o responsável Jorge Tomé

 Por isso, se tivesse tido mais “3 ou 4 dias para negociar com os quatro interessados, haveria uma proposta que evitaria a resolução”, garantiu.

O ex-presidente do Banif foi mais longe ao afirmar que “o Fundo de Resolução vai ser recapitalizado”. Como? “Os ativos transferidos para o veículo Naviget vão ser vendidos e vão criar mais-valias, logo vão recapitalizar o Fundo

 Quanto à notícia da TVI, que considerou ser “um episódio lamentável e criminoso”, o banqueiro diz ter “penalizado o banco que perdeu mil milhões de euros em depósitos em apenas cinco dias”.

Não há buraco nenhum nas contas. As contas estavam direitinhas e limpinhas”, garantiu Jorge Tomé, salientando que as contas eram auditadas e validadas com a concordância do BdP, além de que o Banif era acompanhado de perto por dois administradores do regulador e por uma comissão das Finanças.

Os ataques à Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia e ao BdP foram uma constante, salientando que a primeira entidade “tinha um estigma quanto ao Banif e nunca quis que fosse capitalizado”,

 “Acho que deve ser feita uma auditoria à venda e à solução e comparar as diferenças”, desafiou Jorge Tomé.»

Esclarecidos…?

Se alguém entender que o Senhor Governador do Banco de Portugal se deve manter que diga…

Eu já fiz um apelo ao Senhor Governador, e que mais uma vez repito:

“Senhor Governador do Banco de Portugal

Em nome do interesse de Portugal, demita se imediatamente.”

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Diário de Notícias) Ex-CEO do Banif acusa governador do Banco de Portugal e diz que solução irá servir para recapitalizar Fundo de Resolução.

“Resultado desastroso”. Foi desta forma que o ex-presidente do Banif qualificou a medida de resolução e venda do Banif decidida pelo Banco de Portugal (BdP). Em entrevista ao programa Negócios da Semana da SIC, Jorge Tomé afirmou que a solução servirá para “recapitalizar o Fundo de Resolução” e lançou um desafio: a realização de uma auditoria à venda em curso e outra auditoria à resolução e comparar as diferenças.

“Foi uma decisão completamente inesperada e o resultado foi desastroso. Soubemos através da comunicação social”, revelou o responsável. Jorge Tomé explicou que “tinha sido aberto um concurso para a venda da posição do Estado no final de novembro, que seguiu o modelo com o apoio e desenho do BdP. Havia um prazo para entrega de propostas, 18 de novembro”. Por isso, se tivesse tido mais “3 ou 4 dias para negociar com os quatro interessados, haveria uma proposta que evitaria a resolução”, garantiu.

O ex-presidente do Banif foi mais longe ao afirmar que “o Fundo de Resolução vai ser recapitalizado”. Como? “Os ativos transferidos para o veículo Naviget vão ser vendidos e vão criar mais-valias, logo vão recapitalizar o Fundo. Quanto à notícia da TVI, que considerou ser “um episódio lamentável e criminoso”, o banqueiro diz ter “penalizado o banco que perdeu mil milhões de euros em depósitos em apenas cinco dias”.

Não há buraco nenhum nas contas. As contas estavam direitinhas e limpinhas”, garantiu Jorge Tomé, salientando que as contas eram auditadas e validadas com a concordância do BdP, além de que o Banif era acompanhado de perto por dois administradores do regulador e por uma comissão das Finanças. Os ataques à Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia e ao BdP foram uma constante, salientando que a primeira entidade “tinha um estigma quanto ao Banif e nunca quis que fosse capitalizado”, enquanto que o “BdP defende-se muito das instâncias europeias, mas não podemos andar sempre a esconder-nos atrás de biombos”. “Acho que deve ser feita uma auditoria à venda e à solução e comparar as diferenças”, desafiou Jorge Tomé.lyyy

+++ O.P (JN) Venda da Açoreana feita em contra-relógio

O.P.

…Venda “feita em contra-relógio”…?

…Será que vamos ter mais um negócio “brilhante”…?

…E se a pressa é porque, por motivos regulamentares, a seguradora precisa de   50 milhões a mais no capital, então não seria de lá pôr os 50 milhões e fazer a venda sem ser “contra relógio”…?

