Category Archives: Portugal

(PUB) Funcionário da embaixada em Teerão atingido a tiro levou a suspensão de vistos

(PUB) Funcionário iraniano da embaixada portuguesa foi atingido a tiro em Março nos arredores da instalação diplomática. Incidente foi considerado como uma quebra de segurança.

O facto de um funcionário iraniano da embaixada portuguesa em Teerão ter sido atingido a tiro nos arredores da instalação diplomática em Março foi a razão que levou à suspensão de vistos a cidadãos do Irão e de todas as actividades da secção consular.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, revelou na terça-feira, no Parlamento, que a atribuição de vistos a cidadãos iranianos tinha sido suspensa por questões de segurança, sem avançar mais pormenores. Mas a principal razão, apurou o PÚBLICO, prende-se com o incidente de Março, que foi considerado como uma quebra de segurança nas instalações diplomáticas.

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Portugal suspende vistos a cidadãos iranianos “por razões de segurança”

O incidente com o funcionário iraniano deu-se a 12 de Março e foi confirmado na altura por Santos Silva e pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Bahram Qasemi, que, em declarações à agência de notícias iraniana IRNA, afirmou que o ataque ocorreu ao norte de Teerão e que as investigações iniciais mostram que o incidente ocorreu devido a “questões pessoais”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português esclareceu na altura que o funcionário iraniano que trabalha na embaixada de Portugal, ao sair da instalação diplomática, “foi vítima de uma emboscada”. “Isto é, foi atingido provavelmente a tiro por uma pessoa que circulava numa motorizada. Felizmente, o funcionário já se encontra em casa e, portanto, os ferimentos não foram graves”, sublinhou o ministro.

Ao final da tarde de terça-feira, em comunicado, Augusto Santos Silva assegurou que a suspensão de vistos a cidadãos iranianos se devia às “condições de funcionamento da secção consular” em Teerão e nada teria que ver com questões de segurança naquele país.

O chefe da diplomacia portuguesa justificou que avançou com o comunicado “para que não haja interpretações erróneas” do que tinha dito na Comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros.

Santos Silva disse ainda que “as razões de segurança prendem-se com as condições de funcionamento da secção consular” da Embaixada de Portugal em Teerão que “estão a ser identificadas e corrigidas” e, uma vez ultrapassadas, “possibilitarão a retoma do seu funcionamento, tão brevemente quanto possível”.

“A suspensão das actividades da secção consular compreende todas as actividades, não se dirigindo especificamente à emissão de vistos para cidadãos iranianos (ou dos outros países cobertos pelo posto) em viagem para Portugal”, refere ainda.

A nota salientava também que “a suspensão é uma decisão cautelar das autoridades portuguesas, para melhorar a segurança do seu posto consular e em nada resulta de uma avaliação sobre as condições gerais de segurança na República do Irão, ou de qualquer outro aspecto de natureza institucional ou política”.

“A suspensão é temporária, pelo mais breve prazo possível, e, enquanto durar, procurar-se-ão meios alternativos para a emissão dos documentos indispensáveis à circulação de pessoas”, acrescentou.

O PÚBLICO enviou por email um conjunto de perguntas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre este assunto. O MNE enviou a seguinte resposta: “Neste momento o que temos a dizer consta do comunicado de ontem.”

(JN) Goldman recomenda aposta na dívida portuguesa para aproveitar compras do BCE

(JN)

Os juros da dívida portuguesa negoceiam perto de mínimos históricos, mas o Goldman Sachs acredita que há espaço para mais descidas, uma vez que o BCE vai comprar mais dívida do que o mercado está à espera.

O Banco Central Europeu vai arrancar em setembro com um novo programa de compra de dívida (“quantitative easing”), aplicando um total que oscilará entre 200 e 250 mil milhões de euros.

A estimativa é do Goldman Sachs e duplica as expectativas atuais do mercado, que está incorporar um programa entre 100 e 150 mil milhões de euros, pelo que o banco considera que as obrigações soberanas europeias ainda têm espaço para valorizar.

Desta forma, o banco de investimento está a recomendar aos clientes a aposta em títulos de dívida de Portugal e Espanha antes da reunião de 12 de setembro, altura em que a instituição liderada por Mario Draghi deverá oficializar o lançamento de um novo programa de compra de dívida.

O Goldman Sachs entende que reforçar as posições longas nas obrigações de Portugal e Espanha é a melhor estratégia para tirar partido da política monetária do BCE, uma vez que nos títulos de dívida de países como França, Bélgica e Áustria o “quantitative easing” da autoridade monetária já está mais descontado. Segundo o Goldman, a dívida da Irlanda também deve ser beneficiada.

“Pensamos que há mais margem” para que a dívida europeia “continue a ser suportada” pelo anúncio do programa de compra de ativos na reunião de setembro do BCE, referem os analistas do Goldman, numa nota que está a ser citada pela Bloomberg. “Tal sugere que há mais margem para um ‘rally’”, acrescentam.

O banco de investimento considera ser “exequível” que Mario Draghi, na última reunião enquanto presidente do BCE (12 de setembro), anuncie um programa de compra de dívida de 25 mil milhões de euros por mês durante nove meses.     

As taxas de juro da dívida de diversos países europeias caíram para mínimos históricos depois de Draghi ter sinalizado em Sintra que o BCE iria adotar mais medidas para travar o abrandamento da economia europeia e impulsionar a inflação da região, que persiste bem longe da meta dos 2%.

O mercado incorporou que o banco central iria reativar o programa de compra de ativos e baixar a taxa dos depósitos, que já está em terreno negativo (-0,4%).

A “yield” das obrigações portuguesas a 10 anos baixou dos 0,30% na sessão de 3 de julho, sendo que desde então registou uma trajetória de agravamento, até aos 0,6% registados ontem de manhã. Esta terça-feira está de novo em queda acentuada, com uma descida de 5,4 pontos base para 0,52%.

Nos restantes países periféricos, que estão a ser beneficiados por esta nota do Goldman, a tendência é a mesma. A taxa das obrigações espanholas a 10 anos desce 5 pontos base para 0,45% e nas obrigações italianas com a mesma maturidade a descida é de 5,1 pontos base para 1,59%.

(Cargo) Eurostat: Porto de Sines ocupa 20º lugar do ‘ranking’ dos maiores portos da União Europeia

(Cargo) De acordo com o Eurostat, o Porto de Sines ocupa a vigésima posição no ranking dos maiores portos da União Europeia (UE) em termos de peso bruto de mercadorias movimentadas – os dados compilados pelo Eurostat dão conta que o porto alentejano movimentou 46,473 milhões de toneladas em 2017, entrando no top-20 de um ranking liderado pelos portos Roterdão (Holanda), de Antuérpia (Bélgica) e Hamburgo (Alemanha).

Os números do Eurostat revelam que os vinte maiores portos de carga da UE representaram cerca de 39% das toneladas totais de mercadorias movimentadas nos principais portos dos países inquiridos em 2017 (últimos dados disponíveis), denotando-se neste capítulo um ténue decréscimo face ao período homólogo. Sines, que 2017 contribuiu com 46,5 milhões de toneladas, teve a sua quota-parte fixada nos 48 milhões em 2016.

O líder, o Porto de Roterdão, sentou-se no trono com 433 milhões de toneladas, bem distante do segundo lugar, o porto belga de Antuérpia, que atingiu os 201 milhões de toneladas. O top-4, registe-se, conta apenas com países do Norte da Europa, havendo, no entanto, grande predominância para os portos mediterrânicos (com os portos de Marselha, em França, e Algeciras, em Espanha à cabeça).

O Porto de Sines tem apostado intensamente na sua internacionalização, que tem visto o seu incremento ser exponencial na relação comercial com a China: de acordo com dados apurados pela Revista Cargo, entre 2015 e 2018, a movimentação de mercadorias contentorizadas entre o Porto de Sines e os diversos portos chineses cresceu 19,7%.

(Xinhua) Portugal’s business investment expected to increase by 3.7 pct in 2019: stats

(Xinhua) LISBON, July 9 (Xinhua) — Business investment in Portugal is expected to increase by 3.7 percent in nominal terms in 2019, after a nominal growth of 4.7 percent last year, the National Statistical Institute of Portugal (INE) announced here on Tuesday.

Based on an investment survey conducted between April 1 and June 25, the INE report said that the increase in corporate investment in 2019 was revised downwards from the 4.4 percent increase estimated in the survey of last October.

The report also said that among the investment objectives, between 2018 and 2019, the relative weights of streamline production investment and extension of production capacity investment are expected to increase, adding that the replacement investment will continue to stand as the most mentioned investment objective.

The main limitative factors for business investment identified by the companies surveyed are the deterioration of sales perspectives, followed by the uncertainty about investment profitability, said the report.

Self-funding continues to be the main source of funding for the surveyed firms, weighting 65.7 percent and 65 percent of the total in 2018 and 2019, respectively, the report said. Enditem

(Diplomat) How Portugal Forged an Empire in Asia

(Diplomat) How did a small, impoverished kingdom on the edge of Europe become a global maritime power at the beginning of the 16th century?

In just a little over 16 years at the beginning of the 16th century, the impoverished Kingdom of Portugal, under the House of Aviz, became the dominant power in the Indian Ocean region and laid the foundation for one of the largest and longest-lived empires in world history. Between Vasco de Gama’s epoch-making 309-day voyage from Lisbon around the Cape of Good Hope and across the Indian Ocean to the docking at the Indian port of Calicut on May 20, 1498, and the death of the general Afonso de Albuquerque in December 1515, Portugal established a permanent foothold in Asia from which it would not be finally dislodged until 1999 when China repossessed Macau.

