Category Archives: Euro

(CNBC) US tariffs are an ‘unnecessary test’ to Europe’s economic recovery, top finance chief says

(CNBC)

Mario Centeno, Portugal's finance minister and head of the group of euro-area finance ministers, listens during a press conference following a Eurogroup meeting in Brussels, Belgium, on Monday, Jan. 22, 2018. 

Mario Centeno, Portugal’s finance minister and head of the group of euro-area finance ministers, listens during a press conference following a Eurogroup meeting in Brussels, Belgium, on Monday, Jan. 22, 2018.

Higher trade tariffs coming from the U.S. are not what the euro zone needs right now following several years of a promising recovery, a high-ranked European official told CNBC.

The 19-member region that shares the single currency has been growing at a gradual pace over the last two years following a sharp downturn due to the sovereign debt crisis of 2011. But the current threat of higher tariffs with key trade partners, especially the U.S., could prove a challenge for the euro area’s fragile recovery.

“This is a major risk that we see for the global economy and certainly for the relationship between the U.S. and Europe,” Mario Centeno, who heads the group of 19 finance ministers for the euro area, told CNBC Wednesday, speaking on increased duties coming from the U.S.

The region grew at a rate of 2.4 percent in 2017 — an expansion not seen in about a decade. However, the economic momentum has cooled down in the start of 2018 — something that higher trade barriers could dampen further.

“We don’t know exactly how it will evolve, but I agree with those that see this process as an unnecessary test to the economic recovery, and actually to the (economic) expansion that our economies were experiencing,” Centeno said.

He added that right now it is important to work toward a limit to the tariffs both in scope and duration.

Greek bonds now less risky, Eurogroup president says

Greek bonds now less risky, Eurogroup president says  

The European Union is currently studying ways to prevent an escalation in trade tensions with the White House. Media reports earlier this week suggested the EU could propose a deal to the world’s biggest car exporters and thus prevent wider ramifications in case President Donald Trump moves ahead with a 25 percent tax on European carmarkers.

The International Monetary Fund (IMF) also warned in June that higher trade tariffs are the biggest single risk to the euro zone economy. IMF Managing Director Christine Lagarde told CNBC that the problem now is not the direct economic impact of higher duties, but “the breach in confidence that undermines the relationship” between both the U.S. and Europe.

Lagarde also warned that if the trade tensions escalate further, then the direct impact on the economy will become more substantial.

Until now, Trump has only raised tariffs against the EU on steel and aluminum exports. However, more recently, Trump threatened to put a 25 percent added tax on European cars.

The EU is the largest exporter of motor vehicles in the world, whereas the United States is the largest importer of motor vehicles in the world.

Correction: This article, including the headline, has been updated to correct a quote from Mario Centeno where he stated that tariffs would be an unnecessary test to the euro zone.

(CNBC) SocGen chairman calls on regulators to help strengthen Europe’s banks 

(CNBC)

  • The French lender announced the acquisition of the equity markets and commodities arm of the German firm Commerzbank last week.
  • Consolidation may not always the best strategy for these banks, Elisabeth Rudman, managing director at DBRS said.

Chesnot | Getty Images News | Getty Images

The chairman of Societe Generale said Europe‘s banking space should follow in the footsteps of the U.S.’s, calling on regulators to facilitate more consolidation in the region.

Speaking to CNBC over the weekend, Lorenzo Bini Smaghi said that European banks need to become more concentrated, so they can compete with American lenders.

“In general if we look at Europe, obviously there are too many banks and it’s too fragmented so I think Europe needs to move in a direction of more concentration to help better the real economy. If we compare (it) to the U.S., we’ve seen this process of concentration 30 years ago,” Smaghi told CNBC’s Charlotte Reed.

The French lender announced the acquisition of the equity markets and commodities arm of the German firm Commerzbank last week. The deal, which still needs to be cleared by regulators, is an attempt to have a larger presence in the German market at a time when Deutsche Bank is re-defining its strategy, after recent turmoil and management changes.

According to Smaghi, the transformation of European banks “has to come.”

“And of course as chairman of SocGen I can say that we will be a protagonist in this process. But this requires for things to happen on the regulatory side.”

“I’m not suggesting anything at this stage, just that we need more concentrated and larger banks able to compete with the American banks,” he said on potential new mergers.

SocGen chairman: You don't get to a fairer system by raising barriers

SocGen chairman: You don’t get to a fairer system by raising barriers  

On Friday, reports suggested that J.P. Morgan and the Industrial and Commercial Bank of China were looking to buy Deutsche Bank, which was promptly denied. In June, another French bank, BNP Paribasbought the asset manager DWS, which was owned by Deutsche Bank. The move was also seen as an attempt to increase its presence in the German market.

However, according to Elisabeth Rudman, managing director at DBRS, consolidation is not always the best strategy for these banks.

“We’ve seen big cross-border mergers and acquisitions in the banking sector in the past and a lot of them did not turn out very well at all … (It’s) difficult to see that as a solution to everything,” she told CNBC’s “Squawk Box Europe” Monday.

“Europe is, in many ways, overbanked and there are still a lot of banks, some big banks and some small banks that are still struggling. But there’s not going to be an overnight solution,” Rudman added.

(ECO) Na Europa ganhamos todos – Mário Centeno

(ECO) Confrontamo-nos sempre com a mesma velha questão: seremos capazes de assumir o comando nos bons momentos ou vamos esperar por outra crise para mostrar a nossa força?

Esqueçamos os céticos. A Europa está a ganhar. A crise pôs o euro à prova, mas o euro saiu mais forte. Quando discutimos medidas para fortalecer ainda mais a moeda única, confrontamo-nos sempre com a mesma velha questão. Seremos capazes de assumir o comando nos bons momentos ou vamos esperar por outra crise para mostrar a nossa força?

No auge da crise, não era evidente que o euro saísse ileso. A grande depressão trouxe dificuldades a muitos dos nossos cidadãos, reduziu a popularidade do euro a níveis recorde e precipitou uma partilha de recursos entre Estados-membros. Fomos apanhados desprevenidos, mas perante o perigo real, os líderes europeus escolheram sair das suas zonas de conforto para defender a nossa moeda. A criação de uma ‘rede de segurança’ para a dívida soberana de 500 mil milhões de euros – o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) – é provavelmente o exemplo mais claro deste esforço.
Não duvidem: a expansão económica que vivemos hoje é a recompensa.

Todas as economias do euro gozam de um crescimento sólido. Os legados da crise, como a dívida pública, os défices e o desemprego, caem a pique e de uma forma coordenada na zona euro, sem precedentes. De entre todos os países, a Grécia é talvez a melhor prova da nossa determinação. Após oito anos de ajustamento apoiado por 256 mil milhões de euros em empréstimos, a Grécia sairá finalmente do seu programa de assistência financeira este verão.

Paciência e determinação política são fundamentais. A paciência é o melhor antídoto contra populismos crescentes e extremos políticos. Defender o euro com instituições reforçadas é a solução mais barata para promover as nossas sociedades e economias num mundo em transformação. Tentámos outras soluções no passado, mas revelaram-se muito mais caras.

Esta nossa união económica e monetária ainda é um projeto inacabado. Nesse sentido, o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu ao Eurogrupo que desenvolvesse soluções para completar a união bancária e reforçar o MEE. O progresso registado nas nossas discussões no Eurogrupo pode ser agora traduzido num conjunto de decisões quando os líderes se encontrarem em Bruxelas no final desta semana.

“É possível avançar na partilha de risco, uma vez que temos reduzido os riscos no setor bancário.”

Mário Centeno

Não se trata de um Big Bang: esse não seria o caminho mais eficaz para reformar o euro. Uma das propostas chave sobre a mesa é fazer do MEE uma rede de segurança de último recurso (‘backstop’) para a resolução bancária. Assim evitaremos de forma credível que bancos em dificuldade prejudiquem no futuro as nossas economias e os nossos contribuintes. Além disso, o MEE pode obter novas ferramentas para lidar com as crises soberanas. E, ao mesmo tempo, estamos prontos para abrir o caminho a discussões políticas no sentido de criar um sistema europeu de garantia de depósitos, de forma a evitar que uma corrida aos bancos se repita na Europa.

