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(PUB) Circuito fechado – Carlos Fiolhais

(PUB)

É o funcionamento em circuito fechado dos partidos que leva à abstenção e à erosão da democracia.4 de Abril de 2019

Neste ano eleitoral, abriu oficialmente a caça ao voto com a ida do primeiro-ministro à cozinha da Cristina Ferreira. Se eu fosse eleitor na Madeira não teria quaisquer dúvidas em votar no independente Paulo Cafôfo, proposto pelo PS, para presidente do Governo Regional. Por um lado, a democracia na Madeira está a precisar de um novo fôlego: não é normal que o mesmo partido reine — é esse o termo — desde há 43 anos. Por outro, o PS madeirense tem revelado abertura à sociedade, com a escolha do candidato, as coligações que tem feito e com a organização de Estados Gerais (vou participar numa sessão sobre cultura), para além de manifestar interesse pelas questões da educação, ciência e cultura, que me são caras.

Já quanto às eleições europeias, que se avizinham, a escolha do PS para número um da sua lista de um jovem ministro que se procurou afirmar com anúncios em catadupa de obras públicas impede-me de votar nesse partido, como noutras circunstâncias poderia fazer. Votaria se fosse, por exemplo, Maria Manuel Leitão Marques, que tem carreira fora do partido e que no governo tentou com competência inovar alguns serviços públicos. Pelo contrário, Pedro Marques (sem qualquer relação familiar com o nome anterior), ex-ministro do Planeamento e das Infraestruturas, revelou-se incompetente em vários dos processos sob a sua tutela: desde a incapacidade de resolver bem a calamitosa questão do Metro Mondego até à falta de visão quanto ao perigoso IP3, que não vai passar a auto-estrada, como Viseu pede e é necessário.

Andou a ver passar os aviões sem ter feito nada que lhes facilitasse a aterragem: deixou voar tempo demais a delirante ideia do “aeroporto internacional de Coimbra” do seu companheiro Manuel Machado (António Costa ouviu o ridículo anúncio e não tugiu nem mugiu), nunca apoiou publicamente a proposta do uso civil da Base Aérea de Monte Real, que faz todo o sentido para uma melhor organização do território, anunciou o aeroporto do Montijo sem ter na mão o indispensável estudo ambiental e proclamou números astronómicos de investimento aeroportuário, que não será público, mas privado, do concessionário, caso se concretize.

Também fez promessas quanto à rede ferroviária, mas os alfas e os intercidades circulam com atrasos nas escassas linhas de longo curso, o atendimento da CP ao público, quer presencial, quer no site, fica aquém do desejável e persistem estações, como a de Coimbra-B, que são uma vergonha nacional, para já não falar da falta de um serviço decente em cidades como Viseu e Leiria.

Pedro Marques foi o responsável pelos fundos europeus, mas não os soube redistribuir, designadamente reforçando o depauperado sector da ciência, tecnologia e ensino superior. Sem obra feita, o partido manda-o agora para a Europa. Mas não tem um pensamento estruturado sobre a Europa, nem sequer um ideário político consistente para além das banalidades que os “boys” partidários aprendem desde pequenos.

O actual governo do PS, que ainda não se libertou do fantasma de Sócrates (Sócrates saiu do PS, mas o PS não saiu de Sócrates, como mostra a manutenção de Pedro Silva Pereira como candidato europeu), vive do e para o partido. Fala-se muito nas ligações familiares no governo. Mas a questão maior não é a família estrita, mas sim a “família socialista”, o facto de o Conselho de Ministros estar hoje reduzido ao círculo de amigos e conhecidos do primeiro-ministro. Só na Madeira é que ainda há Estados Gerais, aceitando ideias de fora. Costa, enclausurado como está, tem recrutado não entre os melhores de toda a sociedade, mas nos quadros partidários formados em boa parte na “jota” socialista, esquecendo que o país é bem maior do que o que os ex-“jotas” normalmente conhecem.