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Negócios) Até ao final de Janeiro a antiga seguradora do Banif necessita de um aumento de capital de 50 milhões de euros. Para encontrar solução para a Açoreana, supervisor dos seguros assumiu rédeas do processo de venda. Allianz, Apollo e Caravela estão na corrida.

A venda da Açoreana, antiga seguradora do Banif, está a ser feita em contra-relógio, uma vez que a companhia precisa de um aumento de capital de cerca de 50 milhões de euros até ao final deste mês, sabe o Negócios.

A necessidade desta injecção resulta do facto de a seguradora ter perdido 75 milhões de euros que investiu em acções do Banif em 2013 e das novas exigências de solidez do sector segurador que entraram em vigor a 1 de Janeiro.

A urgência na capitalização da Açoreana levou a Autoridade de Supervisor dos Seguros e Fundos de Pensões (ASF) a tomar as rédeas da venda da companhia, processo que está a ser liderado pelo banco de investimento norte-americano Citigroup. O Negócios sabe que a ASF está a acompanhar a operação de alienação e, no caso de não ser possível encontrar um comprador para injectar capital na companhia, o supervisor está preparado para intervir.

No entanto, neste momento, a venda da companhia é o cenário em cima da mesa, até porque há três candidatos à compra  da Açoreana. A gestora de “private equity” norte-americana Apollo, a seguradora alemã Allianz e a companhia portuguesa Caravela, aliada a um fundo de “private equity” internacional, já apresentaram ofertas, estando agora a analisar a informação financeira sobre a empresa. Esta fase do processo deverá estar concluída na próxima semana, prevendo-se que possa ser tomada uma decisão final antes do fim de Janeiro.

O Negócios tentou contactar os três candidatos à compra da Açoreana, mas apenas a Caravela assumiu estar a participar neste processo. “Estamos interessados em tomar conta da unidade corporativa, mantendo a unidade pessoal e patrimonial da companhia”, limitou-se a afirmar Diamantino Marques, presidente da Caravela e antigo líder da Açoreana, em declarações ao Negócios.

Intervenção no Banif penalizou seguradora

A operação que está em marcha destina-se a vender a totalidade da Açoreana. A maioria do capital da empresa (52,3%) pertence à Soil SGPS, “holding” ligada aos herdeiros de Horácio Roque, fundador do Grupo Banif. Os restantes 47,7% eram detidos pelo banco que tinha sede no Funchal, mas passaram para a Oitante (antiga Naviget), o veículo que herdou os activos do Banif que o Santander Totta não quis adquirir no âmbito da resolução daquela instituição.

Além da alteração da sua estrutura accionista, a intervenção do Banco de Portugal no Banif teve impacto na solidez da Açoreana, uma vez que a participação de 7% que a companhia tinha no banco perdeu todo o seu valor. Esta posição resultou dos 75 milhões que a seguradora injectou no Banif nos aumentos de capital que o banco se comprometeu a fazer para começar a reembolsar a ajuda que tinha recebido do Estado.www.jornaldenegocios

+++ O.P./P.O./V.I. (DE) PSD quer auditoria ao Banif desde governo Sócrates

O.P./P.O.

Muito bem !

Apoio inteiramente a posição do Dr Passos Coelho e do PSD nesta matéria.

Extracto da notícia do Económico:

“O PSD quer que a comissão parlamentar ao Banif avalie as condições das entidades públicas competentes desde 2008, nomeadamente os governos, supervisores financeiros, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.”

Repararam bem…?

“A Comissão Europeia e o Banco Central Europeu”

Entendem agora porque, no dia 28 de Dezembro 2015, eu escrevi na minha

+++ O.P./P.O. (JN) Camilo Lourenço: A frase assassina de António Horta Osório

Excerto:

“Só lhe faltou dizer uma frase…

Mas digo eu…

Chamem a Polícia Judiciária !

E acrescento …

E chamem também a Interpol !

Porque também desta última Polícia este caso parece ter necessidade.”

Esclarecidos…?

Este caso parece ser uma vergonha a nivel europeu, e parece ter sido originado

em larga medida no estrangeiro.