É possível dar passos no sentido de uma partilha de riscos, uma vez que temos vindo a reduzir riscos no setor bancário. Um relatório recente da Comissão Europeia, do Mecanismo Único de Supervisão e do Conselho Único de Resolução nota que, nos últimos anos, os bancos aumentaram significativamente as suas reservas de capital, ao mesmo tempo que reduziram o seu nível de endividamento e os stocks de créditos em mal parado. Estes últimos caíram a pique, um terço do total de créditos, desde o início da crise, em particular naqueles países em pior posição. No terceiro trimestre do ano passado, a média dos níveis de crédito mal parado ficou nos 4,4% do total dos empréstimos, mantendo-se a trajetória descendente dos trimestres anteriores. Os indicadores recentes mostram que essa tendência se mantém, e assim terá de continuar.

No mês passado, os Ministros das Finanças da União Europeia deram mais um grande passo no sentido de reduzir riscos ao obterem um acordo para uma posição comum no chamado Pacote Bancário. Isto inclui uma regra que estabelece a quantidade de capital subordinado que os bancos necessitam para absorver as perdas antes do recurso aos fundos de resolução.

Em retrospetiva, o nosso ênfase em desenvolver a união bancária e o MEE revelou-se uma abordagem correta. Permitiu-nos encetar um processo de reforma e reforçar confiança no sistema. Temos de prosseguir este caminho e também mostrar abertura a discutir outras áreas.

Nestes seis meses como Presidente do Eurogrupo, aprendi que cada país – incluindo Portugal – tem as suas próprias preferências neste debate. Para alguns, um instrumento orçamental ou um orçamento da zona euro é uma prioridade chave. Esta ideia tem levantado preocupações relativamente ao risco moral e a transferências permanentes, que não podem ser ignoradas e devem ser tidas em conta.

As propostas recentes da Alemanha e França, mas também as da Comissão, são um contributo positivo para a nossa discussão. Outros países devem também apresentar as suas próprias propostas de forma construtiva. Não podemos construir trincheiras em torno de linhas vermelhas na negociação. O sucesso do euro resulta da nossa vontade política e capacidade de liderança, combinando ousadia e pragmatismo.

Neste debate devemos igualmente estar conscientes dos custos de inação. Se formos incapazes de garantir uma zona euro mais forte onde todos os nossos países possam prosperar, o euro não será sustentável. E esse já não é um problema de alguns, é um problema de todos.

(BBG) ECB’s Job-Rich Recovery Shows Up in Portugal as Italy Struggles

(BBG) The European Central Bank’s choice of Portugal for its annual forum puts its officials in a nation that shows what can be achieved by cheap funding and a program of economic reform — and the limits.

Portuguese unemployment has dived since the euro area came out of a double-dip recession and debt crisis in 2013, and is now below the currency bloc’s average. The turnaround is partly due to economic reforms required as part of its 2011 bailout by the European Union and the International Monetary Fund, and partly because of the ECB’s ultra-low interest rates and bond-buying.

That’s likely to please ECB President Mario Draghi, who used his opening speech in the hilltop resort of Sintra to praise the euro zone’s “job-rich” recovery. It’s also in stark contrast to Italy, which avoided financial rescue but put off the structural adjustments that could have helped people back to work.

“I wish Italy had the same prospects as Portugal these days,” Italian-born Luigi Zingales, professor of finance at the University of Chicago Booth School of Business, said in a Bloomberg TV interview in Sintra. Portugal “went through a very tough time, they went through a program with very strict guidelines. But they are coming out of it.”

The country made hiring and collective bargaining more flexible, changes described by the IMF as crucial in facilitating the employment-driven character of the recovery. The reforms helped cut production costs in the country, increasing its competitiveness. That’s vital because membership of the euro means currency devaluation, which would largely achieve the same thing, wasn’t an option.

Italy, on the other hand, hasn’t managed to align wage growth with productivity, even after a controversial labor-reform package was introduced in 2015. Voters have now elected an anti-establishment government that plans to boost public spending despite having the highest debt burden in the region.

Portugal has managed to avert such a rise in populist sentiment, but the current Socialist administration is signaling that the pain of structural reforms has gone far enough. After taking office in 2015, Prime Minister Antonio Costa reversed state salary cuts, raised the minimum wage and reduced the working week for state employees.

That trend has raised some concerns at the ECB and the European Commission, which said in a joint economic assessment of the country last week that “it remains essential for policies to continue supporting the adaptability of the labor market.”

Only So Far

For central bankers, the country demonstrates that there is only so much they can do to help boost growth, particularly as gradually accelerating price pressures reduce the need for accommodative policy.

When Draghi put his institution last week on a gradual path toward halting its stimulus by ending net bond purchases, he also reiterated his call for governments to “substantially” step up structural reforms to boost growth potential.

The same goes for rebuilding fiscal buffers. Portugal is one of several countries at risk from tighter monetary policy because of a debt burden of about 126 percent of gross domestic product — behind only Greece and Italy.

(Xinhua) Markets look to ECB forum in Portugal for rates clues

(Xinhua) — A three-day European Central Bank (ECB) conference gets underway in Portugal on Monday as markets seek further clues regarding future interest rates rises.

Last week the financial markets reacted sharply to the ECB’s announcement that it would keep interest rates low until the summer of 2019, while phasing out its quantitative easing program by the end of 2018.

Bond traders sold euro paper in favor of U.S. dollar notes, European equity markets climbed and the euro fell against all the major currencies.

Some analysts viewed movements to be a slight over-reaction and so any indication from the ECB regarding future rate hikes may trigger a correction.

The ECB Forum on Central Banking, entitled “Price and wage-setting in advance economies” will be held in Sintra, a town 29 km northwest of Lisbon.

Proceedings begin with a welcome dinner for delegates Monday evening. After dinner, ECB chief Mario Draghi will offer the forum’s “Opening Remarks”.

Draghi is not expected to say anything market-moving, but his “Introductory Speech” on Tuesday morning will be watched carefully.

However, Wednesday afternoon will perhaps provide the most significant moment with a roundtable “Policy Panel” discussion featuring Draghi, Jerome Powell, the Chairman of the U.S. Federal Reserve, and Haruhiko Kuroda, Governor of the Bank of Japan.

(EFE) BCE debate em Portugal sobre preços e salários nas economias avançadas

(EFE

Dirigentes de instituições financeiras, economistas e académicos participam a partir desta segunda-feira no fórum anual que o Banco Central Europeu (BCE) realiza em Sintra (Portugal), que este ano aborda os preços e a fixação de salários nas economias avançadas.

O presidente do BCE, Mario Draghi, vai abrir o fórum no fim da tarde em Sintra, antes da recepção e o jantar de gala.

Na cerimónia inaugural também está previsto um discurso do ex-secretário do Tesouro americano Lawrence Summers sobre a política monetária num contexto de baixa inflação e baixos juros.

Draghi vai voltar a discursar na terça-feira com um discurso introdutório antes da primeira sessão, dedicada aos aspectos macroeconómicos dos preços e a fixação de salários e presidida pelo membro do comité executivo do BCE Peter Praet.

Esta sessão irá contar com uma conferência sobre desaceleração e inflação sensível aos ciclos de James H. Stock, da Universidade de Harvard, e outra sobre as expectativas em torno da inflação de Yuriy Gorodnichenko, da Universidade da Califórnia.

A primeira sessão vai acabar com um painel no qual participam o presidente da Reserva Federal de St. Louis, Jim Bullard; o governador do Banco Central da Irlanda, Philip Lane; a professora do Massachussets Institute of Tecnology (MIT) Kristin Forbes, e o economista francês Charles Wyplosz.

O fórum irá continuar na quarta-feira com uma sessão centrada no preço e a fixação de salários do ponto de vista microeconómico, presidida por outro membro do comité executivo do BCE, Sabine Lautenschläger.

A sessão começa com as conferências do professor Aviv Nevo, da Universidade da Pensilvânia, sobre medir a inflação nas economias modernas; e de Uta Schönberg, da University College London, sobre crescimento da produtividade e os salários.

O economista da Comissão Europeia Tommaso Valletti; o chefe de mercados trabalhistas inclusivos da Organização Internacional do Trabalho, Philippe Marcadent; o presidente da Organização Global do Trabalho, Klaus Zimmermann, e a professora Erica Groshen, da Universidade de Cornell, vão fechar a sessão com um debate.