Como, nas europeias de 2014, António Costa acusou António José Seguro de ter ganho por “poucochinho” (31,5%), esse é agora o seu mínimo. Se vai ter muito mais ou não ver-se-á no próximo dia 26 de Maio, sendo apenas certa a enorme abstenção, pois o alheamento da política não está a ser contrariado pelos partidos instalados (os votantes só foram 33,8% em 2014, menos do que os já baixos 36,8% em 2009, e muito menos que os 72,4% nas primeiras eleições, em 1987). É o funcionamento em circuito fechado dos partidos que leva à abstenção e à erosão da democracia.

Professor universitário

(OBS) “Não fui eu!”, “Anita” e outras histórias infantis -Miguel Pinheiro

(OBS)

Os eleitores estavam sentados em silêncio quando, de repente, CATAPUM!, António Costa veio explicar porque é que tem 11 motoristas no seu gabinete. Parece que a culpa não é dele — é do leopardo.

Um dos últimos livros do escritor infanto-juvenil brasileiro Ilan Brenman começa assim: “Estava sentado no silêncio do meu escritório a escrever uma história e, de repente, CATAPUM!, uma coisa pesada caiu no chão. Ia abrir a porta para ver o que tinha acontecido quando ouvi a minha filha dizer: ‘Pai, não fui eu, foi o leopardo’”.

A política portuguesa está cheia de leopardos — e, tal como acontece na história do livro infantil, todos eles entram na categoria de animais imaginários que são invocados com o exclusivo propósito de serem responsabilizados por quem não pretende assumir culpas pelas suas decisões.

Esta semana, por exemplo, os eleitores estavam sentados no silêncio dos seus escritórios quando, de repente, CATAPUM!, Joana Amaral Dias escreveu no Facebook que António Costa tem 11 motoristas com um salário bruto de 2121,32 euros. Os eleitores iam abrir a porta de São Bento para ver o que tinha acontecido quando ouviram o primeiro-ministro dizer: “Não fui eu, foi o leopardo”.

O “leopardo” é, naturalmente, Pedro Passos Coelho. O gabinete do actual primeiro-ministro deu-se ao trabalho de emitir um comunicado sobre o assunto para esclarecer a nação (que, pelos vistos, estava em tumulto por causa do tema) e usou dois argumentos tristemente infanto-juvenis. Primeiro argumento infanto-juvenil: “A composição e a dotação dos membros do gabinete do primeiro-ministro” foi definida num diploma aprovado pelo anterior Governo. Segundo argumento infanto-juvenil: “Sete dos 11 motoristas em funções transitaram do anterior Governo”.

Ou seja: quatro anos depois de ter entrado em funções, António Costa (ou alguém em seu nome) tem a rara coragem de escrever num documento que ainda não teve tempo nem disponibilidade para definir “a composição e a dotação” do seu próprio gabinete, queixando-se assim de ter ficado à mercê das diabólicas decisões tomadas por Passos Coelho; e, além disso, insinua ter sido forçado a ser conduzido — presume-se que correndo riscos rodoviários imprevisíveis — por sete motoristas que, com infinita manha, “transitaram” do Governo troikista.

Era possível defender que este é mais um exemplo da crescente infantilização de uma parte da classe política portuguesa. Afinal, já tivemos um ministro a fazer corninhos no parlamento e um primeiro-ministro a responder a um deputado “Manso é a tua tia, pá!” — portanto, ninguém deveria ficar verdadeiramente espantado por esta utilização do argumento “Pai, não fui eu!”. Mas, na realidade, isso não é o mais importante. O que realmente provoca espanto e fúria (para quem for dado a esses sentimentos) é outra coisa: o primeiro-ministro tem-nos em tão pouca conta? António Costa acha mesmo que alguém acredita, por um minuto que seja, que o seu gabinete tem 11 motoristas por culpa de Pedro Passos Coelho? Mais e pior: se actua desta forma perante um assunto tão irrelevante como a existência de 11 motoristas, que outros “leopardos” inventará o primeiro-ministro para nos iludir sobre assuntos realmente importantes?

A pergunta não é retórica, até porque a resposta chegou um dia depois do comunicado do gabinete do primeiro-ministro, pela cabeça sempre previdente do ministro das Finanças. Quando, numa entrevista ao Público, o confrontaram com os baixos números do investimento público, Mário Centeno defendeu-se assim: “O investimento não é como o Anita Vai às Compras, não vamos com o Pantufa, com um cesto, comprar investimento”. Anita, Pantufa, leopardos imaginários — estamos reduzidos a isto.