The Portuguese were the first exporters of shipborne western imperialism into Asia. As a result, the kings of Portugal, a country with a population of a little over a million in the middle of the 15th century, became rich monarchs, or rather “merchant capitalists, sucking in large monopolistic profits,” from the Asian spice trade (primarily cinnamon, cloves, and pepper) in the 16th century, according to Roger Crowley’s Conquerors: How Portugal Forged the First Global Empire. Muslim traders had dominated that trade, prior to the arrival of the Portuguese to the Indian Ocean, with monopolistic Venice as their European intermediary. The breaking of this monopoly was one of the principal objectives of Lisbon’s expansion into Asia. Profits reaped from the trade were enormous. For example, Vasco da Gama returned from his first voyage to India with cargo worth sixty times the initial capital investment. And despite annually dispatched Portuguese India Armadas suffering losses in ships and men of up to 35 percent, it remained hugely profitable throughout the 16th century.

Besides trade, the Portuguese, steeped in Iberian crusading traditions where the last Muslim outpost (Grenada) was only conquered in 1492, also ventured into Asia to outflank the Ottoman Empire and attack it from the rear by linking up with the mythical figure of Prester John, who was thought to rule a powerful Christian kingdom somewhere in the East.  Their ultimate goal was the liberation of Jerusalem. In other words, the Portuguese fidalgos (noblemen), sailors and soldiers saw themselves first and foremost as devout crusaders in the name of Christ. At the seafaring empire’s apogee in 1572, Portugal’s nobles, because of their daring exploits against infidels and conquests in Asia, considered themselves not less equal if not superior to the heroes of antiquity, as the poet Luís de Camões, in the dedicatory prologue to his epic poem, The Lusiads, boldly manifests: “Let us hear no more…of Ulysses and Aeneas and their long journeyings, no more of Alexander and Trajan and their famous victories. My theme is the daring and renown of the Portuguese, to whom Neptune and Mars alike give homage.”Enjoying this article? Click here to subscribe for full access. Just $5 a month.

Yet, how did the Portuguese come to dominate the Indian Ocean region and its trade routes in the first years of the 16th century?

As with any historical development, there are multiple reasons for Portuguese dominance at the beginning of the Age of Discovery, but one stands out: military power, predicated upon superior Portuguese naval gunnery, shipbuilding (e.g., the caravel, a light sailing ship that could sail windward), and seamanship paired with a ruthless fighting style, centered around the fidalgos’ honor code, which was infused by a deep-seated hatred of Muslims, and an “unbending ethic of retribution and punitive revenge,” according to Crowley. As the historian J.H. Elliot notes: “The history of the Portuguese intrusion into the Indian Ocean is an epic of ruthless savagery.” In the bloody annals of the European conquest of Asia, Portuguese barbarity stands out. Indeed, it apparently was an essential component of the Portuguese’s strategy to subdue the local populations. “This use of terror will bring great things to your obedience without the need to conquer them,” Afonso de Albuquerque, chief strategic mastermind behind the Portuguese expansion into Asia and intermittently known as “the Terrible” or “the Great,” wrote to the King of Portugal in 1510 after the sacking of the Indian city of Goa. “I haven’t left a single grave stone or Islamic structure standing,” he boldly claimed. In another letter to the king, he wrote: “I tell you, sire, the one thing that’s most essential in India: if you want to be loved and feared here, you must take full revenge.”

Exemplary terror and wanton violence were therefore integral to Portuguese expansion and the securing of trading rights in Asia right from the start of the European conquest. Diplomacy came second. Examples of Portuguese wanton violence abound throughout the historic record. For example, following Vasco da Gama’s first voyage, the nobleman Pedro Alvares Cabral was dispatched with a large fleet to the Indian Ocean. When the fleet stopped at Calicut in southern India on the Malabar coast in 1500, fighting ensued that killed over fifty Portuguese. In response, Cabral seized ten Arab merchant ships anchored at the port and killed over 600 of their crews. In addition, he bombarded the entire city with his ships’ artillery killing countless others.

During his second voyage to the region in 1502, Vasco da Gama attacked a ship carrying 240 Muslim pilgrims including women and children off the coast of Malabar and despite the vessel surrendering without a fight and the rich Muslim merchants offering their wealth, da Gama refused and decided to burn the ship and everyone on it. “[W]ith great cruelty and without any pity the admiral burned the ship and all who were in it,” an eyewitness recounted. The shock upon hearing of the massacre was profound, according to chroniclers, and Hindus and Muslims in India would not forget the heinous deed for centuries. During the same voyage, da Gama bombarded Calicut as further retribution for the attack on Cabral and his men in 1500, hanged 34 Muslim captives, had their heads, hands and feet cut off and sent the decapitated body parts in a small fishing boat with a letter attached to its prow to the city. In the letter, da Gama wrote: “I have come to this port to buy and sell and pay for your produce.  And here is the produce of this country. If you want our friendship you must pay for everything that you have taken in this port under your guarantee. (…) If you do that, we will immediately be friends.”

Da Gama’s behavior was the rule and not the exception. In December 1508, Portuguese naval forces attacked the Indian port city of Dabul (now Dabhol) breaching its defenses and slaughtering its populations indiscriminately after which it was burned to the ground. The assault on Dabul was in retribution for the earlier defeat of Portuguese forces by an Egyptian Mamluk fleet in the harbor of Chaul. Francisco de Almeida, whose son died at Chaul, told his captains prior to the attack to “instill terror in the enemy that you’re going after so that they remain completely traumatized (…)”  Crowley calls the attack “a black day in the history of European conquest that would leave the Portuguese cursed on Indian soil.” Along the Indian coast, a new curse would emerge around that time among the locals: “May the wrath of the Franks [Portuguese] fall upon you.” Afonso de Albuquerque, in a letter to the kind emphasized that although, your “Highness thinks one can keep them with good words, offers of peace and protection (…) the only thing they respect is force…No alliance can be established with any king or lord without military support.”

Yet, there was method to this violent madness.

Francisco de Almeida and Afonso de Albuquerque were cold-blooded killers, but they were also the chief architects of the permanent Portuguese presence in Asia. They were the first and second Viceroys of India and locked in fierce competition with one another. Crucially, both men, during their respective tenures, sought to expand the network of permanent fortified trading bases, stout forts along coastlines capable of withstanding prolonged sieges, in what was to be called the Estado da Índia—the state of India or Portugal’s Empire in the East. While under Almeida’s leadership, Portugal for the first time permanently stationed a fleet in Asia. And it was Albuquerque, who attempted to secure all strategic exit points of the Indian Ocean to put the entire oceangoing trade of the region under Portuguese control, a task for which Portuguese military resources, however, proved ultimately insufficient. “The Islamic world, even if divided within itself, was too extensive and too powerful to crumble beneath the attacks of a handful of Portuguese stretched out over vast areas,” Elliott writes. Consequently, the Portuguese were never able to establish a monopoly over the spice trade. They had to share it with the Mamluks in Cairo. However, because of the Portuguese, spice consumption in Europe more than doubled in the 16th century.

Despite the failure to control all trade in the Indian Ocean region, Albuquerque did seize Goa, “the Rome of the East,” which would become the lynchpin of Portugal’s presence in the region, and Malacca, the major port at the eastern entrance to the Indian Ocean and “the center and terminus of all the rich merchandise and trades (…) source of all the spices,” according to Albuquerque, who was the first to recognize it as the nerve center of all Indian Ocean trade.

By seizing Goa and Malacca, Albuquerque permanently established the Portuguese presence in Asia and laid the foundation for further expansion into Southeast and East Asia. When he died in 1515 off the coast of Goa, Portugal was an Asian power. The important role of Albuquerque in the establishment of this overseas empire cannot be overemphasized according to Crowley, who writes that the Portuguese general consolidated a revolutionary concept of empire:

The Portuguese were always aware of how few they were; many their early contests were against vastly unequal numbers. They quickly abandoned the notion of occupying large areas of territory. Instead, they evolved as a mantra the concept of flexible sea power tied to the occupation of defendable coastal forts and a network of bases. Supremacy at sea; their technological expertise in fortress building, navigation, cartography, and gunnery; their naval mobility and ability to coordinate operations over vast maritime spaces; the tenacity and continuity of their efforts—an investment over decades in shipbuilding, knowledge acquisition, and human resources—these facilitated a new form of long-range seaborne empire, able to control trade and resources across enormous distances.

The Portuguese’s immense cruelty as such in their subjugation of the Indian Ocean region and other parts of Asia was then partly the result of their numerical inferiority and the need to avoid unnecessary fighting. They did so by a brutal psychological warfare campaign that spread throughout the region by clearly conveying what would happen to those who resist Portuguese demands. As the historian William Greenlee writes, the Portuguese “were few in numbers and those who would come to India in future fleets would always be at numerical disadvantage; so that this treachery must be punished in a manner so decisive that the Portuguese would be feared and respected in the future. It was their superior artillery which would enable them to accomplish this end.”

However, it is worth pointing out that Crowley’s observation about the Portuguese’s multiple strengths and advantages under Albuquerque, neglects to mention some of their numerous shortcomings. For one thing, Portugal’s imperial ambitions in the East were chronically underfunded (the main ambitions of the Portuguese kings remained the Iberian Peninsula and North Africa.)

