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(BBG) Socialism Can Work if It’s Done Properly

(BBG) Antonio Costa can probably win Portugal’s election next week. But can he open markets and improve productivity?By Ferdinando Giugliano3 de outubro de 2019, 06:00 WEST

Antonio Costa is winning over voters again.
Antonio Costa is winning over voters again. Photographer: Paulo Duarte

Ferdinando Giugliano writes columns and editorials on European economics for Bloomberg View. He is also an economics columnist for La Repubblica and was a member of the editorial board of the Financial Times.Read more opinionFollow @FerdiGiugliano on Twitter

It is often feared that voters will punish a government that tries to balance the books instead of buying consensus. The case of Portugal should assuage at least some of these concerns.

The ruling Socialist Party is cruising high in the polls less than a week from the Oct. 6 general election. The lucky dilemma facing Prime Minister Antonio Costa is whether he will be able to govern alone — or need to rely on more radical allies, as he did upon taking office in 2015.

The former mayor of Lisbon has won over the skeptics who feared that his left-wing bloc would bust the European Union’s fiscal rules and reverse progress made during the country’s international rescue program of the early 2010s. In fact, Portugal is targeting a budget deficit of just 0.2% of gross domestic product this year, down from 4.4% four years ago. The public debt is also on a downward trajectory and is expected to fall below 120% of GDP this year, down from 128.8% in 2015.

Portugal’s spectacular fiscal performance has been accompanied by strong growth. Between 2016 and 2018, the economy grew by around 7%, outpacing both France and Germany. Investors have cheered on: On the eve of the last general election in October 2015, a 10-year Portuguese bond yielded 2.3%, with a spread of nearly 180 basis points to a similar German bund. Interest rates now stand at a mere 0.18%, while the spread is less than half of what it was back then.

Costa’s undoubted success does hide some disturbing truths, however. The program of fiscal consolidation has come at the expense of public investment, which stands at around 2% of gross domestic product, below the euro-area average. The government has allowed compensation in the public sector to increase again, but, as the International Monetary Fund has warned, this is putting pressure on the overall wage bill. The pension system is now on a more stable footing, but the cost has been largely shifted onto younger generations.

It is also likely that the government has benefited from earlier reforms pushed through by the previous center-right administration. Between 2003 and 2013, Portugal saw the second-largest declineamong members of the OECD in the indicator measuring the regulation of a country’s market for goods and services. The progress remains uneven as sectors such as transport and the legal professions could be opened further to competition. In the labor market, there remain gaps between the treatment of workers on permanent and temporary contracts. Productivity growth is sluggish, which will continue to weigh on the country’s competitiveness in spite of the recent surge of exports.

Costa is now trying to portray himself as a fiscal conservative, in the hope of winning votes at the center, which would help him secure an absolute majority. But in the case of victory, he should focus on becoming a reformer. The euro zone’s current slowdown is bound to test Portugal’s recent upturn. It will take a successful second term to secure the prime minister’s legacy.

(Cargo) CTT passam a efectuar entregas de encomendas feitas na Amazon em Portugal

(Cargo) CTT passam a efectuar entregas de encomendas feitas na Amazon em Portugal 269Tempo de Leitura: 2 minutos

De acordo com informação apurada e avançada pela publicação ‘Dinheiro Vivo’, os CTT irão começar a executar entregas de encomendas feitas na Amazon em Portugal – este desenvolvimento chega agora a bom porto, após vários meses de negociação, adianta a publicação.

Acordo obtido pelos CTT mimetiza cooperação alcançada pela Correos em Espanha

O acordo, frisa o ‘Dinheiro Vivo’, estava em negociação desde o Verão de 2018 – à data, o então CEO dos CTT, Francisco Lacerda, não escondia a intenção de replicar em Portugal a parceria do operador postal com a Amazon em solo espanhol. O intento foi agora concretizado sob a liderança de João Bento. Adianta o jornal que o acordo agora firmado tem a duração de três anos, estendendo-se a todas as categorias de produto.

Recorde-se que, na recta final do passado mês de Março, a espanhola Correos e a gigante mundial do e-commerce Amazon assinaram um acordo de três anos com o objectivo de proporcionar aos clientes da Amazon em Espanha um serviço de encomendas «ainda mais rápido e confiável», sendo fruto da colaboração «contínua» que Amazon e Correos vêm realizando no decorrer dos últimos anos, como explicou, à data, a Correos.

Os Correios passam assim a ser um dos parceiros de entregas da empresa de e-commerce no mercado nacional, reforçando a área de negócio de expresso e encomendas. Recorde-se que os CTT alcançaram outra meta, pela qual vinham lutando: a distribuição das raspadinhas e lotarias no país em mais de cinco mil pontos de venda, na sequência de um acordo obtido com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A entrega era, até ao presente, assegurada pela Urbanos Express, entretanto encerrada pelo grupo Urbanos.

Até Junho o segmento de expresso e encomendas representou 72,8 milhões de receitas, de um total de 355 milhões de euros de proveitos operacionais registado pelo operador postal no período. Deste montante, 45,9 milhões foram obtidos em Portugal (+3,9%), tendo sido transportados 9,8 milhões de objectos (+4,1%), sobretudo devido ao tráfego vindo do mercado externo, detalha ainda o ‘Dinheiro Vivo’.

(ECO) Centeno vs Sarmento. A “guerra” de números entre PS e PSD

(ECO) Na última semana da campanha começou a guerra dos números. Mário Centeno diz que as contas do PSD são irrealistas. Joaquim Sarmento defende contas e lembra que PS não mostrou as suas.

Aguerra entre Mário Centeno e Joaquim Miranda Sarmento tem tido todos os dias um novo capítulo. Depois de o ministro das Finanças ter acusado o PSD de ter 4.750 milhões de euros por explicar nas contas do programa, o porta-voz dos sociais-democratas para as finanças públicas veio rebater as acusações.

No palco mediático já houve desafios para debates entre as partes, mas para já as críticas são feitas através da comunicação social. Mas afinal do que falam PS e PSD? Que números existem de cada um dos lados? O que falta saber e que ataques fazem as partes?PUBLICIDADE

O lado de Mário Centeno

  1. Que números apresentou o PS – Os socialistas apresentaram contas a várias medidas que prometem implementar no próximo ano, a maior parte delas já previstas no Programa de Estabilidade, como a redução do IRS via taxas de imposto e aumento das deduções fiscais para quem mais de um filho e aumentos maiores nos salários dos funcionários públicos. No caso do IRS, o bolo passa dos 200 milhões anunciados há mais de um ano (mas cuja forma ainda se desconhece) para 400 milhões de euros, o mesmo acontece com a dotação para os aumentos salariais na Função Pública, que passa de 200 para 400 milhões de euros. Mas há mais: 150 milhões por ano para criar habitação a preço acessível; 15 milhões por ano para alagar a cobertura do cheque dentista; 30 milhões para a digitalização das escolas. No total, que inclui estas verbas, o PS prevê aumentar o investimento público em 200 milhões de euros por ano na próxima legislatura. Tudo isto foi feito com base no cenário macroeconómico desenhado pelo PS — nomeadamente pela equipa de Mário Centeno — para os próximos quatro anos. No entanto, ao contrário do que aconteceu em 2015, desta vez o PS não apresentou esse cenário antes das eleições, apesar de Mário Centeno ter feito duas conferências num curto espaço de tempo para falar sobre o tema, uma delas para apontar as falhas cenário macroeconómico do PSD, que é conhecido, e outra para apresentar o custo das suas promessas, mas não de que forma afetam ou estão influenciadas pela evolução económica esperada.
  2. O que fará se a economia crescer menos – Ao contrário do PSD, Mário Centeno diz que o programa eleitoral do PS tem margem para cumprir todas as promessas que está a fazer, mesmo que a economia entre numa fase de abrandamento mais pronunciado. O equilíbrio conseguido nas contas públicas permite deixar funcionar os estabilizadores automáticos — o aumento dos gastos com subsídio de desemprego e a perda de receita fiscal decorrente da desaceleração da atividade económica. Este abrandamento levaria a um aumento do défice, que Mário Centeno diz que permitiria, mas só o permitiria com as medidas do PS. A margem acaba se tiver que se fazer mais, ou o que chama de “leilão de promessas” de partidos como o Bloco de Esquerda, PSD e CDS-PP. Depois disso, só retificativos, disse.
  3. Que ataques faz ao adversário – Se o adversário a ter em conta for o PSD e Joaquim Miranda Sarmento (deixando de fora, como lhe chamou, os “devaneios” do Bloco de Esquerda, as acusações vão da falta de credibilidade, a cortes escondidos e contas mal feitas. Na segunda de duas conferências de imprensa realizadas na sede do PS para discutir as medidas do PS e os programas eleitorais dos outros partidos, Mário Centeno centrou toda a sua atenção no PSD. Para isso preparou duas apresentações com o título “Os Cenários Económicos Em Que Não Vamos Votar”, onde disse que a previsão do PIB do PSD está acima de todas as projeções que existem para Portugal (uma acusação de que o próprio foi alvo em 2015), que a receita cresce desproporcionalmente relativamente à evolução da economia, que a despesa está subfinanciada, que o programa social-democrata “não é credível” e “levaria Portugal para a senda de retificativos e défices excessivos” e que voltariam cortes cegos na saúde e nas pensões, e nos serviços públicos. No final, disse, há 4.750 milhões de euros por explicar nas contas do PSD.

O lado de Joaquim Miranda Sarmento

  1. Que números apresentou o PSD – Os sociais-democratas começaram a apresentar as suas contas em julho. O PSD decidiu construir um cenário macroeconómico com base no que tinha sido feito pelo Conselho das Finanças Públicas na primavera. Carregou depois as medidas do programa eleitoral e viu qual era o resultado final. E a que ponto chegou? A economia cresce este ano 1,6%, acelera todos os anos e em 2023 está com o PIB a subir 2,7%. Este crescimento económico permite ao PSD alimentar uma descida de impostos avaliada em 3,7 mil milhões de euros e um aumento do investimento público de 3,6 mil milhões de euros. Por este motivo, o saldo orçamental não se degrada. Tal como previa o Governo no Programa de Estabilidade, 2019 é o último ano de défice. No próximo o saldo é nulo e no final da legislatura há já um excedente orçamental de 0,5%. O saldo estrutural (que desconta o efeito do ciclo económico e das medidas one-off) atinge em 2023 os 0,2% do PIB (abaixo do valor previsto pelo Governo no Programa de Estabilidade), mas o esforço ao longo da legislatura previsto pela equipa de Rui Rio é maior do que o programado por António Costa.
  2. O que fará se a economia crescer menos – O PSD seguiu o exemplo do PS que em 2015 inaugurou a estratégia de apresentar um cenário macroeconómico que sustentava o programa eleitoral. Desta forma o compromisso com números fica escrito preto no branco para memória futura. No entanto, o PSD já admitiu que poderá fazer diferente se a economia não crescer tanto como está previsto no seu programa. E qual é a estratégia? Os sociais-democratas admitem que a descida de impostos e o aumento do investimento público — as duas principais bandeiras do programa que vai a votos no próximo domingo — possa ser feita de forma mais lenta. Esta cedência foi admitida pelo coordenador do programa económico do PSD. “Tudo isto depende do crescimento da economia. Se crescer menos o que fazemos? As propostas [de descer impostos e aumentar o investimento público] são graduais. Podemos ir ajustando”, disse Álvaro Almeida ainda em julho.
  3. Que ataques faz ao adversário – O PSD tem centrado a sua crítica no facto de o PS não ter apresentado cenário macroeconómico. Os socialistas resguardaram-se no Programa de Estabilidade que o Governo enviou em abril para a Comissão Europeia e tem passado umas ideias e cálculos avulsos sobre o custo das medidas e o impacto orçamental. Por isso, e perante os ataques de Mário Centeno, Joaquim Miranda Sarmento desafiou o ministro das Finanças e também candidato a deputado para um frente-a-frente. Mas o governante resiste. Uma das críticas feitas por Centeno é que a evolução dos consumos intermédios prevista no programa do PSD põe em causa as medidas do partido nesta área. Perante isto, o PSD contra-argumenta que não há cortes nesta área. Mas há mais duas áreas onde o PSD se viu obrigado a defender-se dos ataques dos socialistas. Joaquim Miranda Sarmento lembra que em julho Centeno considerou possíveis as previsões de crescimento do PSD, assinala que o ministro está a ignorar as revisões alta do PIB e acrescenta que em 2020 e 2021 as previsões de crescimento do PSD e do Governo são iguais. Mais: aconselha o ministro das Finanças a rever a conferência de imprensa de julho do PSD onde os responsáveis garantiram que aquele nível de despesa permitia pagar os gastos com juros, aumentar a Função Pública ao nível da inflação e pagar as prestações sociais, tal como previsto no cenário do Conselho de Finanças Públicas.

