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(JE) Fitch sobe rating do BPI para ‘BBB’

(JE“A Fitch acredita que Portugal é um mercado estrategicamente importante para o CaixaBank”, refere a agência de notação financeira norte-americana.

A Fitch reviu em alta o rating do BPI para ‘BBB’ após o upgrade do CaixaBank. A agência de notação financeira norte-americana anunciou esta segunda-feira, 15 de outubro, que aumentou o rating de emissor de longo prazo de ‘BBB-‘ para ‘BBB’ e o de curto prazo de ‘F3’ para ‘F2’.

“A Fitch acredita que Portugal é um mercado estrategicamente importante para o CaixaBank, como demonstrado pelo seu investimento de longa data no Banco BPI e pelo seu envolvimento na conceção e implementação dos objetivos estratégicos da sua subsidiária. A venda, em novembro de 2017, de alguns negócios de seguros, gestão de ativos, cartões de crédito e corporate finance do BPI ao CaixaBank reflete uma maior integração”, refere a entidade, em comunicado.

Para a Fitch, os ratings de emissor de longo prazo (IDR), de dívida sénior e de suporte do BPI espelham uma elevada probabilidade de apoio do seu ‘dono’ CaixaBank (BBB + / Estável), em caso de necessidade. De acordo com os analistas, o IDR do BPI e seus os ratings da dívida sénior poderiam ser melhorados se o IDR do CaixaBank tivesse um update ou se a Fitch considerasse que a propensão do CaixaBank para lhe dar apoio tinha aumentado – factor este que, a seu ver, está associado ao ambiente operacional de Portugal.

(ECO) Lucros do BPI superam estimativas dos analistas

(ECO) O banco liderado por Pablo Forero fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 23 milhões de euros.

O BPI fechou os primeiros nove meses do ano com um lucros de 23 milhões de euros, segundo comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Este valor supera as estimativas dos analistas do CaixaBI que antecipavam prejuízos de 29 milhões de euros para o banco liderado por Pablo Forero.

O banco explica que os resultados foram penalizados por resultados não recorrentes de 290 milhões de euros referentes à venda e desconsolidação do angolano BFA e pelo programa de rescisões e reformas antecipadas voluntárias. Ainda assim, o aumento das comissões e a descida de imparidades compensaram os efeitos negativos.

Comparativamente ao mesmo período do ano anterior, e caso não existissem os resultados não recorrentes, o banco adianta que teria registado lucros de 312 milhões de euros (um aumento de 71%), dos quais 152 milhões provenientes da atividade em Portugal. Já Angola teve um contributo de 154 milhões de euros.

O BPI registou uma margem financeira de 301 milhões de euros, o que representa uma ligeira quebra face aos 305 milhões do ano passado. Esta diminuição de quatro milhões de euros reflete sobretudo o custo de nove milhões de euros da dívida subordinada emitida pelo banco em março deste ano.

Em relação ao produto bancário, a rubrica subiu para os 546 milhões de euros, quando comparado com igual período do ano anterior. Mas excluindo efeitos não recorrentes, o produto seria de 722 milhões de euros.

Os custos de estrutura por seu turno agravaram-se de 383 milhões em setembro de 2016 para os 453 milhões de euros em setembro de este ano, devido aos custos com rescisões e reformas antecipadas de 77 milhões de euros.

De referir que os resultados do BPI incluem já 103 milhões de euros de sinergias resultantes da integração do banco nacional no CaixaBank.

No comunicado o BPI destaca ainda o aumento de 1.800 milhões de euros nos recursos totais de clientes para 34.742 milhões de euros, com destaque para a forte expansão dos fundo de investimento que subiram 696 milhões de euros e para os depósitos que cresceram 417 milhões de euros. Já a carteira de crédito do BPI às empresas em Portugal aumentou 320 milhões de euros, uma variação de 5%, para 6.774 milhões de euros.

(ECO) Sede do CaixaBank sai da Catalunha e vai para Palma

(ECO)Reunião do conselho de administração do CaixaBank vai decidir retirar a sede do banco da Catalunha. O El País revela que a escolha recai sobre Palma de Maiorca. No banco há quem preferisse Madrid.

O CaixaBank realiza esta tarde de sexta-feira uma reunião do conselho de administração para retirar a sede social do banco da Catalunha. Palma de Maiorca é a cidade escolhida para a nova localização, segundo fontes citadas pelo El País (acesso livre/conteúdo em espanhol).

A decisão não é unânime já que dentro do banco há quem defenda que a Madrid seria a melhor opção, até porque a instituição já lá tem a filial MicroBank. A opção Palma de Maiorca justifica-se mais do ponto de vista político, porque a escolha pela capital espanhola poderia ser interpretada como uma mensagem muito dura, mas também porque está ligada às origens do banco — em 1904 foi criada a Caja de Ahorros y Pensiones de Cataluña y Baleares — e ao facto de as ilhas estarem no âmbito cultural e linguístico catalão.

O banco liderado por Jordi Gual vai utilizar o decreto-lei com caráter de urgência, que permita às administrações das empresas com sede em Barcelona uma decisão de mudança de sede sem a obrigação de consulta dos acionistas. Este decreto deverá ser aprovado esta manhã em Conselho de Ministros, avança também o mesmo jornal espanhol.

O CaixaBank, o terceiro maior banco de Espanha, decidiu assim pôr um ponto final na incerteza e desconforto que o processo independentista da Catalunha está a gerar entre os seus clientes, dentro e fora da Catalunha, e que levou mesmo alguns aforradores a resgatar parte dos depósitos. O banco garante que são “valores geríveis”, diz o El País.

Ao contrário do Sabadell que pode mudar a sua sede social apensas com a luz verde do conselho, o que permite que a decisão seja efetiva num espaço de 24 horas, oCaixaBank precisou da ajuda do Governo para tornar este processo célere. O decreto que deverá ser aprovado esta manhã em Conselho de Ministro elimina um dos passos, que estenderia os trâmites burocráticos por mais de um mês. O El Confidencial (acesso livre/conteúdo em espanhol) revelou na quinta-feira que o conselho de administração do grupo financeiro terá pedido ao Governo para mudar a lei como medida de urgência. Porque o governo catalão – o Generalitat – deixou saber que vai declarar unilateralmente a independência da Catalunha na próxima segunda-feira.

O CaixaBank tem uma rede de mais de 5.400 balcões, dos quais 1.390 estão na Catalunha, possuindo 15,8 milhões de clientes, dos quais cerca de dois milhões são do BPI e tem um total de 37.336 trabalhadores.

O grupo catalão teve um lucro de 839 milhões de euros no primeiro semestre de 2017,mais 31,6% que em igual período do ano passado e geriu nesse período cerca de 350.000 milhões de euros de recursos dos clientes. Além disso, tem empréstimos avaliados em mais de 228.000 milhões de euros. O grupo financeiro cresceu muito nos últimos anos, especialmente durante a crise económica, graças a diversas aquisições, como a Caixa Girona, Bankpyme, Banca Cívica, Banco de Valencia, o negócio do Barclays em Espanha e, mais recentemente, o BPI.

(JE) CaixaBank melhora lucros graças ao BPI

(JE) A entidade liderada por Jordi Gual apresentou em Espanha as suas contas relativas ao primeiro semestre do ano, e explica a subida dos lucros com a integração do BPI desde fevereiro passado, o que contribuiu com 77 milhões para as contas do CaixaBank.