Furthermore, when it came to warfare, the Portuguese, especially the fidalgos, were slow to adapt to new methods of warfare. The Portuguese expansion into the Indian Ocean occurred at the time when medieval warfare, centered around the individual and hand-to-hand combat, was slowly passing and being replaced by a more modern Renaissance style of warfare, focused on massed formations (the so-called Swiss fighting tactics) and long-range fire (whether by crossbow or musket). The death of the medieval military culture, however, was slow and more than once Portuguese troops were defeated or almost met disaster because they chose to engage in close combat rather than rely on their superior fire power. Despite that clash of cultures, Portugal nevertheless prevailed.

The Portuguese triumphed in the 16th century in Asia because of their superior naval and military technology combined with seemingly boundless aggression and a propensity for cruelty and violence. Without a doubt, the Indian Ocean was not exactly a peaceful region prior to the arrival of the Portuguese. “A peaceful state never existed in South Asia,” the historian Upinder Singh notes in Political Violence in India describing three millennia of almost continuous warfare on the Indian subcontinent. If nothing else, the Portuguese just proved to be better navigators and killers throughout the 16th century than their Asian counterparts and utterly ruthless. Or as the Florentine merchant Piero Strozzi, who witnessed the Portuguese conquest of Goa, noted: “I think they [the Indians] are superior to us in infinite ways, except when it comes to fighting.”

(PUB) Um elogio dos alemães – Miguel Esteves Cardoso

(PUB) Os espanhóis que cá vêm tratam-nos de igual para igual. Os americanos são infantis mas são bem-educados. Só os alemães nos tratam com sobranceria como se tivéssemos sido criados para servi-los.

Chega um alemão da minha idade à esplanada onde estou a almoçar. Aponta para uma mesa e diz “three!”, em inglês contrariado. Não diz “boa tarde” nem “se faz favor”, nem sequer “please”. Não diz “table for three”. Só “three!”. Na véspera tinha reparado como não há espanhol que não diga “muito obrigado” enquanto muitos estrangeiros conseguem chegar a Portugal pensando que “gracias” chega para as encomendas.

Os espanhóis que cá vêm tratam-nos de igual para igual. Os americanos são infantis mas são bem-educados. Só os alemães nos tratam com sobranceria como se tivéssemos sido criados para servi-los.

“Coitados”, pensei, “são selvagens, não sabem comportar-se. Tanto podiam estar na Grécia como na Tunísia”.

Explicaram ao homem — em inglês — que não havia mesas, que era sábado, era Verão, era preciso reservar.

O homem retirou-se com um grunhido. Fiquei chocado. Disse-o a um dos empregados, que calmamente largou a bomba H: aquela besta daquele homem já mora em Portugal há 30 anos.

Há outros alemães — e são sempre alemães — que cá moram há 30 anos e que têm atitudes e comportamentos insuportáveis. Mas, pelo menos, aprenderam a falar umas palavras de português. A superioridade imaginária deles é ridícula mas pode ser contestada — e eles dispõem-se a defender-se, permitindo a discussão e até a cordialidade.

Felizmente, são só os alemães com mais de 60 anos de idade. Sendo mais velhos, só se salvam os aristocratas. É como a própria Alemanha: melhorou imenso em pouco tempo.

De que outro país se pode dizer a mesma optimista coisa?

(ECO) Lisboa vai ter zonas “castanha” e “preta”. Estacionar custará até 3€/hora

(ECO) Além de “verde”, “amarela” e “vermelha”, haverá duas novas cores no estacionamento na capital. Preços chegam aos três euros por hora, havendo limite de horas para ter o automóvel estacionado.

Vêm aí duas novas cores no estacionamento na capital portuguesa. Além da “verde”, “amarela” e “vermelha”, a autarquia prepara-se para avançar com as zonas “castanha” e “preta” em locais em que se verifica “maior pressão de estacionamento”. Com estas novas cores vêm preços ainda mais elevados, mas também limites ao tempo em que se pode deixar o automóvel estacionado.Famílias com bebés vão ter estacionamento à porta em Lisboa Ler Mais

Estas duas novas zonas de estacionamento localizam-se nas zonas de “maior pressão de estacionamento”, nomeadamente nas “zonas do eixo central”, revelou o vereador da mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar.

Estacionar nestes locais vai ficar mais caro, ainda mais do que o que já é nas zonas “vermelhas”, onde uma hora custa 1,60 euros. Nas zonas “castanhas”, estacionar o automóvel vai custar dois euros por hora.

Mais caro ainda será deixar o carro numa zona “preta”. A proposta da autarquia é de que a EMEL aumente o custo do estacionamento nestas zonas para três euros por hora, quase o dobro das zonas “vermelhas”. Nestas zonas “pretas” só será possível estacionar o carro até um máximo de duas horas.

À superfície, a EMEL tem 65 mil lugares de estacionamento tarifados e mais 8.600 para residentes. E está a criar 20 mil lugares pagos por ano, sendo que o objetivo da empresa pública de estacionamento de Lisboa, admitido por Luís Natal Marques, presidente da EMEL, é o de cobrir a totalidade da capital já no próximo ano.

(RotaDoPetisco) Bar O Típico

Tradicional pork sandwich with cheese

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(JN) Exportações aceleram o máximo num ano mas continuam a crescer menos do que importações

(JN) O défice da balança comercial de bens agravou-se em 480 milhões de euros.

As exportações de bens em Portugal aumentaram 8,7% em maio, o que representa uma aceleração do ritmo de crescimento verificado no mês anterior (subiram 3,1% em abril). O mesmo aconteceu com as importações, que cresceram 14,7% em maio depois de terem aumentado 11,4% em abril, anunciou o Instituto Nacional de Estatística.

O aumento homólogo das exportações totais em maio (8,7%), é o mais forte desde julho do ano passado (14,1%). Contra abril deste ano a variação foi de 12,7%. No que diz respeito às importações, o aumento foi o mais forte desde junho do ano passado.

Com as importações a crescerem a um ritmo bem superior ao das exportações, o défice da balança comercial de bens atingiu 1.631 milhões de euros em maio de 2019, o que correspondente a um aumento de 480 milhões de euros face ao mesmo mês do ano passado.

Desta forma, mantém-se a tendência de agravamento da balança comercial portuguesa, que poderá atirar o saldo externo no conjunto do ano para valores negativos. 

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, bens que têm um forte peso na balança comercial de Portugal, o desequilíbrio entre vendas e compras ao exterior é menos amplo. As exportações aumentaram 9,9% e as importações subiram 11,8%, pelo que o défice comercial aumentou 206 milhões de euros.

No trimestre terminado em maio de 2019, as exportações e as importações aumentaram, respetivamente, 5,6% e 12,3%, face ao trimestre terminado em maio de 2018, o que também representa uma aceleração face ao período homólogo (+4,5% e +11,2%).

As compras e vendas de aviões foram determinantes para a evolução do comércio internacional em maio. No relatório publicado esta quarta-feira, o INE destaca o “aumento de 21,9% das exportações de material de transporte, principalmente devido à exportação de outro material de transporte (maioritariamente aviões)”. Do lado das compras ao exterior, o INE também dá relevo aos aviões. “Destaca-se o aumento das importações de material de transporte (+27,4%), em resultado principalmente da aquisição de Outro material de transporte (sobretudo aviões), e de Combustíveis e lubrificantes (+43,2%)”.

(OBS) A máquina de inventar racistas – Rui Ramos

(OBS)

O pior que nos poderia acontecer era deixarmos de ser portugueses, para passarmos a ser “brancos”, “negros”, ou “ciganos”. Não contem comigo para macaquear o pior que tem a sociedade americana.

Fui aluno de Maria de Fátima Bonifácio, admiro a sua obra como historiadora, e, tão ou mais importante do que isso, sou seu amigo. Mas não foi só por essas razões, que ficam declaradas para ninguém ter o trabalho de as lembrar, que me repugnou a canalhice das calúnias e das ameaças com que, a pretexto de um artigo de jornal, a gente do costumea pretendeu cercar durante o fim de semana. Nesse ataque, houve muito da precipitação de alcateia que define as redes sociais. Mas houve também a inspiração de um dos mais asquerosos projectos políticos do nosso tempo.

Porque a má fé e a estupidez dominam este debate, vou tentar ser muito claro.

Fátima Bonifácio está certa na rejeição do sistema de quotas étnicas. Mas não evitou alguns equívocos. Por exemplo, o de aparentemente sugerir – se percebi bem — que o problema da integração dos ciganos ou dos chamados “afrodescendentes” se deve a serem estranhos à sociedade portuguesa, à sua história ou aos seus valores. Ora, os ciganos estão em Portugal há mais de meio milénio. Falam a língua e têm a religião da maioria da população. São cidadãos portugueses, e tão portugueses como quaisquer de nós. Os “afrodescendentes” não são um grupo homogéneo, mas, na sua maioria, são indivíduos originários de antigas colónias europeias. Representam uma das mais intensas Cristandades dos dias de hoje, e sempre se exaltaram com as ideologias ocidentais (a Revolução Francesa também aconteceu no Haiti).

Nada disto, porém, faz da autora uma “racista” e muito menos do seu artigo um “manifesto racista”. Vamos entender-nos: uma coisa são preconceitos, ou desconfianças derivadas de certos comportamentos – se isso fosse racismo, então toda gente, em todo o mundo, foi, é e será sempre racista; outra coisa são instituições e doutrinas que, com fins políticos, visam a classificação e discriminação das  pessoas como membros de “raças”, e nesse sentido, nem toda a gente foi, é ou será racista, e é aí que deve assentar a expectativa de que a humanidade resistirá a propostas para usar características “étnicas” com fins políticos.