Também rever +++ M.I (OBV) Marcelo Rebelo de Sousa:“Carlos Costa devia ter saído pelo seu próprio pé”:

“Se fosse eu (…) sairia pelo meu pé, e não aceitaria ser reconduzido. (…) Achava, como expliquei na altura, que tudo somado era a atitude que ele devia ter tomado”.

APLAUSOS DO FRANCISCO!!!

+++ P.O./V.I. (FT) Bank bailout tests Portuguese leader’s austerity pledge:

«P.O.

There’s more, much much more to this than meets the eye…

It seems that, of what is public information on this, very little seems to be true…

I already wrote two P.O. on this scandal in Portuguese, but I will write again, both in English and Portuguese.»

+++ O.P./P.O. (JN) Camilo Lourenço: A frase assassina de António Horta Os:

«O.P./P.O.

Muito, muitíssimo bem !

Parabéns ao Camilo Lourenço por este artigo de opinião.

E obviamente, parabéns também ao meu amigo António Horta Osório por ter lançado uma pedrada no charco, e ter tido a inteligência de dizer aquilo que ninguém

tinha coragem até à altura.

Na SIC, ontem, o Dr Marques Mendes fez uma análise brilhante do caso.

Só lhe faltou dizer uma frase…

Mas digo eu…

Chamem a Polícia Judiciária !

E acrescento …

E chamem também a Interpol !

Porque também desta última Polícia este caso parece ter necessidade.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira»

Ver as minhas O.P./P.O. sobre este assunto:

+++P.O./V.I. (FT) Bank bailout tests Portuguese leader’s austerity pledge

+++ O.P./P.O. (JN) Banif: Centeno diz que liquidação do banco custaria 10 mil milhões de euros

+++ P.O./O.P. (BdP) Comunicado do Banco de Portugal sobre a venda do Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Económico) Social-democratas querem que a comissão parlamentar avalie
as condições das entidades públicas competentes desde 2008.

O PSD quer que a comissão parlamentar ao Banif avalie as condições das entidades públicas competentes desde 2008,nomeadamente os governos, supervisores financeiros, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.zbigyo

+++ P.O./V.I. (FT) Bank bailout tests Portuguese leader’s austerity pledge

P.O.

There’s more, much much more to this than meets the eye…

It seems that, of what is public information on this, very little seems to be true…

I already wrote two P.O. on this scandal in Portuguese, but I will write again, both in English and Portuguese.

 

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(FT) A parliamentary rebellion over a €2.2bn bank bailout has exposed the difficulties facing Portugal’s new socialist prime minister as he tries to reconcile a pledge to “turn the page on austerity” with harsh financial realities.

In its first decisive vote since taking office a month ago, António Costa’s minority government was saved from defeat only by the abstention of the centre-right opposition after his far left allies rejected a plan to use taxpayers’ money to rescue an ailing bank.

The bailout of Banco Internacional de Funchal (Banif), a small Madeira-based lender that has blown a big hole in Portugal’s public finances, has revealed the fragility of the unprecedented leftwing alliance that brought Mr Costa to power after an inconclusive general election.

It has also exposed the scale of the problems still facing the financial sector in Portugal, where, in contrast to Ireland and Spain, high levels of public and private debt, not troubled banks, had been seen as the main reason for the €78bn international bailout programme the country left last year.

According to Portugal’s audit court, state funds totalling €11.8bn were injected into the country’s banks between 2008 and 2014, the equivalent of 6.8 per cent of national output in 2014. The total taxpayer bill for rescuing Banif could reach €3bn, according to the European Commission.

In addition to seeing through a costly bailout of Banif, Mr Costa faces the challenge of selling off Novo Banco, the so-called good bank created from the healthy assets of Banco Espírito Santo, once Portugal’s largest listed bank, which had to be rescued last year at a cost of €4.9bn.

Attempts by the previous centre-right government to sell Novo Banco collapsed in September after attracting only “unsatisfactory” offers.

António Horta-Osório, who runs Britain’s Lloyds Banking Group, told journalists in Portugal the Banif case was “shocking”. An independent audit should be carried out to determine exactly what had happened to land taxpayers with a bill of “more than a thousand euros for every family”, said the Portuguese banker.