A reunião finaliza na quarta-feira pela tarde com um painel que vai juntar Draghi com o presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell; o governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda; e o do Banco da Reserva Australiana, Philip Lowe.

A cidade de Sintra recebe há cinco anos este fórum do BCE, que replica um modelo que a Fed realiza desde 1978 na cidade de Jackson Hole, no Kansas.

(ZH) Euro Dumps Then Jumps On Conflicting Reports Of Merkel Government Collapse

(ZH) Yesterday we reported that the tenuous Merkel coalition government is in a crisis following a revolt of the junior coalition partner, the CSU, over Merkel’s immigration policies.

Specifically, as we said Merkel was facing a rebellion from her hardline Interior Minister Horst Seehofer, who demands that German border police be given the right to turn back migrants without identity papers or who are already registered elsewhere in the European Union.

This morning, the rebellion appeared to come to fruition when a report on a local radio said that Merkel’s Interior Minister Seehofer announced the end of the CSU’s allliance with Merkel’s CDU, effectively collapsing Merkel’s government. From Reuters.

  • GERMAN BROADCASTER HESSISCHER RUNDFUNK SAYS ON TWITTER INTERIOR MINISTER SEEHOFER ANNOUNCES END OF CSU PARTY’S ALLIANCE WITH MERKEL’S CHRISTIAN DEMOCRATS IN INTERNAL MESSAGE

The result was an immediate plunge in the Euro:

However, this was promptly reverse following subsequent reports by an unnamed CSU lawmaker who denied the report:

  • SENIOR CSU LAWMAKER SAYS REPORTS OF CSU PLAN TO DISSOLVE ALLIANCE WITH MERKEL’S CDU IS “RUBBISH”
  • SENIOR CSU LAWMAKER SAYS WE WANT TO PRESERVE PARLIAMENTARY ALLIANCE WITH MERKEL’S CDU

The Euro then promptly spiked:

With Reuters and Bloomberg making the following clarification:

  • SPOKESMAN FOR HESSISCHER FUNDFUNK TO REUTERS THE TWITTER ACCOUNT THAT TWEETED REPORT CSU FRACTION TO BE DISSOLVED IS NOT OURS
  • SEIBERT: REPORT CSU QUIT MERKEL ALLIANCE FROM SATIRICAL MEDIA

It wasn’t just the Euro: Bunds rallied 32c higher with 13k contracts trading in a one-minute window on the initial report; the rally was trimmed however after German government spokesman denied the initial report.

So for now, Merkel’s government appears to be still in place, although it remains to be seen just how the CSU and CDU reach a compromise over the increasingly disruptive topic of immigration. If anything, the sharp EUR reaction showed just how great Merkel’s influence on Europe’s overall stability is. Of course, if Draghi really needs to crush the Euro, he now knows which European politician he needs to get rid of next.

(ECO) BCE termina estímulos no final do ano. Reduz compras para metade a partir de setembro

(ECOBCE anunciou hoje que vai reduzir as compras de dívida pública na Zona Euro para 15 mil milhões de euros por mês a partir de setembro, se inflação estiver robusta. Estímulos terminam no final do ano.

Banco Central Europeu (BCE) vai reduzir as compras de dívida pública na Zona Euro de 30 mil milhões de euros para 15 mil milhões de euros por mês a partir de setembro, isto se a taxa de inflação estiver em linha com o seu objetivo. Depois disso, o programa de estímulos monetários terminará no final do ano. Já os juros vão continuar em mínimos históricos até ao verão do próximo ano.

As decisões foram conhecidas esta quinta-feira, após nova reunião de política monetária do banco central liderado por Mario Draghi, que teve lugar em Riga, Letónia.

Está em marcha a normalização da política monetária na Zona Euro, depois do programa agressivo de compras de dívida ter adquirido mais de dois biliões de euros em obrigações desde março de 2015. No fundo, o BCE vai deixar de comprar dívida já no início do próximo ano e, a partir daí, apenas os reinvestimentos (com dinheiro dos títulos que foram vencendo) vão ajudar a conter os juros na região, um cenário que já era esperado pelos analistas. .

Adicionalmente, apesar de ter mantido os juros nesta reunião, o BCE deixou uma nova orientação quanto ao rumo das taxas na região nos próximos tempos. E os juros em mínimos vão continuar durante mais um ano, antecipa o banco central.

“O Conselho de Governadores espera que as taxas diretoras do BCE continuem nos seus atuais níveis até, pelo menos, ao verão de 2019 e, em qualquer caso, durante o tempo que for necessário para assegurar que a evolução da inflação permaneça alinhada com as expectativas atuais de um ajustamento sustentado da trajetória”, afirma a autoridade em comunicado.

Atualmente, a taxa de juro de referência, que determina o custo do crédito na economia da Zona Euro, está nos 0,0%. Já as taxas de juro dos depósitos no banco central permaneceram nos -0,4%.

Daqui a pouco, quando foram 13h30 em Lisboa, Mario Draghi vai comparecer perante os jornalistas para explicar as decisões tomadas esta quinta-feira. E são vários os pontos de interesse para acompanhar. O italiano vai apresentar novas projeções para a evolução da economia do bloco do euro. Além disso, a instabilidade política em Itália também deverá merecer a atenção da imprensa. Mas o tema central deverá ser mesmo o programa de compras de dívida pública.

(PUB) Euro: Hotel Califórnia? – Ricardo Cabral

(PUB) O “pai” do euro, principal arquitecto, foi o alemão Otmar Issing. O seu principal desafio era criar uma moeda única “irreversível” e, mais do que isso, considerada como irreversível, sem transferências orçamentais entre países membros, sem que o BCE estivesse obrigado a financiar os países membros quando estes fossem incapazes de refinanciar a sua dívida pública.

Welcome to the Hotel California

Such a lovely place

 […]

You can check out any time you like,

But you can never leave!‘”

Extracto da lírica da música Hotel Califórnia, dos Eagle, © Warner/Chappell Music

Uma leitura atenta do “plano B” de Savona et al. de 2015, que defende a saída da Itália da zona euro, revela que é quase uma cópia do plano de Roger Bootle de 2012, facto que os autores do “plano B” reconhecem logo no início da apresentação. Mas a linguagem utilizada é muito dura, chocante mesmo. Daí o abalo que provocou, nos mercados e não só, a indicação de Paolo Savona para ministro da Economia (e Finanças) do novo governo italiano.

Roubini e Rosa (1 de Junho) pensam que o caminho da Itália no euro estará a chegar ao fim. Carmen Reinhart (31 de Maio) exagera ao assumir que a dívida das Administrações Públicas e do Banco Central de Itália ascende a 160% do PIB defendendo, por isso, que a dívida pública de Itália terá de ser reestruturada.

Temos assim dramatismo, q.b., por parte de nomes sonantes da macroeconomia!

Mas afigura-se um erro assumir que o fim do euro estará para breve.

Para se compreender porque é tão difícil para um governo advogar e implementar uma saída do euro é necessário ter em conta alguns detalhes da arquitectura da zona euro.

Os países com moeda própria (e com baixos níveis de dívida externa) podem, no limite, ordenar ao respectivo banco central que adquira dívida pública (i.e., monetize a sua dívida). Mas, os países membros da zona euro não podem impor ao BCE que adquira a respectiva dívida pública. Estão obrigados a vender essa dívida pública nos “mercados” processo que, em países como Itália e Portugal, somente passa a desempenhar um papel relevante a partir dos anos 80 e 90. Antes, a dívida pública era directamente adquirida pelo respectivo Banco Central no mercado primário, i.e., quando o soberano vendia pela primeira vez a sua dívida pública. A Itália abdicou em 1981 desse mecanismo em resultado de intervenções de responsáveis alemães ao mais alto nível. Portugal, nos anos 90.

O “pai” do euro, principal arquitecto do seu desenho, foi o alemão Otmar Issing. O seu principal desafio era criar uma moeda única “irreversível” e, mais do que isso, considerada como irreversível, sem transferências orçamentais entre países membros, sem financiamento directo das Administrações Públicas dos países membros e sem que o BCE estivesse obrigado a financiar os países membros quando estes fossem incapazes de refinanciar a sua dívida pública nos mercados.