A esquerda radical confunde as duas coisas, para melhor esconder que quer praticar uma delas. Tal como sempre precisou de fascistas, precisa agora de racistas. Precisou de fascistas, porque se toda a gente que não pensa como Catarina Martins for fascista, está legitimado o uso da força para perseguir e calar quem não pensa como Catarina Martins. E precisa agora de racistas, porque só havendo muitos racistas é que pode justificar o sórdido projecto com que substituiu a “luta de classes”: usar cinicamente as migrações para segmentar as sociedades ocidentais em “raças” mutuamente hostis.  A pretexto da causa da “integração” e da denúncia do “racismo”, o objectivo desta esquerda que trocou Marx por Fanon é tentar reduzir certas pessoas a membros de “minorias”, e estas “minorias” a meros colectivos identitários de “vítimas”, dependentes do Estado e controlados por demagogos.

Estou a dizer que em Portugal, ciganos e migrantes não são frequentemente pobres e marginalizados? Não. Mas pergunto: são os únicos pobres e marginalizados? Não há pobres e marginalizados entre os outros portugueses? E se são pobres e marginalizados, isso deve-se a “racismo”? Não tem nada a ver, no caso dos ciganos, com uma velha cultura de nomadismo? Não tem nada a ver, no caso dos migrantes, com o facto de serem trabalhadores pouco qualificados chegados recentemente (os primeiros cabo-verdianos desembarcaram há menos de 50 anos)?

Estou a dizer que não merecem nenhum cuidado? Não. Mas a ciganos e a migrantes falta sobretudo o que falta aos outros portugueses pobres: uma economia próspera e aberta, onde todos – e não apenas os clientes do poder — sintam que vale a pena trabalhar, poupar e investir; uma escola exigente, com os devidos apoios sociais, que compense as desvantagens e não que as agrave, em nome da “diversidade”; serviços públicos efectivos, que não sejam sacrificados ao emprego de clientelas partidárias; uma lei que seja igual para todos, e que tolere diferentes culturas, mas não comportamentos contrários à coexistência pacífica dos cidadãos. O que ciganos e migrantes não precisam – nem eles nem ninguém — é de serem metidos em guetos legais e estigmatizados pela dependência do poder político.

O pior que nos poderia acontecer em Portugal era deixarmos de ser portugueses, para passarmos a ser “brancos”, “negros”, ou “ciganos”. Não contem comigo para macaquear o pior que tem a sociedade americana. Eu não me identifico nem nunca me identificarei como “branco”. Sou português como Eusébio, um dos nossos maiores futebolistas, ou como Marcelino da Mata, um dos nossos militares mais condecorados. É do país deles que eu quero ser mais um cidadão, e não dessa caricatura do Alabama dos anos 50 a que a extrema-esquerda convertida ao racialismo gostaria de reduzir Portugal.

(DN) Palácio de Mafra e Bom Jesus de Braga já são Património Mundial

(DN)

Ambas as candidaturas suscitaram dúvidas no comité responsável pela decisão, mas a decisão acabou por ser positiva. Portugal conta agora com 17 locais classificados em território nacional, além dos 11 que constituem património mundial de origem portuguesa no mundo.

© Carlos Manuel Martins/Global Imagens

Já são 17 os locais portugueses que integram a lista da UNESCO. O Palácio de Mafra e o Santuário do Bom Jesus em Braga foram este domingo classificados como Património Mundial. Os monumentos integraram “as 36 indicações para inscrição na Lista do Património Mundial”, que estão a ser avaliadas na 43.ª Sessão do Comité do Património, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a decorrer em Baku, no Azerbaijão, até 10 de julho.

O conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra suscitou uma pequena discussão dentro do Comité, com o Conselho Internacional de Monumentos e dos Sítios (ICOMOS) a levantar algumas dúvidas face a esta candidatura. “Tivemos muitas discussões sobre este sítio porque o elemento crucial deste conjunto, mas achamos que a Tapada não está suficientemente documentada. Sem haver mais informações, não faz sentido recomendar este lugar como Património Cultural Mundial”, disse a representante do ICOMOS. Mas a decisão acabaria por ser positiva.

O monumento foi aprovado com apoio do Brasil, da Tunísia e da China, tal como outros Estados que fazem parte deste comité como Angola ou Indonésia, embora tenham apoiado as recomendações para a conservação e um estudo cartográfico deste complexo monumental. “Mafra reúne todas as condições para ser reconhecido. Desejamos inscrever um edifício de valor extraordinário que tem também um jardim e uma tapada e não o inverso, como indica o ICOMOS”, disse a representação de Portugal, ao defender esta candidatura.

Contudo, o presidente da Câmara de Mafra disse que a classificação do Palácio de Mafra “peca por tardia”. “É um dia histórico para Mafra e para Portugal, porque esta candidatura preparada há dez anos foi agora aprovada e só peca por tardia, porque já devia ter sido classificada há muito tempo”, disse Hélder Sousa Silva.

Para o autarca, a inscrição de Mafra na lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) “não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida e traz responsabilidades acrescidas para a manutenção [do monumento] a curto prazo”. “Espero que haja uma Mafra antes da classificação e uma Mafra depois da classificação, virada para a recuperação do património”, enfatizou.

O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, em Lisboa, num conjunto de proximidade, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar, foram os primeiros classificados, em 1983

Mafra partilhou os festejos com Braga, com o Santuário do Bom Jesus também a sair classificado. À semelhança do que aconteceu com o Palácio de Mafra, também esta candidatura suscitou algumas questões ao ICOMOS, mas a proposta acabou por ser aprovada.

O Brasil, que abriu a discussão e faz parte deste comité, defendeu que o Bom Jesus de Braga não só cumpre todos os critérios para ser integrado na lista de monumentos, mas serviu também de inspiração para o complexo do Bom Jesus de Congonhas, no Brasil, que já consta da lista da UNESCO.

Portugal esclareceu que todas as dúvidas sobre o monumento bracarense já estavam esclarecidas no dossier entregue por Portugal e que as recomendações do ICOMOS já estão mesmo a ser seguidas no santuário. A representação portuguesa afirmou ainda que o monumento também já está inscrito como património nacional.

Também o autarca de Braga se pronunciou, salientando que com a distinção vem “também uma grande responsabilidade e orgulho”. “Isto é um momento de felicidade, de orgulho para a cidade e para toda a equipa que trabalhou para que esta classificação fosse possível, mas também coloca sobre a cidade uma grande responsabilidade que é a de tudo fazer para que o local continue à altura desta distinção”, afirmou Ricardo Rio.

A lista do Património Mundial da Humanidade integra atualmente 1092 sítios em 167 países. Alguns deles de origem portuguesa.

“Mais um motivo de orgulho”

O Presidente da República considera que inscrição do Palácio Nacional de Mafra e do Santuário do Bom Jesus em Braga na lista do Património Mundial é motivo de “grande regozijo para todos os portugueses”. Numa nota publicada na página da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa congratula-se assim com as decisões da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), referindo que “é um motivo de grande regozijo para o Presidente da Republica e para todos os portugueses”.

“Saúdo vivamente os promotores destas candidaturas, os autarcas, os diplomatas, as autoridades civis e eclesiásticas, e todos aqueles que, também na sociedade civil, ajudam a levar mais longe o património português físico, histórico, artístico, religioso ou intelectual”, lê-se no documento.

Também o primeiro-ministro António Costa não deixou passar a data em branco. “Mais um motivo de orgulho para Portugal. Parabéns a todos os que contribuíram para tal reconhecimento”, escreveu na sua página do Twitter.

A ministra da Cultura sublinhou ainda “a importância destas distinções, que reconhecem a diversidade de dois magníficos monumentos portugueses, testemunhos vivos da nossa história, património e cultura”. “Parabéns a todos os que trabalharam para esta distinção, parabéns a Portugal!”, lê-se na também na sua página do Twitter.

Das ilhas a Belém, já lá vão 17

Portugal conta já com 17 locais classificados em território nacional, havendo ainda 11 que constituem património mundial de origem portuguesa no mundo.

O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o conjunto do Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém (em Lisboa), bem como o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo (em Tomar), foram os primeiros classificados, em 1983.

A estes juntaram-se a Região Vinhateira do Alto Douro, a zona central da cidade de Angra do Heroísmo (nos Açores), a Paisagem Cultural de Sintra, a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações, o Centro Histórico de Évora, o Centro Histórico de Guimarães, o conjunto do Centro Histórico do Porto, Ponte Luís I e Mosteiro da Serra do Pilar, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, a Laurissilva da Madeira, o Mosteiro de Alcobaça, os locais de Arte Rupestre do Vale do Côa, bem como a antiga Universidade de Coimbra – Alta e Sofia.

A lista do Património Mundial da Humanidade integra atualmente 1092 sítios em 167 países.

Alguns deles de origem portuguesa. São eles o Centro Histórico de Macau, as Igrejas e Conventos de Goa, a Ilha de Moçambique, a cidade portuguesa de Mazagão (El Jadida), a Cidade Velha (em Cabo Verde), o Centro Histórico de Olinda (em Pernambuco, no Brasil), o Centro Histórico de S. Salvador (Baía, no Brasil), o Centro Histórico de Goiás (Brasil), o Centro Histórico de Diamantina (Minas Gerais, Brasil), o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Minas Gerais, no Brasil) e ainda o Centro Histórico de Ouro Preto (Minas Gerais, Brasil).