(TSF) El Mundo elege Portugal como um dos melhores países para viver a reforma

(TSF)

O clima, o povo hospitaleiro, o baixo custo de vida e uma “dieta saudável” são alguns dos fatores que pesaram na decisão. Veja que outros países fazem parte da lista do jornal espanhol.

Um país com vastas áreas rurais e uma costa extensa a perder de vista, “selvagem e bonita”. É assim que o El Mundo retrata Portugal, um dos destinos eleitos para viver na idade da reforma. O custo de vida, mais baixo do que o espanhol, e o povo hospitaleiro são também argumentos elencados para motivar os que se aposentam a escolher território português para viver.

Para o El Mundo, é ainda importante a posição de Portugal no Índice Global da Paz, onde, em 2018, atingiu o quarto lugar. Fazer parte da União Europeia também integra a lista de razões para fixar morada em Portugal durante a reforma.

Mas, para os que sofrem de artrite, a Tailândia é a escolha ideal, escreve o jornal espanhol. “O inverno não é frio, e é possível escapar ao calor e à humidade nas áreas montanhosas”, continua o El Mundo a descrever. É possível arrendar casa em Banguecoque por 300 euros e gastar 40 euros mensais em alimentação. “Praias de sonho, uma cultura budista, templos, montanhas e ilhas” são outros dos fatores apetecíveis para aqueles que querem desfrutar da reforma.

Peru, Costa Rica e Panamá

O Peru consta do mapa ideal para a publicação espanhola. A comida saudável, o património histórico e cultural, que inclui a cidade de Machu Picchu, as praias, as montanhas, o deserto, a medicina “privada de confiança” e mais de 300 dias de sol por ano são os maiores atrativos.

Mais a norte, a Costa Rica também é dos países mais indicados para reformados, pelo clima tropical, pelo “bom sistema sanitário”, pela “beleza natural” e por ser “um exemplo de modernidade”. A Costa Rica é ainda um lugar privilegiado pela quase ausência de alimentos processados, com primazia pelos legumes e frutas orgânicos.

(EM) España decide compartir con Portugal la celebración del quinto centenario de la primera vuelta al mundo

(EM)

Carmen Calvo habla de “gesta ibérica”, en vez de española, durante la presentación de los actos conjuntos hispano-lusos para conmemorar la primera circunnavegación al globo.

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Carmen Calvo, entre el ministro de Negocios Extranjeros de Portugal, Augusto Santos Silva (izda.), el historiador español José Álvarez Junco (dcha.) y sendos retratos de Magallanes y Elcano. EL MUNDO (Vídeo) // EFE (Foto)

La vicepresidenta del gobierno, Carmen Calvo, ha presentado este lunes la conmemoración del quinto centenario de la primera vuelta al mundo, que ha definido como una “gesta ibérica” en un deseo de unir a España y Portugal en la celebración.

De este modo, la circunnavegación, comenzada por Fernando de Magallanes y terminada por Juan Sebastián Elcano, servirá para alentar diversas acciones conjuntas que se prolongarán hasta 2022, según ha destacado la vicepresidenta. De este modo, ha pretendido atajar la polémica suscitada entre diversos círculos de historiadores, que han acusado al gobierno español de dejación y de ceder todo el protagonismo de la conmemoración a Portugal, cuando la presencia lusa en la hazaña fue minoritaria. Algunos, como María Elvira Roca Barea, incluso defienden que “Magallanes no era portugués”, ya que se hizo español.

En la presentación, en la que ha estado acompañada por el ministro de Negocios Extranjeros de Portugal, Augusto Santos Silva, y por el historiador José Álvarez Junco, Calvo ha asegurado: “No podemos interpretar con los ojos del presente los acontecimientos del pasado y este Gobierno no lo pretende“. Tras el acto madrileño, Calvo ha viajado a Lisboa para participar en otro similar con el gobierno portugués.

Calvo ha destacado que están previstos un total de 193 actos de carácter cultural, científico o deportivo, que se cumplirán en un calendario de tres años.