Mário Centeno, finance minister, said the previous centre-right government delayed vital decisions on Banif for political reasons relating to Lisbon’s “clean exit” from its bailout in May 2014 and the general election in October this year.

Senior figures in the previous administration reject these allegations, sparking a political row that has also called into question the role of the Bank of Portugal and other regulators in overseeing troubled banks.

Parties on all sides have called for an official inquiry into the events leading to Banif’s collapse. “The sacrifice of taxpayers has to stop now,” said Catarina Martins, leader of the radical Left Bloc (BE). “There will always be another bank asking for the same blank cheque.”

The BE and Communist party (PCP) reached a historic “anti-austerity” pact with Mr Costa in November, giving his mainstream Socialists (PS) majority support in parliamentary. But both far left parties have rejected his plan for rescuing Banif, calling instead for the bank to be nationalised.

In a debate last week on revising the 2015 budget to allow for spending an additional €2.2bn on saving Banif, the BE and PCP voted against the government. Mr Costa was rescued from defeat only by the abstention of the centre-right Social Democrats led by Pedro Passos Coelho, the former prime minister who steered Portugal through its bailout.

Banif, the market leader in the Portuguese islands of Madeira and the Azores, was the country’s eighth-largest lender by assets. In 2013, the state injected €1.1bn into the lender to shore up its capital. When the bank failed to pay back €125m owed to the state last year, the commission launched an investigation into the legality of the state aid it had received.

Lisbon had been trying to sell off the bank, but the six proposals received earlier this month all involved more state aid. After the European Central Bank in effect cut off Banif’s access to emergency liquidity funding, the Bank of Portugal intervened on December 20, selling its healthy assets, including its branch network, to Spain’s Santander for €150m and transferring its “problematic assets” into a special asset management vehicle.

Jorge Tomé, Banif’s chief executive at the time of last week’s intervention, has called for a judicial investigation, saying the sales process had proved “disastrous”. The decision reached by the Bank of Portugal had been “totally unexpected”, he told SIC television, stating that “another solution” would have been possible.Bank-bailout-tests-Portuguese-leader’s-austerity-pledge-FT-1

+++ O.P./P.O. (Observador) Mendes Mendes dispara para todos os lados no Banif: “Há muitíssimo por explicar”

O.P./P.O. 

Muitíssimo boa intervenção do Dr Marques Mendes.

Parabéns !

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Observador) Há cinco dúvidas por explicar, segundo Marques Mendes, que têm que ser dissipadas por este Governo e pelo anterior. Críticas duras ao PSD, “aprendizes de política”, e a Maria Luís Albuquerque

“Há muitíssimo por explicar no Banif”. Foi assim que Luís Marques Mendes começou por se referir ao caso Banif no seu comentário na SIC, esta noite de sábado. São cinco dúvidas ao todo que merecem explicações, insistiu. Três devem ser explicadas pelo anterior Governo do PSD/CDS e duas são da responsabilidade de António Costa.

Dúvida 1

“Como se entende que em 2013 o Governo [PSD/CDS] tenha metido 1,1 milhões de euros no Banif sem que tivesse um administrador executivo na administração? É o único caso em que o dono da empresa não manda!”.

Dúvida 2

“Houve oito processos de reestruturação do banco entregues em Bruxelas e nenhum foi aprovado. Ninguém vem dar uma explicação?

Dúvida 3

“O Governo [PSD/CDS] fez um concurso em cima da hora, em estado de necessidade, para vender o banco. Por que razão não o fez em fevereiro ou março, a tempo e horas? Dá a sensação que quis adiar isto para depois das eleições”.

Dúvida 4

“Este Governo excluiu do concurso de venda quatro fundos por não terem licença bancária. Se foram admitidos a concorrer, como é que são excluídos depois disso? Um deles foi o Apollo que concorreu à compra do Novo Banco. Isto é tudo pouco ortodoxo”.

Dúvida 5

“Na resolução do BES os encargos foram suportados pelos bancos e não pelos contribuintes. Agora, já não é o sistema financeiro que suporta os riscos mas os contribuintes. Duas resoluções, dois bancos, dois critérios opostos. Esta questão tem que ser esclarecida”.