(BBG) Pot Firm Tilray Speeds Expansion in Europe

(BBG) Tilray Inc. is expanding its European leadership team and setting up a hub in Portugal, deepening its planned international reach.

The company appointed five senior members to its European team, according to a statement Friday. Arne Wilkens, a former executive at the German pharmaceuticals company AiCuris, will take on the role of vice president of business expansion in Europe.

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Tilray’s Cantanhede, Portugal site. Photographer: Patricia De Melo/AFP via Getty Images

The company said that its Cantanhede, Portugal-based campus will be the main hub for cultivation, processing, research and distribution throughout Europe and other international markets. It recently received the Good Manufacturing Practices (GMP) certification in accordance with the European Medicines Agency’s standards.

The announcement confirms Chief Executive Brendan Kennedy’s stated plans to channel investments into Europe. “The United States’ and European markets are orders of magnitude larger than Canada, so while Canada will continue to be an important market for us, we expect to focus the majority of future investments on the U.S. and Europe,” Kennedy said in an interview in March.

Tilray plans to launch additional products in new markets across Europe and said it already exports to the Czech Republic, Germany, U.K., Cyprus and Croatia.

(ECO) Pedro Silva Pereira eleito um dos 14 vice-presidentes do Parlamento Europeu

(ECO) Pedro Silva Pereira foi escolhido como um dos 14 vice-presidentes do Parlamento Europeu. O nome do antigo ministro socialista foi acordado, juntamente com outros nove, entre os três maiores grupos.

O português Pedro Silva Pereira foi eleito vice-presidente do Parlamento Europeu, com 556 votos, confirmou o ECO junto de fonte oficial do Partido Socialista. O ex-ministro da Presidência de José Sócrates foi um de 10 nomes para os 14 lugares de vice-presidente do Parlamento Europeu acordados previamente entre os três maiores grupos políticos: o Partido Popular Europeu (PPE); os socialistas do S&D; e os Liberais do grupo Renovar a Europa.

Depois de eleito o presidente do Parlamento Europeu esta manhã — o socialista italiano David-Maria Sassoli –, os eurodeputados voltaram a votar esta tarde para escolher os 14 vice-presidentes que vão secundar o italiano nos próximos dois anos e meio.

Entre estes nomes estava o de Pedro Silva Pereira, que foi eleito esta quarta-feira com 556 votos. O ex-ministro socialista fazia parte de um grupo de 10 nomes que foram acordados previamente pelas três maiores famílias políticas no Parlamento Europeu, o centro-direita, o centro-esquerda e os liberais.

“A minha eleição para vice presidente do PE valoriza a voz de Portugal na Europa e é também um importante reconhecimento internacional do trabalho que tenho feito ao serviço do projeto europeu”, afirmou em Estrasburgo, em declarações transmitidas pelas televisões, sublinhando que assume vê a posição alcançada “como uma importante trincheira para defender a democracia europeia“.

No mesmo sentido, Pedro Silva Pereira salientou que “as negociações dos últimos dias mostram bem como precisamos de valorizar democracia europeia e de reforçar o Parlamento Europeu para que a vontade política dos cidadãos expressa nas eleições tenha consequêncianas decisões politicas da construção europeia”.

Nessa lista de 10 nomes que os eurodeputados dos três maiores grupos políticos no Parlamento Europeus receberam instruções para votar, a que o ECO teve acesso, estão cinco eurodeputados do PPE (família política a que pertencem o PSD e o CDS-PP), três socialistas— incluindo Pedro Silva Pereira — e ainda dois liberais do novo grupo Renovar a Europa, que junta o ALDE e o novo partido criado por Emmanuel Macron.

Na missiva, os grupos políticos pedem aos eurodeputados para votarem neste lote de candidatos na sequência de um “acordo pró-europeu” alcançado entre estes três grupos políticos. Entre os membros eleitos vice-presidentes desta lista está, indicado pelo PPE, a eurodeputada húngara Lívia Járóka.

Esta eurodeputada faz parte do partido húngaro Fidesz, do primeiro-ministro da Hungria Viktor Órban, partido esse que está atualmente suspenso do PPE devido às violações do Estado de Direito apontadas à Hungria pela Comissão Europeia e secundadas pelo PPE.

(OBS) Uber quer transportes públicos na app portuguesa. “Portugal é um dos nossos modelos de ouro”

(OBS)

Os 5 anos da Uber, a saída de Rui Bento, o “modelo de ouro” que é Portugal e a aposta nos transportes públicos. A entrevista exclusiva à responsável da Uber para o sul da Europa, Giovanna D’Esposito.Partilhe

Para Giovanna D’Esposito, não há dúvidas: “Portugal é um dos modelos de ouro da Uber”. A tecnológica que começou a operar em Lisboa faz esta quinta-feira cinco anos tem usado o país como “um ícone de inovação” e agora que já tem uma “regulação justa” no mercado, que a Uber Eats está presente em 19 cidades portuguesas e há 1.750 bicicletas elétricas Jump disponíveis para partilha em Lisboa, a responsável pelo mercado do sul da Europa quer levar Portugal para o “próximo nível”: “Gostávamos muito de continuar a trabalhar com o poder local para integrar coisas como transportes públicos [na app]”. Mas estará para breve? “Esperamos que sim. (…) É a direção que queremos seguir e tenho muita esperança de que vamos conseguir fazer isso em Portugal”.

Em entrevista exclusiva ao Observador a partir de uma videocall em Madrid, Giovanna D’Esposito explicou porque é que a empresa ainda não substitui Rui Bento, o ex-diretor da Uber em Portugal que deixou o cargo em setembro de 2018: “O Rui é um homem muito talentoso e, por isso, a fasquia está elevada”, disse, acrescentando que prefere esperar mais seis meses (ou mais) e “ter a pessoa certa” do que contratar alguém que não seja capaz de levar Portugal no sentido que a empresa quer. “Não é assim tão óbvio encontrar alguém que tenha as competências certas”. Rui Bento foi o responsável por lançar a operação da empresa em Portugal, a 4 de julho de 2014. A regulamentação para os transportes em veículos descaracterizados (TVDE), no qual se inclui a Uber, só foi aprovada no Parlamento em julho de 2018 e entrou em vigor em novembro. Entre setembro de 2018 e janeiro de 2019, Rui Bento liderou as operações da Uber Eats para o sul da Europa.

A Uber começou a operar em Lisboa há cinco anos com o serviço UberBlack. Progressivamente, introduziu mais três: UberX, UberGreen, UberStar e lançou o UberPool em eventos especiais. Atualmente, a Uber cobre utilizadores nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, assim como no Algarve, Braga, Guimarães e Coimbra. Enfrenta, em várias destas cidades, a concorrência da Cabify, Bolt e Kapten. Tem mais de 8.000 motoristas parceiros e, desde que chegou ao país, a app da Uber foi descarregada mais de 2,5 milhões de vezes. A Uber Eats — o serviço de entrega de refeições ao domicílio — chegou a Lisboa em 2017 e está presente em 19 cidades, com parcerias com 2 mil restaurantes. Lisboa foi a primeira cidade europeia a receber as bicicletas elétricas partilháveis Jump. Sobre todas estas iniciativas, Giovannia explica: “As parcerias com o Governo e os municípios correram bem, o que levou a Uber a ter sempre um compromisso elevado com Portugal”.

“Portugal tem sido um dos modelos de ouro da Uber. O nosso compromisso é bastante forte”

A Uber está há cinco anos em Lisboa. O que podemos esperar para os próximos cinco?
Não tenho uma bola de cristal para os próximos cinco anos, mas posso dizer, sem dúvida, quais são os nossos principais objetivos e como estamos a pensar alcançá-los. Portugal tem sido um dos modelos de ouro da Uber. E tem corrido bem: as parcerias com o Governo e os municípios correram bem, o que levou a Uber a ter sempre um compromisso elevado com Portugal. Um compromisso que funciona para os dois lados, certo? Portugal tem sido fantástico para a Uber e, por isso, o nosso compromisso tem sido bastante forte desde o início. Lisboa foi a primeira cidade, o primeiro país no mundo onde lançámos o nosso produto Green (opção de escolher só carros elétricos), em 2017. Foi uma das primeiras cidades do mundo onde lançámos um produto de micromobilidade, as bicicletas Jump, em fevereiro, e, claro, temos o programa Uber Star, que é outra inovação.

7 curiosidades sobre a Uber em Portugal

  1. O motorista que mais viajou com a Uber fez mais de 23.000 viagens;
  2. Em 5 anos, viajaram pela Uber turistas de 125 nacionalidades;
  3. A viagem mais curta aconteceu em Cascais. O utilizador entrou no carro em vez de cancelar a viagem;
  4. O dia com mais viagens: 28 de junho de 2019, entre as 20h e as 21h;
  5. Os itens que mais se perderam em viagens: telemóvel, câmara fotográfica, carteira, mochilas, sacos, documentos, caixas, bagagem, chaves, óculos, roupa, headphones e guarda-chuva;
  6. O motorista que recebeu mais gorjetas totalizou 1.835 euros;
  7. A viagem mais longa começou em Lisboa, parou no Algarve e terminou no Porto: 800 km.

