Category Archives: Portugal

(DN) Nova Zelândia/Ataque: Embaixador israelita em Portugal solidariza-se com comunidade islâmica

(DN)

O embaixador de Israel em Portugal condenou hoje o atentado contra duas mesquitas na Nova Zelândia, que causou 49 mortos, e exprimiu “solidariedade na dor” numa carta enviada ao presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa.

“Foi com choque e repugnância que tomei conhecimento do ataque insano a crentes muçulmanos”, declara Raphael Gamzou na carta dirigida a Abdool Karim Vakil, classificando o ataque de “crime de natureza claramente islamofóbica”.

“Só sociedades unidas por indivíduos de paz e tolerância para com todas as religiões, fundeadas em princípios profundamente humanistas (…) poderão derrotar a barbárie”, defende o embaixador israelita, que pede a Abdool Karim Vakil que transmita à comunidade islâmica portuguesa a sua solidariedade.

Pelo menos 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas hoje no ataque a duas mesquitas em Chirstchurch, na Nova Zelândia, tendo sido já detidos quatro suspeitos, três homens e uma mulher.

Um homem que se identificou como Brenton Tarrant, de 28 anos, nascido na Austrália, reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

Christchurch é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país com cerca de 376.700 habitantes.

(Reuters) Portugal says would back sufficiently long Brexit delay

(Reuters)

A man stands in front of a British flag outside the Houses of Parliament, ahead of a Brexit vote, in London, Britain March 13, 2019. REUTERS/Peter Nicholls

LISBON (Reuters) – Portugal is ready to support a delay to Britain’s exit from the European Union if London properly justifies such a request, but it has to be sufficiently long so that the sides can find an acceptable solution, the Foreign Ministry said on Thursday.

“Allowing an extension by just some weeks we would create an illusion that the current problem is of a technical nature, when what we’ve got is a political issue,” the ministry’s statement said.

Britain is due to leave the EU on March 29, but on Wednesday its parliament rejected withdrawing without a deal, paving the way for a vote that could delay Brexit for weeks or even months.

(DN) Israel quer “igualar patamar elevado” da Eurovisão em Portugal

(DN) Embaixador de Israel em Portugal não acredita que nenhum país vá boicotar o evento marcado para maio em Telavive.

A dois meses do arranque da Eurovisão, o embaixador de Israel em Portugal falou com o DN sobre a preparação do evento em Telavive. Raphael Gamzou elogia a organização portuguesa do ano passado e espera que o seu país faça, pelo menos, igual.

“Gostaríamos de igualar o patamar muito elevado que Portugal colocou no ano passado e desejamos que as pessoas estejam confortáveis e felizes como estavam no ano passado em Lisboa”, sublinhou.

O diplomata confessa que não viu o concurso nacional – que deu a vitória a Conan Osíris – mas que um amigo fã do certame lhe garantiu que foi um “espetáculo muito bom”. Por isso, não tem dúvidas que a televisão pública israelita – KAN – pode aprender com a portuguesa RTP. “A Eurovisão em Lisboa foi um enorme sucesso, de todos os pontos de vista: produção, organização e a bonita atmosfera na cidade. Tenho a certeza que temos muito a aprender e sei que o estamos a fazer entre as polícias e entre a RTP e a KAN”.

Quanto aos pedidos que foram feitos a Conan Osíris para que boicotasse o evento, Raphael Gamzou acredita que se trata de um reflexo. “São os suspeitos do costume, que agem sempre de acordo com instintos pavlovianos, de forma automática, não são grupos ou pessoas ligados à realidade, mas à sua agenda política.”

Os apelos feitos pelo Comité de Solidariedade com a Palestina, o SOS Racismo e as Panteras Rosa ao vencedor português para não se deslocar a Telavive não tiveram, para já, grande impacto. Da mesma forma, o embaixador de Israel acredita que não se irão verificar boicotes de nenhuma natureza.

“Não acredito que nenhum país ou público vai boicotar a Eurovisão. Penso que vai ser mais um bom concurso de canções e acho que o apelo ao boicote é um fenómeno automático e marginal.”

Para já, o único boicote tem surgido de alguns artistas israelitas que se recusam a participar na final da competição europeia da canção por esta se realizar no sábado, dia sagrado para os judeus. Omar Adan e a banda Shalva são dois dos nomes que já se recusaram a participar. No entanto, Raphael Gamzou defende que este detalhe não será um problema: “A final vai ser extraordinária para todos os participantes e para todas as pessoas que vêm de todo o mundo para assistir ao concurso“, prefere sublinhar.

Num tom mais descontraído admite que não irá ficar dividido entre a participação portuguesa e a israelita. “Fico sempre contente quando o meu país ganha. No futebol, como até hoje, infelizmente, a seleção israelita não tem chegado a fases finais de campeonatos, então aí não tenho dúvidas ou hesitações e apoio totalmente Portugal.”

(DW) Portugal: A China-friendly EU nation driven by need

(DW)

When Portugal was facing difficult times, the EU imposed tough austerity measures, while China pumped billions into the country. Now Portugal’s prime minister is speaking out against a tougher EU course against China.

Portugal Marcelo Rebelo de Sousa empfängt Xi Jinping (Reuters/P. Nunes)

China’s President Xi and Portuguese President Rebelo de Sousa shake hands in Lisbon in December 2018

Over the past several years, Portugal’s Prime Minister Antonio Costa has emerged as one of the staunchest supporters of Chinese investment in Europe. Recently, Romania — which currently holds the rotating presidency of the Council of the European Union — announced that the EU would in future monitor more closely non-European, particularly Chinese, investments in key European industries.   

Costa, nevertheless, defended China’s investment policy, telling the British newspaper Financial Timesthat his country’s “experience with Chinese investment is very positive.” The Chinese “show total respect for our laws and market rules,” he added.

Read more: How non-EU actors are lobbying Brussels

Chinese companies have pumped billions of euros into Portugal since the country found itself in a debt crisis, beginning in 2010. They have purchased a number of Portuguese firms, including the previously state-owned power grid operator REN, the nation’s largest insurance company, private hospitals as well as banks. Critics describe it as a “sellout.”

The Chinese also control several small electricity suppliers in Portugal. Most recently, they also wanted to acquire the largest electricity provider, EDP. The takeover attempt hasn’t yet succeeded — probably because of concerns expressed by the United States. EDP also has operations in the US.Watch video03:10

China gaining political and economic influence in Portugal

A Trojan horse?

Due to China’s growing economic engagement in Portugal, there is growing concern as to whether Lisbon still remains on the side of the EU when it comes to presenting a united front against Beijing. “Antonio Costa is not the Trojan horse of the Chinese in the EU. He is their war horse,” said João Duque, professor at the ISEG business school in Lisbon.

In recent years, Costa has repeatedly positioned himself as a friend and sympathizer of China. Underlining the close bilateral friendship, Chinese President Xi Jinping recently embarked on a state visit to Portugal. Relations between the two countries, which have existed for 500 years, have never been better.

During the debt crisis, Beijing came to Lisbon’s rescue. China, for instance, bought Portuguese government bonds, which nobody else wanted to buy at the time.

There was also help from the European side, but Portugal had to comply with the conditions imposed by the “Troika,” which included the triumvirate of the European Commission, European Central Bank and International Monetary Fund.

“The troika has literally pushed Portugal into the Chinese arms,” complained Portuguese MEP Ana Gomes. At the time, Gomes said, she and many of her colleagues repeatedly warned of the consequences, but the EU kept referring to the freedom of markets. “Now it’s paying the price for its mistake,” Gomes noted dryly.

Portugal Lissabon - Chinesische Haitong-Bank im Zentrum Lissabons (DW/J. Faget)

Chinese banks, here the Haitong Bank in the center of Lisbon, are now part of the city landscape

Paying the price

Like Prime Minister Costa, Gomes is a member of the Socialist Party. Nevertheless, the MEP does not agree with the premier’s course. China, she said, is a country that disregards human rights and pursues political goals with its European investments. Many Chinese companies are state-owned, she pointed out. Demanding that these Chinese firms are kept out of key industry sectors in Europe is not protectionism, the MEP argued. 

“I must therefore vehemently oppose PM Costa when he publicly defends Beijing, even though the EU has so far been unable to act against China.”

Ilídio Serodio of the Portuguese-Chinese Chamber of Commerce in Lisbon also admits that Chinese companies want to expand their influence worldwide. They have secured great influence in Europe through their investments in small EU nations such as Portugal and Greece, Serodio said, adding that it has also brought economic advantages to these countries. “Portugal can only benefit from having a good relationship with China,” said the businessman, although he also sees problems in strategic areas.

Read more: Huawei ‘could give Chinese spies our secrets,’ EU fears

Influence over small states

Beijing has been trying for years to gain a foothold in the Portuguese Azores islands, where it has even bought a port next to an American air force base. “The Chinese want their own base in the Atlantic, but this is unlikely to happen,” said Serodio.

The US, meanwhile, is presenting more resistance than Portugal itself — similar to the dispute over the participation of the Chinese firm Huawei in the building of the 5G telecom network.