A solução encontrada foi a criação do sistema de compensações de pagamentos TARGET2 entre Bancos Centrais Nacionais da zona euro. O euro é (aparentemente) irreversível porque os bancos comerciais da zona euro são capazes de converter, de forma teoricamente ilimitada e quase automática, os depósitos dos seus clientes – moeda bancária denominada em euros, mas que não são euros do BCE – em euros emitidos pelo BCE. O Eurosistema (BCE e Bancos Centrais Nacionais) é um emprestador de primeira instância à banca da zona euro, mas não aos Estados da zona euro. Aos bancos não é exigido qualquer programa de ajustamento com condicionalidade estrita para obter empréstimos em euros do Eurosistema, estando obrigados “apenas” a cumprir os requisitos prudenciais de capital e liquidez e de entregar em troca “colateral” (garantias) aceites pelo Eurosistema. Essas garantias podem ser criadas, do nada, pela banca, por exemplo, no passado, através da compra mútua de dívida entre bancos.

Porém, o BCE reservou-se de muita latitude e discricionariedade neste sistema: pode excluir bancos individuais do acesso às operações de refinanciamento do Eurosistema sem ter de fundamentar essa decisão, como já fez no passado; pode exigir à banca de um dado país membro (e já o fez, várias vezes, no passado) que deixe de financiar as suas Administrações Públicas; e pode limitar a capacidade de financiamento da banca de um país, impondo moratórias de facto, como ocorreu em vários países, mas particularmente no caso da Grécia, em 2015, onde os bancos fecharam para “férias” durante três semanas. Os controlos de capital (ilegais, à luz do Tratado Europeu) introduzidos nessa altura ainda permanecem parcialmente em vigor, três anos decorridos.

Nos países devedores da zona euro, as elites e a população com elevadas poupanças defendem o euro porque temem pelas suas poupanças. Por outro lado, nos países credores da zona euro sabe-se que sem o euro os países devedores serão incapazes de algum dia pagar a dívida aos países credores. Por último, e de modo algum irrelevante, o bem-estar de responsáveis e funcionários do BCE e de outras instituições europeias depende da continuação do euro.

Maquiavel certamente consideraria brilhante o desenho da zona euro e a forma como é assegurada a “irreversibilidade do euro”.

Dada esta arquitectura do euro, se o novo governo italiano “ousar” questionar a presença da Itália no euro, verá tanto o mercado de dívida soberana como o sistema bancário, atravessar enorme instabilidade. Como reagiria o povo italiano a uma moratória ao levantamento de depósitos bancários? E como, do ponto de vista dos próprios interesses pessoais, os representantes do eleitorado do Movimento Cinco Estrelas e da Liga – deputados e senadores da república italiana, muito bem remunerados em euros – poriam dessa forma em risco e em causa o seu nível de vida e o seu bem-estar? Por que abanar o barco dessa forma?

O mais provável não será que se acomodem uma vez chegados ao poder?

Ou seja, a força do euro, não estará no suposto poder da economia da Alemanha. O cordão umbilical do euro está nas poupanças na forma de depósitos bancários dos aforradores (e credores) da zona euro, poupanças essas distribuídas de forma muito desigual entre países e, dentro de países, entre cidadãos.

Paradoxalmente, o risco de desintegração do euro nunca foi tão elevado como hoje é. Fundamentalmente porque a política de austeridade adoptada pelas autoridades europeias, alterou o equilíbrio político de forças entre aforradores e cidadãos em geral nos países periféricos.

Acresce ainda que o risco de fugas de capitais é menor do que se pensa. Com efeito, dificilmente países como a Alemanha aceitarão converter depósitos em euros de não residentes para “euros alemães”. As eventuais fugas de capital ocorrerão para outras moedas como o dólar, o franco suíço e para activos reais, como propriedade imobiliária na Alemanha. Nem mesmo títulos de dívida pública da Alemanha detidos por não residentes estarão a salvo, se o euro se desintegrar.

Do processo de fugas de capitais resultariam perdas adicionais para países credores, como a Alemanha, por via de desequilíbrios crescentes do sistema TARGET2, que nunca seriam posteriormente pagos pelos países devedores. Ou seja, são a Alemanha e outros países credores, e não Portugal ou a Itália, que têm um incentivo para reduzir a fuga de capitais dos países “periféricos”.

Se tal processo de desintegração viesse a ocorrer, países hoje devedores da zona euro – porque deixariam de pagar parte da sua dívida externa – poderiam tornar-se, de um dia para o outro, em países credores do resto do mundo (i.e. países pobres tornar-se-iam em países ricos), com melhorias muito significativas da sua posição de investimento internacional, enquanto o reverso poderia ocorrer aos países credores como a Alemanha.

É sempre difícil antecipar como agirão os actores políticos europeus, nomeadamente porque poderão avaliar mal a situação ou porque poderão não dispor da informação e conselho adequados. No entanto, afigura-se que a Alemanha sentir-se-á compelida a encontrar um compromisso na zona euro, particularmente no contexto da crise comercial crescente com os EUA. São frentes “de guerra” a mais. O processo europeu de reestruturação de dívidas excessivas poderá estar, surpreendentemente, ao virar da esquina!

(Reuters) ECB to debate ending bond buys next week: Praet

(Reuters)The European Central Bank will debate next week whether to end bond purchases later this year, the bank’s chief economist said on Wednesday, a hawkish message seen preparing investors for another cut in stimulus.

Having revived growth with an unprecedented 2.55 trillion euro ($3 trillion) bond-buying scheme, ECB policymakers must decide when to end the purchases as the threat of deflation is long gone and the bloc is on its best growth run in a decade.

While policymakers are in broad agreement that the purchases should end this year, ECB President Mario Draghi has avoided any formal discussion about winding down the program, looking for more evidence that inflation is on a sustained rebound.

But comments from Peter Praet, a close Draghi ally, suggest that the ECB is pleased with the rise in inflation, raising the risk that a decision may come sooner rather than later.

“Next week, the Governing Council will have to assess whether progress so far has been sufficient to warrant a gradual unwinding of our net purchases,” he said in his last remarks before the ECB’s next policy meeting, noting that it will be a “judgment” call.

Euro zone bond yield rose and the euro hit a 10-day high against the dollar on comments from Praet, seen as one of the most dovish members of the Governing Council.

Some analysts took the comment to suggest a decision is coming at the June 14 meeting but others saw it as the starting gun in a debate that will likely culminate in a decision in July.

“We still don’t think that the ECB will easily give away flexibility and room for maneuver on QE in a situation in which downside risks to the economic outlook have increased and political risks could easily re-emerge,” ING economist Carsten Brzeski said.

JUNE OR JULY?

Major policy changes have been taken in two steps in recent years with Draghi announcing preparations for a change in one meeting, then following through six weeks later.

The bank is also meeting in Riga, Latvia, making a major decision unlikely. External meetings away from the ECB’s Frankfurt headquarters, held just once a year, involve protocol functions with local officials, leaving less time for substantial work.

But Praet’s comments were a clear signal that when a decision is made, it is likely to be about gradually winding down the program as progress has been made in the ECB’s three inflation criteria.

“Signals showing the convergence of inflation toward our aim have been improving, and both the underlying strength in the euro area economy and the fact that such strength is increasingly affecting wage formation supports our confidence that inflation will reach a level of below, but close to, 2 percent over the medium term,” Praet said in Berlin.

“Waning market expectations of sizeable further expansions of our program have been accompanied by inflation expectations that are increasingly consistent with our aim,” Praet.

Inflation surged to 1.9 percent last month to hit the ECB’s target but most of the rise was due to higher energy prices. While the ECB tends to look past oil price shocks, it targets headline inflation suggesting that rising prices, even if fueled by those higher energy costs, support the case for curbing stimulus.

Several Governing Council members including two board members have recently argued for an end to the bond buys this year and Bundesbank President Jens Weidmann, among the most conservative rate setters, renewed his call on Wednesday to end the purchases.

The buys, now reduced to 30 billion euros a month, are due to run until the end of September but policymakers have long argued that they should be wound down gradually, over the course of several months.

(BBG) Italy’s Extraordinary $146 Billion Experiment

(BBG) Italy’s new government is one of the most extraordinary democratic experiments tried in western Europe since the Second World War.

The Five Star Movement and the League have put together a largely inexperienced ministerial team, which is promising a set of policies that seem impossible to deliver. They face formidable constraints, from Italy’s fragile public finances to the EU rules that Rome must abide by. It’s only fair that the two parties have their shot at governing, but it’s hard to see how they can succeed.