Hasta ahora, entre las acciones conjuntas que se han aprobado destaca la candidatura de la Ruta de Circunnavegación al Patrimonio Mundial de la Humanidad, promovida por Portugal y España junto a los demás países de la Ruta, así como viajes de circunnavegación a Patrimonio Mundial de la Humanidad, que se emprenderán en 2020-2021 por los Buques Escuela Sagres y Juan Sebastián Elcano.

En materia cultural, destaca una exposición itinerante sobre la circunnavegación, organizada por los Ministerios de Cultura de Portugal y España; la coproducción de una serie televisiva sobre el viaje; o el estudio sobre la ‘Proyección mundial del español y del portugués’, promovida por los Institutos Camoes y Cervantes.

Además, también se incluye en el programa de actos la presentación de una Declaración de los Ministros de Cultura de la Unión Europea sobre el significado de la circunnavegación; así como la participación de Portugal como país invitado en la Feria del Libro de Sevilla de 2019, bajo el lema ‘Leyendo voy, viajando vengo’. “

Álvarez Junco ha señalado que en la conmemoración hay lugar “para muchas cosas, menos para glorias nacionalistas actuales” porque, en su opinión, no dicen nada “a favor de España o de Portugal”, al tiempo que ha destacado que “los sujetos políticos actuales no son los de entonces”.

Según ha indicado, los protagonistas de esta “hazaña humana”, al igual que ocurrió con Cristóbal Colón, buscaban “gloria” y “poder”, pero no les interesaba la “identidad” y su “lealtad” no se debía a una “comunidad política. Esto, junto al carácter de “multinacionalidad” de quienes se embarcaron en aquella aventura, lleva a unas conmemoraciones de “una empresa europea que cambió el mundo”.

(GUA) Notorious Portuguese political prison becomes museum of resistance

(GUA)

Domingos Abrantes walks to the former political prison in Peniche which has become a museum.
 Domingos Abrantes walks to the former political prison in Peniche which has become a museum. Photograph: Rafael Marchante/Reuters

The guards have long abandoned their posts at Peniche fortress, leaving sentry duty to the seagulls and cormorants that speckle its ancient battlements.

Around and beneath the birds are builders in hardhats and hi-vis vests, civil servants, the occasional architect and an old man who is delighted to see the most notorious political prison of the Portuguese dictatorship stir back to life as a stone-and-concrete testimony to its own many and varied cruelties.

Few people know Peniche better than Domingos Abrantes. The communist politician, now 83 and a member of Portugal’s council of state, spent 12 years in prison under the authoritarian Estado Novo regime of António de Oliveira Salazar.

Nine of them were served in Peniche, a 16th-century fortress that was used as a jail for dissidents and opponents of the regime between 1934 and 1974.

“People used to say this was the worst of the fascist prisons,” says Abrantes. “It was the only prison where people were held in individual cells. The whole system here was designed to make everything hard. We didn’t have any books and most of the time were were in isolation and couldn’t speak to each other.”

On 27 April – the 45th anniversary of the prison’s closing following the Carnation revolution – the fortress will reopen as the National Museum of Resistance and Freedom.

An inaugural exhibition will take place alongside the unveiling of a memory wall inscribed with the names of the 2,500 people who passed through its gates under the Estado Novo.

The Portuguese government stepped in two years ago after plans to turn part of the fort into a hotel provoked anger from the people of Peniche, which lies an hour north-west of Lisbon.

Although there are smaller museums dedicated to prisoners of the regime in the capital, in Oporto and on Cape Verde, the Peniche project will be the first national centre and is intended to teach people about the country’s past.

“For us, this is a way to show younger generations what the country was like under fascism,” says Paula Araújo da Silva, the government’s head of cultural heritage. “We want it to be a lesson for children. We want schools to come here and to see what was here so that it doesn’t happen again.”

With the far right once again rising in Europe, the museum’s role is crucial, she adds.

Abrantes is one of the former prisoners who have shared their recollections of Peniche as part of the historical memory project.