“There is no doubt that the Chinese will continue to invest in small EU countries in a bid to increase their influence,” Serodio said. Portugal’s PM Costa is aware of this, the expert noted, adding that the premier doesn’t see it as a danger, at least for the time being. “Our head of government is very optimistic,” Serodio stressed.Watch video02:32

Concerns over ‘pace’ of Chinese innovation

Professor Duque, however, disagrees. During the debt crisis, China not only bought up massive amounts of Portuguese national debt but also secured a powerful position by taking over companies, he said. “That’s why Portugal can’t take any position against China’s expansion policy.”

Blame yourself?

Duque also blames the EU for the development. “First the EU forced the country into an unprecedented sellout, now it is complaining about the consequences.”

Duque fears the consequences could turn even worse. If the global economy continues to cool down and Portugal gets into difficulties again, China could once again assume the role of savior and secure even more influence for itself, he pointed out. “Perhaps the public intervention of the Portuguese prime minister is the advance payment for the financial injections that will be necessary again later,” the economist said.

The EU has every reason to take a critical look at the close relations between Portugal and China, even if it ultimately has to blame itself for the love affair between Lisbon and Beijing, he underlined.

(JN) Caras velhas – Nuno Melo

(JN)

António Costa e Augusto Santos Silva disseram sobre Pedro Marques que, ao contrário dos outros partidos, “o PS não precisa de usar as figuras do passado” como cabeças de lista ao Parlamento Europeu. O remoque é revelador do pior de certa política.

Ponderado que o que resulta se repete sem problemas, o argumento não afeta o CDS. Contudo, é profundamente ingrato em relação a Francisco Assis.

Em 2014, Francisco Assis foi o cabeça de lista às eleições europeias que o PS venceu, num resultado que António Costa apoucou de “poucochinho”, mas que foi maior do que aquele com que os socialistas perderam as eleições legislativas em 2015. Paradoxalmente, como prémio pela vitória, Francisco Assis é agora chamado de “cara velha” e encostado. Em compensação, apesar da derrota, António Costa ocupa o cargo de primeiro-ministro.

Segunda-feira, no debate “Prós e Contras”, tendo em palco os últimos cabeças de lista dos diferentes partidos, Francisco Assis foi, como observei em direto, relegado para a segunda fila da plateia, escondido para que se notasse pouco. E ontem, depois de impedido de participar num debate sobre a situação na Venezuela, não obstante ter sido a voz socialista em todos os precedentes, foi forçado a demitir-se do cargo de coordenador da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana, em manifestação de respeito pela sua própria dignidade.

Em condições normais, um partido que trata assim os seus melhores, mas pede a maioria dos votos ao país, só poderia ter resposta de sentido oposto.

Seja como for, falar-se de novidade e renovação na lista do PS candidata às eleições europeias, só mesmo por anedota.

Em primeiro lugar, a circunstância é invocada precisamente por António Costa e Santos Silva, que se eternizam desde os primórdios em todos os cargos políticos, e que a par de Pedro Marques e muitos outros, repetiram em 2015 no Governo, o pior e mais traumático passado que entre 2005 e 2011 nos trouxe a bancarrota e a troika.

Depois, secundando Pedro Marques na lista, lá se encontram, entre outros, Pedro Silva Pereira, Carlos Zorrinho e Maria Leitão Marques, protagonistas da mais jurássica nomenclatura socrática.

Percebe-se por isso qual o verdadeiro critério deste PS. No Largo do Rato tudo se renova, desde que em família, ou forjado na escola de José Sócrates.

Como se compreende, tivesse Francisco Assis mulher ministra, irmão secretário de Estado, ou aceitasse alienar razões de princípio, só para ser poder à laia da vontade de quem vota, e tudo seria diferente.

* DEPUTADO EUROPEU

(OBS) Salvador Sobral sobre Conan Osiris: “Acho que tem tudo para ganhar aquilo” mas “não compraria um disco dele”

(OBS)

Em entrevista à RTP, o cantor que venceu a Eurovisão em 2017 assume, a propósito da música de Conan Osiris: “Não é o meu estilo”. No entanto, augura um bom resultado para o cantor em Israel.Partilhe

Sobral prepara-se para editar, no final deste mês, o seu primeiro álbum a solo de originais desde que venceu o Festival da Eurovisão

Conan Osiris “tem tudo para ganhar” o Festival da Eurovisão este ano. A afirmação é de Salvador Sobral, cantor português que em 2017 venceu o concurso internacional de canções com o tema “Amar pelos Dois”. Em entrevista à RTP, o músico que edita no próximo dia 29 de março o seu novo álbum — intitulado Paris, Lisboa e o primeiro a solo de originais desde que venceu a Eurovisão — foi otimista.

Tem todos os fatores [para ganhar]. É o que eles querem: [alguém que tenha] impacto, que seja muito diferente e que se distinga. Tem tudo: a música, a maneira como ele está vestido, tem tudo para ganhar aquilo”, apontou.

Salvador Sobral acrescentou que está mesmo convicto de que Conan Osiris pode vencer o Festival Eurovisão da Canção, no programa “Grande Entrevista”: “Na Suécia, estavam a ver o Festival da Canção sueco. Escolheram o representante deles. Depois mostrei: olhem aqui o que Portugal vai mostrar. Já sabia [a reação]: wow, é isso que eles precisam na Eurovisão, é o wow”.

O cantor diz que “também” ganhou pelo “fator diferença”, por ter levado uma canção “muito diferente”. Conan Osiris “tem o fator diferença”, constatou. “Não é a música que interessa, é a diferença. Isto não é sobre a música, é sobre o impacto. É entretenimento, é um programa de televisão, que mostra as novas tecnologias musicais, ‘olhem estas novas luzes’… é isso que é importante”.

Ainda assim, numa apreciação à música de Conan Osiris, Salvador Sobral afirmou: “Não compraria um disco dele. Pronto. Se calhar ele também não iria comprar o meu disco, não é a cena dele. Não é uma coisa que eu ouviria ao chegar a casa. Não é o meu estilo“. O cantor disse no entanto que tem amigos “que gostam muito” de Conan Osiris e que “são amigos dele”.

Antes de Salvador Sobral, o pianista que o acompanha, que tocou com ele e com Caetano Veloso na final da última edição do Festival da Eurovisão e que dirige o projeto musical Alexander Search, de que o cantor faz parte — Júlio Resende — já havia comentado a prestação de Conan Osiris. Num longo texto a propósito da atuação de Conan, quando este ainda não tinha ganho o Festival da Canção, Júlio Resende escreveu:

Conan Osíris, como Salvador Sobral, não é um rapaz apenas com futuro, mais que isso, é um rapaz que já tinha um passado antes de aparecer para a opinião pública. E desta vez, ao contrário daquilo que se passou com Salvador — que NUNCA ganhou o 1º prémio do público no Festival da Canção, não nos esqueçamos –, este mesmo público parece ter aprendido com os seus erros e, desta vez, não está a julgar Osíris pelas suas roupas e atitudes. Parabéns público! Aprender é uma arte também.”

Para Júlio Resende, Conan Osiris é “um cantor frágil, mas um artista forte! A sua fragilidade fê-lo construir um estilo muito singular, que mistura o fado, o cigano, o arabesco. Porque cantar é uma pequenina parte de se ser intérprete. Mas se há uma canção que todos os artistas conhecem é a canção de que no peito de um desafinado também bate um coração, e esse é o mais importante em cada artista. O coração de Osíris é original, bondoso, popular, despreconceituoso, acutilante, humilde. O coração de Osíris dança. Fantasia. Critica. Ri! Ter um artista com um coração que ri não é fácil. É até uma benção de vez em quando”.

(Reuters) Portugal’s EDP to sell Iberian power assets, invest $13.5 billion by 2022

(Reuters)

LONDON (Reuters) – Portuguese utility company EDP announced plans to sell 2 billion euros’ ($2.3 billion) worth of assets in Portugal and Spain, and raise another 4 billion euros via an asset rotation program until 2022 to fund its expansion in renewable energy.FILE PHOTO: The logo of Portuguese utility company EDP – Energias de Portugal is seen at the company’s offices in Oviedo, Spain, May 14, 2018. REUTERS/Eloy Alonso

EDP-Energias de Portugal is the target of a 9 billion euro takeover proposal by China Three Gorges (CTG), which the EDP board has rejected as too low and which is opposed by activist shareholder Elliott Advisors.

In a strategic update on Tuesday EDP also earmarked 12 billion euros for capital expenditure between 2019 and 2022, with 75 percent of that to be spent in North America and Europe, CEO Antonio Mexia told investors and analysts during a presentation in London.

“We will generate over 6 billion euros of sale proceeds to reinvest in renewables and strengthen our balance sheet,” EDP said.

“If the opportunity is there we can do more than the 2 billion euros” in asset sales, Mexia said.

The sale of the Portuguese assets reflects some of the demands by activist investor Elliott, which has launched a campaign to try to thwart CTG’s takeover proposal, but the “portfolio optimization” asset sale plan is somewhat below the 7.6 billion euros proposed by the shareholder.