(ECO) Haitong acaba com research sobre cotadas portuguesas. Vende ações asiáticas aos clientes ibéricos

(ECO) Antigo BESI já contactou os clientes, a quem quer agora apresentar produtos financeiros asiáticos. Filipe Rosa, que desempenhava funções como head of iberian equity research, saiu do banco.

OHaitong já não faz análise financeira de ações portuguesas e espanholas para os seus clientes. O antigo Banco Espírito Santo Investimento (BESI) anunciou a decisão esta segunda-feira aos clientes da banca de investimento, limitando ainda mais o número de analistas financeiros que cobrem títulos da bolsa de Lisboa.

“Devido a um realinhamento do modelo de negócio, o Haitong Bank está a terminar a cobertura de research ibérico“, pode ler-se na nota que foi enviada aos clientes da banca de investimento.

Questionado pelo ECO, o banco de investimento clarificou as razões: além da evolução do posicionamento estratégico das atividades de corretagem próprias, apontou ainda para “mudanças estruturais” no setor na Europa, concentração na cobertura de research na região Ásia-Pacífico e ainda uma parceria estratégica com a Haitong International para um cenário pós-Brexit.

As cotadas portuguesas que eram alvo de análise pelo banco de investimento eram:

  • Mota-Engil;
  • Altri;
  • Navigator;
  • Semapa;
  • NOS;
  • Sonaecom;
  • Corticeira Amorim;
  • CTT;
  • Ibersol.

A estas, que deixam agora de ser acompanhadas pela divisão de research, juntam-se ainda as espanholas:

  • Euskaltel;
  • Cellnex;
  • Mas Movil;
  • Telefonica;
  • Antena 3;
  • Mediaset España;
  • Indra (IDR SM);
  • Ebro Foods;
  • Logista;
  • Tecnicas Reunidas;
  • Vidrala;
  • Viscofan.

A análise financeira do banco tem sido reduzida, sendo que nos últimos dois anos saíram cerca de dez pessoas da equipa em Portugal. Mais recentemente, Filipe Rosa, que estava no banco há dez anos e desempenhava funções de head of iberian equity research, saiu também do Haitong. O analista está, desde julho, a trabalhar na gestora de ativos Azvalor Asset Management, em Madrid.

O Haitong rejeita que tenha havido saídas de trabalhadores devido às mudanças. “Não haverá qualquer despedimento do departamento de research em Portugal. Haverá uma realocação dessas posições para outras áreas do banco”, explicou fonte oficial, em declarações ao ECO.

Esta decisão acontece num contexto de reestruturação do Haitong. Esta segunda-feira, o banco de investimento fez outro anúncio sobre esse processo: vendeu a subsidiária Haitong Investment Ireland à casa-mãe, a Haitong Securities, por 12 milhões de euros (numa operação que não terá impacto nas contas, mas irá reduzir o rácio de malparado).

Após quatro anos de prejuízos, o Haitong conseguiu chegar a resultados líquidos positivos em 2018. No primeiro semestre deste ano, alcançou mesmo lucros recorde de 11 milhões de euros. A área de mercado de capitais foi a que mais contribuiu para o volume de negócios na primeira metade do ano, tendo gerado um produto bancário de 32,8 milhões de euros.

Ações nacionais? Banco quer vender produtos asiáticos

Apesar de o research em Portugal já não acompanhar títulos ibéricos, o Haitong Bank — que é detido pelo Haitong Securities, uma entidade de direito da República Popular da China — quer manter a relação com os investidores nas duas geografias. Quer apresentar-lhes agora produtos financeiros asiáticos.

“Em nome da divisão de research ibérica, o banco gostaria de agradecer aos clientes pela sua lealdade e negócio ao longo dos anos. O banco e o Haitong Group continuam comprometidos com os seus clientes, bem como as equipas de vendas da Península Ibérica, estando os traders ansiosos por poderem dar a conhecer aos investidores os produtos asiáticos do grupo“, refere a mesma nota.

Acrescenta que mantém o research dos ativos da Europa Central e de Leste, bem como as divisões de vendas destas geografias, sendo que, no continente europeu, o Haitong tem escritórios em Varsóvia, Londres, Dublin, além de Lisboa e Madrid. Fora da Europa, está ainda em São Paulo, em Xangai e Hong Kong.

Fonte oficial do banco sublinhou ainda, ao ECO, que “o Haitong Bank não tem qualquer intenção de desinvestir” em Portugal. Acrescentou que está “fortemente preparado para continuar a servir os seus clientes nas suas regiões core, incluindo Portugal, assim como continuar a desenvolver o seu modelo de negócio cross-border com um ângulo chinês”.

Há cada vez menos research na bolsa de Lisboa

O Haitong juntou-se, assim, à já longa lista de bancos de investimento de deixaram de olhar para a bolsa de Lisboa. A análise financeira de ações portuguesas tem diminuído nos últimos anos, especialmente com a tendência de saída de empresas portuguesas cotadas, mas também com a entrada em vigor da DMIF II, que obriga a que o research seja pago pelos clientes (e não distribuído gratuitamente ou incluído em pacotes de serviços).

Estamos profundamente preocupados que um player importante e de longo prazo a nível Ibérico, e em especial em Portugal, tal como o Haitong Bank, tenha decidido pôr fim à cobertura das ações ibéricas que precisam de mercados de capitais eficientes para serem competitivos no contexto dos mercados de capitais europeus”, escreveu Manuel Puerta da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Analistas Financeiros (APAF), no LinkendIn.

Atualmente, o número de bancos de investimento em Portugal com departamento de research limita-se ao Caixa Banco de Investimento (Caixa BI), BPI, BiG – Banco de Investimento Global e Bankinter.

Na APAF, consideramos que uma cobertura de research inferior e menor das ações cotadas não promove a sustentabilidade da cultura acionista entre os participantes do mercado“, acrescentou Puerta da Costa.

(ECO) Edward Snowden é o convidado surpresa do Web Summit. Fala na sessão de abertura, a partir de Moscovo

(ECO) A viver em Moscovo, na Rússia, o whistleblower que desafiou o sistema de segurança da NSA vai estar em direto no palco principal do Web Summit, no arranque da edição deste ano.

Owhistleblower Edward Snowden vai ser orador na edição de 2019 do Web Summit. No palco principal da conferência e, a falar a partir de Moscovo para uma audiência de mais de 70 mil pessoas, anunciou esta manhã Paddy Cosgraveo analista de sistemas será o cabeça de cartaz da quarta edição do maior evento de tecnologia e empreendedorismo em Lisboa, revelou a organização do evento.

Esta terça-feira, Paddy Cosgrave, CEO do Web Summit, anunciava no Twitter que “a pessoa mais importante na área da tecnologia, no planeta”, estaria no evento, questionando os seus seguidores sobre o nome do convidado em causa. Pouco mais de 24 horas depois sabe-se, agora, que Edward Snowden estará na sessão de abertura do maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo, no dia 4 de novembro, a partir de Moscovo.PUBLICIDADE

inRead invented by Teads

Paddy Cosgrave@paddycosgrave

The most important person in tech on the planet is coming to @WebSummit – formal announcement in a few hours.

Who could it be?7008:59 – 1 de out de 2019Informações e privacidade no Twitter Ads66 pessoas estão falando sobre isso

Edward Joseph Snowden foi administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da National Security Agency (NSA). Em 2013, com 29 anos, tornou-se conhecido depois de ter divulgado informações secretas recolhidas a partir do seu trabalho na NSA, quebrando o sistema de segurança secreto estabelecidos nos Estados Unidos. A revelação aconteceu através dos jornais The Guardian e The Washington Post.Vestager é “oradora mais popular”. Vai voltar ao Web Summit Ler Mais

Snowden falará, em direto, a partir da capital russa e a transmissão da sua talk poderá ser vista, ao vivo, no Altice Arena, em Lisboa. De acordo com a organização do evento, Snowden falará, pela primeira vez, sobre a forma como ajudou a construir o sistema de segurança e sobre as razões que o levaram a revelar informação confidencial.

Snowden junta-se assim a uma lista de convidados que já conta com nomes repetentes, como o caso da Comissária Europeia da Concorrência, Margrethe Vestager. “O Web Summit dá as boas-vindas a ativistas de segurança e privacidade (…) como Werner Vogels, CTO da Amazon, Garry Kasparov, campeão do mundo de xadrez e embaixador de segurança da Avast, e Natalia Oropeza, diretora de cyber segurança da Siemens”, entre outros.

(Forbes) Portugal’s Latest ‘It’ City: Tomar

(Forbes)

Nabao River flowing through Tomar.

Nabao River flowing through Tomar. GETTY

“I left Tomar and Portugal with my mind ablaze.” Italian novelist Umberto Eco wrote these words in his 1988 novel “Foucault’s Pendulum” following his visit to Tomar, in central Portugal, in 1984. Mr. Eco traveled to the city to see The Covent of the Christ, a former hilltop convent that was once a castle for the Knights Templar, because it had been declared a UNESCO World Heritage site the year before.

Back then and for the last few decades, travelers, much like Mr. Eco, came to Tomar, a city with a population of around 20,000 people, for the day solely to visit The Convent.

Today, they may be enticed to stay a night in Tomar or maybe three: the city and the small towns surrounding it are now home to two significant music festivals and have new opportunities for walking and biking excursions.

The Covenant of Christ.

The Covenant of Christ. GETTYToday In: Lifestyle

The Convent of the Christ is still Tomar’s primary draw. The fascinating site is an amalgamation of architectural styles, ranging from the Gothic to the early Renaissance period.

Paulo Pereira, a historian from Lisbon who teaches architecture at the University of Lisbon, said that The Knights Templar were established in 1118 in Jerusalem by a group of noble French men who wanted to protect Christian pilgrims who were visiting the Holy Land. The Templars came to 
Tomarin 1129, he said, and built their castle, which overlooks the city, in 1160.

King Philip IV of France arrested the French Templars in 1307 and accused them of deviant behavior. They dissolved as a group in 1312, but the Portuguese Templars lived on and recreated themselves as Order of the Christ in 1319. Although the original Templar castle is in ruins, visitors can see parts of the complex that were constructed in the 15th and 16th centuries, including the cemetery cloister, where the friars from the Order of the Christ were buried.

The Convent is situated among 84 acres of woods, and Portugal’s Institute for Nature Conservation and Forests, which manages the land, has created a map highlighting different walking and biking trails in the forest such as the hour-long walking route that circles it and gives visitors views of the castle.

The Covenant of Christ.

The Covenant of Christ. GETTY

And in 2017, the mayor’s office in Tomar built several picnicking areas inside the woods as an incentive to get visitors to linger in the city after their Convent visit.

Options to have an active trip extend outside of Tomar. Last year, the Portugal Tourism Office, based in Lisbon, introduced a series of self-guided walking and biking tours on the site Portuguese Trails that span more than 370 miles in the sprawling countryside around 
Tomar.

One choice is a bike ride or walk through some or all of the 30 mile-long Dao Ecopista where sights along the way include vineyards, rivers and medieval pillories, manor houses and churches.

In addition, a group of town halls from the villages near Tomar banded together in 2017 to improve several of the surrounding walking and biking paths by clearing up rocks and fallen trees and marking the trails more clearly

Two of the country’s most prolific music festivals, which take place just outside of Tomar, are another reason to visit this part of Portugal.

Bon Sons, a festival devoted to contemporary Portuguese music, started in 2006 in Cem Soldos, a tiny 18th century village that’s a five-minute drive from Tomar. Jorge Silva the director of cultural association Sport Clube Operário Cem Soldos, which organizes the festival, said that the group wanted an event that would introduce spectators to the latest in Portugal’s music scene. “All of the other fests included English music,” he said.

Under 3,000 people turned out that first year, and only ten artists performed. Now, the festival, which spans four days in August, counts more than 40,000 attendees and has more than 50 musicians who perform all genres of music on four outdoor stages in the village.

The second festival, Zêzere Arts, focuses on classical music and debuted in 2011 in Ferreira do Zerere, a village that’s a 15 minute drive from 
Tomar

. It takes place during the last two weeks of July and includes 15 concerts from choirs and orchestras around Europe. More than 4,000 people attended in 2018, compared with less than half that number in 2013, according to Brian McKay, the festival’s founder.

Aqueduct near the medieval castle and the Templar monastery in Tomar, Portugal

Aqueduct near the medieval castle and the Templar monastery in Tomar, Portugal GETTY

These growing numbers are part of the overall increase in tourism to 
Tomar: according to statistics from the city’s Town Hall, there were 13,500 visitors in 2016, compared with 3,900 in 2012. Visitors solely for The Convent of the Christ jumped, too, from 120,000 in 2012 to 350,000 in 2016.

Given the expansive range of activities that Tomar and its environs now have to offer, these numbers should continue to climb even more.

(PUB) Portugal de novo condenado por violação da liberdade de expressão

(PUB) Justiça portuguesa foi mais uma vez posta em causa pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos no caso de um jornalista e de um médico acusados e condenados por difamação.