Decades after he was released, the prison’s geography and petty routines remain fresh in his mind. He hops over duckboards and around piles of building materials to point out the spot from which a brave inmate intent on freedom plunged into the sea, the roof terrace where prisoners were allowed an hour of fresh air a day and the cold, wet and dark chamber used for solitary confinement.

The long, narrow cell where he spent seven solitary years remains much as it was – apart from the odd detail. The cupboard that housed his slopbucket is empty, his bed has gone and the drilling and shouts of workmen echo along the corridor.

The biggest difference, though, is the window. Mindful of the fort’s beautiful location high above the waves of the Atlantic, the authorities had cell windows whitewashed so prisoners were denied a view.

Former political prisoner Domingos Abrantes inside the fortress in Peniche.
 Former political prisoner Domingos Abrantes inside the fortress in Peniche. Photograph: Rafael Marchante/Reuters

Abrantes’ memories are of dozens of daily whistles and a similarly incessant brutality. “The whole system worked with whistles,” he says. “A whistle to get us up, to come to meals, to sit down, to come in from the recreation area, to go to our beds at night – all the orders were given by whistle.”

He remembers the guard who boasted of fighting in the Spanish civil war and belonging to a firing squad: “He used to say that having political prisoners was a waste of money.”

Chess was banned. One day, a guard came across a board drawn on the floor in chalk, and confiscated the stones the prisoners had been using as pieces. The inmate who called the guard a thief was punished with 17 days in solitary confinement.

“There was a permanent state of conflict between us and the guards,” says Abrantes. Worse still was the fact that the secret police could arbitrarily extend people’s original sentences for “security reasons”.

Some prisoners suffered mental breakdowns and some died in prison five or six years after completing their terms.

Abrantes says he preferred being in a single cell to being held in a group and that he even feels a certain sense of calm when he returns to the fortress.

But, standing in the room that was once the governor’s office, he remembers the day he was told to let a fellow prisoner know that his wife had killed herself. He puts a hand over his heart and turns away.

Portugal, like neighbouring Spain, is still struggling to come to terms with a long dictatorship.

“There’s been a policy of wiping out this memory,” he says. “Even today, there’s no museum and there’s practically no information about fascism in school textbooks. The Portuguese people paid a high price for the loss of 48 years of freedom. People were murdered and imprisoned, so if the younger people feel that freedom just dropped from the sky, then they’re wrong.”

He hopes Peniche will remind people that freedoms can be lost as well as won. “This is the danger: freedom is not guaranteed,” he says. “This museum is here to remind us. This fortress is one of the last remaining symbols of fascism. These walls are a museum in themselves.”

(OBS) Portugal atribuiu cidadania nacional ao príncipe Aga Khan

(OBS)

A decisão foi tomada há duas semanas, mas o anúncio só foi feito este domingo pelo Presidente da República. Aga Khan e o governo acordaram em 2015 instalar a sede mundial do Imamat Isamili em Lisboa.Partilhe

Aga Khan, o 49.º Íman hereditário e líder espiritual dos muçulmanos xiitas ismaelitas, é o mais recente cidadão português. O anúncio foi feito pelo Presidente da República durante a cerimónia de encerramento dos Prémios Aga Khan para a Música, que decorreu em Lisboa este domingo. A atribuição da cidadania portuguesa foi aprovada pelo governo há duas semanas, mas só agora anunciada por Marcelo Rebelo de Sousa, e como reconhecimento pelas ações desenvolvidas pelo Príncipe em prol da República Portuguesa. “Estou muito orgulhoso em tê-lo como ciddão português, sendo ao mesmo tempo um cidadão do mundo”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo Rebelo de Sousa ao lado de Aga Khan na cerimónia de encerramento dos Prémios Aga Khan para a Música este domingo, em Lisboa

O relacionamento entre Portugal e Aga Khan desenvolveu-se de forma mais intensa a partir de 2015, depois de ter sido assinado o acordo bilateral que consagra que a sede mundial do Imamat Isamili, instituição liderada pelo Príncipe Aga Khan, ficará em Lisboa. Para instalar a sede, Aga Khan comprou à Universidade Nova de Lisboa o Palácio Henrique Mendonça — um edifício do início do século XX, classificado como imóvel de interesse público desde 1982. Depois das obras de reabilitação, vai acolher o gabinete do líder da comunidade, mas também a estrutura responsável pela Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, em particular a Fundação Aga Khan.