Marques Mendes foi especialmente duro para o PSD. Classificou a entrevista da ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, à TVI sobre o caso Banif “um desastre” e disse que o PSD, ao lado de António Costa, parecem “aprendizes de política”.

“Surpreende-me a passividade do PSD. Parece estar com medo”, disse ainda, considerando que devia ser feita uma auditoria externa independente ao Banif, como sugeriu Horta Osório.observador-2-1

+++ O.P./P.O. (JN) Camilo Lourenço: A frase assassina de António Horta Osório

O.P./P.O.

Muito, muitíssimo bem !

Parabéns ao Camilo Lourenço por este artigo de opinião.

E obviamente, parabéns também ao meu amigo António Horta Osório por ter lançado uma pedrada no charco, e ter tido a inteligência de dizer aquilo que ninguém

tinha coragem até à altura.

Na SIC, ontem, o Dr Marques Mendes fez uma análise brilhante do caso.

Só lhe faltou dizer uma frase…

Mas digo eu…

Chamem a Polícia Judiciária !

E acrescento …

E chamem também a Interpol !

Porque também desta última Polícia este caso parece ter necessidade.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

Ver as minhas O.P./P.O. sobre este assunto:

+++P.O./V.I. (FT) Bank bailout tests Portuguese leader’s austerity pledge

+++ O.P./P.O. (JN) Banif: Centeno diz que liquidação do banco custaria 10 mil milhões de euros

+++ P.O./O.P. (BdP) Comunicado do Banco de Portugal sobre a venda do Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A.

(Negócios) A última semana ficou marcada pelas mais diversas reacções à resolução do Banif. A maior parte das quais tresandando a “déjá vu”. Com excepção de uma: a de António Osório, CEO do Lloyds Bank.

Osório, que conhece bem o sistema financeiro português, disse o óbvio: se o banco já tinha recebido mil milhões de euros, agora que vai receber dois mil milhões, deve-se fazer um “apuramento claríssimo de responsabilidades”.

Mas disse também o menos óbvio: é bom apurar “exactamente que negócios foram feitos que originaram esta injecção de capital (…) que créditos é que foram concedidos, que não foram pagos”.

Voilá… É esta última frase que faz estragos: quem fez que negócios… e por que os créditos não foram pagos. Em primeiro lugar porque até hoje nenhum banqueiro em Portugal teve a coragem de a dizer. Em segundo por causa da ineficácia da Justiça na investigação a falências de bancos: até hoje ninguém foi parar à cadeia. Sabe-se lá porque razão…

Ora se a Justiça tem sido ineficaz, analisar e divulgar informação sobre a quem foram concedidos empréstimos vultuosos, que acabaram por não ser pagos, deixa a nu duas coisas: quem os concedeu (“esquecendo” as regras mais elementares de risco) e quem os recebeu (alguns dos clientes são comuns a Banif, BES e BPN)…

Se esses dados não ajudarem os juízes a perceber o que se passou em bancos que vão custar pelo menos 12 mil milhões aos contribuintes, pelo menos resta a censura da sociedade. Será que juízes e deputados (vem aí mais uma comissão de inquérito…) perceberam onde queria António Osório chegar?www.jornaldenegocios-3-1

+++ O.P./P.O. (JN) Banif: Centeno diz que liquidação do banco custaria 10 mil milhões de euros

O.P./P.O.

…Eu diria que se não nos tivesse saído do bolso de todos nós isto era hilariante…

   Agora, faço minhas as palavras do meu amigo Dr António Horta-Osório, M.I. Executive Director e Group Chief Executive do Lloyds Bank:

   Deveria ser constituida imediadatamete uma auditoria, ou semelhante, independente, que analisasse todos os creditos em incumprimento, e que explicasse aos Portugueses como é que se chegou a um buraco, que representa 1000 euros a cada família Portuguesa de dívida soberana adicional.

   E o que é mais incrível é que o “buraco” aparenta ser de 3 ou 4 bi num balanço original de 13 bi.

   O que compara com um “buraco” semelhante do BES, só que o BES tinha em 2013 um balanço de 80 bi.