Falei de todos estes exemplos para explicar que existe um compromisso atualmente e que esse compromisso vai continuar. Como é que vai continuar para nós? Acho que isto é bastante claro em termos de princípios orientadores. Esses princípios dizem que queremos ser uma plataforma [de mobilidade]. Esta é a narrativa da Uber, mas em Portugal isto é muito real. Porque em Portugal temos muitos produtos na categoria dos carros, temos a Uber Eats, a Jump e gostávamos muito de continuar a trabalhar com o poder local para integrar coisas como transportes públicos. É uma coisa que já começámos a fazer na Europa. Fazemos isto em Londres, muito bem, com uma parceria com a TFL e se agora fores a Londres podes planear uma viagem que também inclua o metro e comprar o bilhete [dentro da app].

Por isso, a nossa linha orientadora é exatamente esta. Queremo-nos certificar de que podemos, ao criar parcerias com as entidades responsáveis, integrar várias modalidades de transporte, para que possam ir do ponto A para o ponto B, mesmo que tenham de mudar três vezes de transporte. Nós podemos fazer isso.”Todas estas coisas dependem muito da forma como conseguimos cooperar com as autoridades, porque integrar transportes públicos requer uma parceria com estas entidades. Por isso, é essa a direção que queremos seguir e tenho muita esperança de que vamos conseguir fazer isso em Portugal. Também espero conseguirmos ter mais meios de transporte.” 

Quer isso dizer que vamos ter em breve, em Portugal, esse modelo de integração com os transportes públicos?
Esperamos que sim. Mas todas estas coisas dependem muito da forma como conseguimos cooperar com as autoridades, porque integrar transportes públicos requer uma parceria com estas entidades. Por isso, essa é a direção que queremos seguir e tenho muita esperança de que vamos conseguir fazer isso em Portugal. Também espero conseguirmos ter mais meios de transporte. Temos outros projetos a nível global que estão a chegar devagar à Europa e não temos planos específicos para Portugal agora, mas temos os camiões da Uber, que estão a trabalhar muito bem nos Estados Unidos e que lançámos recentemente na Holanda.

Também pensamos noutras coisas mais futuristas, como os carros autónomos e os táxis voadores. Vai tudo demorar alguns anos, mas é algo que pode acontecer num país como Portugal, que é um exemplo fantástico na Europa, e onde podemos integrar todas estas coisas. A ideia é que tudo isto faça com que as cidades sejam mais eficientes e pratiquem preços sustentáveis, mas só conseguimos fazer isso se fizermos parcerias com a administração pública. Por isso, são estas as nossas linhas orientadoras e desafios.

Mas já começaram a conversar com as entidades em Portugal sobre estas parcerias?
Esperamos começar a fazer isso mesmo.

Já têm as bicicletas Jump disponíveis na app, mas também investiram nas trotinetes da Lime. Podemos esperar encontrá-las na app da Uber em breve? 
Investimos, sim, mas a Jump também tem trotinetes: tem bicicletas e trotinetes.

As trotinetes e bicicletas elétricas e partilháveis da Jump, startup que foi adquirida pela Uber em abril de 2018

Vamos ter as trotinetes da Jump em Portugal?
Depende do tipo de acordo que conseguirmos fazer e das parcerias que conseguirmos formar. Agora, temos trotinetes da Jump em três cidades: Paris (onde as lançámos primeiro), em Madrid (onde lançámos em abril) e em Málaga (onde lançámos na semana passada). Por isso, estamos a tentar avançar com isto sempre que fizer sentido e dependendo do desenho das cidades. Há muitos fatores que nos fazem lançar um produto deste ou de outro tipo e que têm de ser tidos em conta. Uma das coisas que posso dizer é que a segurança é uma grande preocupação para a Uber e que por isso é um fator — tendo em conta a topografia da cidade — na hora de escolhermos que produto lançamos em cada cidade em específico.

“Não temos planos para mudar a comissão que cobramos aos motoristas”

Cinco anos depois, há mais competição. Surgiram muitas empresas a prestar os mesmos serviços. Como é que a Uber planeia diferenciar-se da concorrência que enfrenta na Europa?
Vou fazer uma pequena premissa e depois ir direta a esse assunto. A premissa é a de que um mercado como Portugal, que criou e permitiu uma boa regulação, que é justa para todos, consegue abrir-se para diferentes operadores, porque cria um ambiente seguro. Do nosso ponto de vista, quando vemos competição isso significa que o ambiente é seguro e que permite que haja negócio. Isso é um bom sinal, um sinal positivo para o mercado português. Temos outro país nesta região do sul da Europa que tem uma situação semelhante à portuguesa e que é a Croácia.

Centro de Excelência já criou 400 empregos

A Uber escolheu Lisboa para localizar o novo Centro de Excelência para a
Europa, em outubro de 2017. É a partir deste centro que é prestado apoio às operações da empresa na Europa, em países como Espanha, França e Portugal. Também é aqui que são concebidas, testadas e lançadas inovações. O Centro de Excelências já criou 400 empregos diretos e serve igualmente utilizadores, motoristas e restaurantes da Uber Eats. Até ao final de 2019 a Uber pretende contratar mais 200 pessoas.

Dito isto, como podemos ser diferentes em relação à concorrência? Duas coisas sobre isso — a primeira tem a ver com uma coisa que dizemos aqui em Espanha: “No futuro, cabemos todos”. E isto é muito importante para nós, manter esta ideia nas nossas cabeças. Porque sei que toda a gente diz que a competição é bem-vinda, que é saudável. Todas as empresas dizem isso. Mas no nosso caso é mesmo um facto: uma boa dose de competição é saudável porque significa que nos educa a ter uma boa oferta, um bom marketplace, educa as cidades e a mudança de mentalidade que é precisa para trocar os carros privados por outras modalidades. Isto tudo junto constrói um ecossistema e isto para nós é positivo.”Temos uma quantidade incrível de dados. Temos dados sobre o trânsito, sobre utilização, sobre qualquer aspeto da mobilidade e isso é muito importante, porque significa que podemos ter cada vez mais e mais produtos eficientes e também que podemos cooperar com as autarquias locais, o que é interessante.”

Além disso, se olhares para as viagens de carro à volta da Europa, penso que a percentagem de viagens em carros não privados representa cerca de 1%, ou seja, estamos apenas apenas a arranhar a superfície. E é por isto que digo que no futuro cabemos todos. Estamos apenas a arranhar a superfície e todos estes operadores, incluindo a Uber, educam o público e os carros privados começam a descer de forma significativa. E isto permite que muitos operadores atuem. Dito isto, é óbvio que este é o nosso negócio e há duas coisas que caracterizam a Uber. Uma delas é a escala — estamos presentes em 700 cidades, em 63 países, com pelo menos um produto de carros e isso ajuda muito. Significa que temos capacidade para investir em tecnologia e inovação e que estamos a fazer isso de várias formas à volta do mundo.

Em segundo lugar, isto também significa que temos uma quantidade incrível de dados. Temos dados sobre o trânsito, sobre utilização, sobre qualquer aspeto da mobilidade e isso é muito importante, porque significa que podemos ter cada vez mais e mais produtos eficientes e também que podemos cooperar com as autarquias locais, o que é interessante. Nalgumas partes do mundo, temos aquilo a que chamamos Moments: é um produto da Uber que, basicamente, são dados. É um painel de dados agregados que podemos recolher das cidades onde estamos e que podemos deixar à disposição da administração pública. E com isto podemos trabalhar para melhorar o trânsito, congestionamentos públicos e por aí fora. Tudo isto só é possível porque temos escala.

O outro elemento diferenciador é o facto de sermos uma plataforma: temos todos estes produtos, que são diferentes. Tal como estava a dizer, em cada mercado e cidade vais ter produtos diferentes que dependem de como a cidade se parece e de quais são os estudos de caso, os desafios locais e por aí fora. E o facto de termos tantos produtos de carros diferentes, termos a Uber Eats, a oferta de micromobilidade, as Jump, carros autónomos, na Croácia temos até Uber Boats… Temos as carrinhas, algumas ativas em Portugal. Por isso, temos a capacidade de oferecer estes produtos e de os levar àquelas que são as necessidades locais. Acho que no longo prazo, vamos ser um operador diferenciado.

A Uber Eats chegou a Portugal em novembro de 2017 e tem de momento mais de 2 mil restaurantes parceiros

Uber lança promoções para o aniversário

Para comemorar os cinco anos de atividade em Portugal, a empresa lança várias promoções para esta quinta-feira:

  • Quem fizer uma viagem pela Uber entre 4 e 15 de julho pode ganhar 6.500 euros em créditos que podem ser aplicados em viagens Uber durante 5 anos;
  • Utilizadores podem andar nas bicicletas Jump gratuitamente todo o dia;
  • Taxa dos pedidos Uber Eats é gratuita entre as 19h e as 23h;
  • Motoristas que viajam desde 2014 vão receber créditos.

Há algo que os vossos concorrentes têm feito desde o início e que a Uber não costuma fazer: promoções. A concorrência pode fazer com que isso mude?
Temos uma obrigação para com todas os players que fazem parte da Uber: as nossas empresas parceiras, os motoristas, as câmaras municipais, os nossos acionistas. Temos uma obrigação para com todos estes agentes, para asseguramos que construímos um negócio sustentável e as decisões que tomamos, em termos de Marketing e serviços, têm de ir nesse sentido.

Em relação às condições de trabalho dos motoristas, vão mudar alguma coisa? Vão continuar a cobrar uma comissão de 25%?
Por enquanto, não temos planos para mudar essa comissão. E isso vai ao encontro do que estava a dizer antes — da obrigação de construirmos um negócio sustentável. Por isso, não temos planos de momento para mudar isso.