O lucro do grupo CaixaBank aumentou 31,6% no primeiro semestre do ano, para 839 milhões de euros, impulsionado pela integração, em fevereiro passado, do Banco BPI, o que contribuiu com 77 milhões de euros para esse resultado

Até junho, o Grupo atingiu um produto bancário comercial de 4.280 milhões, ou seja, um aumento de 5,7%, graças à consolidação do BPI e ao aumento da geração de receita core do negócio bancário, tais como comissões, que cresceram quase 24%, para 1.252 milhões, ou margem financeira, a qual se situou em 2,349 milhões, o que significa um aumento de 15% num ano.

A incorporação da BPI, teve custos de reestruturação no montante de 106 milhões em 2017, dos quais 96 milhões no segundo trimestre.

O rácio de crédito em mora do Grupo CaixaBank situa-se no primeiro semestre em 6,5%, dois décimos menos de que há um ano atrás, e o índice de cobertura melhorou para 50%.

No CaixaBank, os crédito em risco caiu 574 milhões de euros no segundo trimestre (-2.044 mil no semestre quando comparado a junho do último ano), o que reflete a melhora na qualidade da carteira de crédito, disse o banco à imprensa espanhola.

As provisões para crédito foram de 472 milhões, 1,5% inferior ao mesmo período de 2016.

As perdas por imparidade de activos financeiros e outras provisões atingiram 1.235 milhões de euros. Em 30 de junho, de carteira de ativos líquidos disponíveis para venda permanece estável em 6.258 milhões de euros, com um rácio de cobertura de 58%

(ECO) Fernando Ulrich: o “enfant terrible” da banca

(ECO) “Nuevo” BPI traz um novo desafio para Fernando Ulrich. Com um perfil marcadamente executivo, terá Ulrich engenho para dançar este tango? O que pensam Artur Santos Silva e os amigos do banqueiro.

Aassembleia geral do BPI que tem lugar esta quarta-feira em Serralves marca um novo ciclo na vida do banco, mas marca sobretudo um novo ciclo na vida de Fernando Ulrich com a sua passagem a presidente do conselho de administração do banco, ou “chairman“, sucedendo no cargo a Artur Santos Silva. Santos Silva, por seu turno, assume o cargo de presidente honorário.

A data de 26 de abril, que curiosamente coincide com o aniversário de Fernando Ulrich — faz 65 anos — será assim um novo marco na vida de um homem que é conhecido pela sua frontalidade e impulsividade e sobretudo pela sua enorme dedicação ao BPI, onde durante mais de 13 anos assumiu os comandos executivos da instituição. A liderança executiva passa para as mãos de Pablo Forero, vindo do CaixaBank.

Amigos próximos de Ulrich — que preferem não ser identificados — dizem que “estes novos tempos vão ser um desafio“. Ulrich tem um perfil muito executivo “e gosta de se envolver nos dossiers ao detalhe” e estas novas funções vão exigir outra contenção. Uma contenção ainda mais reforçada na medida em que estamos perante uma sociedade detida praticamente na totalidade pelo CaixaBank, o que limita ainda mais as funções de chairman.

Com o sucesso da oferta pública de aquisição (OPA), o grupo catalão assumiu o controlo de 84,5% do BPI. Os mesmos amigos adiantam que “para ele vai ser uma mudança muito grande“. Mas ainda assim dizem: desengane-se quem pensa que o chairman do BPI deixará de lado “o seu verbo fácil”.

Artur Santos Silva, fundador do BPI e que agora abandona as funções de chairman, tem outro entendimento como adiantou em declarações ao ECO. “As pessoas ajustam-se às novas realidades, o Fernando Ulrich tem todas as qualidades e tem capacidade de entender as realidades novas, sobretudo quando tem um acionista como o CaixaBank que entende que o BPI deve continuar a ter uma equipa de gestão maioritariamente portuguesa”.

Artur Santos Silva, fundador do BPI.

“Vamos ter o mesmo Fernando Ulrich com o entendimento daquilo que são as suas funções, um presidente não executivo que vai estar muito presente e isso é muito importante para o banco e para o país.”

Artur Santos Silva

Presidente do conselho de administração do BPI

Para Santos Silva não há dúvidas de que iremos ter o mesmo Fernando Ulrich. “Vamos ter o mesmo Fernando Ulrich com o entendimento daquilo que são as suas funções, um presidente não executivo que vai estar muito presente e isso é muito importante para o banco e para o país”. E acrescenta: “tal como eu fiz em 2004 [altura em que Ulrich assumiu a presidência executiva que pertencia a Santos Silva], também o Fernando Ulrich vai ser capaz de mudar de funções”.

De resto, Santos Silva relembra que a situação que hoje se vive no BPI — um acionista de controlo com 84,5% — já acontece desde há cinco anos. “O CaixaBank já era o acionista de referência, detinha 44% do capital do BPI e é uma instituição muito moderna”.

Sobre as qualidades do homem que lhe vai suceder no cargo, Santos Silva não poupa nos elogios. “Considero-o um excecional profissional, de enorme dimensão humana, grande criatividade, bom senso, o que é fundamental para quem gere uma instituição de crédito e com grande capacidade de liderança e de mobilização de equipas e tem uma visão muito importante do que é o país e do que devia ser“, afirma.

Para Santos Silva não há dúvidas. Ulrich tem sempre presente o “interesse do país no horizonte e isso é fundamental para quem gere uma instituição de crédito”.

A estas qualidades, Santos Silva acrescenta ainda “uma vontade insaciável de conhecer, e foi este conjunto de qualidades e de valores, e um grande sentido de cidadania que marcaram todo o seu trajeto profissional e de grande afirmação pública, e ainda a proximidade das pessoas“.

O ainda chairman do banco relembra que “Ulrich está no banco desde a sua criação, em 1983, e dedicou toda a sua vida a este projeto, e é o BPI que marca a sua vida profissional” e que foi com muita naturalidade e com enorme consenso e com total unanimidade que o seu nome foi aprovado quando em 2004, Santos Silva indicou Ulrich para o substituir na presidência executiva do banco.

Fernando Ulrich, presidente do BPI.Paula Nunes

Mas os elogios não vem só do seu antecessor nos cargos.

Fernando Ulrich, o banqueiro que “fala fora da caixa”, o mesmo que disse que o país “aguenta, aguenta” mais austeridade é visto dentro do BPI como alguém muito corajoso.


Manuel Ferreira da Silva, administrador do BPI, e que nesta assembleia geral deixa a administração do banco, diz que “o Fernando é uma pessoa bastante fácil de conhecer”.

Membros do conselho de administração do banco adiantam que “no essencial o Ulrich fora dos holofotes mediáticos não é diferente do Ulrich do dia a dia“.

Inteligente, intuitivo e sobretudo muito desprendido são características que quem o conhece bem lhe atribui.

Colaboradores do banco adiantam que: “é fácil trabalhar com ele e sobretudo é muito transparente, não há jogos, é tudo muito claro”. E acima de tudo “tem muito carisma”.

“Só alguém desprendido e muito livre pode ser tão frontal e tão corajoso como ele.”

Manuel Ferreira da Silva

Administrador do BPI

Ferreira da Silva diz mesmo que “só alguém desprendido e muito livre pode ser tão frontal e tão corajoso como ele”.