Italy will be led by a prime minister, Giuseppe Conte, whom most Italians have never heard of. His two deputies – League leader Matteo Salvini and Five Star’s Luigi Di Maio – will be his political bosses. The two anti-establishment parties have worked hard to reconcile their differences and put together a draft coalition agreement. But it’s hard to see how they won’t pull Conte in different directions on a number of issues, including whether Italy’s priority should be cutting taxes or lifting spending for the most vulnerable.

The cost of the coalition agreement is up to 125 billion euros ($146 billion), according to independent estimates. And yet, Italy’s sovereign debt is among the world’s largest. Investors and the rest of the euro zone will be watching intently when the new government presents its first budget in the autumn. Expect tensions. Italy’s financial constraints will inevitably bite and the two parties will squabble over what pet projects to prioritize.

The last-minute reshuffle of the top team has at least reassured investors and European partners. Enzo Moavero Milanesi, a seasoned law professor and EU expert, will be foreign minister. Bizarrely, for an avowedly anti-elitist administration, he has worked before in a technocratic government led by Mario Monti.

The finance minister, Giovanni Tria, is a little-known academic whose unorthodox views will raise German hackles. For example, he argued last year that the European Central Bank should pay for state funding of investment, so long as governments kept other spending under control.

However, his views on Italy’s euro membership seem more moderate than those of Paolo Savona, whom the president vetoed as finance minister and who’s been moved to EU affairs. Tria still needs to show his true colors but, unlike Savona, he has never drafted a “Plan B” to leave the euro in secret.

Other ministers are more of a worry. As minister for labor and economic development, Di Maio will take charge of Italy’s industrial policy and reforming its labor code, even though he lacks any real business or administrative experience. He has vowed to punish companies that close their Italian plants and move production abroad, but it’s unclear how. The risk is a clash with Brussels over strict rules on state aid.

The mood among investors has nevertheless improved after a rocky week; bond yields have moved sharply lower and Italian stocks higher. The chief reason is President Sergio Mattarella’s veto of Savona’s appointment as finance minister, which shows he won’t let Italy sleepwalk out of the euro without a popular mandate for an “Ital-exit.” This lessens the “re-denomination risk” on Italian assets.

Meanwhile, we avoid (for now) a fresh election that would have been seen as a referendum on Italy’s membership of the single currency. At the very least, the Five Star-League coalition contract includes no reference to quitting the euro and the party leaders have moderated their views of late.

Still, a fundamental question persists. That 125 billion euro-spending plan is entirely incompatible with existing euro zone rules and will set Italy on a collision course with Brussels and its European partners. So how will the new government react when these constraints are enforced? Will the coalition stick together or splinter? Italy has a government, but it is unclear how long it will last. The political drama in Rome will go on.

(BBG) Investor Confidence in Euro Economy Knocked by Italy Turmoil

(BBG) Investors are worried that political upheaval in Italy will derail euro-area economic growth.

Concerns over the new populist government’s euro-skeptic tendencies and budget-busting spending plans prompted a slide in sentiment among financial-market participants, according to a survey by Sentix. Expectations for the euro-area economy dropped to the lowest since August 2012, when the region was embroiled in a debt crisis that threatened to break up the bloc.

“The new government in Italy is giving investors fears for the euro zone,” Sentix said. While U.S. tariffs on steel and aluminum are “also having a negative impact” it added that those concerns “seem to be even lower than those before the government in Rome reopened the euro crisis. Either way, investors expect a serious slowdown in growth.”

Italian government bonds slid and yields surged last week amid alarm over a constitutional crisis after President Sergio Mattarella rejected a finance minister critical of the euro. While markets calmed somewhat after the parties tweaked their proposal to form a government, investors are worried that plans to challenge European Union fiscal rules could lead to a showdown further down the road.

What Our Economists Say

“Discontent drove Greece toward populism, now Italy is shifting to political extremes. Where else have economic conditions failed to satisfy? Cyprus, France, Lithuania, Portugal and Spain stand out.”
— David Powell and Jamie Murray, Bloomberg Economics. Click to see their EURO-AREA INSIGHT.

Read our QuickTake on why Italy’s political struggles stoke euro worries

The conflict comes at a crucial time for the euro area, with economic growth apparently slowing. Weaker economic activity combined with declining confidence will complicate the task of the European Central Bank, which is scheduled to meet next week to discuss when it might be able to halt its bond-buying program.

Momentum worldwide has been cooling in recent months. A global Purchasing Managers’ Index on Friday indicated the second quarter of 2018 will see weaker growth than the first.

The Sentix survey showed that expectations for Germany, the euro zone’s largest economy, also slid to the lowest since August 2012. While record-low unemployment is supporting the nation’s domestic consumption, exports are under pressure.

“Germany seems particularly vulnerable to an expansion of trade disputes with the U.S.,” Sentix said. “The German economy, which seemed invulnerable at the beginning of the year, is now facing a relatively rough headwind.”

Read more: Trump’s ‘America First’ Disrupts Yet Another European Project

German Finance Minister Olaf Scholz told reporters ahead of a Group of Seven meeting of finance chiefs over the weekend that unilateral tariffs imposed by the U.S. are “wrong, and — from my point of view — also illegal.”

(Reuters) In Italy’s ‘Plan B,’ euro-skeptic and their currency ideas take center stage

(Reuters)If Italy leaves the euro, it will be late on a Friday night.

Government officials will have planned the move in the utmost secrecy, telling their European partners only that same evening while simultaneously ordering the shutdown of banks and financial markets to prevent a stampede of capital out of the country.

This is “Italy’s Plan B,” an eye-popping contingency scenario drawn up by the team at a website specializing in economic issues, for how the eurozone’s third-largest economy should go about returning to the lira if necessary.

The 80-page booklet was overlooked when it first appeared in October 2015, and would ordinarily have stayed that way.

But then one of the best-known contributors to the website, 81-year-old economist Paolo Savona, was put forward as a candidate for economy minister under the new anti-establishment coalition between the right-wing League and the 5-Star Movement.

The government forged on Thursday has since relegated Savona to the more junior European affairs portfolio after the head of state refused to allow an arch-euroskeptic to occupy the key economics ministry.

And inside the League, which is dominant in the wealthy Lombardy and Veneto regions in the north, sources say there are no signs of anxiety that leader Matteo Salvini would ever risk the chaos of pulling the country out of the single currency.

Nevertheless, “Plan B” remains on the list of compulsory reading for those seeking to understand the intellectual foundations of the new coalition.

Salvini, the new interior minister and a deputy prime minister, has been particularly instrumental in bringing Savona and several other euroskeptic economists and their ideas out of intellectual obscurity and into the Cabinet for the first time, people familiar with the situation said.

New Economy Minister Giovanni Tria, economics professor at Rome’s Tor Vergata University, was not involved in outlining “Plan B,” but he, too, is no fan of the euro.

Last year he wrote that “not even European Central Bank President Mario Draghi is right when he says the euro ‘is irreversible,’ unless he clarifies the conditions and timings of the reforms needed to save the euro.”

On Friday night, however, said that he “never said that Italy must leave the euro.”

“A debate on how to reform Europe is going on all over the bloc, and in Italy too. There is no political force in Italy that wants to leave the euro,” he added.

Salvini has cited euroskeptic thinkers who characterize the currency union as a form of monetary “slavery” — a view not promoted by the League and its heavily business-based supporters until he became its head in 2013.

“Euroskeptic economists have been very able to build up a consensus on social media. Thanks to Salvini, they have now emerged from the academic shadows,” said Riccardo Puglisi, a political economy professor at the University of Pavia and one of the most vocal critics of the idea of leaving the euro.

Another economist who has moved into Salvini’s intellectual circle is Alberto Bagnai, who entered parliament as a senator for the first time in the March 4 elections.

An associate professor in economic policy at Gabriele d’Annunzio University, Bagnai published “Il tramonto dell’euro” (“The Sunset of the Euro”) in 2012, a book considered by Salvini as a must for any library.

In it, Bagnai described the euro as “an economic monster” and German Chancellor Angela Merkel “as intransigent as a League member” for advocating austerity for recession-hit European countries during the global financial crisis rather than letting them spend more to support internal demand.

At the center of Salvini’s euroskeptic circle is League economics policy chief Claudio Borghi, an economist and former managing director of Germany’s Deutsche Bank who just before 2014 European election wrote “Basta euro” (“Enough Euro”), the party’s policy on the single currency.