   Eu, por mais que pense, não consigo entender isto.

   Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(JN – click to see) O ministro das Finanças estimou os custos potenciais da liquidação em cerca de dez mil milhões de euros, valor que disse igualar o dos activos do banco, e deixou sem resposta quanto custaria a resolução do Banif se tivesse sido feita com as regras europeias que reforçam a protecção dos contribuintes.

O ministro das Finanças Mário Centeno estimou nesta quarta-feira, 23 de Dezembro, em cerca de dez mil milhões de euros os custos potenciais da liquidação do banco e deixou sem resposta quanto teria custado a resolução do Banif caso esta tivesse sido feita com as regras que passam a ser obrigatórias a partir de 2016, que reforçam a protecção dos contribuintes.

Mário Centeno falava na Assembleia da República, momentos antes da proposta do Governo de Orçamento Rectificativo para 2015 ter sido aprovada em votação final global com os votos do PS e de mais três deputados sociais-democratas da Madeira, abstenção do PSD e contra das bancadas do Bloco de Esquerda, PCP, CDS-PP, PEV e PAN.

Na sua intervenção final, o ministro das Finanças procurou comparar os efeitos das duas únicas soluções que disse ter pela frente no passado dia 18 em relação ao Banif: A resolução com venda, tal como propôs o Governo; ou a liquidação.

“A sua liquidação tinha um custo que pode ser avaliado de duas formas. Olhamos para o activo e constatamos que são dez mil milhões de euros o activo do Banif. Pois esse era a perda económica que estaria associada à sua liquidação”, sustentou.

Mário Centeno procurou depois especificar as eventuais perdas nesse cenário.

“Olhamos para aquilo que era perdido no momento da liquidação e víamos cinco mil milhões de euros de depósitos, 1,1 mil milhões de euros investidos no banco, 1,2 mil milhões de euros na componente dos credores, para além de 1600 postos de trabalho, mais os efeitos dinâmicos que se registariam sobre as economias regionais da Madeira e dos Açores”, apontou.

Nesta situação, de acordo com o titular da pasta das Finanças, “não havia outra forma de actuar” por parte do Governo. No modelo decidido pelo governo socialista, os contribuintes podem ter de injectar quase três mil milhões de euros no Banif para que a sua actividade bancária seja comprada pelo banco Santander por 150 milhões de euros.

O ministro deixou, porém, sem resposta a pergunta da deputada centrista Cecília Meireles que, tal como fizera ontem, voltou hoje a insistir para que o governo explicasse qual teria sido o custo para o erário público da actual resolução se esta tivesse feita a partir de Janeiro, altura em que passa a ser obrigatória a aplicação das novas regras europeias que reforçam a protecção dos contribuintes. Nesse novo quadro, o Estado está obrigado a salvaguardar os depósitos inferiores a 100 mil euros, mas fica impedido de pôr dinheiro dos contribuintes no banco, antes de sacrificar depósitos superiores a 100 mil euros e dívida sénior. A este propósito, Mário Centeno repetiu que parte dos depósitos acima de 100 mil euros no Banif era detida por entidades públicas – mas não quantificou.

O ministro voltou a acusar o anterior Governo [PSD, CDS-PP] de inacção e lançou ainda dúvidas sobre a actuação do Governo em 2012, quando, no caso do Banif, “foi utilizado quase dez por cento da verba disponível [para reestruturação do sector da banca] no programa de ajustamento”.

“Usou-se cerca de 10% da verba total quando a quota de mercado do Banif era de três por cento nos depósitos e nos 3,1% nos créditos. Dez por cento para acudir a um banco que pesava três por cento no sistema e não foi encontrada uma solução”, concluiu o ministro das Finanças numa crítica ao anterior executivo.

+++ P.O./O.P. (BdP) Comunicado do Banco de Portugal sobre a venda do Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A.

O.P./P.O.

…Uma vergonha…!

Cito o comunicado do Banco de Portugal:

“não tendo tido capacidade para reembolsar a tranche de € 125 milhões que venceu em dezembro de 2014.”

E não se soube, porquê…?

Mais um exemplo da incompetência total do Banco de Portugal.