The 12 billion euros EDP has earmarked for investment, however, appears to go beyond that proposed by Elliott as the utility hopes to add 7 gigawatts of renewable power capacity globally, as well as some transmission projects in Brazil, where it plans to retain its overall exposure and could even expand.

As well as calling for the sale of Iberian thermal holdings and minority stakes in Spanish and Portuguese networks, Elliott had urged EDP to sell its Brazilian operation.

“(We) Aim at superior execution of existing projects and continuous improvement of operations (in Brazil) … also open to consolidation and value accretive growth opportunities”, EDP’s Chief Financial Officer Miguel Stilwell said about Brazil.

EDP, which reported a 53 percent fall in 2018 net profit on Monday due to tax and regulatory impacts in Portugal, said its investment plan should help it achieve a 7 percent compound annual growth rate in net profit over 2019-2022, and 5 percent annual growth in earnings before interest, taxes, depreciation and amortization (EBITDA).

As a result, net profit should finish 2022 above 1 billion euros and EBITDA would end that year above 4 billion euros, it said.

EDP shares were up 0.3 percent at 3.28 euros at 1212 GMT, just above the 3.26 euros per share offer Chinese state-owned CTG made for EDP last May. The bid by CTG, which is already EDP’s largest shareholder with a 23 percent stake, still requires various regulatory approvals before it can be formally launched.

In its home market and neighboring Spain, EDP plans to downsize its thermal and merchant power business. EDP’s operations in Portugal account for 90 percent of electricity generation and distribution in the country.

Reuters reported exclusively last week that EDP was working on a plan to sell some of its assets in Portugal.

The utility has been running an asset rotation program – selling some assets to buy others that may offer potentially higher returns – for a few years, mainly focused on wind power projects.

It said it expects to reduce its debt by 2 billion euros from end-2018’s 13.5 billion by 2022, when its net debt to EBITDA ratio should be less than 3 times, down from 4 times currently.

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Nearly all of the planned investment will be in regulated assets and long-term power contracts to keep a low risk profile, EDP said.

In another nod to shareholders it promised to maintain an “attractive dividend policy” with a minimum 0.19 euros per share to be distributed, while raising the payout ratio to 75-85 percent by 2022 from 65-75 percent now.

(OBS) A democracia não precisa do populismo para estar em causa – Rui Ramos

(OBS)

Perante o actual socratismo sem Sócrates, agora apoiado pelo PCP, pelo BE e pelo PSD de Rio, cada vez precisamos menos do populismo para a democracia estar em causa.

Quando tudo isto acabar, muitos vão dizer que só então perceberam. É o costume. Mas neste caso, não é necessário que o pássaro de Minerva voe ao anoitecer: quem quiser, pode perceber já. E o que há para perceber, é fundamentalmente isto: este governo é o socratismo, como é natural que fosse, uma vez que o pessoal político é o mesmo. Não sabemos o que os actuais ministros sabiam sobre os negócios que, segundo o Ministério Público, o antigo primeiro-ministro fazia com o poder. Mas certamente que sabiam tudo sobre o projecto de controle do Estado, da economia e da sociedade que foi, entre 2005 e 2011, a essência do socratismo. José Sócrates saiu do retrato, mas o resto da família continua lá, determinada fazer o mesmo. Não só porque é, cada vez mais, a única maneira de se perpetuarem no poder, mas porque, sendo necessário, o projecto até pode passar por “socialismo”, entendido como a lendária “submissão do poder económico ao poder político”.

Sócrates já não está, com o seu feitio brusco. Em contrapartida, estão o PCP, o BE e o PSD de Rui Rio: de vez em quando – só para o selfie – criticam António Costa, mas fundamentalmente todos se renderam à estratégia socrática. Uns perceberam que nunca seriam o Syriza, outros convenceram-se de que nunca mais venceriam eleições. Uns estarão disponíveis para colaborar na sujeição do poder judicial, outros para ajudar na conquista final da banca, e todos para participar no esquartejamento do Estado, sob a forma da regionalização: um dia, cada partido terá o seu quintal. Resta dizer que uma Assembleia  da República submetida à super-geringonça PS, PCP, BE e PSD-Rio nunca será verdadeiramente um órgão de escrutínio e limitação do executivo. Não é por acaso que cada vez mais gente olha com ansiedade para o presidente da república.

Sim, estamos a falar da subversão da democracia. Mas é isto o regime: uma camarilha de políticos sem ideias nem programas, totalmente dependentes da política financeira do BCE e decididos a aplicar o garrote governamental a uma sociedade enfraquecida e a instituições desestruturadas. Aos dependentes do Estado, assustam-nos com o fantasma do “neo-liberalismo”, como se o reformismo fosse a causa da insegurança; aos mais novos, falam das desigualdades no acesso ao emprego ou à habitação, como se a intervenção estatal fosse a solução. Temos aqui a medida do cinismo desta classe política.  Porque a apreensão e até a frustração de funcionários ou de pensionistas, perfeitamente justificadas, são as de quem depende de sistemas sem viabilidade, e que todos sabem correr o risco de ruir se a conjuntura de dinheiro fácil mudar. E porque a desigualdade que de facto confronta os mais jovens tem causas várias, mas entre elas estão mercados de trabalho rígidos e políticas financeiras que, desde a crise de 2008, inflacionam os preços das casas nas cidades.  Ou seja — e esta é a beleza da equação–, a oligarquia vai gerando problemas, e com esses mesmos problemas vai tentando gerar apoio para o seu poder. É quase perfeito.

Perguntarão: e como saímos daqui? Mas a pergunta certa é: quem quer sair? Ou melhor ainda: quem tem força para sair? Existe, na sociedade portuguesa, a independência e a confiança sem as quais qualquer alternativa terá de ser um milagre? Entretanto, a oligarquia enche o ar com gritos histéricos contra Trump e Bolsonaro. Vem aí o populismo, dizem-nos, a democracia corre perigo. Não sei se o populismo vem aí ou não. Mas o que a situação portuguesa sugere é que cada vez precisamos menos do populismo para a democracia estar em causa.

(BBG) Portugal’s Costa Opposes Strategy of Creating European Champions

(BBG)

Antonio Costa
Antonio Costa Photographer: Chris Ratcliffe/Bloomberg

Portuguese Prime Minister Antonio Costa said he opposes a strategy of creating large European corporate champions at the expense of competition within the region.

“We can’t accept it when some large member states say it’s essential to create big champions at the global scale, merging European companies, sacrificing competition in the internal market and sacrificing the development potential of companies from countries that need to make a greater potential development effort,” Costa said at a Portuguese Socialist Party meeting on Saturday, according to a party website.

German Chancellor Angela Merkel and French President Emmanuel Macron have argued that European companies need to bulk up in order to better compete with Chinese giants, and Merkel plans to raise the issue at a European Union summit next week. Margrethe Vestager, the EU antitrust chief who last month vetoed plans for a Franco-German trainmaker, has countered that you can’t build European champions by undermining competition or you remove the pressure to keep prices low and improve the quality of products and services.

Costa, who leads the Socialists and faces a general election in October, also spoke against European protectionism in the area of technological innovation and called for investment, according to the website.

“We don’t have to complain about the innovation that others do,” Costa said. “We have to complain about the innovation that Europe hasn’t done, and so it’s been losing the race in relation to other economic areas. We have to respond positively, investing in innovation.’’

Chinese investors are major shareholders in Portugal’s biggest energy companies as well as in financial firms. China Three Gorges Corp. and CNIC Co. Ltd. hold 28 percent of utility EDP-Energias de Portugal SA. State Grid International of China is the biggest shareholder in power and gas grid operator REN-Redes Energeticas Nacionais SA. Fosun Group is the biggest investor in Banco Comercial Portugues SA and controls insurer Fidelidade.

(JN) Corrupção: um desafio a Pedro Marques – Nuno Melo

(JN)

São muitas as causas justificativas da ascensão dos extremismos na UE. Mas seguramente que, à cabeça, a corrupção de governantes e dirigentes políticos, minando os alicerces fundacionais dos regimes democráticos, ocupa lugar de destaque.

António Costa disse nos Açores que “o projeto europeu faz parte do ADN do PS”, com a mesma facilidade com que Ferro Rodrigues garantia no último congresso do partido que “o combate à corrupção faz parte do ADN no PS”. Chavões como o ADN são forma que cabe em qualquer sapato. Investigações em curso e peregrinações a Évora à parte, conviria então que mostrassem coerência, na condenação que tarda, dos fenómenos de corrupção e descarada violação dos critérios de Copenhaga e do princípio da separação de poderes por parte dos governos socialistas da Roménia, que preside à UE e de Malta.

Em dezembro, uma delegação de opositores eslovacos deslocou-se a Lisboa para pedir que António Costa tomasse posição dentro da Internacional Socialista, acerca das ligações entre o Governo socialista de Robert Fico e a máfia italiana, que poderiam ter motivado o homicídio de uma jornalista que as investigava e do namorado. Do PS português, apenas tiveram silêncio.