Portugal voltou a ser condenado este mês pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) e de novo a causa foi a “violação da liberdade de expressão” por parte dos tribunais portugueses. Nos últimos 15 anos Portugal já foi condenado pelo mesmo crime por mais de 20 vezes, sendo por isso um dos recordistas europeus no que toca ao número de condenações por violação da liberdade de expressão.

Numa nota divulgada nesta terça-feira, o TEDH informa que a decisão de condenar Portugal foi unânime e que já não existe possibilidade de recurso. Deste modo, o Estado português terá de pagar cerca de 30 mil euros por prejuízos materiais decorrentes das sentenças proferidas pela justiça contra o jornalista do semanário regional O Mirante Joaquim Emídio e o médico Gomes da Cruz.

Liberdade de expressão: Portugal com condenações superiores à média da UE

São dois casos independentes, mas que coincidem no modo como o crime de difamação é interpretado pelos tribunais nacionais. Devido a um artigo de opinião publicado no semanário de Santarém, Joaquim Emídio foi condenado, em 2012, a pagar 2500 euros de indemnização a Rui Barreiro, ex-secretário de Estado da Agricultura e Florestas do último Governo de José Sócrates. Também por causa de um artigo publicado na imprensa local, o médico Gomes da Cruz viu-se condenado a pagar cerca de 22 mil euros ao presidente da Câmara Municipal da Lourinhã, o socialista João Anastácio de Carvalho.

No caso do jornalista Joaquim Emídio, a justiça entendeu que praticou um “crime de difamação agravada” por ter chamado “idiota” ao então secretário de Estado Rui Barreiro, num artigo que publicou em Março de 2011 com o título Só ficaram as galinhas. “Chama-se Rui Barreiro, é o mais idiota dos políticos que conheço (…) É certo e sabido que um dia será ministro das Finanças, ou da Educação, ou da Justiça de um qualquer Governo, a confiar no aparelho partidário do Partido Socialista, onde parece que toda a gente boa foi de férias e só ficaram as galinhas”, escreveu então aquele jornalista.

O governante apresentou queixa e o Tribunal Judicial de Santarém condenou-o por “difamação agravada”, uma sentença que foi depois confirmada pela Relação de Evora. Na decisão judicial a condenação é defendida deste modo: “Ao actuar de forma escrita, isto é, ao referir-se ao ofendido/assistente, que exercia as funções de Secretário de Estado, com o termo idiota, no contexto em que o fez e desacompanhado de qualquer referência à sua concreta actuação política ou outra, que consubstanciasse tal afirmação, o arguido sabia que ofendia a honra e consideração” de Rui Barreiro.

Já o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos vê as coisas de outro modo. Na decisão em que condena o Estado português defende, entre outros vectores, que o uso do termo “idiota” não configura “um ataque pessoal contra Rui Barreiro, devendo antes ser lido no contexto de uma situação política” na qual estas afirmações se revestem de “interesse público”, devendo por isso ser objecto, por parte dos tribunais, de “um elevado nível de protecção”. Para o TEDH, “tendo em conta o interesse da sociedade democrática em assegurar e manter a liberdade de imprensa”, a condenação de que Joaquim Emídio foi alvo “não é proporcional ao objectivo legítimo” visado pelo texto em causa, configurando deste modo uma violação do artigo 10 (defesa da liberdade de expressão) da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

Visão “obsoleta”

O processo contra o médico Gomes da Cruz também teve origem numa queixa apresentada por um socialista. No caso, o ainda presidente da Câmara Municipal da Lourinhã João Anastácio de Carvalho. Num artigo publicado por um jornal local, Gomes da Cruz pôs em causa a decisão do autarca de excluir a sua clínica das consultas que estavam a ser feitas pela câmara com vista à adjudicação de um serviço de medicina no trabalho, evocando nomeadamente a “falta de carácter e honestidade” do autarca e também a sua “cobardia”.

Foi suficiente para que o Tribunal da Lourinhã condenasse o médico por “duas ofensas de difamação e por “insultar uma entidade legal”, devendo por isso pagar uma indemnização a João Anastácio de Carvalho. Na sua decisão, o TEDH começa por frisar que “a condenação por insulto a uma entidade legal não está prevista na lei, uma vez que a legislação portuguesa remete apenas para ‘factos não verdadeiros’, não abarcando juízos de valor”.

“Só esta conclusão é suficiente para se constatar que houve uma violação do artigo 10.º”, adianta o TEDH, que, contudo, decidiu ir mais longe na sua análise, o que levou a estas conclusões: o artigo de Gomes da Cruz é do “interesse legítimo geral e contribuiu para o debate público”; o interesse pessoal do autarca em proteger a sua protecção “não se sobrepõe ao direito à liberdade de expressão”; o texto do médico Gomes da Cruz “continha factos suficientes para apoiar as suas declarações”.

Juntando tudo isto, o TEDH entende também que o tribunal português “excedeu os limites da sua margem de apreciação, no que respeita às restrições que podem ser colocadas a debates que se revestem de interesse público, e não procedeu ao exercício de equilíbrio que era necessário para respeitar os critérios decorrentes” da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

O TEDH considera que tem “fortes razões” para fazer substituir os pontos de vista do tribunal português pelas conclusões a que chegou na análise deste caso, não subsistindo dúvidas de que “houve uma violação do artigo 10.”

Num relatório elaborado em 2015, International Press Institute (IPI) alertou que a lei portuguesa tem normas de criminalização da difamação que são “obsoletas” e não cumprem os actuais padrões internacionais sobre a liberdade de expressão – que inclui a liberdade de opinião e a de informar e ser informado.

(OBS) Afinal, Portugal cresceu mais. Qual é a explicação, porquê agora e o que vai mudar?

(OBS)

Portugal cresceu mais do que se sabia. Governo vê uma “transformação da economia” que lhe é favorável. Dados vêm baralhar a campanha política. Data de divulgação estava prevista desde junho, diz INE. Partilhe

  1. Afinal o que fez a economia portuguesa crescer mais?
  2. O que mudou na forma de fazer as contas?
  3. Menos carga fiscal e menos défice
  4. O que Mário Centeno leu nos novos valores: a “revolução” e a “transformação”
  5. Porquê agora?
  6. Espanha também reviu as contas. Qual foi o impacto?

Uns minutos depois de terminar o último debate a dois entre o primeiro-ministro e o líder do PSD, o Instituto Nacional de Estatística lança “uma bomba” que vai obrigar a refazer algumas das contas que têm sido apresentadas pelos partidos e Governo para a próxima disputa eleitoral. O défice foi revisto em baixa, com a alteração da base das contas nacionais, mas a principal mudança veio do Produto Interno Bruto (PIB) que deu um salto nos anos de 2017 e 2018. Um brinde para o arranque da campanha eleitoral, que também dá um maior conforto para a próxima execução orçamental.

Minutos depois de o debate da rádio ter terminado, Mário Centeno fazia, a partir do Porto, a sua leitura dos números. Portugal foi o segundo país a crescer mais em 2017, a seguir à Irlanda (no clube de 15 países europeus), está crescer mais do que Espanha e a alteração do peso das fatias que compõem o produto — mais investimento e exportações e menos consumo público e privado — são uma “transformação” da economia portuguesa. Centeno até falou em “revolução”.

Argumentos fortes a favor dos resultados da governação socialista no primeiro dia de campanha. Coincidência? Instituto Nacional de Estatística diz que data da divulgação estava prevista desde 1 de junho. E consequências para a campanha? Para já, o ministro das Finanças aconselhou Rui Rio a rever os seus números [ou os do seu Centeno, Joaquim Miranda Sarmento] para se “adequar” melhor à realidade da economia portuguesa.

Afinal o que fez a economia portuguesa crescer mais?

O acréscimo adicional do produto em 2016 foi residual, menos de 10 milhões de euros, passando de 1,9% para 2%. A maior revisão em alta verificou-se em 2017, em que o crescimento do PIB deu um salto de 0,7 pontos percentuais, passando de 2,8% para 3,5%. São mais 1.334 milhões de euros de riqueza criada do que o inicialmente estimado e o maior contributo veio do investimento, como destaca o INE, que também assinala que este maior crescimento não trava a trajetória de abrandamento da economia que se sentiu em 2018 e que se prevê para este ano.

Segundo os quadros do INE, a formação bruta de capital (investimento) ficou 900 milhões de euros acima, puxando em 0,46 pontos percentuais para cima o produto de 2017. O investimento na construção, mais 514 milhões de euros, foi o principal motor desta aceleração, seguido dos produtos de propriedade industrial, com mais 210 milhões de euros.

O comércio externo também deu uma ajuda, com uma contribuição de 420 milhões de euros, que resultou de uma revisão em alta do valor das exportações, mais de serviços do que bens, superior à do valor das importações. Do lado da procura interna, houve um reequilíbrio entre o consumo das famílias, que cresceu mais 382 milhões de euros do que inicialmente contabilizado, e do Estado, que se reduziu em 364 milhões de euros.

Ainda que menos expressivo, a economia portuguesa também cresceu mais em 2018. O valor ainda provisório aponta para um crescimento de 2,6%, contra os 2,2% inicialmente reportados pelo INE. Foram mais 2.284 milhões de euros de riqueza criada. O investimento continua a ser o grande impulsionador desta revisão em alta, mais 1.627 milhões de euros, dos quais a principal fatia voltou a vir da construção: 1.109 milhões de euros. Outro fator destacado é o consumo das famílias, que globalmente gastaram mais 783 milhões de euros do que o inicialmente contabilizado, mais do que compensando a queda adicional no consumo do Estado. Na revisão da conta para o PIB do ano passado, o comércio internacional teve contributo negativo, com o acréscimo das exportações a ser ultrapassado pelo registo nas importações.

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O que mudou na forma de fazer as contas?

Esta nova série de contas nacionais substitui 2011 por 2016 como ano base de referência. Segundo o INE, as mudanças metodológicas introduzidas foram menos importantes do que as de 2011. Mas esta alteração a cada cinco anos também incorpora os resultados de operações de estatística de natureza mais estrutural do sistema estatístico e cuja frequência é mais baixa do que anual. Entre essas operações estão os censos da população e da habitação (dez em dez anos), inquéritos à despesa dos consumidores e ao turismo internacional.

Construção foi um dos setores a puxar mais pela economia

O INE detalha dois tipos de alteração:

Nova informação:

  • Inquérito às despesas das famílias
  • Inquérito ao turismo internacional que permite conhecer a repartição das despesas entre negócios e lazer e entre bens e serviços.
  • Nova série da balança de pagamentos, com informação sobre turismo, serviços de transporte e comércio eletrónico.
  • Mais informação de natureza fiscal

Desenvolvimentos metodológicos, alguns bastante especializados: 

  • Alteração do método para calcular o consumo de capital fixo dos ativos intangíveis (propriedade intelectual como patentes, software, marcas).
  • Afetação das vendas de veículos automóveis em despesa de consumo de famílias e investimento, a partir de informação sobre o Imposto Único de Circulação (IUC)
  • Reclassificação de unidades institucionais
  • Reclassificação de transações, nomeadamente de despesas classificadas como consumo das administrações que foram transferidas para despesas de famílias.
  • Registo de rendas imputadas pela utilização sazonal de habitações secundárias detidas por não residentes.

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Menos carga fiscal e menos défice

Governo e oposição andaram meses a fio nesta legislatura a discutir a carga fiscal e, de repente, os resultados em que assentavam essas discussões — e que dávamos como certos em maio — são agora alterados pelo INE. O essencial, no entanto, mantém-se: desde pelo menos 1995 — ano em que inicia a série disponibilizada pelo INE — que não se pagava tantos impostos e contribuições para a segurança social em percentagem do que Portugal produz.

A carga fiscal, que mede a receita de impostos e contribuições efetivas em percentagem do PIB, foi revista em baixa nos números do ano passado em cinco décimas, de 35,4% para 34,9% do PIB, e nos valores de 2017 em três décimas, de 34,4% para 34,1%. Os dados de 2015 (34,4%) e 2016 (34,1%) ficaram inalterados.

Peso da carga fiscal no PIB baixa, mas continua recorde

Independentemente das alterações, governo e partidos da oposição deverão continuar a divergir sobre o que levou ao aumento progressivo desde 2016. Outra alteração importante diz respeito às contas públicas. Uma vez que o défice orçamental é sempre contabilizado em percentagem daquilo que o país produz, se o Produto Interno Bruto aumentar, o défice cai automaticamente. Por outras palavras, quanto mais Portugal exportar, investir e consumir, menor o esforço orçamental — não há forma menos dolorosa de melhorar as contas.

Mário Centeno vê, desta forma, o saldo das contas públicas cair uma décima em 2018 por via do aumento do crescimento (de 2,1% para 2,4%). A revisão do saldo de 2018 não chegou a dois milhões de euros positivos, mas como o PIB cresceu 2,3 mil milhões de euros o défice cai de 0,5% para 0,4%.