Eu escrevi em tempos que tinha sido de opinião que o Senhor Governador do Banco de Portugal não deveria ter sido reconduzido.

Cá tinha as minhas razões…

Entre a performance desastrosa no caso BES, e neste, será que alguém ainda tem dúvidas…?

Quando eu li que a Guiné Equatorial seria a “salvação” do Banif, pensei …

Temos bronca e da grossa…

Só pode…

É que não havia ninguém que, sem ajuda estatal, pegasse no Banco…

E quem é que pensou, por um segundo sequer, que a Guiné Equatorial fosse aprovada como accionista de controle, pelas diversas autoridades de supervisão, Portuguesas e não só…?

Como disse, e muito bem, o Miguel Sousa Tavares no Jornal das 20 da SIC de ontem, “Portugal cometeu um dos actos mais indignos da sua História ao admitir na CCLP a Guiné Equatorial porque ia comprar o Banif”.

E ninguém viu a tonteria que isto era…?

E com (o que hoje se vai sabendo), o buraco nas contas que o Banif tinha, o Banco de Portugal nunca viu nada…?

O quê 4 bi para um banco daquele tamanho…?

E os políticos não viram o que ia acontecer…?

E o escândalo que o Banif era…?

E que iria rebentar, mais tarde ou mais cedo…

E no outro caso foi mais ou menos assim…

Olha que tu és uma raposa má…

Não podes continuar a comer as galinhas…

Eu vou tirar te do galinheiro…

Mas só daqui a um mês…

Entretanto ficas aí no galinheiro…

Haja Deus !

Perante estes factos só há uma coisa a dizer:

Senhor Governador do Banco de Portugal,demita se.

Disse.

 

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Económico – click to see) Banif poderá custar quase 4.000 milhões de euros

Comissão Europeia anunciou aprovação de ajuda até 3.000 milhões para a resolução do banco. A este valor junta-se ajuda estatal de 2013. Governo agiu “rapidamente numa situação difícil”, aponta comissária da Concorrência.

O Banif poderá custar até 3,8 mil milhões de euros, valor que será pago pelos contribuintes e pelo fundo de resolução, financiado pela banca e detido pelo Estado – e com impacto no défice, o que deverá ocorrer ao longo de vários anos. O Banco Espírito Santo, que era quase sete vezes maior que o Banif em activos, teve, até ao momento, um custo para o erário público de cerca de 4,9 mil milhões – via fundo de resolução, com empréstimo do Tesouro.

No Banif, aos 3.000 milhões referidos pela Comissão Europeia num comunicado enviado esta segunda-feira, acrescem os 825 milhões que o Estado tinha a recuperar e dos quais apenas recebeu, para já, os 150 milhões pagos pelo Santander. No caso do BES, o Estado injectou 4,9 mil milhões na capitalização do banco, em Agosto de 2014, via fundo de resolução. Esta é uma entidade financiada pelas contribuições dos bancos, mas inserida no perímetro orçamental da administração pública. Deste valor, 3,9 mil milhões foram obtidos por via de um empréstimo do Tesouro ao fundo – empréstimo esse que será pago com o encaixe da venda do Novo Banco e com as contribuições dos bancos ao longo dos próximos anos.

No seu anúncio desta segunda-feira, a Comissão Europeia indica ter aprovado os planos do Governo português para ajuda estatal de 2,25 mil milhões de euros destinada a cobrir as necessidades de capital decorrentes da resolução do Banif, em acordo com as regras europeias de ajuda estatal. A este valor somam-se 422 milhões de medidas de ajuda adicionais para transferência de imparidades para um veículos de gestão de activos. Acresce uma almofada adicional, em forma de garantia estatal, para eventuais desvalorizações nos activos vendidos ao Banco Santander Totta, “levando o potencial da totalidade das medidas de ajuda para até 3.000 milhões de euros”, lê-se no comunicado da Comissão.

Para somar a totalidade do capital injectado pelo Estado no Banif teremos de recuar, contudo, a 2013. Nessa altura, o Governo de Passos Coelho decidiu atribuir 1,1 mil milhões ao Banif: 700 milhões em acções, com as quais o Estado passou a ser accionista do banco, e mais 400 milhões em obrigações convertíveis (os denominados CoCo’s), dos quais 125 milhões não foram pagos atempadamente pelo Banif.