Coragem. A mesma que terá tido no dia em que disse — estávamos Maio de 2010– que “o dia em que batermos na parede não está muito longe. Talvez por semanas. E bater na parede significa, por exemplo, a intervenção do FMI. Lamento mas o país tem de saber“. Ou a mesma que foi tendo ao longo de todo o seu percurso e em que se envolveu com figuras centrais da vida política e económica, como foi o caso de Ricardo Salgado, na altura o mais influente banqueiro português. Ou até mesmo no dia em que disse, numa entrevista ao Expresso, que os políticos não têm tempo para pensar.

“O dia em que batermos na parede não está muito longe. Talvez por semanas. E bater na parede significa, por exemplo, a intervenção do FMI. Lamento mas o país tem de saber.”

Fernando Ulrich

Presidente do BPI

Com grande capacidade de trabalho e muito dotado, as mesmas fontes dizem ainda que Fernando Ulrich é muito generoso. Manuel Ferreira da Silva aponta-lhe ainda outras características. Ulrich é “generoso, entusiasta e muito positivo“. Assim se explica eventualmente os dois últimos anos, em que o banco andou de assembleia geral em assembleia geral à procura de consensos entre os dois maiores acionistas: o CaixaBank e a Santoro de Isabel dos Santos.

Agora até de Angola chegam elogios

Mas nem esses tempos difíceis e atribulados ‘roubam’ elogios ao novo chairman do BPI.

É um negociador difícil mas leal“. As palavras são sobre Fernando Ulrich, presidente do BPI, e são da responsabilidade de Mário Leite da Silva, presidente da Santoro, empresa do universo de Isabel dos Santos e acionista do BPI, e que durante praticamente dois anos travou com o banqueiro uma luta renhida sobre o futuro do banco.

Mário Silva, presidente da Santoro, holding de Isabel dos Santos, vai ser o novo chairman do BFA.Paula Nunes

Um dos pontos quentes travados entre Mário Silva e Ulrich teve a ver com a desblindagem dos estatutos do banco. Isabel dos Santos opunha-se à desblindagem enquanto a administração do banco era claramente favorável, mas nem isso impede o homem forte de Isabel dos Santos de considerar Ulrich como “uma pessoa excelente, um bom amigo e sobretudo um excelente banqueiro”.

“Uma pessoa excelente, um bom amigo e sobretudo um excelente banqueiro.”

Mário Leite Silva

Presidente da Santoro

Para trás ficam as imensas assembleias gerais em que ambos estavam em polos opostos. De um lado, Isabel dos Santos — que através de Mário Silva se opunha ferozmente à OPA do CaixaBank sobre o BPI e sobretudo à solução encontrada pela administração do banco para dar resposta à exigência do Banco Central Europeu sobre a grande exposição a Angola — e do outro o presidente executivo do BPI, conhecido por ser direto, assertivo e muito frontal e que desde sempre deu o seu “aval” à OPA dos espanhóis.

A gestão vista por Santos Silva

Desde 2004, altura em que assumiu a presidência executiva do banco, muito aconteceu. No Mundo, em Portugal e no sistema financeiro.

Santos Silva relembra que o BPI viveu anos muitos difíceis. Primeiro, a OPA hostil do BCP sobre o BPI, a crise internacional em 2007 com o subprime, depois a falência do Lehman Brothers e depois uma crise que deixou marcas profundas no sistema financeiro. “É com muito orgulho que constato que o BPI saiu sem uma única mancha em termos reputacionais e de solidez”.

“O Banco foi uma exceção na realidade portuguesa, em termos de respeito pela lei e pela ética e da credibilidade”.

E numa clara alusão à interferência do BCE adianta: “O BPI nunca esteve envolvido em nada menos ético e legal. O que abanou mais o banco foi uma exigência difícil de compreender por parte do BCE e que envolveu uma instituição importante para o banco e que era a mais rentável de Angola”. Para Artur Santos Silva, a interferência do BCE prejudicou não só o banco mas também o país. “O BFA era um instrumento muito importante na relação de Portugal e Angola”.

“A exigência do BCE implicou problemas para o BPI que se arrastaram até ao epílogo que todos conhecemos e que foi o de perdermos o controlo de uma unidade em Angola que era muito importante”, adianta.

“O banco saiu enfraquecido, apesar de continuarmos com um interesse significativo, mas diria que esse foi o problema mais complexo. A falta de flexibilidade e de pragmatismo do BCE prejudicaram o BPI.”

Artur Santos Silva

Presidente do conselho de administração do BPI

Para Santos Silva não há dúvida. “O banco saiu enfraquecido, apesar de continuarmos com um interesse significativo, mas diria que esse foi o problema mais complexo. A falta de flexibilidade e de pragmatismo do BCE prejudicaram o BPI”.

O fundador do BPI diz mesmo que “Fernando Ulrich teve mares muito complicados em que navegou como CEO, e depois entramos numa crise de que ainda não saímos — o próprio país não está no rating que tinha há 13 anos atrás”.

O apoio do Governo ao problema de Angola

Com os acionistas do BPI em “guerra” e sem entendimento quanto a uma solução que permitisse satisfazer as exigências do Banco Central Europeu impostas em dezembro de 2014, com vista à redução da exposição a Angola, Ulrich contou com o apoio do Governo português, do Presidente da República e até do próprio Banco Central Europeu.

O Governo preparou uma legislação que permitia a desblindagem de estatutos nos bancos, ao facilitar o fim da limitação de votos dos acionistas. O diploma, que foi rapidamente apelidado por Isabel dos Santos de “diploma BPI”, acabava por retirar poder à empresária, uma vez que fez equivaler os direitos económicos aos direitos de voto. Até então, Isabel dos Santos que detinha 19% do capital do BPI detinha praticamente o mesmo poder que os espanhóis do CaixaBank, detentores de 44% do BPI.

Mas não foi só o Governo a apoiar Ulrich. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa foi célere na aprovação do diploma. E o próprio BCE parecia “ajudar” o BPI ao aceitar suspender o processo de contra-ordenação ao banco, apesar de o prazo ter terminado.

Apesar da sua assertividade, Ulrich é um gerador de consensos. Ou nem tanto. A família Violas — Holding Violas Ferreira — o maior acionista português do BPI, não lhe perdoa a tomada de posição durante a OPA, o que levou ao afastamento de Edgar Ferreira do conselho de administração do BPI, saindo em desacordo com a administração do banco.

Mas Ulrich está habituado a estes “desencontros”. Mais uma vez quem o conhece há muitos anos adianta que o presidente do BPI é “muito impulsivo, mas quando erra tem a humildade de reconhecer o erro“.

Hobby: dançar o tango

Adepto do Sporting, e de um bom jogo de futebol como por exemplo, um Real Madrid – Barcelona, Ulrich tem no tango o seu grande hobby. O presidente do BPI aprendeu a dançar o tango e esse é manifestamente um dos seus grandes prazeres quando despe a “farda” de banqueiro. Casado, o banqueiro tem três filhos e é ainda fã de jogos de râguebi.

Próximo do PSD e defensor da austeridade imposta por Passos Coelho, isso não o impediu de afirmar ainda Costa não era primeiro-ministro que “confio no doutor António Costa e no Partido Socialista de que terão o sentido de responsabilidade necessário para manter o país num caminho de rigor das finanças públicas e de garantia de estabilidade no sistema financeiro”.