A revisão do saldo orçamental foi também marginal em 2017 (apenas 33 milhões de euros), mas aqui o acrescento de PIB, em 1.334 milhões de euros, não foi suficiente para que o défice melhorasse. Tudo igual: nos 3% do PIB. Pelo contrário, em 2016, a revisão às contas públicas gerou uma melhoria de 147 milhões de euros, o que, face a um PIB praticamente inalterado (diferença de 9,6 milhões de euros), deixou o défice com menos uma décima, em 1,9%.

No caso da dívida pública, a melhoria do PIB tem o mesmo efeito do que no défice — se há mais crescimento, as contas melhoram. Só que, neste caso, a revisão das dívidas do Estado foi de dimensão superior. Por isso, a dívida em percentagem do PIB foi revista ao longo de toda a legislatura — em 2015, passou de 128,8% para 131,2%; em  2016, subiu de 129,2% para 131,5%; em 2017, de 124,8% para 126%; e em 2018 de 121,5% para 122,2%.

Em todo o caso, apesar das revisões do INE prejudicarem sempre a dívida ao longo dos últimos quatro anos, ela cai nove pontos percentuais durante a legislatura, de 131,2% para 122,2% (antes caía de 128,8% para 121,5%).

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O que Mário Centeno leu nos novos valores: a “revolução” e a “transformação”

Numa conferência marcada já desde domingo, no Porto, o ministro das Finanças começou por registar o óbvio — a revisão em baixa do défice —  para saudar a circunstância de termos “pelo quarto ano consecutivo, a garantia de que as metas orçamentais vão ser atingidas. Esta é uma situação nova, mas felizmente recorrente nos últimos anos”.

O que dizem os números na leitura do ministro das Finanças

Mas Centeno sabia que essa alteração não era a mais importante. O que mudou tudo na economia portuguesa para o ministro das Finanças, que ao seu longo discurso inicial falou em “revolução” e “transformação”, foi a revisão em alta do crescimento económico. Uma alteração que não o apanhou de surpresa, porque tem afirmado que o crescimento económico está “subestimado”. “O INE dá um passo muito significativo naquilo que tenho andado a referir ao longo dos últimos anos. Há uma subavaliação da atividade económica medida pela variação do PIB”.

Centeno arrancou, então, com as comparações. A taxa de crescimento de 3,5% para 2017 “foi a segunda mais alta da União Europeia” antes do alargamento — a Europa a 15 — só ultrapassada pela Irlanda. E mais. Se juntamos os crescimentos revistos para 2017 e 2018 — 3,5% e 2,4%, números ainda não finais — estas taxas “significam que Portugal está hoje a crescer mais do que a Espanha. Isto é uma novidade”.

Para o ministro das Finanças, as boas notícias vão nos dois sentidos.

O primeiro. “Recompensam o esforço enorme de recuperação da economia num contexto de redução do endividamento”. Centeno volta a falar no caso excecional de Portugal na Europa como país que mais cresce (o segundo entre os 15) e que reduz a dívida ao mesmo tempo e diz que “os obreiros desta pequena revolução” são os portugueses — as empresas, as famílias que foram responsáveis — mas também a administração pública. E atira mais números, o PIB per capita cresceu 4% e em 2018 e o rendimento das famílias cresceu 4,4% em 2018.

O segundo. Segundo, Mário Centeno, o INE diz que entre 2014 e 2018, a “estrutura da economia portuguesa transformou-se profundamente”. E como? Os consumos público e privado baixaram o seu peso percentual no produto interno (3 pontos percentuais) e o peso das exportações e do investimento subiu nestes cinco anos (6 pontos percentuais). “É preciso que o Dr. Rui Rio reveja as números que apresentou esta manhã tentar enquadrar-se um pouco melhor naquilo que é realidade da economia portuguesa”. Mário Centeno a responder sobre números do PSD

A conclusão já não é do INE, mas do ministro. “Isto é uma revolução que muitos ainda não se deram conta. (…) Algumas contas que têm sido feitas para Portugal têm que ser refeitas a partir deste momento.  Exemplos: a carga fiscal que, segundo Centeno, e considerando apenas as receitas dos impostos (e não da Segurança Social) têm um peso idêntico em 2018 ao que tinham em 2015, último ano do Governo PSD/CDS. A dívida pública que irá baixar para menos de 120% do PIB até ao final do ano, baixando 12 pontos percentuais nestes cinco anos. E questiona ainda a tese da subida do défice externo, que atribiu em dois terços ao investimento das empresas em modernização.

Mário Centeno terminou com um recado claro para o presidente do PSD. “É preciso que o Dr. Rui Rio reveja as números que apresentou esta manhã tentar enquadrar-se um pouco melhor naquilo que é realidade da economia portuguesa”.

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Porquê agora?

De cinco em cinco anos, há uma revisão da base das Contas Nacionais Portuguesas, seguindo recomendações internacionais. Esta revisão incorpora nomeadamente “resultados de operações estatísticas de natureza mais estrutural do sistema estatístico”, nomeadamente “censos da população e da habitação, inquéritos às despesas dos consumidores e ao turismo internacional”.

E porquê agora, no primeiro dia de campanha eleitoral? Questionado pelo Observador, o INE sublinha que “tem como referência o Programa de Transmissão de informação ao Eurostat definido no Regulamento UE relativo ao SEC 2010”. O regulamento “determina o envio das contas trimestrais por setor institucional (CTSI) até 85 dias após o trimestre de referência (correspondente ao dia de hoje)” — esta segunda-feira.“A mudança das Contas Nacionais Portuguesas para a Base2016 é pública desde o início deste ano”, sendo, nomeadamente, “parte integrante do Plano de Atividades do INE para 2019, discutido e aprovado pelo Conselho Superior de Estatística em dezembro do ano anterior”. Consta também do calendário mensal de destaques, deste o início de 2019 e do calendário diário desde 1 de junho de 2019.” Resposta do INE a perguntas sobre data da divulgação

O INE lembra que a informação subjacente à notificação do Procedimento por Défice Excessivo integra o processo de compilação do sistema de Contas Nacionais, “cuja consistência global exige a produção simultânea de outros agregados macroeconómicos”. Por essa razão, “o INE desde há longa data divulga simultaneamente todo o conjunto de contas nacionais”: resultados finais anuais; Procedimento por Défice Excessivo e contas das administrações públicas; e contas trimestrais por setores institucionais. Quando? “Por volta dos dias 21-23 de setembro”. 

Desta vez, no entanto, acresce a este conjunto de informação a tal nova base de contas nacionais, cujo processo de mudança de base é efetuado de cinco em cinco anos. E o INE sublinha que “a mudança das Contas Nacionais Portuguesas para a Base2016 é pública desde o início deste ano”, sendo, nomeadamente, “parte integrante do Plano de Atividades do INE para 2019, discutido e aprovado pelo Conselho Superior de Estatística em dezembro do ano anterior”. Consta também do calendário mensal de destaques, deste o início de 2019 e do calendário diário desde 1 de junho de 2019.

Mas será que poderiam ter ajustado o calendário em função da campanha eleitoral? O INE não responde, mas é certo que em Espanha a revisão das contas foi anunciada a 16 de setembro — também uma segunda-feira, no dia em que o rei recebeu pela última vez os partidos com vista à formação de governo.

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Espanha também reviu as contas. Qual foi o impacto?

Mário Centeno foi específico ao comparar o comportamento da economia portuguesa (à luz dos novos dados macro-económicos divulgados pelo INE) com o da economia espanhola. Mas será que as contas do PIB espanhol ainda vão sofrer alterações metodológicas? Ou já foram modificadas às luz das novas regras?

Na verdade, Madrid já procedeu à revisão das suas contas, feita com base nas recomendações internacionais aplicadas por Portugal (e também por outros 20 Estados-membros da UE). Fê-lo na passada segunda-feira e chegou a conclusões curiosas. Ao contrário de Portugal, usando a nova base contabilística o PIB do país vizinho não sobe nos últimos anos. Pelo contrário: desce. O crescimento da economia de Espanha leva um corte de duas décimas em 2018 (para 2,4%), em 2017 (passa de 3% para 2,9%) e 2016 (outras duas décimas, de 3,2% para 3%). É preciso recuar a 2015 para se verificar um aumento: com as novas regras, nesse ano Espanha cresceu 3,8% e não os 3,6% que estavam inscritos nas contas até agora.

Ainda assim, só para ter uma comparação com Portugal, em termos absolutos o PIB espanhol em 2018 levou um corte de 5 mil milhões de euros, para um total de 1,202 biliões [milhões de milhões] de euros. Tal como em Portugal, esta redução teve efeitos noutros indicadores que dependem do PIB. Foi o caso da dívida pública em 2018, que passou dos 97,2% do PIB para 97,6%. Também o défice público espanhol aumentou uma centésima, para 2,49%.

Em termos agregados, entre 2014 e 2018, a economia espanhola cresceu “apenas” 13,5%, abaixo dos 13,8% calculados até agora.

Uma última palavra para as comparação feita por Mário Centeno. O ministro das Finanças escolheu os anos de 2017 e 2018 para dizer que Portugal cresceu mais do que Espanha. Em termos agregados, nos dois anos a economia do país vizinho subiu 5,3% (2,9% em 2017 e 2,4 no ano passado) e Portugal cresceu 5,9% (3,5% em 2017 e os mesmos 2,4% no ano passado). Mas um simples alargar do intervalo já baralha as contas de Mário Centeno. É que esta alteração metodológica das contas vai rever todos os números para trás.

Se compararmos o intervalo de 2014 a 2018, que Centeno disse representar “uma revolução” na economia portuguesa, as conclusões alteram-se: entre esses anos, Espanha cresceu 13,5% contra os 10,5% acumulados de Portugal no mesmo período.

(OBS) Der Spiegel chama “socialista confiável” ao “simpático Senhor Costa” e compara Portugal à aldeia de Astérix

(OBS) A revista alemã Der Sipegel avaliou o mandato do “simpático Senhor Costa”, e a receita da governação do “socialista confiável” e não esquece Rio, que “prefere apresentar-se em salas fechadas”.Partilhe

A revista alemã Der Spiegel” dedica um artigo à avaliação do mandato do executivo do “simpático Senhor Costa” e à “receita” da governação do “socialista confiável”, como lhe chama no título, comparando a estabilidade portuguesa à aldeia de Astérix.

“Parece estar sempre de bom humor, com uma visão ligeiramente irónica, através dos seus olhos castanhos escuros, atrás dos seus óculos sem armação”, começa o texto publicado na última edição da revista.

“O simpático ‘Senhor Costa’, com o seu governo de minoria socialista, tolerado pelos comunistas e pelos bloquistas, resistiu durante quatro anos – um feito que dificilmente alguém esperaria que ele atingisse”, pode ler-se no texto publicado a duas semanas das eleições legislativas em Portugal.

Enquanto em Espanha, o país já foi a votos mais vezes do que aquelas que foi governado, Costa concretizou um mandato bem-sucedido e quer ser reeleito a 6 de outubro. As suas hipóteses de ser escolhido são altas, com sondagens a indicarem 38% dos votos, mais do que os conseguidos há quatro anos”, refere, acrescentando que a única questão é perceber se chegará à maioria absoluta.

O artigo recorda que quando António Costa chegou ao poder, em 2015, o clima social do país era marcado pelas exigências da troika, formada pelo Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia, em troca de um empréstimo de 78 mil milhões de euros.

“Desde então, Costa provou ser um dos poucos socialistas na União Europeia que conseguiu mitigar a austeridade, gerar crescimento e ainda atender às condições do Pacto de Estabilidade e Crescimento”, pode ler-se na “Der Spiegel”, publicada no fim-de-semana.

Das origens de António Costa, à entrada na Juventude Socialista, aos 14 anos, os estudos em direito, o trabalho ao lado de Jorge Sampaio, passando pelos cargos ministeriais que ocupou, o mais recente como responsável da pasta da Administração Interna no governo de José Sócrates, o texto de duas páginas percorre os momentos mais marcantes da vida do atual primeiro ministro.

Apesar de comparar o país à “aldeia de Astérix” na península ibérica, no que respeita a estabilidade, o texto descreve também as contestações sociais que o país tem sido alvo.

Desde o início do ano, professores, enfermeiros e médicos têm estado em greve por salários mais altos e melhores condições. Quando os condutores de pesados pararam, no verão, o primeiro-ministro usou a força policial e militar para garantir combustíveis nas estações de serviço. A oposição acusou a atitude de ilegítima, mas milhões de turistas ficaram agradecidos”, descreve o texto.

A “Der Spiegel” compara as ações de pré-campanha que foram levadas a cabo por António Costa e pelo seu “principal concorrente” Rui Rio.

Durante o périplo do candidato do Partido Socialista pela Estrada Nacional 2, durante a qual António Costa passou por várias localidades ao longo de 700 quilómetros, “as pessoas tiveram oportunidade de expressar as suas preocupações diretamente: escolas superlotadas, tribunais sobrecarregados e elevados tempos de espera na saúde.”

“Rui Rio prefere apresentar-se em salas fechadas diante de um público selecionado. Embora o PSD tenha recebido o maior número de votos há quatro anos, não conseguiu formar governo, perdendo agora eleitorado”, destaca o artigo.