Atualmente, na Roménia, o partido socialista no poder tenta aprovar uma lei de amnistia que impeça o julgamento de casos de corrupção, entre eles, de Liviu Dragnea, chefe do partido, acusado do desvio de 21 milhões de euros de fundos europeus, sendo certo que apesar da vitória eleitoral foi impedido de exercer funções de chefe do Governo, em razão de condenação anterior por fraude eleitoral.

Se o PS quer ser a voz da Europa em Portugal, como propagandeia, seria bom que repudiasse os piores exemplos que nessa Europa os seus congéneres significam.

Em política, as razões de princípio são universais e não de Direita, ou de Esquerda. O mesmo PS que argumenta com o Governo húngaro como arma de campanha para as eleições europeias, simplesmente por ser de Direita, é o mesmo que se cala quando em causa estão casos muito mais graves, que se encontram em governos de Esquerda, no exato momento em que, em relação ao futuro da UE, a credibilidade é de ouro.

Por isso, aqui chegados, enquanto cabeça de lista do PS às eleições europeias, Pedro Marques não pode ficar calado. No caso, o silêncio terá o valor declarativo da concordância e da aceitação. E daí o repto. Repudia e condena as práticas dos governos socialistas na Roménia e em Malta? Reclamará a intervenção da Internacional Socialista? Aguardemos sentados.

(PUB) Miguel Morgado, deputado do PSD: fake news e populismo são “tretas” de Bruxelas

(PUB)

O social-democrata, que admitiu avançar para uma candidatura à liderança do PSD em Janeiro, referiu-se ainda ao populismo como o “outro papão” e rejeitou o federalismo, dizendo tratar-se de uma “ilusão perigosa”.Lusa 26 de Fevereiro de 2019, 17:40Partilhar notícia

O deputado do PSD Miguel Morgado desvalorizou nesta terça-feira o problema das “fake news” e do populismo nas eleições europeias, considerando que se trata de “tretas” da “propaganda oficial de Bruxelas” para impedir de discutir o que é necessário.

Durante uma conferência sobre “Os jovens e o futuro da Europa”, promovida pela Escola Secundária Adolfo Portela, em Águeda, Miguel Morgado recusou a ideia de que devemos recear as “fake news, lembrando que estas sempre existiram no passado.Bloco desafia maioria e PS para um ajuste de contas nas europeias

“Agora, parece que inventaram as redes sociais e passou a haver ‘fake news’ ou que a Inglaterra decidiu votar no referendo para sair da União Europeia por causa das ‘fake news’. Isso é tudo conversa de burocratas em Bruxelas e de políticos que querem proteger as suas posições e não sabem como falar com as pessoas”, disse.

O social-democrata, que chegou a admitir avançar com uma candidatura à liderança do PSD, referiu-se ainda ao populismo como o “outro papão”, lembrando que “houve sempre forças extremistas nas comunidades”. “Os populistas de esquerda e direita que andam aí pela Europa toda são muito mais inofensivos do que aqueles que havia quando era miúdo. Não são eles a grande ameaça que existe para a Europa. Faz parte da propaganda oficial para nos assustar e impedir de discutir aquilo que queremos discutir”, notou.

Miguel Morgado rejeitou ainda o federalismo, considerando uma “ilusão perigosa” a possibilidade de a Europa evoluir para a construção de “um superestado federal que dilua os estados nacionais”. “Temos de prosseguir o caminho de cooperação institucional ao nível europeu, mas em que a base de recuo é sempre os estados nacionais”, defendeu, perante uma plateia de cerca de uma centena de alunos.

Em resposta a uma questão colocada pela assistência, o deputado colocou totalmente de parte uma eventual saída de Portugal da União Europeia, considerando que o país “está muito melhor” dentro do bloco comunitário.

“Se Portugal não estivesse na União Europeia, nem uma democracia seria. As instituições políticas, administrativas e judiciais em Portugal são demasiado frágeis e corruptas para aguentar a vida de Portugal sozinho no mundo”, explicou.

O ciclo de conferências sobre a Europa, promovido pela Escola Adolfo Portela, começou na segunda-feira e vai terminar no dia 1 de Março com uma conferência que terá como oradora a eurodeputada bloquista Marisa Matias, subordinada ao tema “Refugiados da Europa: Solidariedade versus medo”.

(OBS) O que se esconde por trás do combate às “fake news” – José Manuel Fernandes

(OBS)

Não confiem, desconfiem. A campanha contra as “fake news” não é contra a desinformação, porque nessa os políticos são especialistas. É uma campanha para impor uma narrativa única e um pensamento único

Quando ouço políticos a falar de “fake news” – a designação modernaça para desinformação – fico alerta. Quando vejo políticos a anunciarem medidas para combaterem as “fake news” passo a estar inquieto. Sei que o passo seguinte será uma qualquer forma de censura ou de controlo da liberdade de informação e expressão.

É fácil perceber as razões da minha desconfiança: a política sempre se fez com alguma dose de desinformação. A missão do jornalismo sempre foi combater essa desinformação. Aquilo que os políticos nunca gostaram que acontecesse foi serem apanhados a “desinformar”, quando não a mentir descaradamente. Por isso mesmo sempre foi tensa a relação entre os poderes públicos e a imprensa – por isso mesmo só posso temer que estejamos perante mais uma – há sempre mais uma – tentativa de estender o longo braço do Estado para que a sua mão chegue aonde não é chamada, ao interior das redações.

Esta quarta-feira, em Lisboa, o nosso Parlamento votou uma resolução do PS sobre “fake news”, tendo o debate sido marcado pelo delicioso detalhe de o proponente da resolução ter ele próprio produzido uma declaração falsa. No mesmo dia, para não desequilibrar, o PSD promovia em Bruxelas, no Parlamento Europeu, um seminário sobre o mesmo tema. Os nossos políticos estão muito inquietos com o que consideram ser o “fenómeno de intoxicação da opinião pública” à escala global.

Tão inquietos que a União Europeia criou mesmo uma unidade de missão depois de ter aprovado um Plano de Ação da União Europeia contra a desinformação, um documento curioso pois distingue mentiras legítimas – as que forem difundidas pelos partidos políticos, por exemplo – das ilegítimas, como se pode verificar lendo a definição de desinformação inscrita nesse documento.

O documento da União Europeia, que ainda não traduzido para português, excluiu as notícias e comentários partidários das chamadas “fake news”.

Admito que alguns leitores tenham ficado tão de boca aberta como eu próprio, pois não imaginava que a desfaçatez chegasse a este detalhe. Mas chegou. O que é revelador: o que realmente preocupa os nossos poderes públicos não é a desinformação, porque desinformação e “fake news” sempre houve e haverá – o que os inquieta é tudo o que contrarie a narrativa dominante. Incluindo tudo o que contrarie a narrativa dominante nos media tradicionais.

É preciso pois ter a cabeça fria e saber distinguir o que, no novo mundo das redes sociais, são ameaças reais à democracia daquilo que são apenas ameaças a certos poderes instalados. E perceber o que pode realmente estar em causa. Mas vamos por pontos.

As “fake news” são mesmo um perigo?

A desinformação foi sempre perigosa. Se lermos o que Tucídides escreveu sobre a guerra do Peloponeso, que ocorreu há 25 séculos, temos uma noção do mal que um demagogo sem receio de “desinformar” (Alcibíades) pode causar a uma democracia, conduzindo-a a uma desastrosa aventura militar. E se quisermos ter uma ideia da dimensão a que pode chegar uma catástrofe alimentada uma invenção – por aquilo a que hoje chamaríamos uma “elaborada teoria da conspiração” – bastará recordarmo-nos papel recordar-nos do papel que tiveram “Os Protocolos dos Sábios de Sião” no crescimento do anti-semitismo que culminaria no Holocausto.

Não me venham pois com a novidade das “fake news”, pois elas são, repito, apenas um nome moderno para um fenómeno antigo. O que é novo foi o que foi sendo novo em vários momentos da história: um novo meio de comunicação de massas. O aparecimento da imprensa de Gutenberg assustou os poderes da época, brincadeiras na rádio (como a famosa simulação de “A Guerra dos Mundos” por Orson Welles) terão lançado o pânico e muitos viram na televisão o instrumento demoníaco que destruiria as democracias. Agora, no tempo da internet, o papel do vilão é desempenhado pelas redes sociais, sem perceber, ou sem querer perceber, que estas apenas potenciam uma realidade que lhe é anterior: a fragmentação do espaço público e a delapidação da autoridade dos media tradicionais. Mas é aí que está realmente o problema, e o perigo.

Trump, o Brexit e os populismos são filhos das “fake news”?

Um dos problemas da fragmentação do espaço público é que se criam “bolhas” que não comunicam entre si e acabam por, vivendo no mesmo país, por vezes na mesma cidade ou até no mesmo bairro, habitarem realidades paralelas. Em 2016, entre a votação do Brexit e a eleição de Trump, entrevistei o historiador de Oxford Timothy Garton-Ash que tinha feito campanha pelo “remain” e na altura ele disse-me uma coisa que nunca esquecerei: “Eu vi como os ingleses votaram no Brexit. Por isso, não se iludam: Trump pode ganhar”. E dissera-me isso porque fizera campanha nas zonas pobres de Oxford e ouvira os argumentos dos eleitores. Depois eu próprio fui aos Estados Unidos e decidi ir às zonas desindustrializadas, voltando de lá com a percepção que Trump podia mesmo ganhar, como ganhou.