In it, Borghi claimed the European single currency would inevitably come to an end and expressed his hope that this would happen sooner rather than later.

Savona did not respond to requests for comment. Bagnai did not comment. Borghi said he was an economist coming from the business world rather than academia.

Economists in favor of leaving believe that a devalued currency would revive Italy’s exports and that by throwing off the shackles of EU fiscal rules the country could ramp up public spending to boost growth and create jobs.

Salvini’s outspoken attacks on the fiscal rules governing the eurozone, which Italy agreed to in the 1992 Maastricht Treaty, appear to be polling well with Italian voters who traditionally have been among the strongest supporters of the single currency.

But few inside the League believe he would ever take the plunge and pull the country out of the currency.

“The League’s leaders are radical but not mad. In the era of social media, strong language helps to attract followers on the web, but we are in good hands,” said a longtime member of the party who was not authorized to speak publicly on the matter.

Those who want to stay in the euro say that leaving it would trigger a surge in interest rates and inflation, capital flight, a banking crisis and possibly a default on Italy’s public debt.

(BBG) Portugal Wants Next ECB Head to Stick With Draghi’s Approach

(BBG) Portuguese Prime Minister Antonio Costa wants the European Central Bank to continue with Mario Draghi’s robust approach to policy after the ECB president steps down next year.

“We’d like someone who could continue the very good role played by Mr. Draghi, who was greatly responsible for saving the euro,” Costa said in an interview in London. “The nationality of the future president of the ECB is not the question. The question is what is the policy of the ECB? What is important is the continuity and the stability of Mr. Draghi’s approach in the future.”

Draghi’s eight-year term, which ends in October 2019, has so far been dominated by unprecedented monetary measures aimed at averting the breakup of the bloc and staving off deflation. Many of those steps have been criticized by Bundesbank President Jens Weidmann, who is currently viewed as the front-runner in the succession battle.

Portugal has been a beneficiary of the ECB’s stance, seeing borrowing costs tumble and unemployment drop to below the euro-area average. The nation’s economy expanded 2.7 percent last year, the fastest growth in almost two decades.

The next ECB head will be chosen by European governments in multiple rounds of horse-trading that will include the replacement of most of the Executive Board, the head of the Single Supervisory Mechanism and political positions such as the European Commission presidency.

(EUobserver) Anti-austerity Portuguese PM warns of financial crisis risks

(EUobserver)

Portugal’s prime minister Antonio Costa told the European Parliament on Wednesday (14 March) that the future stability of the single currency remains at risk.

Speaking to a half empty chamber, the socialist prime minister warned against complacency in addressing what he described as structural weaknesses in the eurozone.

“As long as the economic and monetary union is still incomplete, there will still be a risk of further crises,” he said.

His speech is part of a series of debates on the future Europe and aimed to present Portugal in a new light, as a country that managed to exit from the depths of a 2008 financial crisis with both renewed growth and a strong social policy.

“In Portugal, we devised an alternative to the austerity policy, focusing on higher growth, more and better jobs, and greater equality,” he said.

The measures imposed at the time by the then-conservative government had slapped additional taxes on incomes and cut benefits and pensions, given the conditions of a €78bn bailout from the European Union and the International Monetary Fund.

Those initial results saw education, health and social security plummet as poverty increased and unemployment reached new heights. Many such measures were later reversed by the Costa government in 2015, which then saw a rise in economic growth.

“The rise in earnings made economic operators more confident resulting in the fastest economic growth since the beginning of the century,” said Costa.

Last week, the European Commission removed Portugal from the list of countries with serious macro-economic imbalances.

Last year, the country exited the so-called excessive deficit procedure. It means Portugal has reined in public debt and managed a budget deficit that no longer misses the EU three-percent target of gross domestic product.

“Who would have believed this a couple of years ago?” said EU commission president Jean-Claude Juncker, speaking after Costa.

Juncker said the employment rate in Portugal continues to increase as a result, in part, of huge efforts by the Portuguese.

But Costa also issued warnings and pressed for greater convergence, a term that broadly describes the process behind better European economic integration. It includes, among other things, the completing of the internal market and economic and monetary union.

“We cannot continue to perceive the eurozone just as a group of economies that compete with each other and the rest of the world. We have to view it as an integrated space,” he said.

Costa also pressed his case for a bigger European Union budget and said Portugal was prepared to put in more contributions. But budget hawks such as Austria, Denmark, Netherlands and Sweden are likely to reject his views.

The issue is part of a larger debate triggered by the UK referendum vote to leave the European Union, followed by a 2016 Bratislava declaration where national leaders pledged their loyalty to the Union.

It also feeds into last year’s paper from Juncker that sets out five scenarios for the future of Europe ahead of the European Parliament elections in 2019.

Costa’s address to the parliament was the third by a EU leader in a series on the subject. In April, it will be French president Emmanuel Macron’s turn to lay out his vision.

+++ V.I. (BBG) Draghi Stares at Trade War Abyss as ECB Ponders Stimulus Outlook

(Bloomberg) — Mario Draghi’s progress toward a stimulus
exit is likely to stay slow for now, with inflation too low for
comfort and the global economy up against a trade-war-in-
waiting.
U.S. tariffs and retaliation by Europe and others could
harm the outlook for the euro area, where exports have played a
huge role towing the economy out of its slump. That could add to
the European Central Bank president’s argument when he pushes
back against some ECB officials lobbying for a change to policy
guidance.
If, contrary to expectations, more optimistic Governing
Council members do win some concessions at Thursday’s policy
meeting in Frankfurt, any language tweaks are expected to be
minor. The need for patience and persistence will also be
reflected in new growth and inflation forecasts, where any
revisions will also likely to be minimal.
So far, inflation has been a road block to scaling back
support. At only 1.2 percent in February, the rate remains far
from the ECB’s goal of just below 2 percent. Going forward,
consumer-price growth is set to pick-up gradually.
Draghi has expressed confidence that the economy’s
continued strength will eventually fuel price pressures.
Expansion last year was the strongest in a decade, with exports
rising the most in almost three years in the fourth quarter.
*T
What Our Economists Say…“There’s not a whole lot more that
monetary policy can do to jump-start inflation apart from
intentionally overheating the economy — a step that few central
bankers would argue is a good idea.”– David Powell and Jamie
Murray, Bloomberg EconomicsFor more, see our EURO-AREA PREVIEW:
Draghi to Fend Off Calls for Major ECB Shift
*T
Policy makers already identified increased trade
protectionism — as well as exchange-rate fluctuations — as
downside risks in January. Since then, gauges of market-expected
future volatility have eased.
At the same time, government-bond yields and the euro have
risen on the back of the region’s optimistic outlook. Growth in
the coming years is forecast to exceed the rate the economy can
sustain long-term, reducing economic slack.
Political uncertainty triggered by a strong showing of
anti-establishment parties in Italian elections has the
potential to damp prospects. Confidence measures have already
started to retreat from multi-year highs.
For Draghi, who has pledged to buy 30 billion euros ($37
billion) of assets until at least September and keep interest
rates unchanged until well past the end of purchases, that may
just be another reason to stay the course on stimulus for now.

(EUobserver) Eurogroup starts process to pick new ECB chiefs

(EUobserver

  • Spain’s de Guindos, the Eurogroup’s longest-serving member, is favourite to become ECB vice-president (Photo: Council of the EU)

The future of the eurozone’s monetary policies will be partly shaped on Monday (19 February) when eurozone finance ministers give their preference on who should be the next vice-president of the European Central Bank (ECB).

The ministers have to choose between two candidates: their Spanish colleague Luis de Guindos and the governor of the Central Bank of Ireland Philip Lane.

  • Irish central bank chief Lane has the backing of MEPs (Photo: centralbank.ie/flickr)

“These are two excellent candidates,” Eurogroup president Mario Centeno said last week.

De Guindos, the only politician to run for the post, has been the favourite for many months.

As finance minister in the Spanish conservative government since 2011, he is the longest-serving member of the Eurogroup – and ran to be its president in 2015. He worked previously at Lehman Brothers bank and the PriceWaterhouseCoopers consultancy firm.

De Guindos has the public support of several countries, including Centeno’s Portugal. According to Spanish daily El Mundo, he is also supported by France – a crucial backing to secure the Eurogroup’s endorsement.