Com influência politica, empresarial e mediática, Ulrich reconheceu em tempos numa entrevista ao Expresso que “gostava de ser deputado, é uma coisa bonita”. Ulrich dizia: “gosto de participar na sociedade em que pertenço. Não excluo nada”, mas para que não existissem equívocos adiantou de imediato: “no BPI só aceitamos dedicação exclusiva”.

O banqueiro foi aliás, um dos rostos do Compromisso Portugal e tem feito afirmações ao longo da sua carreira a “fugir” para esta área, algumas até polémicas, como quando defendeu que devia ser mais fácil e mais caro despedir.

Mas as ligações políticas não são de agora. Lá atrás o banqueiro, — que não é licenciado, tendo frequentado o Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, curso que não viria a terminar, — chegou a ser jornalista no Expresso, sendo responsável pela secção de mercados financeiros. Foi assessor do embaixador de Portugal junto da OCDE entre 1975 e 1979 em Paris, tendo mais tarde assumido o cargo de chefe de gabinete dos ministros das Finanças e do Plano dos governos Balsemão, Morais Leitão e João Salgueiro.

Em 1983 entra para a Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI) com Artur Santos Silva, que mais tarde se torna no BPI. E agora passados 35 anos, volta a suceder a Santos Silva, o que já acontecera quando assumiu a presidência da comissão executiva.

O presidente do conselho de administração do BPI, Artur Santos Silva, e o presidente da comissão executiva do BPI, Fernando Ulrich, durante a conferencia de imprensa para apresentação do relatório do conselho de administração do BPI sobre a OPA lançada pelo Banco Comercial Português, a 10 de abril de 2006.

(ECO) CaixaBank: “BPI é bem gerido mas tem problema de eficiência”

(ECO) Administrador financeiro do grupo catalão que comprou o BPI diz que o banco é bem gerido por Fernando Ulrich, apresenta rácios de solvência saudáveis mas tem um problema: falta-lhe eficiência.

OCaixaBank diz estar 100% concentrado no BPI, banco cuja compra foi finalizada em fevereiro deste ano. Para o administrador financeiro do grupo catalão, o banco português é bem gerido por Fernando Ulrich, apresenta bons níveis de solvência mas tem um problema de eficiência.

Questionado pelo jornal elEconomista (acesso livre/conteúdo em espanhol) sobre um eventual interesse no Popular, o CaixaBank considerou que o “foco está colocado no BPI”. “Deram-nos as chaves há apenas dois meses e estamos concentrados em crescer de forma orgânica”, declarou Javier Pano, CFO do CaixaBank, para quem o negócio do banco português funciona muito bem.

“A rede tem uma grande atividade comercial e há um dia-a-dia em que estamos focados. É um banco bem gerido, sem problemas de solvência ou liquidez, que é o principal de uma companhia financeira, mas tem um problema de eficiência“, declarou o responsável.

“A rede tem uma grande atividade comercial e há um dia-a-dia em que estamos focados. É um banco bem gerido, sem problemas de solvência ou liquidez, que é o principal de uma companhia financeira, mas tem um problema de eficiência.”

Javier Pano

Administrador financeiro do CaixaBank

O CaixaBank é dono de quase 85% do BPI desde fevereiro passado, depois de ter lançado uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) obrigatória na qual investiu quase de 650 milhões de euros. Pablo Forero será o próximo presidente executivo do banco português, substituindo Fernando Ulrich que passa a chairman da instituição. Mudanças que deverão ser aprovadas na próxima assembleia geral do BPI, marcada para o próximo dia 26 de abril.

“Portugal está a melhorar em todas as frentes”

Na mesma entrevista, Pano manifestou algum otimismo em relação a Portugal e à recuperação da sua economia. “Está a cumprir com os seus compromissos e está a melhorar em todas as frentes”, disse o administrador.

Ainda assim, não deixou de considerar que o país ainda “tem muito futuro à sua frente” depois de ter “superado adequadamente uma situação complicada”. E salientou que a economia tem vindo a acelerar nos últimos trimestres.

(ECO) Walking Dead. BPI junta-se ao clube dos mortos vivos na bolsa portuguesa

(ECO) A lista de mortos vivos na bolsa portuguesa não pára de aumentar. O BPI juntou-se ao clube de zombies depois da OPA do CaixaBank. Euronext assume vontade de regenerar mercado. Mas há interesse?

Não faltam zombies no mercado nacional. (Ilustração de Raquel Martins)

A sétima temporada de Walking Dead regressa mais logo à antena da Fox. A série norte-americana retrata o instinto de sobrevivência do Homem num mundo dominado por zombies. É mais ou menos esse o sentimento dos investidores na bolsa portuguesa. O BPI juntou-se ao vasto clube de mortos-vivos na praça nacional. É um Walking Dead à portuguesa.

As cotadas são consideradas como zombie quando apresentam uma escassa liquidez e uma baixa dispersão de capital (reduzido free float), o que leva a que centrem menos atenção de investidores e analistas (havendo poucos ou nenhuns a cobrirem essas cotadas). Na bolsa portuguesa, não faltam mortos vivos: Vista Alegre, Luz Saúde, Estoril Sol, Cimpor, Sonaecom, Pharol… um clube ao qual se juntou recentemente o BPI, depois da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do CaixaBank ter deixado apenas cerca de 7% do capital disponível para negociação.

O BPI era um dos títulos que despertava maior interesse por parte dos investidores“, diz a equipa de analistas do Banco BiG. “Não perspetivamos a entrada de novas empresas em bolsa, o que acaba por exponenciar o perfil histórico-cultural relativamente anémico do mercado de capitais português”, acrescenta.

O cenário é um pouco desolador. Além de um menor número de empresas cotadas, que foram saindo da bolsa ora por via de aquisições e fusões, ora por via de falências, muitas das que ainda resistem no mercado de capital apresentam um nível de liquidez pouco interessante do ponto de vista do investidor.

De acordo com os dados compilados pela Bloomberg, um quinto das cotadas nacionais apresenta um free float abaixo de 15%, um nível abaixo do qual um investidor corre o risco de ficar com as ações “estancadas” na sua carteira sem que se vislumbre um potencial comprador durante um bom período de tempo. É esse o limite estabelecido pela Euronext para uma cotada sonhar com a subida ao principal escalão bolsista nacional, o PSI-20.

São zombies que não assustam o BiG: “Ainda há sólidas empresas, em diferentes setores de atividade, que deverão continuar a atrair interesse de investidores nacionais e internacionais”.

“O BPI era um dos títulos que despertava maior interesse por parte dos investidores. Não perspetivamos a entrada de novas empresas em bolsa, o que acaba por exponenciar o perfil histórico-cultural relativamente anémico do mercado de capitais português.”

Banco BiG

É preciso recuar até dezembro de 2014 para chegarmos à última Oferta Pública de Venda (OPV) que levou uma empresa nacional à bolsa. Foram os CTT, depois de um processo de privatização do Governo de Passos Coelho na altura da troika, numa operação que rendeu um total de 909 milhões de euros aos cofres do Estado.