Há contudo quem recuse sair das suas confortáveis bolhas e não entenda porque é que há tanta gente a votar de forma diferente – e inesperada. Ainda esta semana houve quem condenasse as “percepções” que, na sua opinião, contaminariam a realidade sem perceber que a realidade de quem vive confortavelmente num bairro da classe média alta não é a mesma de quem vive num subúrbio escalavrado. São esses os que continuam cegos às realidades que historiador de Oxford descobriu apenas olhando para as traseiras da sua própria cidade, mas que uma boa parte das nossas elites insiste em não ver. Só entende a “sua” realidade e facilmente olha para o resto como fruto de “fake news”. Um banho de humildade faz-lhe muita falta.

Mas então as redes sociais não acentuam o efeito de “bolha”?

Acentuam. As redes sociais conduzem-me às notícias que eu costumo ler, fazer scroll no feed do Facebbok não é como folhear um jornal ou ouvir um serviço de notícias pois não me abre uma janela com tanta diversidade sobre o que se passa no mundo à minha volta. A probabilidade de só encontrar as notícias de que goste é maior, a variedade é menor, mais facilmente me junto em grupos que pensam como eu e me “desamigo” daqueles que discordam. Tudo isso é verdade.

Mas quando estudamos mais em detalhe como se deu esta fragmentação do espaço público verificamos que ela começou nos órgãos de informação tradicionais, que ela também foi consequência de uma radicalização do discurso político e da multiplicação de forças políticas radicalizadas. O chamado “centro político” começou a implodir antes do Facebook e do WhatsApp e os seus responsáveis talvez devessem começar a olhar para o que não fizeram – isto é, para onde falharam quando perderam o contacto com franjas crescentes do seu eleitorado.

E não há o risco de interferência de potências estrangeiras, nomeadamente da Rússia?

Claro que há. Bem-vindos ao clube. De novo a desinformação sempre foi uma arma das potências. Séculos e séculos a fio. Já se esqueceram da Guerra Fria? Querem recuar um pouco mais? Sejamos sérios: a necessidade que todos os estados têm de se defender dos seus inimigos externos (não tenhamos medo de usar as palavras) deve levá-los a usar os meios correspondentes, designadamente no que refere à partilha de informações e aos serviços de espionagem. Mas daí a criar, como propôs Emmanuel Macron, “uma agência europeia de proteção das democracias que providenciará peritos europeus para cada Estado membro para proteger o seu processo eleitoral contra os ciberataques e as manipulações”, vai um passo enorme, pois passamos a estar no limiar da limitação da liberdade dos cidadãos de cada Estado escolherem os seus representantes, pois estamos muito perto de uma agência de fiscalização de processos eleitorais.

Eu sei que na “bolha” de Bruxelas e de certas capitais europeias não se compreende que se possa ser eurocéptico pois na “realidade” em que vivem a União Europeia só tem vantagens, mas numa sociedade pluralista mesmo dessa “realidade” podem existir leituras diferentes.

É por tudo isso que digo que o perigo destas campanhas selectivas contra a “desinformação” é serem, precisamente, campanhas em defesa de uma determinada narrativa, isto é, campanhas em nome de uma e só uma leitura da realidade.

Dir-me-ão: exagero. Respondo com a minha experiência: não confio nestes arautos da “verdade”. Não consigo levar a sério quem se recusa a discutir as campanhas sujas do o Miguel Abrantes do Câmara Corporativa. Não consigo esquecer que o grande arauto do combate às “fake news” na agência de notícias do Estado (de que agora é presidente) é o mesmo jornalista que inventou o famoso “especialista das Nações Unidas” Artur Baptista da Silva, o louvou no Expresso e o entrevistou na SIC.

Por outras palavras: tenho o calo de muitos anos de profissão e desconfio instintivamente de “vigilantes”, sejam eles quais forem, mesmo vindos com as melhores intenções do mundo. E, depois, há coisas bem mais importantes do que o combate às “fake news” onde gastar o dinheiro dos nossos impostos.

(ECO) Estado põe à venda projeto imobiliário de dois mil milhões na Margem Sul

(ECO)

Pensado há vários anos para a Margem Sul, o “Water City” vai agora ser colocado no mercado. Gerido pela Baía do Tejo, prevê habitação, hotelaria, uma marina, um terminal fluvial e zonas de lazer.

A Baía do Tejo, propriedade da Estamo, a imobiliária do Estado, vai colocar no mercado o “Water City“, um projeto com mais de 600 mil metros quadrados que prevê a construção de, entre outros, edifícios de habitação, um hotel e uma marina. Localizado ao longo de dois quilómetros do rio Tejo, o projeto tem vindo a ser pensado há vários anos e apresentado a investidores internacionais. Já sãovárias as entidades a demonstrar interesse neste plano, cujo investimento pode chegar aos 2.000 milhões de euros.

Projeto “Water City”, da Baía do TejoBaía do Tejo

É do outro lado do rio, na Margem Sul, que vai nascer um novo projeto imobiliário, numa área de 630 mil metros quadrados, dos quais 540 mil são terra e 66 mil são água. Idealizado pela Baía do Tejo, que pertence ao Estado, está inserido no Plano de Urbanização Almada Nascente e pensado para ser construído nas localizações da antiga Lisnave — Estaleiros Navais de Lisboa.

O objetivo é levantar naquela zona um projeto misto, isto é, que contemple habitação, escritórios, hotelaria, comércio e serviços, uma marina, um terminal fluvial e várias áreas de cultura e lazer, explicou ao ECO a Baía do Tejo. Nos últimos anos, a “Water City” — nome escolhido para ser mais fácil de apresentar no estrangeiro –, tem sido mostrado a vários investidores internacionais, presentes em vários eventos do setor imobiliários espalhados pelo mundo.

Após vários procedimentos administrativos que tiveram de ser ultrapassados, já estão reunidas as condições para o projeto ser colocado no mercado. De acordo com a Baía do Tejo, o interesse demonstrado por parte de vários investidores ajudou a que esse lançamento ocorra já no primeiro semestre deste ano, tal como foi adiantada inicialmente pelo sitePropertyEU. “Há intenção de colocar o projeto no mercado no primeiro semestre de 2019”, referiu a empresa.REIT: “Mais capital pode reduzir preços” do imobiliário Ler Mais

E o processo de venda pode acontecer de duas formas: através de uma espécie de concurso público ou reunindo uma pool de investidores que estejam interessados em desenvolvê-lo, disse ao ECO uma fonte próxima do processo. “Existem várias manifestações prévias de interesse de entidades provenientes de diferentes geografias”, esclarece a Baía do Tejo.

A ideia é que o promotor agarre em todo o projeto e o desenvolva, de acordo com o que está estipulado. Contudo, tem direito a decidir o que construir em 65% da área — considerada zona mista –, referiu a mesma fonte ao ECO. Dos 630 mil metros quadrados que o Water City terá, cerca de 5% (178 mil metros quadrados) serão destinados a edifícios residenciais.

Questionada sobre o valor do investimento previsto, a Baía do Tejo não quis revelar, contudo, fontes do mercado imobiliários referiram ao ECO que se estima um investimento de 1,2 mil milhões a 1,5 mil milhões de euros, mas que pode chegar aos dois mil milhões de euros.

(Cargo) Itália junta-se a Portugal na inclusão na mega-iniciativa internacional ‘Belt and Road’

(Cargo)

De acordo com o ‘Financial Times’, a Itália deverá juntar-se a Portugal na mega-iniciativa internacional Belt and Road, uma vez que, ao que tudo indica, apoiará formalmente o projecto chinês tornado público em 2013. O subsecretário do ministério italiano do Desenvolvimento Económico, Michele Geraci, revelou que Roma assinará um memorando de entendimento de apoio à iniciativa.

Itália segue rumo de Portugal e prepara-se para assinar memorando

A iniciativa pretende conectar o sudeste Asiático, Ásia Central, África e Europa, numa rede infra-estrutural, logística e portuária complementar, interligada e multi-facetada, capaz de agilizar tráfegos de cargas e tornar mais fluído o fluxo comercial entre o Ocidente e o Oriente. O Presidente chinês, Xi Jinping visitará a Itália em Março, devendo assinar, aí, o documento.

«As negociações ainda não terminaram, mas é possível que sejam concluídas a tempo para a visita de Xi Jinping», disse Geraci, citado pelo Financial Times. «Queremos ter a certeza de que os produtos feitos em Itália podem ter mais sucesso em termos de volume de exportação para a China, que é o mercado que mais cresce no mundo», comentou Geraci.