O primeiro-ministro que “conseguiu recuperar a confiança dos portugueses” assiste ao crescimento da economia, desde 2016, a 2%, acima da média, também graças a um “boom” no turismo, explica o texto, atribuindo mérito ao ministro das Finanças, Mário Centeno, formado em Harvard e que já trabalhou no Banco de Portugal.

Ele manteve o curso das políticas económicas do governo anterior, cedendo à esquerda em alguns aspetos: salário mínimo, reformas e ordenados dos funcionários públicos para transmitir que a era da austeridade tinha terminado. Ao mesmo tempo, reduziu a despesa pública”, salienta o artigo, sublinhando que a “recuperação económica se deve sobretudo ao clima económico favorável”.

É também com a ajuda de Centeno, segundo a publicação, que António Costa, que arriscou ao formar um pacto com as esquerdas, consegue aumentar o número de eleitores.

Até Wolfgand Schäuble (ministro das finanças alemão entre 2009 e 2017), que “inicialmente desconfiava do colega” considerou Centeno o “Ronaldo” do Eurogrupo.

Costa garante que “se uma crise internacional acontecer, o país está preparado”, realça o texto, prometendo “dez mil milhões de euros em investimentos em ferrovias, estradas, escolas e hospitais. Apesar disso, sem aumentar o défice.”

(JN) Economia portuguesa cresceu mais em 2016, 2017 e 2018

(JN) A duas semanas das eleições, o Governo pode apresentar crescimentos do PIB maiores do que o previsto até agora. Em causa está a atualização da base das Contas Nacionais por parte do INE.

Economia portuguesa cresceu mais em 2016, 2017 e 2018

A atualização das estatísticas feita pelo INE esta segunda-feira, 23 de setembro, mostra que houve mais crescimento económico durante a atual legislatura do que anteriormente calculado. O destaque vai para o ano de 2017, que já tinha sido o de maior crescimento, em que o PIB afinal deu um salto de 3,5% (2,8% na base anterior).

Em causa está uma revisão da base das Contas Nacionais que passa de 2011 para 2016. “Esta mudança de base insere-se nas revisões regulares, que se realizam de 5 em 5 anos, com o objetivo de introduzir desenvolvimentos metodológicos e incorporar resultados de fontes cuja disponibilização de informação tem uma frequência mais baixa que a anual, visando dessa forma obter uma representação mais exata da atividade económica”, explica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

PUBEstes novos dados resultam, portanto, de uma revisão programada e regular, mas ganham maior importância por chegarem a duas semanas das eleições e mostrarem uma evolução mais positiva do PIB nos últimos três anos, ou seja, durante a governação do atual Executivo que se recandidata. Tal como é possível ver no gráfico, há algumas diferenças pequenas noutros anos, mas as principais estão concentradas em 2016, 2017 e 2018. 

A Flourish data visualisationEm 2016, o PIB cresceu 2%, acima dos 1,9% anteriormente estimados. Mas foi no ano seguinte que a diferença se revelou maior: o PIB cresceu 3,5%, mais sete décimas de que os 2,8% anteriormente calculados e que já eram o maior crescimento da economia portuguesa desde o início deste século. Esta revisão em alta deve-se a um maior investimento, principalmente na construção.

“Na revisão do nível do PIB de 2017 em 0,7%, aproximadamente 0,5 pontos percentuais (p.p.) correspondem a uma revisão em alta da Formação bruta de capital, essencialmente FBCF em construção e variação de existências, e 0,2 p.p. à revisão dos dados do comércio internacional de bens e serviços, particularmente das exportações de serviços”, explica o gabinete de estatísticas. 

O crescimento de 2018 também foi revisto em alta de 2,1% para 2,4%, mas manteve-se (e até se acentuou) a desaceleração da economia face a 2017. O maior contributo para a revisão em alta foi dado pelo investimento, seguido do consumo privado. No final, o PIB fechou o ano passado com 203.896 milhões de euros, mais 2,2 mil milhões de euros do que o calculado anteriormente. 

Neste destaque é de referir também que o PIB per capita aproximou-se dos 20 mil euros. Segundo o INE, “o PIB per capita atingiu um valor próximo de 20 mil euros em 2018, apresentando taxas de crescimento nominal superiores a 4% desde 2015”.

(BBG) Europe’s Hottest Property Market Is Getting Too Hot for Some

(BBG)

Portugal is sticking with its golden visa program even though locals are being squeezed.By Henrique Almeida19 de setembro de 2019, 05:01 WEST

Ana Guerreiro points across the street at a handful of housing projects in Lisbon’s up-and-coming riverside neighborhood of Marvila. It’s where she moved in with her mother last year after soaring rents meant she could no longer afford to live alone.

“Prices have gone through the roof here,” said Guerreiro, 33, stepping outside the cafe where she waitresses for a break.

Portugal is western Europe’s most dynamic property market thanks to tax incentives for foreign buyers and a so-called golden visa program, which offers residence permits in return for a minimum 500,000-euro ($550,000) investment. The flip side for people like Guerreiro is that they have become collateral damage with no prospect of prices cooling any time soon.

ON HOLD - GOLDEN VISA STORY
Ana Guerreiro stands in front of a street art mural in Marvila on Sept. 13.Photographer: Angel Garcia/Bloomberg

Foreign investors have pumped 4.3 billion euros into Portuguese real estate through the residency program since it began in 2012. Prime Minister Antonio Costa, who is widely expected to win a second term in an election next month, has signaled the country needs the incentives to continue to bring in money. Foreign Minister Augusto Santos Silva even called the programs a “sovereign right.”

Lisbon has become a magnet for tourists in Europe as many investors renovate properties and turn them into short-term rentals through sites like Airbnb. The short-term rentals have been blamed for increasing prices because they target visitors who can afford to pay more than locals.

According to the latest figures, Portuguese property prices increased 9.2% in the first quarter of the year, the biggest gain in the euro region and the steepest rise in the European Union after Hungary and the Czech Republic, according to data compiled by Eurostat.

“They just can’t afford to say no,” said Tiago Caiado Guerreiro, a lawyer in Lisbon who specializes in tax legislation. “These incentives have turned cities like Lisbon into a magnet for foreign investors who helped put the city on the map as a top tourist destination.”

Victims Portugal’s golden visa boom

Indeed, a short distance from where Ana Guerreiro works, a line of new condo developments is emerging behind colorful murals and graffiti-covered walls, luxury homes marketed mainly to a new generation of foreign residents.

Variations on Portugal’s incentives have been adopted across Europe and in countries around the world — from the U.S. and Canada to Spain and Greece. They tend to last until a critical mass of vocal opponents conclude the costs — soaring housing prices, absentee homeowners and allegations of corruption — outweigh the benefits, and politicians drop them.

Portugal’s particular circumstances may forestall that outcome for longer than in other places as there are still plenty of properties in need of renovation, and prices remain relatively reasonable compared with other parts of Europe.

Not long ago, as Europe recovered from the global financial crisis, Portugal lagged behind its neighbors in attracting investment — and it showed. Buildings in historic Lisbon were crumbling, their tile work and masonry faded and cracked.

All that began to change after the government scrapped rent controls in 2012 and introduced the golden visa and tax breaks to attract wealthy foreign residents and property investors. At the time, about 12,000 buildings were in poor condition or in ruins, about 20% of the total, according to city council estimates.

Now, Lisbon’s cobblestone streets and hilltop palaces are being restored, and hundreds of buildings converted into new hotels, short-term rental apartments and luxury retail stores. Investment in real estate and the tourism industry has broken records, boosting the Portuguese economy, which expanded for a fifth consecutive year in 2018.

ON HOLD - GOLDEN VISA STORY
Tourists and visitors gather at the viewpoint of Miradouro da Senhora do Monte in Lisbon on Sept. 13.Photographer: Angel Garcia/Bloomberg

“Lisbon has never been better in terms of the restoration of its buildings,” said Francisco Bethencourt, a history professor at King’s College in London. “The number of decrepit buildings has been reduced and some of the misery that existed in some neighborhoods is no longer visible. However, this change has had huge social costs as locals with fewer financial resources are being pushed to the periphery.”

Ana Pinto, the president of the Association of Residents of the County of Marvila, can see some benefits of more money coming into her town, which now draws comparisons to hipster havens in New York’s Brooklyn.

But she complains that some of the more than 600 members of her association are moving elsewhere after home prices rose 88% in the first quarter from a year earlier, according to Portugal’s National Statistics Institute in Lisbon.

“Real estate prices have simply become unbearable for us,” said Pinto. “What can we do?”

Canada ended an immigrant investor plan in 2014 after concluding that it provided “limited economic benefit.” Compared with other economic immigrants, investors paid less tax, were less likely to stay in Canada, and often lacked the skills, including proficiency in English or French, to integrate, the government found. The federal program was admitting roughly 2,000 investors a year when it ended.

“What the investor program became was a kind of de facto retirement program,” said Dan Hiebert, an expert on international migration at the University of British Columbia in Vancouver. “Instead of propelling the investment side of the Canadian economy, it propelled the consumption side of the Canadian economy,” including home purchases, expensive cars and so on, he said.

In Europe, about 20 countries operate investor residence programs, which allow the holder to travel freely within the continent’s Schengen Area during a limited period of time, according to the European Commission. In January, the commission warned that the programs expose the bloc to money laundering and security risks.

It also can change the way people live in cities.

Last month, an online ad promoting the rental of container homes in Marvila made headlines in the local press, which linked the 600-euro-a-month converted shipping containers to the lack of affordable housing in Lisbon. A few days later, the city council ordered the removal of the containers, daily newspaper Publico reported on its website.

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In the Amadora district of Lisbon, real estate prices have risen significantly.Photographer: Angel Garcia/Bloomberg

About six miles away, in the town of Amadora, City Council President Carla Tavares said Lisbon’s real estate boom has helped turn a suburb that was once seen as a hot spot for crime into a vibrant hub for foreign residents and companies like Siemens AG. Real estate prices in Amadora increased 23% in the first quarter from the same period a year earlier.

“It’s very positive to see so much rehabilitation in the city,” Tavares said in a phone interview on Aug. 14. “We must let the market function.”

(ECO) Portugal financia-se em 1.250 milhões a juros negativos históricos

(ECO) Tesouro português foi esta manhã aos mercados para financiar Estado em 1.250 milhões de euros. Obteve o montante mínimo pretendido a taxas ainda mais negativas do que anteriores operações.

Portugal continua a aproveitar as condições favoráveis do mercado para se financiar. Desta vez, num duplo leilão de títulos de dívida de curto prazo, o Tesouro português obteve um financiamento de 1.250 milhões de euros, numa operação em que mais uma vez os investidores não se importaram de “pagar” para emprestar dinheiro ao Estado português. As taxas de juros foram ainda mais negativas do que em anteriores operações em consequência do aumento da procura.S&P abre a porta a nova subida do rating de Portugal Ler Mais

No leilão de títulos a seis meses, Portugal obteve 250 milhões de euros a uma taxa de juro de -0,463%, que compara com a taxa de -0,454% do anterior leilão comparável realizado em julho. A procura foi 4,7 vezes superior à oferta, fator que ajudou a baixar o juro da operação.

Já o financiamento de 1.000 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 12 meses registou uma taxa de juro de -0,44%, um valor ainda mais negativo do que os -0,431% observados no último leilão semelhante. Neste caso, os investidores pretendiam o dobro da dívida que o IGCP efetivamente colocou esta quarta-feira.

Bilhetes do Tesouro com taxas cada vez mais negativas

A República consegue assim um financiamento total 1.250 milhões de euros em dívida de curto prazo, que era o montante mínimo pretendido pelo IGCP liderado por Cristina Casalinho.

Já era expectável que Portugal continuasse a registar taxas negativas neste tipo de operações, tendo em conta a política ultra expansionista do Banco Central Europeu (BCE) — que ainda na semana passada anunciou uma nova ronda de estímulos monetários, incluindo o relançamento de um programa de compra de ativos — e também a melhoria da perceção de risco nos mercados e agências de rating — na sexta-feira passada a Standard & Poor’s melhorou o outlook da dívida portuguesa, justificando a decisão com o crescimento económico e a redução da dívida pública, que contribuem para a sustentabilidade das finanças públicas.Banca, recado à Alemanha e a resposta de Draghi a Trump Ler Mais

De resto, também nos leilões de dívida de longo prazo o país tem observado uma baixa considerável nos seus custos de financiamento. Há uma semana, o IGCP colocou 600 milhões em obrigações do Tesouro com os investidores a exigirem uma taxa de 0,264%, quase metade do que havia pago no anterior leilão comparável (0,51%), realizado em julho.

No caso da dívida de curto prazo, os juros estão em terreno negativo porque os investidores preferem fazer aplicações nestes ativos de elevada segurança ao invés de parquear o dinheiro nos cofres do BCE, onde é cobrada uma taxa de depósito de -0,5%. Teoricamente, os investidores perdem menos dinheiro a “emprestá-lo” a Portugal do que simplesmente deixá-lo parado em Frankfurt.