De Guindos’ competitor, Ireland’s Lane, benefited from a political momentum last week after a hearing at the European Parliament.

After listening to both candidates, MEPs from the economic and monetary affairs committee (Econ) found that Lane’s performance was “more convincing”.

“Some groups expressed reservations for minister De Guindos appointment,” the committee’s chairman, Roberto Gualtieri, said in a statement.

“Lane has shown himself to be a distinguished and proven economist. De Guindos, on the other hand, as a politician who would like … a top job at the ECB,” Green MEPs Sven Giegold noted, summarising the arguments about the two candidates.

In a tweet addressed to Centeno last week, socialist MEP Pervenche Beres, an influential member of Econ, called on the Eurogroup to “think twice about the good choice”.

I spoke today w/ @gualtierieurope who told me about an informal exchange of views w/ the 2 @ecb VP candidates. Next week, the ministers will discuss applications & make a formal recomendation to the European Council. I look forward to that

But don’t forget the @Europarl_FR will have to asses your choice before European Council will decide; for democracy, for credibility of the @ecb, please think twice about the good choice

EU officials point out however that the EU parliament’s need only to be consulted about the appointment. The final say will be for EU leaders, after their finance ministers issue a recommendation.

The recommendation will be adopted on Tuesday, when all 28 ministers meet. But Monday’s discussion between the eurozone’s 19 ministers is were the decision will be prepared.

The appointment of the new ECB vice president, in replacement to Portugal’s Vitor Constancio whose term ends in June, is the first move in a process to renew the top echelon of the ECB.

Opening door to Weidmann?

ECB president Mario Draghi will leave in November 2019, and many consider that if someone from the south is appointed ECB vice president, the next president will have to come from the north.

 That could leave the door open to Jens Weidmann, the head of the Bundesbank, Germany’s central bank, or an ally of him.

Weidmann is a staunch critic of Draghi’s monetary policies, with low interest rates and a massive assets buying programme to pump money into the economy.

Many fear that with De Guindos – who implemented Spain’s austerity policies – and Weidmann, the ECB would become less accommodating and more strict on fiscal policies.

Other consider that De Guindos’ appointment to the ECB executive board would create a precedent, and weaken’s the body’s independence towards eurozone governments.

In addition to the president and vice-president, three other members of the six-strong board will have to be replaced in the next two years, leaving several opportunities to reshape the ECB’s policies.

(ECO) Moscovici sobre Centeno: “O Ronaldo das Finanças marcou golo logo na primeira reunião”

(ECO) O comissário europeu para os Assuntos Económicos elogiou Mário Centeno na sua primeira reunião como presidente do Eurogrupo, recorrendo à comparação a Cristiano Ronaldo.

Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros.

Mário Centeno — que ao nível europeu tem sido comparado com Cristiano Ronaldo — teve sucesso na sua primeira reunião enquanto presidente do Eurogrupo. O elogio é de Pierre Moscovici, o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros: “O Mário, que é o Ronaldo da economia portuguesa, marcou um golo logo na primeira reunião“. Esta segunda-feira, na conferência de imprensa após a reunião, Moscovici fez questão de dizer que a Comissão Europeia apoia a presidência de Centeno.

“Posso dizer que o Mário tem o meu apoio enquanto amigo, mas também da Comissão Europeia enquanto comissário”, começou por dizer Pierre Moscovici, elogiando o início da presidência de Centeno. A primeira reunião do ministro das Finanças português ficou marcada pelas “boas notícias” vindas da Grécia. “Chegamos a um acordo político”, anunciou Mário Centeno, relativamente ao terceiro programa de ajustamento cuja quarta tranche chegará aos 6,7 mil milhões de euros.

On we have some good news. We have achieved a political agreement on the third review of the ESM programme and on the size of the next tranche of 6.7 billion euros

Contudo, o Eurogroup Working Group — que agora será presidido por Hans Vijlbrief — terá de verificar nas próximas semanas se a Grécia cumpriu as medidas acordadas. Olhando para o futuro, Centeno pediu “uma estratégia holística para o crescimento económico”, falou dos alívios à dívida grega e referiu que serão tomados os últimos passos para fechar o programa de ajustamento, o que deverá acontecer em agosto.

Além da Grécia, Portugal também esteve na agenda. Como Centeno tinha antecipado ao início da tarde — enquanto presidente do Eurogrupo tinha saudado os desenvolvimento da economia portuguesa –, os elogios também chegaram a Lisboa, mas pela voz de Moscovici. O comissário europeu diz que este é “outro golo” de Mário Centeno: a economia a acelerar, o desemprego a cair — está inferior à média da zona euro — e a melhoria do rating da República.

Isso não significa que está tudo terminado ou sob controlo“, alertou Pierre Moscovici, assinalando que o elevado rácio de crédito malparado, a contínua necessidade de consolidação orçamental e o rácio elevado de dívida pública continuam a ser desafios para a economia portuguesa. A ajudar esta trajetória estarão os pagamentos antecipados ao FMI que em 2018 deverão chegar aos 800 milhões de euros, uma medida elogiada por Klaus Regling, diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que estava ao lado de Centeno e Moscovici na conferência de imprensa.

Entre as novidades da reunião desta segunda-feira está a eleição de Hans Vijlbrief enquanto presidente do Eurogroup Working Group, liderado por Thomas Wieser desde 2012. O holandês começará a 1 de fevereiro o mandato de dois anos. Vijlbrief será responsável por preparar os encontros do Eurogrupo e coordenar os assuntos da Zona Euro.

Além disso, começou o procedimento para a eleição de um novo vice-presidente para o Banco Central Europeu que irá substituir o português Vítor Constâncio. Neste momento os países têm de apresentar os seus candidatos. Já é esperado que Espanha apresente o seu candidato, sendo que o tem de fazer até 7 de fevereiro.

Segundo Mário Centeno, a votação final será a 19 e 20 de fevereiro, seguindo-se depois audições no Parlamento Europeu. Constâncio termina o mandato a 31 de maio. Questionado sobre a posição do Parlamento Europeu sobre a necessidade de ter mulheres em cargos altos da União Europeia, o presidente do Eurogrupo destacou que o importante é a “competência” dos candidatos.

O Eurogrupo volta a reunir no dia 19 de fevereiro. No final da sua intervenção, Centeno fez questão de dizer que sente um “forte espírito de equipa” e um “objetivo comum” no grupo que preside. “Farei o meu melhor para ajudar a promover as mudanças que irão tornar a zona euro mais forte”, concluiu o presidente do Eurogrupo.

+++ O.P. (DN) “Ronaldo da economia marca logo golo” e pede à Grécia rapidez no ajustamento

O.P.

Aqui temos o primeiro encontro do nosso Cristiano Ronaldo Centeno.
(quem assim lhe chamou pela primeira vez foi o antigo Ministro Alemão das Finanças Wolfgang Schauble, actualmente Presidente do Bundestag))

Encontro esse dos Ministros das Finanças da Zona Euro que correu muito bem.

A prestação do Professor Doutor Mário Centeno foi aliás  logo elogiada pelo poderoso Comissário Françês Pierre Moscovici (Economic and Financial Affairs, Taxation and Customs).

É claro que o Senhor Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro não tem rivais…

É o jogador de futebol com o maior património (segundo a Forbes 400 milhões de USD), e é provavelmente a pessoa com maior reconhecimento mundial.

Mas o Senhor Professor Doutor Mário Centeno, ao fazer vingar a sua nova tese económica, que até pela Federal Reserve dos EUA foi reconhecida,ganhou um estatuto e um prestígio sem igual de entre os Ministros das Finanças dos Países da Zona Euro, e não só.

Em resumo, dois grandes Portugueses que prestigiam e beneficiam o País com as suas actuações.

Bem Hajam.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(DN)

Centeno lançou ainda processo de candidatura ao lugar de Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE

  |  YVES HERMAN/ REUTERS

Ministros elegem holandês Hans Vijlbrief como líder do poderoso Grupo de Trabalho que vai operar nos bastidores do Eurogrupo. Grécia tem de tomar mais medidas se quer receber 6,7 mil milhões a partir de fevereiro

A Grécia mostrou avanços importantes na terceira avaliação ao seu plano de ajustamento e resgate, mas é “convidada” a completar as reformas que ainda faltam “bem antes” do final do prazo definido para o final do programa grego, aconselhou nesta segunda-feira o novo presidente do Eurogrupo, o português Mário Centeno. Sem isso também não haverá dinheiro novo.