Recorde-se que o presidente chinês visitou também Portugal, em Dezembro de 2018, materializando, à data, um memorando de entendimento para a cooperação bilateral no âmbito da iniciativa, como a Revista Cargo noticiou oportunamente. Portugal pretende incluir uma rota atlântica no projecto chinês, permitindo ao porto de Sines ser o elo de ligação das rotas do Extremo Oriente com o Oceano Atlântico. Nas cogitações chinesas está também o investimento na ferrovia lusa.

(ECO) “Portugal está muito atrativo para investidores estrangeiros. A preocupação é Itália”

(ECO)

Steven Bell, economista-chefe da BMO Global Asset Management, elogia a estabilidade portuguesa, num contexto de incerteza na Europa. Mas alerta que em vez de boom económico, é apenas recuperação.

O pessimismo quanto à desaceleração económica global atingiu um pico e a realidade vai acabar por ser menos negativa que o esperado, na opinião do economista-chefe e gestor de soluções multi-ativos da BMO Global Asset Management. Em entrevista ao ECO, Steven Bell explica que a estabilidade e o crescimento acima da média da Zona Euro em Portugal tornam o país mais atrativo para investidores estrangeiros. A preocupação da Europa é, no entanto, Itália, numa altura em que existem problemas políticos nas quatro maiores economias da Zona Euro.

A desaceleração na economia global parece ser uma das principais preocupações atuais dos mercados. Como vê os constantes avisos por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia, bancos centrais e outras instituições?

É certo que estamos perante uma desaceleração económica global e com certeza há preocupações, mas há uma série de razões pelas quais a economia mundial continuará a expandir-se e a principal é a inflação, que está no ponto certo: nem muito alta, nem muito baixa. Não é como há três ou quatro anos, quando muitos se preocupavam com a deflação. Ninguém está preocupado com a deflação agora. Mesmo no Japão, os preços estão a subir. As únicas exceções são países onde a moeda caiu muito, como a Venezuela. Em quase todos os países, a inflação não é um problema, o que é uma grande vantagem.

Mas na Zona Euro, a inflação continua a não atingir a meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE)…

A economia está a abrandar ou vai mesmo entrar em recessão? Ler Mais

A inflação é muito baixa na Zona Euro e no Japão. Não consegue chegar a 2%, mas está mais perto e penso que alcançámos o ponto mais baixo para as expectativas de crescimento europeu. O FMI, a Comissão Europeia, todos os bancos de investimento cortaram as previsões… Para a economia mundial como um todo, o importante é que a China tem estado a desacelerar, mas a ajustar-se e começa a divulgar dados um pouco melhores. Na Europa, penso que veremos um ponto de viragem nas expectativas e os dados a melhorarem um pouco. Acredito que, este ano, o crescimento será igual ou até um pouco melhor do que as projeções.

Então não há razões para começar a pensar numa recessão?

Não vejo uma recessão. As condições financeiras estão facilitistas e os estímulos estão a tornar-se mais ligeiros, principalmente na China. A China está numa fase de desaceleração estrutural porque chegou à meia-idade e tem um grande problema de crédito. É um caso único: um grande país com um governo comunista que persegue políticas capitalistas. Como a Coreia e o Japão antes deles, cresceram muito rapidamente e, quando os agregados familiares alcançaram um rendimento de sete mil dólares ao ano, desaceleraram. Têm problemas, mas vão continuar a crescer a um ritmo razoável.

Esse ajustamento é uma ameaça à economia global? Qual é o impacto da guerra comercial nestas mudanças?

O ajustamento desacelerará e mudará o crescimento chinês, que tem sido impulsionado pelas exportações. Penso que vai passar a ser mais doméstico. O país não é um exportador de serviços e, no entanto, os serviços representam uma grande parte da economia, maior até que a indústria. É o próximo estágio de desenvolvimento. Já não é barato produzir na China… A grande guerra comercial com os Estados Unidos não é sobre comércio, é sobre poder global. É sobre quem é o país dominante militarmente, estrategicamente e tecnicamente. Penso que é uma questão diferente das negociações comerciais. Mas, embora seja estatisticamente negativo, a realidade é que Donald Trump precisa de um acordo comercial e a China também. Irão encontrar alguma saída, mas até lá a batalha continua.

Sobre a saúde da economia global, penso que a China vai ajustar-se e a Europa vai continuar com um desempenho ligeiramente melhor que o esperado. No resto do mundo — excluindo os EUA –, o pessimismo já atingiu o pico.Steven Bell

Economista-chefe da BMO Global Asset Management

Considera que existe o risco de uma onda global de protecionismo?

Sim. Infelizmente, temos de falar um pouco sobre o Brexit… A Europa sem o Reino Unido será mais protecionista. Penso que temos este belo mercado único, que é muito bem-sucedido e liberal. Há mais pressões a favor do protecionismo e a realidade é que as tarifas são muito baixas, mas grande parte do comércio não é industrial, mas serviços. Portanto, existem barreiras e restrições não tarifárias que são mais atraentes que as tarifas porque são mais fáceis de serem impostas.

Voltando à saúde da economia global, penso que a China vai ajustar-se e a Europa vai continuar com um desempenho ligeiramente melhor que o esperado. No resto do mundo — excluindo os EUA –, o pessimismo já atingiu o pico. Na realidade, é um pouco dececionante na Europa… O emprego está em máximos em países como Portugal, que passaram por momentos terríveis e dos quais estão a recuperar. Mas não é um boom, é uma recuperação e é dececionante… Temos que olhar para fatores como a demografia ou o desejo de ter uma rede de segurança na economia, que significa maior regulação e maiores restrições. É compreensível, mas restringe o crescimento. É o modelo europeu e penso que será o futuro: crescimento mais lento, pleno emprego e inflação que demora a subir.

O que causa este crescimento dececionante?

Há vários fatores especiais na Europa. Entre eles está o rio Reno, que é uma enorme faixa de transporte e não foi possível movimentar barcos devido ao verão muito quente. Há produtos, como os químicos, que não podem ser movidos por estrada, de modo que a produção industrial foi prejudicada. Além disso, os preços da energia não caíram quando os preços do petróleo o fizeram, portanto agora veremos uma recuperação. Da mesma forma, os coletes amarelos na França prejudicaram realmente a economia. Foi o PMI [índice de gestores de compras] mais baixo em qualquer país desenvolvido, mas vai recuperar.

Então a França é o grande problema para a Europa?

Coletes amarelos azedam relações entre França e Itália Ler Mais

Têm sido fatores temporários. Temos de ver se as reformas de Emmanuel Macron continuarão. O presidente francês acabou de dar arrancar com estímulos orçamentais, mas não reverteu realmente as reformas e, se conseguir continuar, será positivo.

Para isso, Macron tem de encontrar formas de financiar as reformas…

Sim… Mas teremos eleições para a Comissão Europeia e o que se passa com os défices orçamentais é que quando foi com Portugal, houve palavras muito fortes, mas quando é França ou a Alemanha, é uma história muito diferente. A Comissão Europeia é muito boa a fazer bullying… E o último grande país que ameaçaram foi Itália porque tem um Governo fora do comum. Itália nunca teve a força que o seu tamanho económico determinaria. Não sei porquê… Talvez devido a muitos Governos e fracos. Há um novo governo a cada ano. Não sei porque é que Itália nunca foi tão forte quanto deveria ser, mas em termos de défice orçamental, penso que não haverá grandes mudanças. Existe a possibilidade de a Alemanha se tornar um pouco mais expansionista, mas todos os países têm problemas políticos reais. Todos os países estão fracos, sem exceções.

Portugal também está nesse grupo de países com problemas políticos?

Exceto Portugal, talvez. Portugal é diferente. Teve muitos problemas políticos, mas não, a situação não é especialmente difícil neste momento. Estava a pensar em França, Alemanha, Espanha e Itália. Em termos de fatores económicos, há outra questão: as mudanças nas emissões [de dióxido de carbono] e a transição para carros elétricos são ameaças reais para a indústria automóvel da Alemanha. A Alemanha enfrentou muitos desafios e este é outro. A transição não é impossível, mas será difícil. Portanto, penso que a Europa não está assim tão mal: crescimento lento, mas a melhorar.

Steven Bell, managing director da BMO Global Asset Management, em entrevista ao ECO - 11FEV19

As estimativas da Comissão Europeia projetam que a economia portuguesa cresça mais rápido que a Zona do Euro durante, pelo menos, dois anos. Concorda?

Sim. Portugal fez ótimos ajustamentos, é uma economia aberta e o maior parceiro comercial está mesmo ao lado. Quando Espanha estava em recessão, exportou-a. Mas agora tanto Espanha como Portugal estão bem. Não há nenhuma crise grave que eu consiga ver, portanto a perspetiva é positiva para Portugal, como uma das economias em crescimento mais forte. Mas não é um Portugal em expansão, é apenas um crescimento modesto. Simplesmente, o resto da Europa é tão fraco que Portugal será uma das economias que mais crescem este ano.

Portugal torna-se, por isso, mais atraente para investidores internacionais?

Sim. Penso que é mais interessante. A maioria dos investidores estrangeiros vê a Europa como um todo e escolhe uma região que funciona. Penso que há muito interesse em Portugal, que é muito atrativo devido à sua estabilidade, comparativamente a outros países e olhando para o que aconteceu no passado. Parece-me um país muito interessante para investidores estrangeiros.