(JN) S&P melhora perspetiva do rating de Portugal

(JN)

A agência de notação financeira reviu esta sexta-feira em alta a perspetiva para o rating da República Portuguesa. O Ministério das Finanças congratulou-se com a decisão, destacando o benefício que traz às condições de financiamento do Estado, das famílias e das empresas.

S&P melhora perspetiva do rating de Portugal

O Ministério das Finanças congratulou-se com a decisão, destacando o benefício que traz às condições de financiamento do Estado, das famílias e das empresas.Reuters15510Assine 1mês/1€Ler mais tardeImprimir

A Standard & Poor’s elevou o “outlook” (perspetiva) para a evolução da qualidade da dívida soberana de Portugal, passando-o de ‘estável’ para ‘positivo’. A notação financeira manteve-se em BBB, que corresponde ao penúltimo grau da categoria de investimento de qualidade.

“A partir de hoje, Portugal passa a ter uma perspetiva positiva por parte das principais agências de notação financeira, o que traduz a confiança e a credibilidade da política seguida pelo Governo”, congratulou-se o Ministério das Finanças em comunicado.

O ministério tutelado por Mário Centeno destaca o facto de a S&P aludir ao “reforço da resiliência da economia portuguesa, que traduz uma melhoria da composição, da maturidade e do custo associados à dívida externa”.

Esta evolução “traduz o processo de consolidação estrutural das contas públicas e a manutenção de ganhos de competitividade, que se têm refletido numa maior orientação exportadora da economia, na diminuição gradual do endividamento privado e num crescimento económico e do investimento a ritmos superiores ao da área do euro”, refere o comunicado.

Além disso, prossegue o documento, “a S&P destaca a mudança progressiva na composição do endividamento externo, com maior recurso a instrumentos de capital (p.e. investimento direto estrangeiro) e o menor papel dos instrumentos de dívida. Um aspeto que promove o investimento beneficiando a competitividade e o crescimento económico sustentado”.

No que respeita às contas públicas, a agência salienta o excedente primário de cerca de 3% alcançado em 2018, um dos maiores da Zona Euro, e que estima que se mantenha no período 2019-2022, reforçando a trajetória de redução do rácio da dívida pública.

“A melhoria do rating da dívida pública portuguesa beneficia as condições de financiamento do Estado, das famílias e das empresas. A taxa de juro das obrigações da República Portuguesa a 10 anos está hoje abaixo de 0,3% e o diferencial face às economias com melhor notação tem vindo a reduzir-se, estando hoje as taxas de Portugal em linha com as da dívida espanhola”, apontam as Finanças.

As políticas adotadas “permitiram a Portugal superar desafios e iniciar o período mais longo de crescimento inclusivo e sustentável desde a sua adesão ao euro”, remata o comunicado.

Rácio dívida pública/PIB continua a melhorar

No seu relatório, a agência destaca que a dívida pública de Portugal está a caminho de marcar uma descida adicional de 12 pontos percentuais em proporção do PIB entre o final de 2018 e final de 2002.

“A perspetiva positiva reflete a nossa convicção de que a capacidade de Portugal para cumprir o serviço da dívida continua a ser reforçada”, diz a S&P.

Além disso, “as medidas tomadas pelo Banco Central Europeu desde 2012 para garantir a união da política monetária na Zona Euro e para eliminar o risco de um choque de refinanciamento externo têm sustentado a retoma de Portugal, cujo motor têm sido as exportações”, salienta o relatório.

E mais: “a introdução de taxas de depósito negativas e o relançamento dos programas de compra de ativos deverão permitir ao setor privado português continuar a crescer e, ao mesmo tempo, a desendividar-se”.

A S&P deixa também advertências. “Se o risco de refinanciamento externo aumentar ou se houver uma inesperada e permanente deterioração do desempenho a nível orçamental e de crescimento, poderemos rever em baixa o ‘outlook’, para ‘estável’.

“Apesar da ainda elevada dimensão da dívida líquida de Portugal em relação ao resto do mundo, existem várias razões pelas quais sentimos que a capacidade de o país cumprir as suas obrigações externas de reembolso são hoje mais fortes do que há cinco anos. Em primeiro lugar, a própria dimensão da economia portuguesa aumentou em cerca de 16,4% em termos nominais desde 2014, com as exportações a representarem uma maior percentagem do PIB. Em segundo lugar, estamos cientes de que uma ampla e crescente proporção da dívida externa de curto prazo faz parte do stock de dívida externa de curto prazo do Banco de Portugal, no âmbito do seu passivo junto do BCE”, sublinha o relatório.

A agência refere ainda que a consolidação orçamental tem sido outra das prioridades da política económica do país e aplaude os progressos. “Estimamos que existe pelo menos 50% de probabilidade de o défice em 2019 ficar equilibrado – pela primeira vez na era democrática de Portugal contemporâneo”, diz, indo assim ao encontro da previsão do governo de um défice de 0%.

Relativamente às eleições legislativas do próximo dia 6 de outubro, a Standard & Poor’s considera que não deverão trazer mudanças políticas significativas.

Perspetiva regressa ao patamar de há seis meses

Recorde-se que no passado dia 15 de março a S&P subiu o rating de Portugal em um nível, de BBB- para BBB, que passou assim para o penúltimo grau da categoria de investimento de qualidade. Mas desceu a perspetiva para ‘estável’.

Agora, com esta decisão de voltar a atribuir um “outlook” ‘positivo’, está a dar um sinal de que na próxima análise à dívida soberana portuguesa poderá subir o “rating”.

Em comentário ao Negócios, esta semana, Filipe Silva – diretor de gestão de ativos do banco Carregosa – dizia que o mais provável seria a S&P decidir-se por uma subida do “outlook”, de ‘estável’ para ‘positivo’, como de facto aconteceu.

“A agência de notação financeira continua a monitorizar o rácio da dívida pública sobre o PIB, que tem vindo a descer, e isso favorece as previsões. Contudo, o abrandamento económico mundial pode ser um travão à subida do ‘rating’”, sublinhou Filipe Silva.

“Os nossos dados económicos têm estado favoráveis, mas alguns países têm dado sinais de que podem entrar em recessão, como é o caso da Alemanha, que é a maior economia europeia”, acrescentou.

O diretor de gestão de ativos do banco Carregosa apontou também o facto de o risco de Portugal estar a diminuir, devido ao facto de os juros da dívida soberana estarem em mínimos – também muito à conta do suporte do Banco Central Europeu. E, na sua opinião, o risco que poderia surgir, a ponto de a agência descer o “outlook” para ‘negativo’, seria a nível político, caso um partido extremista estivesse a ganhar preponderância – o que não é o caso.

Percurso de melhoria do “rating” começou há dois anos

A Standard & Poor’s foi a primeira das três grandes agências a tirar Portugal do “lixo”, em setembro de 2017. A Fitch fê-lo três meses depois e a Moody’s só tomou a mesma decisão em outubro de 2018.

Neste momento, a S&P, a Fitch e a DBRS têm a dívida de longo prazo de Portugal no penúltimo nível da categoria de investimento de qualidade – ou seja, dois graus acima de “junk” (categoria de investimento especulativo).

Já a Moody’s coloca Portugal no último nível de investimento de qualidade, mas poderá colocar a dívida soberana no mesmo patamar que as restantes agências já na próxima reunião, agendada para 22 de novembro.

A canadiana DBRS também tem prevista mais uma avaliação para este ano: 4 de outubro, mesmo em vésperas das eleições legislativas.

A DBRS foi a única agência que manteve sempre Portugal acima de lixo. Quando as outras três agências atribuíam uma classificação de investimento especulativo à dívida portuguesa, a DBRS tinha o poder de ligar ou desligar Portugal da máquina do Banco Central Europeu (BCE), uma vez que era a única que garantia a elegibilidade da dívida nacional para os programas de compra do BCE.

O.P. (ECO) “Estamos confiantes” que a SIC manterá liderança “durante muito tempo”, diz CEO da Impresa

O.P.

A SIC recupera o 1o lugar e mostra o seu novo poder financeiro e bem como arrasa a concorrência em qualidade de programas.

Estão a voar à frente dos outros.

Dá muito prazer em ver.

E dá prazer em ver que Filho de Peixe Sabe Nadar.

Parabéns Francisco Pedro Balsemão.

Francisco ( Abouaf) de Curiel Marques Pereira



(ECO) Francisco Pedro Balsemão considera que a SIC conseguirá manter a lideranças nas audiências “durante muito tempo”, porque foram tomadas “decisões importantes” nesse sentido.

Opresidente executivo da Impresa, que detém a SIC, está confiante que a estação televisiva conseguirá manter a liderança nas audiências “durante muito tempo”, lembrando que foram tomadas “decisões importantes” para alcançar este resultado, disse à Lusa.Impresa sobe 8% em bolsa. Quase duplica valor este ano Ler Mais

Questionado pela Lusa sobre as expectativas que o grupo tem para o final deste ano e para o próximo em termos do desempenho da SIC, principal ativo da Impresa, – e com o mote da apresentação da nova temporada da estação na segunda-feira – Francisco Pedro Balsemão diz que estão “bem preparados”.

“Há 12 anos que não éramos líderes, até fevereiro de 2019, e, portanto, o que nós queremos, para o que nós trabalhamos, é para ter o maior número de telespetadores na nossa antena e estamos muito contentes por ter conseguido fazê-lo. Estamos com uma diferença grande [em termos de share] em agosto para a nossa concorrência. Queremos manter esta liderança o máximo de tempo possível, temos todas as condições para o fazermos. Estamos bem preparados para o futuro, conta a nossa solidez financeira, o facto de estarmos todos no mesmo edifício, o facto de termos as melhores pessoas – digo eu – e a melhor tecnologia para o efeito”, disse à agência Lusa.

Em 02 de agosto, a SIC anunciou que aumentou as audiências em agosto, segundo dados da GfK/CAEM, liderando há sete meses consecutivos. A SIC aumentou para 5,1 pontos percentuais a distância para a TVI e lidera no ano de 2019 com 18,8% de share, afirmou em comunicado.

Tomámos uma série de decisões que foram importantes para alcançar este resultado da liderança: reafetámos recursos – não aumentámos orçamento de grelha -, poupámos em determinadas áreas para reafetar noutras áreas e investimos no novo edifício e em nova tecnologia e acho que foi fundamental ter toda a gente debaixo do mesmo teto [no mesmo edifício em Paço de Arcos], com melhores condições, a trabalhar em conjunto e, naturalmente, com uma nova dinâmica que se foi conquistando com a liderança – neste caso, também na informação Expresso e SIC. Trabalha-se de uma forma muito mais integrada. Isso é muito importante para este sucesso“, explicou ainda o CEO da Impresa.SIC aumenta lucros da Impresa. Ganha 3,5 milhões de euros Ler Mais

Em 05 de setembro, a SIC e a Altice Portugal assinaram um novo acordo para a distribuição dos canais da estação na plataforma da Meo, que é válido por mais três anos, anunciaram as empresas. “A renovação deste acordo é mais um passo muito relevante na relação entre as empresas, sendo que vem consolidar, uma vez mais, a qualidade da oferta dos melhores conteúdos televisivos aos clientes Meo, assim como, através da comunicação, da tecnologia e dos conteúdos, permitir a sua ligação ao país e ao mundo”, referiu a Altice Portugal, em comunicado.

“Numa altura em que a SIC é líder de audiências, com reforço do investimento em conteúdos, em diversificação de produto televisivo e numa nova estratégia e posicionamento, a Altice Portugal assume a sua satisfação com a assinatura deste acordo. Claramente, o investimento do grupo tem dado frutos, uma vez que a SIC generalista é hoje a estação mais vista pelos portugueses, tendo ainda na SIC Notícias uma referência no que diz respeito à informação que é feita em Portugal”, disse então o presidente executivo da Altice, Alexandre Fonseca, em comunicado.

Deste modo, a SIC continuará a estar presente em todos os ecrãs dos clientes Meo, em HD (alta definição), com uma vasta oferta de canais de televisão (SIC, SIC Notícias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC K e SIC Caras).

(OBS) Ajuda externa: Portugal reembolsa antecipadamente 2 milhões de euros

(OBS) A FEEF aprovou a solicitação de Portugal para reembolsar antecipadamente dois mil milhões de euros. O presidente do Mecanismo Europeu de Estabilidade confirma posição de liquidez confortável do país.Partilhe

O Conselho de Administração do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) aprovou esta quinta-feira a solicitação de Portugal para reembolsar antecipadamente dois mil milhões de euros dos empréstimos concedidos ao abrigo deste fundo durante o programa de assistência financeira (2011-2014).

Em comunicado, o FEEF indica que o ministro das Finanças português, Mário Centeno, solicitou em 28 de junho passado, o pagamento antecipado de dois mil milhões de euros, algo que necessitava da aprovação formal do Conselho de Administração da instituição, o que sucedeu então esta quinta-feira. Portugal torna-se o segundo país beneficiário de empréstimos de credores europeus a proceder a um reembolso antecipado, depois de Espanha.