Substituição de Rui Bento: “A fasquia está elevada e prefiro esperar até ter a pessoa certa”

Rui Bento já deixou a liderança da Uber em Portugal há muito tempo e, neste momento, não temos ninguém a ocupar o seu lugar. Como é que está este processo de substituição? 
O Rui é um homem muito talentoso e, por isso, a fasquia está elevada. A fasquia é o Rui e outras pessoas que temos noutros países. E, por isso, requer tempo. A resposta é “sim, estamos à procura”. Estou pessoalmente à procura. Tenho padrões elevados, a Uber tem padrões elevados e num país como Portugal, onde o trabalho local está a ser feito, precisamos agora de construir parcerias ainda mais fortes e assegurar que o país se mantém um ícone de inovação e este é um trabalho de luta, não é assim tão óbvio encontrar alguém que tenha as competências certas para alcançar essa melhoria geral e levar Portugal neste sentido. Por isso, a procura ainda está a decorrer, a fasquia está elevada e prefiro esperar mais seis meses ou o tempo que for preciso para ter a pessoa certa. Tenho o luxo de poder fazer isto porque tenho colegas extremamente talentosos no terreno e aqui, em Madrid, onde damos apoio em diversos setores a Portugal e a outros mercados. O talento que está aqui é incrível.

Rui Bento liderou a Uber em Portugal desde a entrada no mercado, em 2014, até setembro de 2018

É uma mulher executiva numa empresa que foi notícia pela forma como tratava as mulheres. Porque é que se juntou à Uber?
Juntei-me à Uber por dois motivos: um deles foi pessoal e o outro teve a ver com o conteúdo do trabalho que vim fazer. A um nível mais pessoal, tenho de dizer que quando a Uber me contactou não estava à procura de um trabalho. Tinha deixado o meu emprego numa empresa em 2017 e estava a dedicar-me a melhorar o ecossistema digital de Itália. Era isso que queria fazer. Estava a trabalhar com startups, investidores e sentia que tinha uma missão.

Depois, a Uber entrou em contacto comigo e comecei o processo com alguma curiosidade. Demorou muito tempo, teve muitos obstáculos. E por isso, durante esses meses, o meu envolvimento pessoal cresceu muito. Fiquei impressionada. Impressionei-me com a forma como estas pessoas levam isto como se fosse uma missão pessoal. Porque, tudo bem, é a narrativa da empresa, é a sua missão, e quando olhas do lado de fora parece-te uma boa narrativa, mas depois tocas-lhe. Quando as pessoas falam contigo, podes ver que estão absolutamente motivadas por várias coisas, que variam consoante a pessoa com quem estás a conversar. Nalguns casos, a conversa é sobre como tornar as cidades menos poluentes, noutros trata-se de ajudar as pessoas a encontrar alternativas e oportunidades de trabalho se não conseguirem ter um emprego permanente seja porque motivo for. Todas as pessoas têm um fator de motivação ligeiramente diferente, todos têm uma missão. E depois vês o quanto eles trabalham e todos os desafios que enfrentam e todos os altos e baixos que acontecem nesta montanha-russa diária e percebes que precisam disto. Que isto é que os guia. E isto foi muito poderoso para mim.

Acredito no poder de ter um propósito e uma missão que é poderosa. Do ponto de vista do negócio, esta região [sul da Europa] que é tão bonita também é uma confusão. Estou a falar das diferenças entre todos os mercados e da forma como tens de mudar mentalmente de um desafio para outro, constantemente. Às vezes é desafiante, mas é muito entusiasmante. Gosto muito desta diversidade intelectual, que é um estímulo e um desafio.”Portugal é fantástico para nós e tudo o que alcançámos… Mas agora queremos levar Portugal ao próximo nível e isso também é um desafio. Porque quando tens um diálogo aberto e regulações que são justas, e que são avançadas, como é que levas isso ao próximo nível?”

Mas é uma mulher executiva numa empresa como a Uber. Quais sãos os desafios que enfrenta?
Bom, o que é interessante é que nenhum dos meus desafios tem a ver com o meu género. Isso é a primeira coisa: sou engenheira mecânica e tive sempre alguma coisa a ver com motores, motos ou carros. Tive sempre tudo isto presente na minha vida. Como engenheira mecânica, estive sempre rodeada de homens. Também trabalhei na indústria dos jogos de azar, que é um ambiente inteiramente masculino. Trabalhei numa fábrica, por isso estou habituada a estar rodeada de homens e de ter de ultrapassar muitos preconceitos. Estou habituada a ter de lidar com o facto de ser mulher num ambiente de trabalho destes.

Surpreendentemente — e agora entendo porque é que não é assim tão surpreendente, mas no início foi –, isto não foi sequer um fator. No que faço todos os dias, ser uma mulher não é sequer um fator. E acho que isso se deve apenas ao facto de a Uber ser uma empresa que investiu fortemente nisto depois dos escândalos que referimos. Investiu fortemente na mentalidade, mas também em coisas muito práticas, como agora, atrás de mim, há cerca de 20 mulheres. A diversidade não é um fator.

Os meus desafios têm a ver com o que referi antes: cooperar com estas realidades que são muito, muito diferentes, com diferentes níveis de maturidade na região. Acho que o mercado mais duro é o do meu país natal, a Itália, é onde as regulações e o diálogo com as autoridades está muito menos avançado do que noutros mercados. Em Espanha também é duro. Portugal é fantástico para nós e tudo o que alcançámos… Mas agora queremos levar Portugal ao próximo nível e isso também é um desafio, não é? Porque quando tens um diálogo aberto e regulações que são justas, e que são avançadas, como é que levas isso ao próximo nível?

(JN) Um partido a mais – Joaquim Aguiar

(JN) Quando um tem uma estratégia de crescimento, o outro está contra, mas quando chega ao poder vê-se obrigado a fazer o que antes rejeitava. Quando acaba a música, o que conta é se houve ou não crescimento económico.

A FRASE…

“E se o PS se transformar no PSD?”

Pedro Adão e Silva, Expresso, 29 de Junho de 2019

A ANÁLISE…

Durante a primeira década da democracia pluralista em Portugal, colocou-se a questão sobre se haveria um partido a mais ou um partido a menos no sistema partidário. A primeira resposta a esta pergunta foi dada pelo PRD, o partido da balança que seria o partido que faltava, que teria por missão articular o PSD e o PS, oferecendo a cada um deles o suplemento eleitoral que lhes permitisse escapar ao seu destino de eternas grandes minorias. O que se viu é que o PRD, que só existiu numa eleição, em 1985, tirou votos ao PS para os entregar ao PSD para este ter a maioria absoluta em 1987.

Está agora a preparar-se uma segunda resposta à mesma questão, com a demonstração de que há um partido a mais, o que se resolve atirando o PSD para o estatuto de partido excedentário, aquele que não oferece variedade ao pluralismo nem tem contributos relevantes para uma estratégia de crescimento económico. A meio da quinta década da democracia pluralista portuguesa, depois de duas décadas sem crescimento económico, com indicadores demográficos degradados, com uma crise de grande intensidade no padrão de ordem mundial que deixa a Europa insegura e indefesa, com o renascimento das correntes de opinião do nacional-populismo que fragmentam a União Europeia, continua a olhar-se para o formato do sistema partidário como se este fosse uma dança das cadeiras: quando acaba a música, há um que fica sem lugar.

A primeira metade da quinta década da democracia pluralista mostrou que é possível ter uma maioria parlamentar estável (nenhuma das partes tinha interesse em sair) porque é incoerente (ocupa o poder, mas não governa porque não pode ter uma estratégia de crescimento). Não há um partido a mais nem um partido a menos, o que há é a falta de uma estratégia de crescimento. Quando um tem uma estratégia de crescimento, o outro está contra, mas quando chega ao poder vê-se obrigado a fazer o que antes rejeitava. Quando acaba a música, o que conta é se houve ou não crescimento económico.

(JN) Toda a dívida portuguesa até sete anos tem juros negativos

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Dois dias depois de os juros a seis anos entrarem em terreno negativo no mercado secundário, os juros a sete anos também lá chegaram na sessão de hoje. Assim, toda a dívida portuguesa até sete anos tem juros negativos no mercado secundário.

nomeação da diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, para a presidência do Banco Central Europeu (BCE) está a ter impacto no mercado secundário das obrigações soberanas da Zona Euro: os juros estão a descer na perspetiva de que Lagarde represente uma continuação de Mario Draghi, a partir de outubro deste ano, seguindo uma política monetária expansionista (juros baixos) para apoiar o crescimento da economia europeia.

É neste contexto que os juros portugueses aliviam em todos os prazos no mercado secundário, atingindo novos mínimos históricos. Pela primeira vez, os juros da dívida portuguesa a sete anos entraram em terreno negativo esta quarta-feira, 3 de julho, um dia depois de os líderes europeus terem decidido nomear a ex-ministra das Finanças francesa para suceder ao atual presidente do BCE, o italiano Mario Draghi. 

Além dessa nomeação, as obrigações soberanas estão em queda por causa das nomeações do presidente norte-americano – Christopher Walter e Judy Shelton, que terão de ser confirmados pelo senado – para a Reserva Federal, dois nomes que são vistos como favoráveis a uma descida dos juros diretores, em linha com a vontade de Donald Trump. Em reação a estas nomeações, os juros a dez anos da dívida norte-americana negoceiam abaixo dos 2% em mínimos de 2016.