Os elevados níveis de dívida pública não são um risco?

Dívida elevada continua a ser travão ao rating de Portugal Ler Mais

Não, não penso dessa forma. A dívida é um problema para quem tem dívida em moeda estrangeira — e é claro que Portugal não imprime euros –, mas não tem um grande problema na conta corrente. Não considero que a dívida seja um problema e penso que não é aí que está o foco. As taxas de juro estão tão baixas que não há problemas com a gestão da dívida. Se houver uma crise, já é uma história diferente… Mas isso parece-me distante.

Considera que Portugal está preparado para a redução dos estímulos na política monetária?

Portugal está em ótima forma. Os fundamentais estão a melhorar… o país com que há preocupações é Itália. O problema em Itália é que não há crescimento. Não são os bancos e não é a dívida, é que não há crescimento. Tivemos reuniões com os principais analistas da Standard & Poor’s e da Moody’s para a Europa e ambos concordaram que o problema é o crescimento. O facto de Itália ter tido dois trimestres de crescimento negativo e PMI muito baixos penalizou a confiança.

Mas penso que a perspetiva para Itália é um pouco melhor, porque irão definitivamente beneficiar de preços mais baixos de petróleo e do facto de o défice orçamental já não ser exatamente o problema que era. Mas esse número [do défice] mostrou a fraqueza na Itália e prejudicou o mercado de obrigações, o que é uma pena. Portanto penso que Itália é o principal país que vai debater-se com o aperto da política monetária. Não é Portugal. As taxas de juros estão incrivelmente baixas para Portugal e o país está em boa forma para resistir a uma subida sem nenhum problema. Sem ser demasiado otimista — porque não é um boom –, a perspetiva é bastante positiva.

O problema em Itália é que não há crescimento. Não são os bancos e não é a dívida, é que não há crescimento. Tivemos reuniões com os principais analistas da Standard & Poor’s e da Moody’s para a Europa e ambos concordaram.Steven Bell

Economista-chefe da BMO Global Asset Management

Se a economia portuguesa está em recuperação, mas não num boom, quando podemos esperar esse boom?

Não vejo um boom… Mas vejo melhorias graduais na economia.

As próximas eleições legislativas, em outubro, também não serão um problema?

Eu hesito muito em comentar eleições de qualquer país, depois das surpresas que tivemos em países que conheço muito bem… Vou esperar e ver o que os portugueses decidem. A estabilidade é uma boa notícia, mas as sondagens dizem várias coisas diferentes. Veremos o que acontece…

Falou de surpresas em países que conhece. Está a referir-se ao Brexit? Qual é a sua expectativa para esse processo?

O Brexit é uma confusão… Quando falo com pessoas que estão muito próximas das negociações dizem-me que a primeira-ministra não faz ideia do que vai acontecer. O líder da oposição não faz ideia do que vai acontecer. Portanto, eu não faço ideia. É uma confusão. Qualquer cenário parece complicado de resolver. Se formos positivos e assumirmos que conseguiremos um acordo, então será passado e sairemos suavemente. Mas, ainda assim, teremos de negociar o nosso relacionamento com a UE, o que vai ser um pesadelo e a incerteza vai continuar.

Não há nada de positivo para a economia do Reino Unido depois do Brexit. Mas continuaremos e seremos a mesma economia amanhã como somos hoje. Vamos crescer e vamos continuar. As coisas vão mudar, haverá um ambiente económico menos positivo após o Brexit, mas não é um desastre. Não é o fim do mundo… As pessoas deixam-se levar, às vezes. Não sei se vamos conseguir um acordo, um atraso ou até mesmo um segundo referendo. Não é provável, mas é praticamente possível. Todos os cenários estão abertos. O meu melhor palpite é que conseguiremos um acordo e que a Irlanda tem muito a perder com um Brexit sem acordo. Penso que vão acabar por ceder.

(ECO) Entre os mais ricos do mundo há uma portuguesa. Fernanda Amorim subiu na lista

(ECO)

A viúva de Américo Amorim continua a ser a única entrada de Portugal na lista dos mais ricos da Forbes. A sua riqueza chega aos 4,8 mil milhões de dólares.

A lista dos mais ricos do mundo está a encolher, tanto em riqueza como em número. Tal como no ano passado, só há um português no ranking global. É Maria Fernanda Amorim, viúva de Américo Amorim, que até conquistou algumas posições, apesar de ter registado uma quebra na fortuna.

Maria Fernanda Amorim está na posição 379 da lista dos multimilionários da Forbes(acesso livre/conteúdo em inglês), quando no ano passado figurava no 382.º lugar do ranking.

Apesar da subida, a portuguesa, em conjunto com a sua família, apresenta umafortuna de 4,8 mil milhões de dólares, um valor que compara negativamente com os 5,1 mil milhões do ranking do ano anterior.

O maior ativo da viúva do empresário português que liderava a Corticeira Amorim é uma participação de 18% na Galp Energia. A petrolífera, que tem atualmente como chairman a filha, Paula Amorim, contribuiu também para a fortuna de Isabel dos Santos que figura na posição 1.008 do ranking, com uma fortuna de 2,3 mil milhões. Perdeu 300 milhões num ano, caindo da posição 924.

É o segundo ano consecutivo em que Portugal conta apenas com um representante no ranking dos mais ricos. Nos anos anteriores, tinha três, juntando-se Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo a Américo Amorim. Tanto Belmiro como Américo Amorim faleceram em 2017.

Fernanda Amorim é uma entre os multimilionários da Forbes. O número de pessoas a figurar nesta lista caiu para 2.153 em 2019, menos 55 do que no ano anterior. Quase metade daqueles que conseguiram um lugar no ranking, cerca de 46%, viram a sua fortuna diminuir.

Jeff Bezos continua a liderar a lista, depois de ter ultrapassado o fundador da Microsoft Bill Gates, com uma riqueza de 131 mil milhões de dólares.

(DN) Marcelo em Angola. “Regresso a uma casa que sinto como minha”

(DN)

Presidente da República aterrou esta tarde em Luanda para uma visita de Estado de quatro dias. Presidente desvalorizou divergências entre ministros quanto aos incidentes no bairro da Jamaica

Marcelo Rebelo de Sousa aterrou em Luanda e as primeiras palavras do Presidente da República foram de grande otimismo relativamente à visita de Estado de quatro dias a Angola, que terá início oficial amanhã. “Regresso a uma casa que sinto como minha”, afirmou o chefe de Estado em conferência de imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de fevereiro, na capital angolana.

Para Marcelo, o estado de espírito para esta visita é substancialmente diferente daquele com que chegou a Angola, em setembro de 2017, para a tomada de posse do atual presidente angolano, João Lourenço. “Quando aqui estive, há ano e meio, o meu estado de espírito era de expectativa e de esperança relativamente a um novo ciclo político entre dois povos e Estados irmãos. Volto com outro estado de espírito, de confiança num futuro partilhado”, sublinhou o Presidente da República, defendendo que desde então – e “em particular nos últimos seis meses” – essa relação tem-se estreitado, também fruto da visita de António Costa a Angola (que foi “essencial”) e da visita de João Lourenço a Portugal (que foi “histórica”).

Questionado sobre o alegado pedido de desculpas que Portugal terá feito a Angola, por causa dos incidentes no bairro Jamaica entre moradores angolanos e a polícia, Marcelo evitou pronunciar-se sobre o assunto. “O que neste momento é significativo não são os irritantes do passado nem os insignificantes do presente, são os importantes do futuro”, respondeu o Presidente da República que, perante a insistência dos jornalistas, manteve sempre que “os importantes do futuro são as questões concretas da vida das angolanas e dos angolanos, das portuguesas e dos portugueses, desse somatório de entre 200 mil a 300 mil que vivem cruzados nos dois territórios e que têm problemas concretos”.

Depoias, Marcelo Rebelo de Sousa quebrou o protocolo e deslocou-se inesperadamente para a bancada ‘vip’ do carnaval angolano, logo após sair do Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda.

Na última segunda-feira, na conferência de imprensa de lançamento da visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Angola, o ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, disse, a propósito do caso Jamaica, que esteve em contacto com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva: “Teve a hombridade de me ligar, não só para apresentar desculpas, mas também para sublinhar a forma, com sentido de Estado, como as autoridades angolanas reagiram”.

Mas, horas depois, num esclarecimento enviado à agência Lusa, Santos Silva não reconheceu o referido pedido de desculpas de Portugal, confirmando apenas que os chefes da diplomacia dos dois países “falaram por telefone”, por iniciativa do governo português, “logo após os incidentes do bairro da Jamaica”, em 20 de janeiro. E voltaram a abordar o mesmo tema, a 15 de fevereiro, em Luanda, “quer na reunião bilateral, quer na conferência de imprensa conjunta”. “Em ambas as ocasiões”, diz o chefe da diplomacia portuguesa, a mensagem do Ministério dos Negócios Estrangeiros português “foi sempre a mesma” – passou por “lamentar a ocorrência daquele incidente”, por “agradecer a forma como as autoridades angolanas reagiram” e ainda por “comunicar que Portugal manteria Angola informada dos desenvolvimentos e conclusões dos inquéritos em curso”.