Antes, em fevereiro de 2014, também a Espírito Santo Saúde alcançava o mercado de capitais. Mas da mesma forma como entrou e gerou entusiasmo em torno de um novo capítulo na bolsa portuguesa, em poucos meses foi alvo de uma OPA da Fidelidade, dos chineses da Fosun. Mudou de nome, passou a chamar-se Luz Saúde e hoje em dia é controlada em 98,7% pela seguradora sino-portuguesa.

Apocalipse no PSI-20

A Espírito Santo Saúde era uma das jóias do Grupo Espírito Santo. A queda do império Espírito Santo em 2014 representou o momento apocalíptico para bolsa portuguesa. Criou um cemitério para onde foram BES, Espírito Santo Financial Group e outras sociedades do grupo. O processo arrastou consigo aPortugal Telecom, na sequência de um investimento a “fundo quase perdido” de 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte. Foi divida em duas: a Meo (PT Portugal) foi vendida aos franceses da Altice e a PT SGPS, que ressurgiu com o nomePharol.

A cotada liderada por Palha da Silva é um dos zombies que vão deambulando num PSI-20 desmembrado. Apesar do vibrante arranque de ano que está a apresentar, não há analista que acompanhe a Pharol. Isto porque a antiga PT SGPS funciona como um “paradeiro” de uma posição de 22% da brasileira Oi. Tal como é a Semapa, a holding de Pedro Queiroz Pereira que detém a Navigator.

Sem uma regeneração da bolsa à vista, tornar o mercado de capitais atrativo para as empresas — e atrair o entusiasmo dos investidores — deverá representar uma das tarefas cruciais do novo presidente do Euronext, Paulo Rodrigues da Silva. Pelo menos foi essa a principal frente de atuação de Maria João Carioca no seu curto mandato à frente da Euronext Lisboa.

Em entrevista ao ECO, logo após ter assumido a presidência da gestora da bolsa de Lisboa, Carioca disse estar a trabalhar no sentido de trazer mais empresas para a bolsa, admitindo preocupação com a pouca profundidade e baixa liquidez do mercado nacional. A bolsa precisa desesperadamente de novas cotadas? “Desesperadamente é uma expressão muito, muito muito forte. Acho que mais do que precisar de mais empresas, a bolsa portuguesa precisa muito de consolidar as histórias de qualquer empresa que esteja no mercado“, sublinhou a gestora que está de saída para a Caixa Geral de Depósitos.

“Acho que mais do que precisar de mais empresas, a bolsa portuguesa precisa muito de consolidar as histórias de qualquer empresa que esteja no mercado.”

Maria João Carioca

Presidente da Euronext Lisboa

Sobre a presença de empresas zombies, Carioca lembrou que algumas assumem esse estatuto por decisão dos próprios acionistas, que preferem manter a porta do mercado de capitais aberta em vez de retirar a cotada definitivamente da bolsa. Reforçou que o mercado tem sempre de ser visto numa perspetiva de longo prazo. “Temos de ser capazes de conviver com estes ciclos deprimidos garantindo que os mecanismos de mercado continuam a funcionar e que não deitamos o bebé fora com a água do banho“, referiu.

Vagueando na bolsa

Um quinto das cotadas nacionais apresenta um free float abaixo de 15%. Cotadas comoPharol e Semapa funcionam como “paradeiros” de participações noutras empresas e estão na principal montra nacional. Conheça alguns zombies que vagueiam na bolsa nacional, um clube ao qual se juntou este mês o BPI.

CaixaBank “seca” BPI

A OPA do CaixaBank secou quase por completo a dispersão do BPI em bolsa. Os espanhóis ficaram com mais de 84,5% do banco português. Só que a Allianz não participou na oferta, deixando o BPI com um free float de cerca de 8%, razão pela qual a Euronext decidiu excluí-lo do PSI-20.

Continuará na bolsa? Sem hipótese de realizar uma OPA potestativa, Gonzalo Górtazar, presidente do grupo catalão, afirmou que a intenção é manter o BPI na bolsa. Mas abriu a porta à saída do mercado de capitais. “Temos de analisar se a liquidez é suficiente”. E “que alternativas temos”, precisou o responsável espanhol.

Pharol vê a luz

O que torna a Pharol num morto vivo não é tanto a baixa dispersão em bolsa. É antes o facto que a empresa existir apenas como um paradeiro de uma participação de 22% naOi, a operadora brasileira que enfrenta o maior processo de recuperação judicial da história do Brasil.

Apesar da sua condição zombie, as ações têm estado bem vivas desde o início do ano.Apresentam o melhor desempenho em Lisboa — avançam mais de 80% em 2017 — acompanhando a evolução da Oi, que prossegue o seu plano de reestruturação perante o interesse de vários fundos na sua aquisição.

Luz (sem) Saúde na bolsa

Apenas 1,3% da Luz Saúde ainda deve estar disperso em bolsa, depois de a Fidelidadeter reforçado a sua posição ao longo dos últimos meses, na sequência da OPA realizada em 2014. A Fidelidade é detida pelos chineses da Fosun, que estão cada vez mais perto de assumir a totalidade do capital da empresa liderada por Isabel Vaz.

Cimpor deambula desde 2012

Desde que foi alvo de OPA por parte da brasileira Camargo Corrêa, em 2012, a dispersão da Cimpor em bolsa nunca foi suficiente para retirar a cimenteira portuguesa do estado “moribundo” que se apresenta como cotada — enquanto empresa, a Cimpor mantém viva a sua atividade. Menos de 5% do seu capital está disponível para negociação entre os investidores.

Sonaecom perdeu vida com saída da Optimus

Fundiu-se a Optimus com a Zon, nasceu a Nos, mas a Sonaecom perdeu vida. A empresa do universo Sonae ainda forçou uma saída da bolsa depois de uma OPA sobre os minoritários. Mas a operação não foi bem-sucedida. Hoje em dia, restam apenas 7,5% de capital da Sonaecom em bolsa. Está em vista o abandono do mercado de capitais.

(ECO) BPI tem novo CEO espanhol, Ulrich passa a chairman

(ECO) Pablo Forero, atual diretor geral do CaixaBank, é o nome indicado pelo grupo espanhol para a liderança executiva do BPI. Já Fernando Ulrich passa a presidente do conselho de administração.

Fernando Ulrich, Artur Santos Silva, Gonzalo Gortázar e Pablo Forero durante a apresentação dos resultados da OPA do CaixaBank sobre o BPI.Paula Nunes/ECO

Nova vida no BPI. O CaixaBank vai propor o nome de Pablo Forero para o cargo de presidente da Comissão Executiva do banco português, enquanto Fernando Ulrich é o nome escolhido pelo grupo espanhol para as funções dechairman. Mudanças que surgem depois de o banco catalão ter finalizado esta semana com sucesso a Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o BPI.

Ulrich abandona a posição de CEO depois de 13 anos naquele cargo. É agora substituído por Pablo Forero, diretor-geral do CaixaBank, cuja equipa integra desde 2009. De resto, Forero acompanhou esta quarta-feira o presidente do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, na viagem a Lisboa para a apresentação dos resultados da OPA catalã.

Mas há mais mudanças no seio da estrutura governativa do BPI a propor aos acionistas em assembleia geral a realizar no dia 26 de abril. Até agora presidente do Conselho de Administração, Artur Santos Silva passa a Presidente Honorário e presidente de uma nova comissão do Conselho de Administração dedicada à responsabilidade social.