Segundo os dados da Bloomberg (ver gráfico), a taxa de juro implícita na negociação das obrigações nacionais com prazo de sete anos alivia 6,7 pontos base na sessão de hoje para os -0,045%, um mínimo histórico. Há dois dias, os juros a seis anos tinham entrado em terreno negativo.

A Flourish data visualisationIsto significa que, no mercado secundário, os investidores já pagam (em vez de receber juro) para comprar dívida portuguesa nesse prazo. Todas as maturidades até sete anos negoceiam com juro negativo.

No prazo a sete anos, ainda em fevereiro deste ano os juros estavam nos 1%. Em maio passaram para metade, atingindo os 0,5%. Cerca de dois meses depois, os juros ultrapassaram a barreira dos 0%, negociando agora em terreno negativo. Recuando ainda mais, os juros a sete anos chegaram a estar nos 3,5% em 2017 e no pico da crise das dívidas soberanas superaram os 20%.

Esta tendência de queda dos juros já se prolonga há vários meses em todos os prazos da dívida portuguesa, tendo-se intensificado no primeiro semestre deste ano desde que o Banco Central Europeu (BCE) abriu a porta à introdução de mais estímulos para dar gás à economia e à inflação. A expectativa agora é que os juros diretores do banco central se mantenham em mínimos históricos até ao fim do primeiro semestre do próximo ano e a maioria dos investidores e dos economistas até prevê uma descida dos juros em breve.

Fundamental tem sido também o programa de compras do BCE que, apesar de ter terminado no final do ano passado, continua a reinvestir os montantes de obrigações portuguesas que tinha adquirido. 

Além disso, Portugal beneficia das sucessivas melhorias do rating da República nos últimos dois anos fruto de vários fatores, nomeadamente a melhoria das contas públicas. Acresce que a expectativa de que a economia desacelere – o que tem um impacto negativo nas cotadas – tende a afastar os investidores de ações (ativos com maior risco) e a aproximá-los de obrigações soberanas (ativos com menor risco).

(JN) Abertura dos mercados: Juros portugueses na casa dos 0,3% pela primeira vez

(JN)

As bolsas europeias seguem sem rumo, numa altura em que a ameaça dos EUA de novas tarifas sobre importações da Europa está a marcar a agenda. E numa altura em que a incerteza volta a pairar, os juros portugueses voltam a tocar em níveis nunca antes vistos.

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,94% para 5.139,62 pontos

Stoxx 600 sobe 0,09% para 388,20 pontos

Nikkei valorizou 0,11% para 21.754,27 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,4 pontos base para 0,38%

Euro sobe 0,04% para 1,1291 dólares

Petróleo em Londres aprecia 0,26% para 65,23 dólares por barril

Bolsas europeias sem tendência

As bolsas europeias seguem sem uma tendência definida, com alguns índices a subirem e outros a descerem, num dia marcado por ameaças de novas tarifas dos EUA sobre as importações europeias e numa altura em que os indicadores económicos apontam para uma deterioração da indústria europeia.

Os EUA deverão avançar com tarifas adicionais sobre bens importados da União Europeia, no valor de cerca de quatro mil milhões de dólares e que incluem produtos como azeitonas, queijo italiano ou uísque escocês. Este conjunto de produtos junta-se à lista anunciada em abril, e que era composta por produtos cujas importações estavam avaliadas em 21 mil milhões de dólares.

Se ontem as bolsas foram animadas pelas tréguas entre os EUA e a China, que suspendeu a aplicação de novas tarifas à China, hoje a guerra comercial, agora com a Europa como alvo, está a travar o entusiasmo. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a subir 0,09% para 388,20 pontos, numa altura em que os índices inglês, grego e italiano sobem, enquanto o espanhol, o alemão, o francês e o holandês caem.

Na bolsa nacional, o PSI-20 está a cair quase 1%, pressionado pela descida acentuada da Jerónimo Martins, que está a refletir as notícias de que a Polónia vai avançar com o imposto sobre as receitas do retalho a partir de 1 de setembro. 

Juros portugueses quebram fasquia dos 0,4%

As taxas de juro de Portugal estão a descer e a renovar mínimos históricos. A taxa implícita das obrigações portuguesas a 10 anos está a descer 2,4 pontos base para 0,38%, o que corresponde a um novo mínimo. Esta foi a primeira vez na história que a “yield” a 10 anos quebrou a barreira dos 0,4%.


Em sentido contrário seguem os juros da Alemanha, com a taxa implícita na dívida a 10 anos a subir 0,1 pontos base para -0,359%.

Moeda chinesa sobe para máximos de janeiro

O yuan está a subir e a tocar em máximos de janeiro, ainda a beneficiar das tréguas estabelecidas entre os EUA e a China. O índice da Bloomberg que compara o yuan contra 24 moedas mundiais está a subir 0,56% para o nível mais elevado desde 21 de janeiro.


“O yuan beneficia das tréguas”, salienta Gao Qi, estratega da Scotiabank. “Entretanto, algumas moedas do G10, como o euro e o iene, caíram contra o dólar uma vez que o mercado diminuiu as expectativas de maiores cortes de juros por parte da Fed depois de os EUA e a China terem acordado tréguas”, acrescentou o mesmo responsável.

Petróleo sobe com cortes da OPEP

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) chegaram a acordo para prolongar os cortes de produção por mais nove meses, o que está a impulsionar os preços da matéria-prima. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a apreciar 0,26% para 65,23 dólares.

Ouro volta aos ganhos

Depois da queda registada na última sessão, com os investidores dispostos a arriscar mais e a saírem dos ativos considerados de refúgio como o ouro, hoje o metal precioso volta aos ganhos subindo 0,61% para 1.392,61 dólares por onça. A contribuir para a subida do ouro estão os dados económicos que apontam para uma deterioração da indústria na Europa e na Ásia, ao mesmo tempo que a tensão entre o Irão e os EUA continua a marcar a agenda.  

(JN) Kepler Cheuvreux inicia cobertura da Navigator e dá potencial de 17%

(JN)

A Kepler Cheuvreux atribui um preço-alvo de 4 euros às ações da papeleira portuguesa e a recomendação de “comprar”.

A Kepler Cheuvreux iniciou a cobertura das ações da Navigator atribuindo aos títulos uma recomendação de “comprar” e um preço-alvo de 4 euros.

Tendo em conta a cotação de fecho da última sessão, de 3,41 euros, a avaliação da sociedade financeira tem implícito um potencial de valorização de 17,3%. O Negócios não teve acesso à nota de research, pelo que não é possível explicar os fundamentos desta análise.

De acordo com os dados da Bloomberg, a empresa liderada por João Castello Branco tem um preço-alvo médio de 4,78 euros, sendo que as avaliações dos bancos de investimento que seguem a cotada variam entre 3,10 e 5,80 euros.

A papeleira portuguesa tem 6 recomendações de “comprar” e uma de”vender”.

Ainda de acordo com a agência noticiosa, os analistas reviram em baixa o seu “target” em 11% nos últimos três meses.

Os títulos da Navigator subiram ontem pela quinta sessão consecutiva, tendo fechado o dia a ganhar 1,55% para 3,41 euros. Durante a sessão, porém, tocaram nos 3,454 euros, o valor mais alto desde 22 de maio.

Desde o início do ano, a Navigator acumula uma desvalorização de 5,28%, que compara com a descida de 4,12% da Semapa e com a subida de 7,41% da Altri. Já o principal índice nacional, o PSI-20 avança 9,66% no mesmo período.

(ECO) JPMorgan sobe preço-alvo do BCP. Vê banco a valer cinco mil milhões de euros na bolsa

(ECO) Banco de investimento norte-americano subiu o preço-alvo das ações do banco liderado por Miguel Maya. Incluiu o BCP na lista de favoritos.

O BCP volta a estar em entre as ações preferidas do JPMorgan. O banco de investimento norte-americano incluiu a instituição financeira portuguesa na lista de top picks depois de ter elevado o preço-alvo das ações para 0,33 euros, avaliação que confere ao banco um potencial de valorização superior a 20%.

Caso as ações atinjam os 0,33 euros, o banco poderá atingir uma capitalização de mercado de 4,98 mil milhões de euros, tendo em conta os 15 mil milhões de ações do banco. O valor significaria um aumento de quase 900 mil euros face ao valor atual.

Na última sessão, os títulos do BCP fecharam nos 0,2719 euros, pelo que o novo preço-alvo confere às ações um potencial de subida de 21,4%. Esta segunda-feira, o BCP reage em alta à nota do JPMorgan e segue a ganhar 0,99% para 0,2746 euros, numa altura em que o PSI-20 avança 0,80% e o índice pan-europeu do setor Stoxx Banks soma 1,40%.

O BCP já tinha estado na lista de top picks do JPMorgan em janeiro do ano passado, mas tinha entretanto abandonado a lista. Ao longo desse tempo, o banco liderado por Miguel Maya consolidou a recuperação após a crise, com lucros de 301,1 milhões de euros no ano passado. 10% desse valor foi usado para o regresso ao pagamento de dividendos (apesar de terem sido de apenas 0,002 euros por ação), uma década depois de ter cortado a remuneração acionista.

A média dos preços-alvos das ações dos analistas que seguem o BCP aponta para que as ações atinjam os 0,32 euros, segundo dados compilados pela Reuters. Seis recomendam a compra, enquanto três analistas sugerem a manutenção das ações em carteira e apenas um a venda.