Marcelo inicia amanhã esta quarta-feira a visita de Estado a Angola, mas chegou um dia mais cedo para participar na festa de anoiversário de João Lourenço, que completa hoje 65 anos. Questionado sobre que prenda vai oferecer ao presidente da República de Angola, Marcelo hesitou: “Não sei se é bonito estar a divulgar antes de dar ao próprio”. Mas foi dizendo que “não é um presente, são dois presentes”.

(MacauHub) Portugal’s debt issue in China is “mutually beneficial cooperation”

(MacauHub)

China expects that issuing Portuguese public debt in yuan to be carried out in a “satisfactory” way and that it will be “mutually beneficial cooperation,” according to the Chinese ambassador to Portugal.

Cai Run told Portuguese news agency Lusa that for Portugal the debt issue will be “another source of financing” and for China it will mean “popularity” and one way for the country “to be welcomed by the international community.”

Speaking about the 40th anniversary of the establishment of diplomatic relations between Portugal and the People’s Republic of China and the visit of the Portuguese President to Beijing in April 2019, Cai Run stressed that if the Portuguese debt issue in the Chinese market is carried out soon Portugal “will be the first country in the euro zone to issue government debt in yuan.”

Portugal and China, through Caixa Geral de Depósitos (CGD) and the Bank of China, in October 2018 signed an agreement to issue Portuguese public debt in yuan, one of 17 bilateral agreements signed during the visit of Chinese President Xi Jinping, to Portugal.

Since 2017 Portugal has had authorisation from the People’s Bank of China to issue debt in the Chinese market.

Cai Run said that “financial cooperation is important” as part of bilateral “Sino-Portuguese cooperation,” highlighting Chinese investments made in the last few years in banking sector.

The ambassador recalled that Chinese investment in Portugal has exceeded 9 billion euros “since the end of 2011, and beginning of 2012,” and there has been “a stable increase in Portuguese investment in China at the same time.”

Portugal is now the fifth largest Chinese investment destination abroad and is, for China, a partner for investments in other European countries and in the other Portuguese-speaking countries, he said.

(ECO) Há novos passes para os transportes em Lisboa. Saiba como vão funcionar

(ECO)

Os novos passes dos transportes na região de Lisboa começam a ser vendidos a 26 de março e deixam de ser válidos no final de cada mês. Conheça as respostas a algumas das dúvidas mais frequentes.

O passe único dos transportes na região de Lisboa começa a ser vendido a 26 de marçoTraz muitas novidades para os utentes dos transportes públicos, mas também outras tantas dúvidas. Se já se perdeu entre números e informações, juntámos neste artigo as perguntas mais frequentes e as respostas que são possíveis com base no que já foi anunciado.

O cartão continua a ser o mesmo?

Depende. Se tiver um cartão VIVA, então sim: o cartão continua a ser exatamente o mesmo. Mas, se tiver um passe local, terá de fazer o cartão Lisboa VIVA, uma vez que esses cartões locais vão deixar de existir. Depois de pedido, tipicamente, o cartão Lisboa VIVA fica pronto em 10 dias. Saiba mais aqui.

Quanto vão custar os novos passes?

  • O passe que é válido para todos os transportes em toda a Área Metropolitanade Lisboa vai custar 40 euros e chama-se “Navegante Metropolitano”.
  • O passe que é válido para todos os transportes em cada um dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa vai custar 30 euros e chama-se “Navegante”.
  • Mantêm-se, para já, os preços nos outros 70 passes que custam menos de 30 euros, e no que custam entre 30 e 40 euros.

Há descontos para famílias?

Governo prepara pacote de descontos nos passes Ler Mais

Sim. É outra das novidades: a do passe familiar, que agregará todos os cartões de uma família, independentemente do número de pessoas. Em qualquer dos casos, só serão cobrados, no máximo, dois passes únicos por agregado familiar.

Ou seja, quantas mais pessoas a família tiver, maior será a poupança. O desconto vai desdobrar-se em dois cenários:

  • Uma família que viva na cidade de Lisboa só pagará, no máximo, 60 euros, que é o preço de dois passes “Navegante”.
  • Uma família que viva fora de Lisboa só pagará, no máximo, 80 euros, que é o preço de dois passes “Navegante Metropolitano”.

O que muda nos descontos sociais?

Nada. Fica tudo igual nas modalidades com desconto, incluindo os transportes gratuitos para crianças até fazerem 13 anos. Os descontos dos passes 4-18 e sub-23, para estudantes, também se mantêm nas mesmas proporções.

Os novos passes são válidos durante quanto tempo?

Os novos passes únicos vão ser de subscrição mensal. Ou seja, são válidos apenas durante o mês em que são subscritos. Esta é uma das principais novidades, uma vez que decreta o fim dos passes válidos por 30 dias contínuos.Novos passes de Lisboa começam a ser vendidos a 26 de março Ler Mais

Ou seja, suponhamos que compra o passe no dia 10 de abril. Será apenas válido até ao dia 30, ou seja, o último dia do mês. Se, por exemplo, o fim do mês já estiver próximo, terá de fazer as contas.Provavelmente, compensará mais comprar bilhetes ocasionais em vez de comprar o passe completo, que acabará por expirar pouco depois.

A regra passará a ser, assim, a de carregar o passe no início de cada mês, através das várias formas de carregamento existentes: bilheteiras dos operadores, terminais Multibanco, ou na internet, para quem tenha um leitor de cartões VIVA.

O que acontece se comprar passe a meio de março?

Se comprar um passe em meados deste mês de março — por exemplo, no dia 15 –, ainda estará a subscrever a modalidade antiga, válida por 30 dias contínuos. Mas a nova modalidade arranca a 26 de março. E muitos utentes têm dúvidas sobre se vão ser obrigados a comprar um novo passe no início do mês de abril.

Em teoria, a resposta é não, mas ainda não se sabe ao certo o que vai acontecer. Segundo explicou à TSF o primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto de Carvalho, “haverá uma solução” para os utentes que se encontrem nesta situação. Mas ainda não está fechada.

(Express) EU CRISIS: Furious Portugal demands END to France and Germany DICTATING EU rules

(Express) PORTUGAL has warned the European Union faces becoming more protectionist under Franco-German proposals to restrict Chinese businesses on the Continent.

Portuguese prime minister Antonio Costa urged his EU counterparts to avoid misusing new security procedures for Chinese business in order to throw up protectionist trade barriers across Europe. France and Germany have demanded that EU countries follow their push to use “tough national legislation” on screening non-EU investments The two EU superpowers last month were infuriated when the European Commission blocked the planned Siemens-Alstom merger, which was supposed to create a rail equivalent to Airbus to do battle China’s state-backed CRRC, the world’s biggest train manufacturer.

At the same time the European Parliament approved new regulations for screening external investments.

The bloc’s leaders are attempting to bolster their defences against China, amid fears that Beijing’s state-backed firms are seeking to buy sensitive technology and infrastructure or use contracts to conduct military or industrial espionage.

But in an interview with the Financial Times, Mr Costa said EU countries should resist implementing protectionist policies despite the perceived threat.

He said: “It is one thing to use screening to protect strategic sectors, it is another to use it to open the door to protectionism.

Angela Merkel Emmanuel Macron

Portugal bemoans Franco-German control of EU’s industrial rules (Image: GETTY)

“Our experience with Chinese investment has been very positive.

“The Chinese have shown complete respect for our legal framework and the rules of the market.”

Portugal is one of Europe’s top recipients of Chinese investment with groups from the Asian country pumping in billions of euros since the financial crash.

Energies de Portugal, the country’s main energy firm, is under a €9 billion takeover attempt by state-owned China Three Gorges, which already owns 23 percent.

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Other Chinese companies control Luz Saudi, Portugal’s largest private hospital group, and Fidelidade, the largest insurer.

Mr Costa said the Franco-German plans to create “European champions” by allowing the creation of industrial superpowers through mergers risks upsetting competition within the EU.

Allowing the strongest economies to host the most powerful companies would prove “a great mistake for Europe”, he said.

He added: “Europe needs an industrial policy, but not one aimed at creating champions from the most developed countries.”

Competition Commissioner Margrethe Vestager today hit back at a Franco-German drive to rewrite the bloc’s rules.

Ms Vestager continues to stand firm, insisting Europe is better off pursuing a regime that pushes fair competition rules.

“We have a lot of state intervention in our economy but basically it is a very strategic choice to have fair competition – and you can see that it bites,” she said.

The Danish Commissioner said Brussels should have a “more nuanced and more pragmatic approach” to competition policy.

She added that data analysis is becoming more important in creating a strategy to fend off Chinese state-backed business and Donald Trump’s protectionist policies.

Brussels’ current strategy “has served us well”, she said.

“I think it is important to discuss that very fundamental choice because if we want to change it in Europe we should be very well aware of the consequences.”