Adicionalmente, da nova equipa de gestão saem Maria Celeste Hagaton e Manuel Ferreira da Silva. Além do CEO Pablo Forero, a comissão executiva proposta pelo CaixaBank conta com José Pena do Amaral, Pedro Barreto, João Oliveira Costa, Alexandre Lucena e Vale, António Farinha de Morais, Francisco Manuel Barbeira, Ignacio Alvarez Rendueles e Juan Ramon Fuertes.

“O banco agradece a Fernando Ulrich “a contribuição fundamental que deu ao longo de 34 anos para a afirmação, prestígio e resultados do banco. (…) Reconhece, em especial, o decisivo desempenho de Ulrich e da equipa executiva no período mais difícil da crise financeira.”

Banco BPI

CMVM

Em relação ao conselho de Administração, que será agora liderado por Ulrich, saem Armando Leite de Pinho, Carlos Moreira da Silva e Mário Leite da Silva, sendo composta pelos seguintes nomes: Pablo Forero (vice-presidente), António Lobo Xavier (vice-presidente), Alexandre Lucena e Vale, António Farinha de Morais, Carla Bambulo, Francisco Manuel Barbeira, Gonzalo Gortázar, Ignacio Alvarez Rendueles, João Oliveira Costa, José Pena do Amaral, Javier Pano, Juan Antonio Alcaraz, Juan Ramon Fuertes, Lluis Vendrell, Pedro Barreto, Tomás Jervell e Vicente Tardio (vogais).

No comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco agradece a Fernando Ulrich “a contribuição fundamental que deu ao longo de 34 anos para a afirmação, prestígio e resultados do banco”. “Reconhece, em especial, o decisivo desempenho de Ulrich e da equipa executiva no período mais difícil da crise financeira“, destaca o conselho de administração do banco português.

O CaixaBank passou a controlar 84,52% do capital do BPI na sequência da oferta que lançou sobre a instituição portuguesa. Este resultado, anunciado esta quarta-feira, na Euronext Lisboa, não permite ao banco catalão avançar com a aquisição potestativa das restantes ações.

(ECO) Violas vende na OPA e fica apenas com dez mil ações

(ECO) O grupo Violas vende a posição que detém no BPI de 2,681%. Tiago Violas Ferreira, administrador da Holding diz que “custa sair, mas não tínhamos alternativa”.

O grupo Violas, maior acionista português do BPI, vai vender a posição de 2,681% que detém no capital do banco, na OPA do CaixaBank. Em declarações ao ECO, Tiago Violas Ferreira, administrador da holding Violas Ferreira Financial (VFF) adianta: “Ficamos apenas com uma posição residual de dez mil ações”.

Tiago Violas Ferreira reconhece que “custa muito sair do banco desta maneira e a este preço”. “Mas não tínhamos outra solução”, garante.

“Não podíamos ficar numa sucursal do CaixaBank em Portugal”, sobretudo, acrescenta o administrador da VFF, “sabendo nós como é que o CaixaBank trata os acionistas”.

Não podíamos ficar numa sucursal do CaixaBank em Portugal, sobretudo, a sabendo nós como é que o CaixaBank trata os acionistas.

Tiago Violas Ferreira

Administrador da holding Violas Ferreira Financial

O administrador revela que deram “ordem de venda” no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) cujo prazo termina esta tarde (15 horas).

Família Violas era acionista do BPI há cerca de 35 anos

Esta é o primeiro anúncio de venda feito por um acionista qualificado do BPI. Com esta operação os Violas deverão encaixar perto de 40 milhões de euros.

A holding Violas Ferreira Finance sempre se mostrou contra a OPA do CaixaBank, pelo menos ao preço de 1,134 euros por ação, o que levou mesmo durante todo o processo à demissão de Edgar Ferreira, pai de Tiago Violas Ferreira, da administração do BPI em desacordo com a gestão liderada por Fernando Ulrich. O acionista considerou na altura que a venda de 2% do BFA a Isabel dos Santos por 28 milhões de euros beneficiava a empresária, prejudicando os outros acionistas. Ainda no decorrer dessa venda, a VFF pediu à CMVM que nomeasse um administrador independente ameaçando que podia recorrer para os tribunais caso isso não acontecesse. A CMVM não teve o mesmo entendimento e avançou com a operação, falta saber o que irá fazer o (ainda) maior acionista português do BPI.

(OBS) Quem é Pablo Forero, o homem que o CaixaBank escolheu para liderar o BPI

(OBS) Pablo Forero é o gestor que o CaixaBank propõe para o lugar de Fernando Ulrich na liderança do BPI. Espanhol é especialista em auditoria e gestão de risco e está no grupo catalão há oito anos.

Pablo Forero é o nome proposto pelo CaixaBank para liderar a presidência executiva do BPI, em substituição de Fernando Ulrich, que deixa as funções executivas juntamente com outros membros da administração. Uma mudança que decorre do reforço acionista do grupo espanhol que passou a controlar 84,5% do banco português.

Na sua primeira aparição como futuro presidente executivo do BPI, Forero mostrou vontade de responder às perguntas da próxima conferência de imprensa em português, idioma que já está a aprender. Sobre o futuro do banco português que passou para mãos espanholas, o gestor quer manter o foco comercial das equipas e define como prioridade uma relação próxima com os clientes.

Formado em Economia na Universidade Autónoma em Madrid, com especialização em Macroeconomia, o atual diretor-geral do CaixaBank – cuja equipa integra desde 2009 – tem uma carreira ligada ao setor financeiro. Em 2013 foi nomeado diretor-geral da área de risco, cargo que ocupou até Dezembro de 2016.

Pablo Forero Calderón conta ainda com uma longa experiência internacional, tendo trabalhado 11 anos em Londres como responsável da sociedade JP Morgan Asset Management, onde esteve envolvido na experiência de
integração do Chase/JP Morgan. Também passou, entre 1984 e 1990, pela consultora Arthur Andresen, onde dirigiu o departamento de auditoria.

Veja aqui um depoimento de Pablo Forero, gravado em Abril do ano passado, onde deixa conselhos aos alunos do Mestrado de Banca e Regulação Financeira da Universidade de Navarra sobre problemas do setor bancário e as necessidades de formação na banca:

Da lista proposta para a administração do BPI liderada por Pablo Forero fazem ainda parte José Pena do Amaral, Pedro Barreto, João Oliveira Costa, Alexandre Lucena e Vale, António Farinha de Morais, Francisco Manuel Barbeira, Ignacio Alvarez Rendueles e Juan Ramon Fuertes.

(JE) BPI sai do PSI-20 e deixa índice com 17 cotadas até Março

(JETal como aconteceu com a saída do Banif, o índice português voltará a ter apenas 17 cotadas. O BPI sai do PSI-20 a 10 de Fevereiro.

A comissão gestora do índice PSI-20 decidiu que o BPI vai deixar a carteira do PSI-20, deixando o índice com apenas 17 cotadas até à próxima revisão, que vai acontecer na terceira segunda-feira de Março (dia 20).

“A Euronext comunica que, na sequência dos resultados alcançados na Oferta Pública de Aquisição do CaixaBank sobre o BPI, e face à informação disponível à data, foi decidida a exclusão das acções do Banco BPI do índice PSI 20, com data efectiva a 10 de Fevereiro”, refere um comunicado da Euronext.