O reembolso de dois mil milhões de euros corresponde à liquidação na íntegra de uma tranche do empréstimo do FEEF que vencia em agosto de 2025, e ainda ao pagamento antecipado parcial de uma tranche com maturidade até dezembro do mesmo ano.

“A solicitação de Portugal para proceder a um reembolso antecipado do empréstimo confirma o forte acesso ao mercado e a posição de liquidez confortável do paísApoio plenamente este reembolso antecipado, uma vez que melhora a sustentabilidade da dívida de Portugal”, comentou o diretor executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Klaus Regling, também presidente do Conselho de Administração do FEEF.

No quadro do programa de assistência financeira (2011 a 2014), Portugal beneficiou de ajuda externa no valor de 78 mil milhões de euros, providenciada, em partes iguais (um terço cada, ou seja, 26 mil milhões de euros) pelo FEEF, União Europeia (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em dezembro de 2018, Portugal completou o reembolso antecipado dos empréstimos do FMI, tendo-se comprometido, então, com o FEEF a pagar antecipadamente a este credor até dois mil milhões de euros entre 2020 e 2023.

Em junho passado, Mário Centeno já admitira, todavia, que Portugal poderia iniciar já este ano o processo de amortização da dívida junto dos credores europeus.

“Neste momento, não existe nenhum tipo de dívida ao Fundo Monetário Internacional e iniciámos o processo, que é sempre um processo técnico de avaliação do melhor momento e da oportunidade para o fazer, de amortização antecipada da dívida no contexto europeu, o que aliás reflete muito bem o extraordinário desenvolvimento que houve nos mercados de financiamento no seu custo da dívida portuguesa”, afirmou então, em Bucareste, à margem de uma reunião informal de ministros das Finanças da zona euro, fórum a que preside.

Enquanto as maturidades da dívida do FMI, totalmente amortizada em 10 de dezembro, estavam concentradas entre 2021 e 2023, os reembolsos ao FEEF e à UE estendem-se até 2042.

(OBS) 10 de Outubro de 1999: o Bloco e o dia mais negro da democracia portuguesa – Miguel Granja

(OBS)

O que aconteceu à nossa democracia foi o 10 de Outubro de 1999: com eleição do Bloco começou a feroz colonização de universidades, escolas, redacções de imprensa, de todas as “fábricas da palavra”.

No início do milénio, eu, já firmemente ateu, estudava filosofia numa universidade católica e, fosse por imperativos de formação, vocação ou devoção, recheava os meus dias a debater com colegas crentes e professores jesuítas as perplexidades e as sinuosidades da questão da existência de Deus. Munido do “Gott ist tot” de Nietzsche e do “Deus é a solidão dos homens” de Sartre, sentia-me sempre a postos para estrebuchar argumentos contra as cinco vias de Tomás de Aquino, a aposta de Pascal ou a doutrina da eleição de Karl Barth.

Qualquer mesinha de estudo na biblioteca onde reinassem silêncios e crucifixos se transformava instantaneamente numa ágora ateniense onde explodiam silogismos, alegações, recursos e objecções, até que “A Dona Conceição da Biblioteca”, nome e patronímico ternos e eternos, nos viesse pôr na ordem ou na rua. Muitas questões ficaram por responder (hábito que se demora desde, vá, Platão) mas nenhum insulto ficou por remeter. Simplesmente porque, naquele tempo, o insulto não existia. Insulto e debate eram então eventos mutuamente exclusivos. Trazer um insulto para um debate era tão sacrílego como entrar um porco no Santo dos Santos.

Algo, no entanto, mudou entretanto. O ambiente mudou. Está hoje menos, muito menos, livre para o debate de ideias. No ano 2000 podia discutir-se apaixonada e livremente a existência de Deus nos claustros de uma universidade católica sem se ser ameaçado com as labaredas e as forquilhas do inferno. Em 2019 não se pode discutir sequer a privatização do SNS sem se ser chamado de fascista ou o problema da imigração sem se ser acusado de xenofobia. Hoje o porco chafurda e ronca no Santo dos Santos como numa pocilga. Tenho-me perguntado o que aconteceu no caminho para cá. Hoje sei: aconteceu o 10 de Outubro de 1999.

Se eu tivesse que escolher a data mais negra da história da democracia portuguesa, seria 10 de Outubro de 1999. Desde esse dia, o espaço público, que já foi mais livre, mais leve, mais divertido, tem vindo a tornar-se cada vez mais intolerante, mais policiado, mais claustrofóbico. O esforço de compreensão deu lugar à ânsia de compressão. Onde antes se tolerava discutir a morte de Deus, hoje não se tolera sequer abordar os padecimentos da Segurança Social. Onde antes padres jesuítas convidavam alunos a ler e discutir Ludwig Feuerbach, hoje sacerdotes jacobinos intimam juízes a criminalizar (e directores de jornais a silenciar) Fátima Bonifácio. Ontem éramos encorajados a descobrir refutações para capítulos profundamente blasfemos, hoje somos atiçados a fantasiar punições para parágrafos vagamente controversos. O politicamente correcto é apenas o nome politicamente correcto que chamamos, desde então, a esta crescente claustrofobia antidemocrática.

O que aconteceu à nossa democracia foi o 10 de Outubro de 1999: o dia em que o Bloco de Esquerda recolheu 132 mil votos nas eleições legislativas e Francisco Louçã e Luís Fazenda foram eleitos deputados à Assembleia da República. Pela primeira vez, a “doença infantil do comunismo” passou a ter representação parlamentar. O resto não é apenas história: é metástase. A partir desse dia começou a feroz colonização das universidades, das escolas, das redacções de imprensa, de todas as “fábricas da palavra” (porque as outras fábricas, as de braços e mãos, estão há já muito tomadas pela versão adulta da doença). A 10 de Outubro de 1999, com a eleição do Bloco, teve início em Portugal o sistemático sequestro das palavras. O que sentimos hoje, nos ecos remotos de uma esfera pública cada vez mais inflamada e menos vibrante, é o vazio crescente deixado pelas palavras já sequestradas e cujos sussurros familiares, ao longe, de vez em quando somos ainda capazes de escutar e reconhecer.

O triunfo dos porcos no Santo dos Santos é a instituição de uma novilíngua, vala comum de velhas palavras executadas. Parafraseando o outro, se querem uma visão do futuro, imaginem uma bota a pisar uma palavra — para sempre. 1984. E porque até nos processos de degradação estamos sempre crónica e pontualmente atrasados, só chegámos a 1984 em 1999. 1999 de 1984. 10 de Outubro de 1999: o anti-25 de Abril de 1974. Ainda tereis saudades, como eu, do 9 de Outubro de 1999.

(Yahoo) Why Portugal should be part of your next Europe trip

(Yahoo)

Have you thought about visiting Portugal? Photo: Yahoo Lifestyle
Have you thought about visiting Portugal? Photo: Yahoo Lifestyle

With only 15 weeks till Christmas, many of us are locking in our end-of-year travel plans, and as per usual, Europe is a popular destination amongst a lot of Aussies.

Paris, Venice, Amsterdam and Budapest often quickly cross the minds of eager holiday lovers, but there’s another city that could make for a unique getaway up North, and that’s Lisbon.

As the capital of Portugal with a population of just over half a million, it’s a city free from overcrowding with a culture and history dating back centuries.

Whether it be Lisbon’s palaces, patisseries or the picturesque Tagus river that gives you instant Instagram bragging rights, tourists are promised something different to other European hot spots, and that means more than peri peri chicken.

Food

Some of the delectable cuisine at Portugal's SUD Lisboa. Photo: Yahoo Lifestyle
Some of the delectable cuisine at Portugal’s SUD Lisboa. Photo: Yahoo Lifestyle

The cuisine in Portugal is varied across the country, and during my recent trip to Lisbon with Qatar Airways, I learnt that the capital is known for its delectable cod fish.

The locals specialise in this flavoursome seafood dish, which can be found at most eateries across the city.

Many hotel restaurants tend to feature the dish on their menus, but if you’re looking for a feed on a budget while you sightsee, try popping by one of the onsite cafes at the palaces in Sintra.

We stopped by the Monserrate Palace in Sintra for a relaxing lunch after a morning on the go.

As for those with a sweet tooth, look no further than the famous Portuguese egg tarts.

The famous Portuguese egg tart served at Pastéis de Belém in Lisbon. Photo: Yahoo Lifestyle Australia
The famous Portuguese egg tart served at Pastéis de Belém in Lisbon. Photo: Yahoo Lifestyle Australia

The queues can be a bit long at popular cafe Pastéis de Belém, but the wait is worth it for their famous treat that literally melts in your mouth. Just team it with a classically thick European-style hot chocolate and your tastebuds will feel the magic mine did.

For nibbles and drinks by the pool, SUD Lisboa is a new hot spot that has recently opened.

As well as trying out their Mediterranean menu and extensive cocktail list, you can actually take a dip in their rooftop pool while enjoying breathtaking views of the river.

Culture

A great way to see the city is via a vintage moto side car tour. Photo: Yahoo Lifestyle
A great way to see the city is via a vintage moto side car tour. Photo: Yahoo Lifestyle

There is lots to see in Lisbon, so planning an itinerary in advance is a good idea depending on your time constraints.

For those keen to dip their toes into a pool of Portuguese culture, a good starting point is the National Palace and Gardens of Queluz.

Built in 1747, the palace and its surrounding gardens were the home of royals up until the early 19th century when they departed for Brazil as the French invasions struck.

There are options for self-guided audio tours or booking with an official tour guide to take you through each room, with a coffee shop at the exit to recharge before your next tourist attraction.

Just 25km from Lisbon’s city centre, Sintra is a resort town known for its beautiful parks and gardens.

Inside the beautiful Monserrate Palace in Sintra. Photo: Yahoo Lifestyle
Inside the beautiful Monserrate Palace in Sintra. Photo: Yahoo Lifestyle

The Monserrate Palace in Sintra is known for its spectacular monuments and the surrounding park that is listed as a Cultural Landscape World Heritage site by UNESCO.

While in the Sintra area, Cabo da Roca is another spot to check out as it’s a mere 25-minute drive from the resort town.

Cabo da Roca is the westernmost point of mainland Europe, meaning this is one unique photo opportunity that cannot be captured anywhere else in the world.

If we steer back towards Lisbon’s central district, the Belém Discovery area boasts the Jerónimos Monastery and the Tower of Belém, which are two of the most visited sites in Lisbon.

If you are thinking of a holiday around Christmas time or New Year’s Eve, fear not as Portugal’s winter is still relatively mild. Bring on the pastries and glasses of port as you say goodbye to 2019 and hello to your new favourite European destination.

(Forbes) A Cozier Side of Portugal: Casa de São Lourenço

(Forbes)

house
Historic meets modern at Casa de São LourençoJOSÉ VICENTE | AGÉNCIA CALIPO 2018

“We look for something unique that could be something beautiful,” says João Tomás, “and something that we can’t let die.” And so, he and his wife, Isabel Costa, have devoted their energy in recent years to rescuing and preserving luxurious pieces of history. They say their new hotel, Casa de São Lourenço is part of their second act in life, after successful careers as a lawyer and retail business director in their native Portugal.

This gave them the means to act when they saw some elements of their culture that were in danger of being lost. Their first major rescue: the industrial-glam 19th-century machines used to weave burel wool, a durable and quietly luxurious mountain material whose references go back to the 11th century. Now they run a factory atelier that uses traditional methods to produce blankets and throws under the label Burel Mountain Originals. These are sold in ABC Carpet & Home, and other shops of that stripe around the world.

factory
The Burel factory atelierANN ABEL

Today In: Lifestyle

Last year, their newest rescue was one of the first pousadas (or independent small inns) ever built in Portugal. Pousada de São Lourenço (named for the patron saint of cooks—which should tell you something about the quality of the food) was designed in 1949 by Portuguese architect Rogério de Azevedo. It was an absolutely innovative concept at the time. Then it went downhill until the government put it up for sale—potentially to developers who would have done who-knows-what to it. Today, it’s the first five-star mountain hotel in Portugal, and one that’s true to its origins.

And it compliments that wool factory, which has daily tours for hotel guests. “What they have in common is history and life,” says Costa. “Both projects died, and we found a new way to see them and give them life.

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A bedroom at Casa de São LourençoANN ABEL

After a €3 million renovation and name change to Casa de São Lourenço – Burel Panorama Hotel (to emphasize the home-like atmosphere the couple wants to create), the hotel is also a showplace for the furniture and artwork of Maria Keil, one of the most important Portuguese artists of the 20th century. Now many of her original pieces are complemented by works from other Portuguese designers, including Marco Sousa Santos, Vicara, Cestaria de Gonçalo and, of course, lots of Burel fabrics.