Segundo o ministro das Finanças de Portugal, “as autoridades gregas mais do que alcançaram as metas orçamentais que estavam definidas durante os últimos três anos [2015-2017]”, mas é preciso ainda mais empenho “na ambiciosa estratégia abrangente de crescimento” e que, por isso, “são convidadas a finalizá-la em cooperação com as instituições bem antes do final do programa”. Quer isto dizer que a Grécia ainda não pode receber a quarta tranche do empréstimo no âmbito do resgate, de valor global de 6,7 mil milhões de euros.

“Golo de Centeno”

Portugal também foi tema desta reunião do Eurogrupo. Primeiro, o comissário europeu da Economia, Pierre Moscovici, que tem lugar sentado à mesa dos decisores, começou por elogiar, e muito, o desempenho do português Centeno à frente do Conselho de Ministros das Finanças do euro.

Dirigindo-se a Centeno, que estava a seu lado, disse: “Bravo pela tua excelente gestão deste primeiro encontro.” “O Mário, que é o Ronaldo da economia portuguesa, marcou um belo golo no seu primeiro jogo, marcámo-lo coletivamente contigo, e saúdo a decisão do Eurogrupo de fechar a terceira revisão do programa grego.”

Depois, o socialista francês disse que a mais recente avaliação da Comissão a Portugal “confirma a melhoria da situação económica e financeira”, mas continuam a existir “desafios”, como créditos bancários não produtivos e malparados (NPL). E é preciso “mais consolidação orçamental para redu- zir a dívida pública”, que é ainda muito elevada. E “mais reformas”, claro.

Horas antes do fim deste encontro, Centeno acenou aos jornalistas que na sua primeira reunião como presidente do Eurogrupo “vamos saudar os desenvolvimentos da economia portuguesa”.

Grécia tem de fazer mais

Mas a maior preocupação e o ponto que mais tempo terá levado no encontro deste Eurogrupo foi mesmo a Grécia.

O país passou na terceira revisão do programa, mas faltam medidas. Para chegar ao dinheiro da quarta tranche do resgate, o governo de Alexis Tsipras tem de fazer a “implementação completa” de medidas previamente acordadas e só depois é que o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE, o fundo da zona euro que faz os empréstimos) “deve fazer um memorando de entendimento suplementar e aprovar o desembolso da quarta tranche do programa do MEE, no valor de 6,7 mil milhões de euros”.

Se a Grécia fizer o que lhe pedem, será possível libertar 5,7 mil milhões de euros “em meados de fevereiro”, dinheiro que vai diretamente para “a amortização de dívida pública, a regularização de dívidas em atraso a fornecedores e para reforçar a almofada de liquidez do Estado grego”, explicou o diretor-geral do MEE, Klaus Regling.

Um holandês nos bastidores

O Eurogrupo de ontem também elegeu o holandês Hans Vijlbrief como presidente do Grupo de Trabalho, um coletivo que trabalha na retaguarda ou nos bastidores do Conselho de Ministros do euro.

A presidência e esse “grupo de peritos” têm bastante poder, uma vez que são responsáveis pelo fornecimento da base “técnica” que é usada para legitimar as políticas a seguir pela zona euro, ditando assim diretamente a agenda do próprio Eurogrupo. Vijlbrief é holandês e foi durante anos uma espécie de braço direito do antecessor de Centeno à frente do Eurogrupo, o ministro das Finanças da Holanda, Jeroen Dijsselbloem. “Desde outubro de 2012 que Vijlbrief é tesoureiro-geral do Ministério das Finanças da Holanda e conselheiro principal do ministro das Finanças do país em assuntos relativos ao Eurogrupo”, diz fonte oficial.

Hans Vijlbrief sucede ao muito poderoso Thomas Wieser (austríaco), que liderou o Grupo de Trabalho do Eurogrupo durante cerca de seis anos (desde 2012). É referido amiúde como um dos arquitetos dos duros programa de ajustamento impostos à Grécia, por exemplo. O mandato de Vijlbrief começa a 1 de fevereiro e dura dois anos.

(EXP) Eurogrupo: Segunda-feira é o dia da estreia do Presidente Centeno

(EXPA sétima avaliação pós-troika a Portugal está na agenda do primeiro Eurogrupo presidido por Centeno, esta segunda-feira. Os ministros vão ainda discutir a Grécia, a reforma da Zona Euro e abrir as candidaturas para substituir Vítor Constâncio no BCE. De manhã, Centeno encontra-se com Tusk e Juncker.

O dia é de estreia. Esta segunda-feira, Mário Centeno senta-se pela primeira vez na cadeira de Presidente, para conduzir a reunião do Eurogrupo. Portugal está também na agenda. Os ministros vão ouvir as conclusões da 7ª missão de avaliação pós-programa de assistência, apresentadas pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu.

O ponto deverá ser pacífico e sem grande debate, uma vez que o documento assinala os bons resultados económicos e os progressos feitos em termos orçamentais. Mas apesar dos elogios ao Governo, a 7ª avaliação pós-troika volta a insistir em alguns recados. Os técnicos das instituições continuam a ver riscos de desvio na redução do défice estrutural e a pedir maior esforço de consolidação orçamental. Os reparos são também para a dívida que continua elevada e para pressões do lado da despesa pública.

Alertas ao ministro português, que o Presidente Centeno poderá ter de repetir quando falar à imprensa, no final do Eurogrupo. Outro assunto na agenda diz respeito à Grécia. Os ministros vão avaliar os progressos da terceira avaliação do programa de resgate e poderão abrir a porta a um novo desembolso financeiro – de seis a sete milhões, em várias tranches – a começar na segunda metade de fevereiro.

Centeno encontra-se com Tusk e Juncker

A reunião de ministros das Finanças está marcada para as 14 horas (de Lisboa). Mas Centeno terá também uma agenda preenchida durante a manhã. Às 9h30 vai encontrar-se pela primeira vez com o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. Será a oportunidade para se conhecerem.

Tusk, que também preside às Cimeiras do Euro deverá falar com Centeno sobre as prioridades estabelecidas pelos líderes europeus em dezembro passado, e que deverão ser debatidas pelo Eurogrupo nos próximos meses. Os chefes de Estado e de Governo querem que os ministros comecem por se concentrar nos pontos em que há maior convergência entre países, como a conclusão da União Bancária e o futuro do Mecanismo Europeu de Estabilidade.

O assunto será também abordado durante a tarde pelo Eurogrupo. A discussão sobre a Zona Euro está, no entanto, numa fase preliminar, e objetivo passa por organizar o trabalho e calendário para os próximos meses.

Depois das visitas a Paris e Berlim – para falar com os governos de duas das economias que mais pesam no Euro – Mário Centeno ouve a posição das instituições europeias. Depois do encontro com Tusk, reúne-se com o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que foi também o primeiro presidente do Eurogrupo.

Juncker já disse que não tem conselhos a dar ao ministro português, mas deverá recordar a Centeno as propostas que a Comissão apresentou em dezembro para a reforma da Zona Euro.

Bruxelas propõe a evolução do atual Mecanismo Europeu de Estabilidade – o fundo de resgate da Zona Euro – para um Fundo Monetário Europeu, integrado no quadro legislativo da UE. Poderia assim deixar de ser controlado apenas pelos 19 países da Moeda Única, algo que não agrada a todos.

A Comissão defende ainda uma linha orçamental para a Zona Euro – e não um Orçamento como querem alguns países. E sugere a criação do cargo de Ministro Europeu da Economia e das Finanças, figura que agrada mais a França e menos a Alemanha. A capacidade orçamental para a área do euro e a questão do Ministro Europeu são temas mais complexos, e que suscitam maiores divergências entre Estados-membros, devendo ser deixados para discutir lá mais para a frente.

Centeno pede candidatos para substituir Constâncio no BCE

Esta segunda-feira, em Bruxelas, os ministros deverão lançar o processo de nomeação do próximo Vice-Presidente do Banco Central Europeu, que irá substituir Vítor Constâncio quando este terminar o mandato, em final de maio. “O presidente do Eurogrupo irá pedir candidatos ao lugar que ficará vago no BCE”, diz ainda a agenda da reunião.