Esta decisão da Euronext surge depois do CaixaBank ter reforçado para 84,5% no capital do BPI. Além disso, a Allianz permanece com 8,43% do banco ainda liderado por Fernando Ulrich, pelo que a liquidez do BPI em bolsa vai ser diminuta, já que o “free float” ficará reduzido a cerca de 7%.

Antes da OPA, o CaixaBank tinha 45,5% do BPI, mas havia outros accionistas maioritários, sendo que estava disperso por investidores sem participação qualificada cerca de 22,5% do capital do banco.

A saída do BPI deixará o índice português com uma menor representação do sector financeiro, já que ficará agora representado apenas pelo BCP, com cerca de 10% e pelo Montepio, que tem um peso diminuto no PSI-20.

Mesmo saindo do PSI-20, o BPI continuará cotado em bolsa. Essa foi a “intenção” assumida pelo CaixaBank, que disse que “pretendia manter as acções” do banco “admitidas em mercado regulamentado na sequência da oferta”.

PSI-20 já teve 17 cotadas

O facto de o BPI deixar o PSI-20 com apenas 17 cotadas não é inédito na bolsa portuguesa. Foi também a saída de outro banco que deixou o principal índice português com apenas 17 constituintes.

Tal aconteceu quando o Banif foi alvo de uma resolução, no final de 2015, o que ditou a saída do banco de bolsa.

(JN) S&P pode subir “rating” do BPI em dois níveis; Moody’s retira perspectiva negativa

(JNO sucesso da OPA lançada pelo CaixaBank pode melhorar o “rating” do banco português, segundo a S&P. Já a Moody’s confirmou a notação atribuída, retirando a perspectiva negativa que existia até aqui.

S&P pode subir "rating" do BPI em dois níveis; Moody’s retira perspectiva negativa
A Standard & Poor’s pode rever em alta o “rating” atribuído ao Banco BPI, dependente do sucesso da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo CaixaBank. A Moody’s, por sua vez, deixou de apontar para uma descida da classificação de risco.

Em relação à S&P, a revisão “CreditWatch”, um tipo de revisão que depende de um evento específico, deixou de estar “em progresso” para ser “positiva”. Na prática, a opção da agência “reflecte a possibilidade de uma subida em dois níveis se a aquisição pelo CaixaBank for concluída como previsto”.

“O rating” atribuído actualmente é “BB-“, o que é visto como sendo um investimento com características especulativas. Com esta subida, a classificação de risco passaria para “BB+”, o último nível de “lixo” antes de ser considerado um investimento aconselhável pela agência.

Há um motivo para isso: com a OPA, aumentam as hipóteses de, em caso de necessidade, o CaixaBank ajudar a capitalizar o BPI, o que dá força ao seu “rating”, escreve o analista Antonio Rizzo. Só que a subida é limitada a dois níveis apenas porque “o BPI continuará a estar limitado ao ‘rating’ de crédito soberano de longo prazo de Portugal”. A notação da dívida soberana é “BB+”, com uma perspectiva estável.
Moody’s retira perspectiva negativa

Esta quarta-feira, 18, a Moody’s encerrou a revisão em baixa, que tinha iniciado em Março, em relação ao “rating” de Ba3, três níveis de “lixo”, em que o investimento é considerado especulativo. Segundo o comunicado da agência americana, a justificar esta decisão está a venda de 2% no Banco de Fomento Angola (BFA) à Unitel, transacção através da qual perde o controlo daquela instituição financeira.

“A Moody’s assume que esta venda soluciona a violação que o BPI fazia do limite dos grandes riscos a Angola, evitando por isso sanções do Banco Central Europeu (BCE)”, indica o comunicado.

Da mesma forma, a conclusão da OPA do CaixaBank – com uma probabilidade “muito elevada” de ser obtida uma participação maioritária – beneficia a classificação de risco.

Os títulos do BPI encerraram a sessão desta quinta-feira, 19 de Janeiro, inalterados nos 1,131 euros.

(BBG) Novo Banco Shortlist Seen Shortening in Portugal Sale Blow

(BBG)

Portugal’s efforts to sell Novo Banco SA are about to get more difficult.

Banco BPI SA may have to drop out as a potential acquirer because of opposition from its own largest shareholder CaixaBank SA. Officials at CaixaBank have told investors they will oppose a deal for Novo Banco once they gain control of BPI through a looming takeover, according to four people familiar with the matter who asked not to be identified because the discussions were private.

A BPI withdrawal would complicate the Bank of Portugal’s second attempt to dispose of Novo Banco as only four groups have made acquisition proposals. The central bank scrapped a sale last year because offers were too low. Novo Banco emerged from the collapse of Banco Espirito Santo SA, once Portugal’s largest lender by market value.

When asked about potential interest in Novo Banco on a July conference call with analysts, CaxiaBank Chief Executive Officer Gonzalo Gortazar Rotaeche said that the lender is only interested in buying BPI.

“CaixaBank will not make any comment related to Novo Banco,” a spokesman wrote in an e-mailed response to Bloomberg News questions. “CaixaBank is only focused on BPI offer in Portugal.”

BPI Interest

A Bank of Portugal spokesman declined to comment. A spokesman for BPI wasn’t immediately available for comment.

BPI is “seriously studying” the Novo Banco sale, Chairman Artur Santos Silva said at a press conference on Sept. 21. That was the same day that a key shareholder vote cleared the way for a takeover by CaixaBank, Spain’s third-largest lender.

The Spanish bank, which pursued BPI for more than a year, has sold shares for 1.3 billion euros ($1.5 billion) to help fund the acquisition. It probably wouldn’t support a BPI takeover of Novo Banco as that would likely require further fundraising, Autonomous Research analyst Britta Schmidt wrote in a note last week.

CaixaBank shares rose 1 percent to 2.23 euros at 2:24 p.m. in Madrid trading.

The Bank of Portugal said in June that it would analyze the four proposals for Novo Banco, and then decide whether to sell the bank to a strategic buyer, such as another lender, or to a group of institutional investors, which could involve an initial public offering.

(DE) BPI favorito à compra do Novo Banco

(DE)

A notícia é avançada pela edição de hoje do Jornal Económico. A venda directa, cenário em que está a trabalhar prioritariamente o governo, vai avançar agora de forma rápida, depois da desblindagem de votos do BPI ter sido ultrapassada.

BPI favorito à compra do Novo Banco

O possibilidade de venda direta do Novo Banco estava dependente desta decisão da Assembleia Geral do BPI e fica agora mais perto de ser bem sucedida, revela fonte ligada ao processo.

O BPI é, segundo várias fontes, o candidato que mais predicados reúne para o Fundo de Resolução (e para o Governo), desde logo porque é um banco com sede em Portugal e a precisar de dimensão no mercado doméstico. Uma operação de fusão agrada aos reguladores bancários, avança o Jornal Económico.

Segundo o jornal, o Plano B é a venda a institucionais em private placement, o que obriga à venda da maioria do capital, porque caso contrário não perde o estatuto de banco de transição. E a CMVM foi clara: para venda em mercado o Novo Banco tem de perder o estatuto de banco de transição.