Assim, mesmo antes da resolução aprovada no sábado e anunciada ao final da noite de domingo pelo comunicado do Banco de Portugal e pela comunicação ao país do primeiro-ministro, o Estado já tinha 825 milhões de euros empatados no banco fundado por Horácio Roque.

Note-se que essa operação de ajuda estatal de 1,1 mil milhões de euros, de 2013, só hoje foi “finalmente aprovada” pela Comissão Europeia, lê-se no comunicado da instituição.

A entidade europeia considera que a venda do Banif ao Santander, um “comprador forte”, “permitirá que as actividades transferidas voltem a ter viabilidade de longo termo numa nova entidade”. Sobre os depositantes, diz a Comissão que “todos continuarão totalmente protegidos”.

“As autoridades portuguesas e a Comissão concordaram que apesar da anterior recapitalização estatal de salvação de 1,1 mil milhões em 2013, que a Comissão aprovou temporariamente em Janeiro de 2013, a viabilidade do Banif não poderia ser restaurada pelo banco por si”, lê-se no comunicado da CE, o qual indica ainda que “as autoridades portuguesas informaram igualmente a Comissão que as tentativas anteriores de venda do Banif sem mais ajuda estatal não foram bem sucedidas”.

“Os bancos não podem ser mantidos artificialmente no mercado usando o dinheiro dos contribuintes”, indica a comissária europeia encarregue das políticas de concorrência. “O Banif já tinha recebido significativa ajuda estatal, mas não poderia tornar-se viável de novo por si só. As medidas aprovadas hoje permitem agora a saída ordeira do Banif do mercado, e que um banco robusto tome conta de uma grande parte das suas actividades, em benefício dos seus clientes”, diz Margrethe Vestager.

A propósito da posição governamental, Margrethe Vestager diz ainda, citada neste comunicado, que “o Governo português recentemente eleito teve de reagir rapidamente numa difícil situação e agrada-me que uma solução tenha sido encontrada em cooperação com as autoridades portuguesas”.

Contactado o Ministério das Finanças, não foi possível obter, até ao momento, qualquer esclarecimento da equipa de Mário Centeno, designadamente sobre a soma do potencial custo total do Banif.

(Dinheiro Vivo – click to see) Carlos Costa: “Durante nove meses o Banif foi radiografado muitas vezes e de várias posições”

O governador do Banco de Portugal garante que o Estado irá ter o resultado da valorização dos 1100 milhões de euros que investiu no Banif devido à sua entrada “a valor de desconto”. Carlos Costa afirmou na Comissão de Orçamento e Finanças que “o Banif estará em condições, no final do período do apoio público, de proporcionar uma rentabilidade estimada para a posição do Estado de 10%”.

Questionado pelo deputados sobre o risco que existe para os contribuintes, o governador do Banco de Portugal reiterou que o interesse dos contribuintes está salvaguardado, acrescentando que “posso assegurar-vos que durante nove meses o Banif foi radiografo muitas vezes e de várias posições”.

Terá inclusivamente sido esse longo escrutínio, juntamente com a necessidade de fusão da holding do Banif, que levou a um atraso do plano de recapitalização.
Carlos Costa destacou ainda a impotância de “os privados terem tomado um compromisso firme de subscrição de capital no montante de 100 milhões de euros. O interesse dos privados é convergente com o de interesse público: fazer do Banif uma história de sucesso”.

O responsável do Banco de Portugal referiu ainda que foi elaborado um plano de negócios do Banif, por parte de um banco de investimento internacional que mereceu posteriormente a avaliação do regulador.

“Quando falamos de plano de negócios estamos a falar de futuro a cinco anos. Claro que não temos nenhuma bola de cristal mas temos ferramentas que nos permitem avaliar se houver desvios o impacto que terá no banco”, adiantou Carlos Costa.

Por fim, o governador destacou que “o Banif é uma das instituições mais importantes junto de algumas comunidades de emigrantes e é um operador importante dos arquipélagos e junto do tecido das PME”, daí que seja do interesse de todos que “seja uma história de sucesso”, rematou.

comunicado_banif