But the real star is the jaw-dropping view over the Serra de Estrela mountains and the Zêzere Glacial Valley. You can see it from the 21 rooms and suites, the restaurant and the indoor pool in the spa. You can also walk out the door, follow a road for a bit, and find yourself on a lovely hiking trail.

And if you go further down the road, you can meet up with a guide from the couple’s first hotel, the sporty, four-star Casa das Penhas Douradas. Aside from its vaguely Nordic design, this one was conceived following the Scientific Expedition of 1881 carried out by Sociedade de Geographia de Lisboa. It’s full of archival photos, and it’s the center of a network of trails that were chosen by Tomás, a lifelong mountaineer.

view
The Serra de Estrela (not one of the hotels in this story)ANN ABEL

A note here about Portugal’s mountains: They exist! American visitors know the colorful cities and cliffside beaches. Maybe the spare landscape of the Alentejo. But mountains? Most tourists don’t know. Even I didn’t know, despite living in Portugal for nearly three years. I spent my weekend at Casa de São Lourenço—as their guest—marveling at the 6,000-some-foot peaks and the valleys far, far below. It sometimes reminded me of my childhood in the mountains of New Mexico. There’s a tree line? How come no one told me? I asked repeatedly.

Historically, the Serra de Estrela have been home to many sheep, which explains the wool production (and also the delicious cheese). As Tomás and Costa came here on vacations, they became more and more interested in that heritage. But the decision to jump into it themselves happened quickly.

At the time, about seven years ago, the wool factory was virtually defunct. Already involved, they won a large order from Microsoft—they wanted to cover many walls in their Portuguese headquarters with burel, which works as an acoustic material. The timing wasn’t great. The factory had closed. The workers were gone; they had moved on to other jobs. Costa went through the town of Manteigas, knocking on doors, eventually finding enough women and retired weavers to get the enterprise going again. At first they rented the factory, and then they bought it.

pool
The pool at Casa de São LourençoBUREL MOUNTAIN HOTELS

And it’s those workers who came out of retirement who are Burel Mountain Originals’ greatest asset. They’re teaching traditional weaving—and machine repair—to new generations. It’s a neat inversion of the usual structure in the corporate world, where the young workers are the rising stars and the older employees are made to feel increasingly obsolete.

But more to their point, following tradition produces a superior product, one with minuscule imperfections that show that it was made slowly, with great attention, by hand. And Casa de São Lourenço makes excellent use of the fabric. There are blankets at the foot of each bed, throws on the couches, colorful cushions on the chairs, soft surfaces on the walls and perhaps most impressive, a constellation of burel “flowers” hanging from the ceiling in the restaurant. At night, they come alive with a golden glow.

resto
The dining room at Casa de São LourençoJOSÉ VICENTE | AGÉNCIA CALIPO 2018

All that fabric gives Casa de São Lourenço its greatest asset. It is an undeniably cozy hotel, a place to curl up with a book and a blanket, sipping tea by the fire. In spring, the view out the window is a tapestry of wildflowers; in summer, a collage of green; in autumn, a riot of yellows and oranges.

In winter, there’s often a blanket of snow. More blankets come out, and more logs are placed on the fire. The coziness quotient goes up. Or at least I imagine it does. Along with my surprise that Portugal has proper mountains, I got another one.

I, a self-described warm-weather travel writer who has spent the past decade trying to avoid cold, discovered that I want to return to Casa de São Lourenço in the winter.

(Yahoo) Top 10 countries in the world for best quality of life

(Yahoo)

Porto, Portugal old town cityscape on the Douro River with traditional Rabelo boats. Photo: Getty
Porto, Portugal old town cityscape on the Douro River with traditional Rabelo boats. Photo: Getty

Taiwan may have come first in the ranking for the best country in the world to live as an expat but when it comes to quality of life —Portugal gained the top spot.

InterNations, the world’s largest expat networking group, released its benchmark Expat Insider 2019 report revealing where the best places are in the world to live as an expat.

An expat is defined as an employee sent abroad on a corporate assignment or classed as a new international hire. This will also mean that the experiences of that certain demographic could significantly differ from a local — especially being away on corporate assignment can entail bonuses, such as relocation stipends for example.

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The Expat Insider 2019 report was conducted by InterNations and surveyed 20,259 expats, representing 182 nationalities, living in 187 countries or territories. The survey ran from 7 to 28 March. Respondents were asked to score 48 different factors — which fall into 17 subcategories — related to living abroad. Those 17 subcategories are then put into five pillars — Quality of Life, Ease of Settling In, Working Abroad, Family Life, and Personal Finance.

For a place to be ranked, there needs to be a sample size of at least 75 survey participants per destination.

The Quality of Life index is made up of Leisure Options, Health & Well-Being, Safety & Security, Personal Happiness, Travel & Transportation, and Digital Life. Respondents rated factors on a scale from one to seven.

Here is the top 10 country ranking:

Country ranking for best quality of life. Table: InterNations/Yahoo Finance
Country ranking for best quality of life. Table: InterNations/Yahoo Finance

Portugal rose from second to first after improving its rankings across safety and security, specifically in terms of political stability — 81% rate this factor favourably.

One expat from Brazil describes Portugal as “friendly and safe” while an expat from the Netherlands said Portugal’s great quality of life is down to “a combination of things… weather, food, plenty of sites and events, the people, proximity to the beach, everything.”

Spain came in second, thanks to its climate and weather — 76% of expats in the country are completely happy with this factor versus 26% globally.

However, Internations points out that while the country places in the top 10 in almost all other subcategories of the index, it doesn’t make it into the top 20 for Digital Life and Safety & Security.

An expat from Sweden said :“The somewhat corrupt political system and the independence movement in different areas.”

(EXP) Roubaram-lhes tudo, dispararam uns tiros, era como “uma cena de guerra”: os relatos de quatro portugueses atacados na África do Sul

(EXP)

Um dos carros incêndiados na Jules Street, em JoanesburgoSOWETAN/ GETTY IMAGES

Quatro portugureses vítimas de ataques de xenofobia, pilhagem e destruição de estabelecimentos em Joanesburgo criticam a aparente passividade da polícia. Dizem que sofreram prejuízos superiores a pelo menos 8.800 mil rands (537,5 mil euros)

Lusa

LUSA

Os ataques de xenofobia, pilhagem e destruição de estabelecimentos em Joanesburgo, com aparente passividade da polícia, afetaram quatro comerciantes portugueses, que estimaram à Lusa ter sofrido prejuízos superiores a pelo menos 8.800 mil rands (537,5 mil euros).

O “Blue Bottle Store”, na Jules Street, onde José Manuel Ramos empregava cinco colaboradores, desde abril de 2014, foi arrombado várias vezes no início da semana, tendo o edifício sucumbido por completo às chamas, na madrugada de terça-feira.

“Eles foram lá no domingo à noite, por volta das 20h30, arrebentaram as portas e começaram a roubar tudo. Cheguei lá às 02h da manhã, estava lá a polícia, mas não se metia. Disseram que também tinham medo, porque tinha sido morto um polícia, e eles sempre a roubar. Depois chegou mais polícia e começaram a disparar e fugiram”, contou à Lusa.

O comerciante contratou uma pessoa para lhe “soldar as portas”, mas o espaço foi novamente vandalizado e, na terça-feira de manhã, encontrou “a loja toda queimada e tinham levado o resto da mercadoria”.

“Está tudo destruído, uma pessoa trabalha uma vida e vai tudo embora de um momento para outro”, declarou, estimando o prejuízo total “à volta de 5 milhões de rands (305,4 mil euros) ou mais”, dos quais 1,5 milhões de rands só em mercadoria, ficando sem nada.

Natural de Ponta do Sol, Madeira, José Manuel Ramos, 56 anos, emigrou há 30 anos da Venezuela para a África do Sul, onde desde 1989 já foi assaltado 17 vezes, uma das quais baleado numa perna, noutros negócios que teve.

“Fiz uma participação na esquadra da polícia em Jeppe, mas a polícia testemunhou a pilhagem e vandalismo, não fez detenções e nem sequer os bombeiros quiseram chamar”, afirmou o comerciante, admitindo estar com receio da violência e criminalidade e sem saber como recomeçar das cinzas.

A meio da avenida Jules, os ataques xenófobos obrigaram os irmãos lusodescendentes Serra a fechar os seus negócios após 30 anos na capital sul-africana.

“O meu irmão ficou sem nada, ele roubaram tudo”, contou Filipe da Serra, 50 anos, dono do “Phil’s Auto Spares”, que escapou à violência e aos saques.

O irmão não teve a mesma sorte e, no domingo à noite, quando se aproximaram do estabelecimento, ainda disparam “uns tiros”, mas, contou, “foi tanto bandido que uma pessoa não podia fazer nada”, descreveu o filho de imigrantes da Madeira.

Segundo Filipe, o irmão, Roberto Carlos da Serra, 47 anos, “tinha lá três milhões de rands [183 mil euros] em mercadoria”, uma loja de bebidas, supermercado e “take away”, que abriu em 1989.

“O estabelecimento está fechado. O meu irmão agora vai vender tudo e vai-se embora para a Madeira. O que é que uma pessoa está aqui a fazer?”, questionou Filipe da Serra, que colocou “tudo à venda”.

No município de Benrose, na estrada Main Reef, a sul da Jules Street, o “tsunami de xenofobia”, como descreveu Maria da Conceição, alegadamente levantado por simpatizantes do ANC (Congresso Nacional Africano), partido no poder desde a queda do ‘apartheid’, em 1994, deixou o restaurante de refeições rápidas “Ben Fish & Chips” destruído.

“Aquilo era uma cena de guerra”, declarou a comerciante de 50 anos, natural da Ponta do Sol, Madeira, radicada na África do Sul desde 1989.

Foi pelas 18h30 de segunda-feira, ao anoitecer, acompanhada pelo cunhado, que viu arrombarem o estabelecimento, a 20 metros de um supermercado onde estava a polícia, mas quando pediu ajuda aos agentes armados responderam que “não podiam porque estavam ocupados no supermercado”.

“Para minha sorte, chegaram dois veículos blindados ‘Nyala’ da polícia, como aqueles que usam na guerra, e eles fugiram em todas as direções e largaram muita coisa. Mas já lá tinham ido roubar por duas vezes, segundo o empregado, porque nós encontrámos balas de borracha dentro do estabelecimento”, disse.

Maria da Conceição estimou o prejuízo em mais de 300 mil rands (18,2 mil euros) e contou que, quando foi participar o roubo à esquadra em Malvern, “a polícia foi muito mal educada” e só “abriram o caso quando um gajo do ANC que estava” lá sentado “lhes disse qualquer coisa”.

“Estou cá há 30 anos, mas agora que não tenho marido estou com muito receio disto”, salientou a comerciante, que quer vender o estabelecimento por ter ficado viúva, há dois meses, num acidente rodoviário.

Em Jeppestown, José Manuel de Abreu, 58 anos, começou aos 17 num talho na esquina entre a Fox e Gus Street, e hoje possui “dois blocos de prédios” com cinco negócios e três lojas alugadas e um armazém para a exportação.

Filho de madeirenses, atualmente com 60 colaboradores, o seu “Los Angeles Take Away & Tavern” também foi alvo de “pilhagem completa” na madrugada de segunda-feira, apesar de ter adquirido do seu bolso três terrenos baldios adjacentes para um “taxi rank” (praça de táxis) para a comunidade africana local.

“Temos tudo gravado em vídeo, eram talvez 80 indivíduos, pareciam selvagens, e era uma pilhagem desenfreada e sem medida”, contou à Lusa, acrescentando que enquanto ia a caminho “a polícia já tinha dispersado a multidão com balas de borracha”.

José Manuel de Abreu admitiu já ter falado com o irmão e pondera “contratar um advogado para processar o Governo”, perante “um prejuízo talvez de 500 mil rands (30.541 euros)ou mais”.

“Eu por acaso sou filho da terra, mas tenho vergonha de dizer que nasci aqui, porque isto está uma grande tristeza. Não há proteção nenhuma, a polícia não se importa, e na minha opinião se a polícia tivesse oportunidade também começava a roubar. Desculpe falar assim, mas é a verdade”, afirmou.

Uma outra loja de bebidas de uma conhecida marca de ‘franchising’, propriedade de portugueses, foi também filmada na quarta-feira pelo canal televisivo ENCA, após ter sido saqueada e queimada nos arredores de Joanesburgo, mas o empresário escusou-se a falar à Lusa.

Segundo as autoridades consulares portuguesas, cerca de 200 mil cidadãos encontram-se registados na África do Sul, 68 mil destes na grande Joanesburgo, mas líderes luso comunitários acreditam que os números sejam superiores.

Pelo menos dez pessoas morreram, entre as quais um estrangeiro, devido à violência que desde domingo afeta a África do Sul.

Numa declaração na quinta-feira, a partir da Cidade do Cabo, o chefe de Estado sul-africano Cyril Ramaphosa disse que a violência “diminuiu bastante” e que 423 pessoas foram detidas na área de Joanesburgo.