(BBG) CaixaBank Extends Drop After Selling $1.5 Billion Shares for BPI

(BBG) CaixaBank SA, Spain’s third-largest lender, extended declines after selling shares for 1.3 billion euros ($1.5 billion) to fund its takeover of Portugal’s Banco BPI SA.

The company sold 585 million shares, the equivalent of a 9.9 percent stake, to private investors, CaixaBank said in a statement late Thursday. Shares were sold at 2.26 euros each, a 3.7 percent discount to their closing price.

“The capital increase is in line with expectations,” Carlos Cobo, an analyst at Haitong Bank SA with a buy recommendation on the shares, said in a note to clients. “Once the capital increase has been cleared, investors will probably focus on CaixaBank’s sounder business model and balance sheet mix versus its Spanish domestic peers.”

CaixaBank, which has been pursuing the Portuguese company for more than a year, agreed to pay about 900 million euros to buy the 55 percent of BPI it doesn’t already own. The bank increased its offer to 1.134 euros a share from 1.113 euros on Wednesday after BPI shareholders agreed to scrap voting rights limits, a key condition for the bid.

CaixaBank fell 3 percent to 2.28 euros at 9:52 a.m in Madrid after decreasing 3.1 percent on Thursday. The shares are down about 29 percent this year, putting the bank among the largest decliners in Spain’s Ibex 35 Index, which has slipped 7.2 percent.

CaixaBank is seeking to maintain a capital ratio between 11 percent and 12 percent under its current strategic plan. If the lender were to acquire all of BPI, its fully-loaded common equity Tier 1 ratio would drop to 10.8 percent after the placement, it said.

Grupo Mutua Madrilena said Friday it had become CaixaBank’s second largest shareholder, with a 2.13 percent stake, as it took part in the lender’s share sale. The Spanish insurer owns about 280 million euros of the bank’s stock.

JPMorgan Chase & Co. and Morgan Stanley were the underwriters. A spokeswoman for CaixaBank denied a share sale transaction earlier.

+++ (BBG) CaixaBank Raises BPI Takeover Bid as Offer Becomes Mandatory

(Bloomberg) — CaixaBank SA, Spain’s third-largest lender, increased its offer for Banco BPI SA after shareholders at the Portuguese bank ruled to end voting-rights limits prompting the offer to become mandatory under Portuguese law.

The Barcelona-based lender offered 1.134 euros in cash per share for the rest of Banco BPI it doesn’t already own, CaixaBank said in a regulatory filing Wednesday. It had offered
1.113 euros per share in April when it launched its second takeover bid for the Portuguese lender.

CaixaBank, already BPI’s largest investor with a 45 percent stake, has been trying for more than a year to acquire the Portuguese bank as part of a plan to boost profitability
fourfold by 2017.

BPI shareholders cleared the way for CaixaBank’s bid Wednesday by agreeing to scrap voting-rights limits, a key condition for the bid. Following the shareholders’ decision, the
Portuguese securities regulator CMVM said CaixaBank had a duty to make a bid as it now controls more than a third of the bank’s voting rights. Mandatory bids have different rules to determine the price offered.

Shares of BPI were suspended before the start of trading on Wednesday. The stock closed at 1.091 euros on Tuesday.

(JN) BPI dispara após Violas admitir que OPA é “inevitável”

(JN)

BPI dispara após Violas admitir que OPA é "inevitável"

PAULO DUARTE
A entrevista de Tiago Violas está a ter forte impacto nas acções do BPI, que apesar de negociarem em forte alta persistem abaixo do preço da OPA dos espanhóis do CaixaBank.

As acções do BPI estão a negociar em forte alta neste arranque de sessão na praça portuguesa, reagindo às palavras de Tiago Violas, uma vez que o accionista minoritário do banco que tem tentado travar a OPA do CaixaBank, diz que a oferta dos espanhóis é “inevitável”.

“Penso que é inevitável. Acho que tentámos…”, referiu Tiago Violas, em entrevista ao Negócios e Antena1, depois de ter sido questionado se a OPA do CaixaBank iria avançar.

“Estamos conscientes da força que temos e penso que, como disse há pouco, esgotámos essa força. E portanto, as coisas vão ter de acontecer, o que tiver de acontecer. Não vai ser por nossa iniciativa que o banco vai ter problemas com o BCE”, reforçou.

As acções do BPI estão a reagir em forte alta a estas declarações, com os títulos a avançarem um máximo de 5,67% para 1,099 euros. Uma cotação que corresponde a um máximo de duas sessões, mas permanece abaixo do preço da OPA do CaixaBank (1,113 euros).

“Esperamos que as acções do BPI reajam de forma positiva a estes comentários e se aproximem do preço da OPA”, referem os analistas do Haitong, numa nota enviada a clientes.

O líder da Holding Violas Ferreira tem sido o principal rosto da oposição à OPA do CaixaBank sobre o BPI, sendo que as providências cautelares que interpôs já obrigou à suspensão da Assembleia geral do BPI por diversas vezes.

Os accionistas do BPI voltam a reunir esta quarta-feira para aprovar a desblindagem de estatutos do banco (condição essencial para a OPA do CaixaBank avançar), sendo que as declarações de Tiago Violas deixam a entender que desta vez haverá uma decisão. O CaixaBank tinha também já avançado que o assunto teria que ficar resolvido nesta AG.

Numa nota enviada a clientes na sexta-feira, o banco Citigroup diz que o melhor cenário a que os accionistas do BPI podem aspirar, no momento actual, consiste em aceitar a oferta de 1,113 euros por título que o CaixaBank faz pelo BPI. O banco refere que a alternativa mais provável à não-aceitação – a desistência da oferta por parte do banco catalão, um cenário que foi há poucos dias levantado na imprensa espanhola – é menos apetitosa para os investidores.

(BBG) BPI Shareholder Meeting to End Voting Limits Suspended Again

(BBG) Banco BPI SA shareholders approved suspending for a second time a meeting to decide on whether to scrap the Portuguese lender’s voting rights limit, a condition of a takeover bid from CaixaBank SA.

CaixaBank proposed resuming the meeting at 10 a.m. on Sept. 21 and the proposal was approved by 91 percent of the votes at the gathering on Tuesday, BPI Chairman Artur Santos Silva told reporters in Oporto, northern Portugal. The meeting had already been suspended on July 22 after shareholder Holding Violas Ferreira requested an injunction.

“As of today, there has still not been any court ruling about the injunction requested by the shareholder Violas Ferreira,” Santos Silva said.

BPI shares dropped as much as 2.7 percent after they resumed trading in Lisbon after the announcement. The stock, which was suspended from trading earlier today, traded 2.3 percent lower at 1.06 euros at 1:37 p.m. in Lisbon. That’s 5 percent below CaixaBank’s 1.113 euro-per share bid for the lender.

Spain’s third biggest bank has offered to buy the remaining shares of BPI for about 900 million euros ($1 billion). CaixaBank is already BPI’s largest investor with a 45 percent stake and has been trying for more than a year to buy out other BPI shareholders.

BPI’s board supports removing the cap on voting rights, saying it deters shareholders from taking part in major corporate decisions such as financing or mergers or acquisitions. Violas Ferreira, which has a 2.68 percent stake, objects that CaixaBank’s bid doesn’t reflect BPI’s value.

Under a legal change that took effect earlier this year, all shareholders can exercise full voting rights on decisions about the cap if the board introduces the proposal. Otherwise, the voting limit applies.