A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento começou a atividade em Portugal em 1983, através da Fundação Aga Khan Portugal, e é desde esse ano que o Imã tem um representante diplomático no país. A presença reforçou-se a partir de 2015 e tem sido visível na componente solidária da Instituição, desde a ajuda às vítimas dos incêndios de Pedrogão, à doação de obras de arte.

Recentemente, Lisboa foi o palco escolhido para a cerimónia de encerramento das celebrações do jubileu de diamante de Aga Khan.

A cerimónia de encerramento dos Prémios Aga Khan para a Música , no valor de 500 mil dólares, teve lugar na Fundação Gulbenkian. A cerimónia encerrou com um espetáculo final que reuniu nove vencedores, de seis categorias e oriundos de 13 países da Ásia, África, Médio Oriente, Europa e América do Norte. O egípcio Mustafa Said foi o grande vencedor na categoria de desempenho desta primeira edição dos prémios criados pelo Principe Aga Khan com o objetivo de promover a criação artística e musical de raízes islâmicas.

Espetáculo de encerramento dos Prémios Aga Khan para a Música, que decorreu este domingo em Lisboa

(ABC) Grandes fortunas y jubilados se refugian en Portugal por sus bajos impuestos

(ABC) El régimen luso para extranjeros permite ahorrar miles de euros en la factura fiscal y seduce a altos patrimonios internacionales y españoles

Portugal se ha convertido en un reclamo para atraer a jubilados de otros países con un cierto poder adquisitivo, que se dejan seducir por las ventajas fiscales en vigor y, sobre todo, por la flexibilidad del programa NHR, es decir, residentes no habituales (de acuerdo con sus siglas en inglés).

También los españoles se suman a esta tendencia, especialmente en los últimos meses debido a razones de peso como el hecho de que ni siquiera sea necesario vivir al otro lado de la frontera: basta con adquirir una propiedad o alquilarla. Y se puede mantener la residencia fiscal sin tener que garantizar previamente al menos seis meses de estancia.

En esos casos, la exención de impuestos o el pago muy reducido están asegurados durante un periodo de 10 años, por lo que las peticiones para acogerse a este plan se han incrementado un 45% en los cuatro últimos años.

Así que cada vez más jubilados españoles se deciden a dar el paso, en sintonía con los de Alemania, Suecia, Francia, Holanda o Finlandia, cuyo gobierno protestó meses atrás por la «competencia desleal» que supone la iniciativa portuguesa. Fuentes jurídicas apuntan que la Comisión Europea ha comenzado a revisar este régimen por su discriminación. En el caso del Reino Unido, las solicitudes se cuentan ya por miles, a causa del pánico a la incertidumbre del Brexit. Las regiones de Lisboa y Oporto concentran a los aspirantes, aunque también el Algarve o Madeira despuntan en el horizonte.

Este régimen ha atraído a miles jubilados que rescatan sus planes de pensiones privados sin pagar un euro a Hacienda. Con estos mimbres, el país ha seducido a personalidades como el exvicepresidente de Coca-Cola, Marcos de Quinto -que de 2018 hasta ahora tenía fijada su residencia en el país luso-, o a la mismísima Madonna, establecida en Lisboa.

Miles de pensionistas

Como ejemplo de las diferencias fiscales, si una gran fortuna ingresa 1,5 millones de euros por rendimientos del trabajo, en España pagará unos 700.000 euros en impuestos, una cuota similar a la que tributará un portugués residente, con tipos de hasta un 48%. Ahora, si se trata de un español acogida al régimen NCR, la factura bajaría al entorno de los 300.000 euros, un 20%. Una distancia de unos 400.000 euros entre un status y otro que se va incrementando con ganancias mayores: hay exención para dividendos, intereses, rentas del alquiler y demás.

Eso sí, Hacienda vigila que verdaderamente la residencia esté localizada efectivamente en el país luso y para ello rastrea desde el consumo de luz o gas hasta si el contribuyente en cuestión está suscrito a periódicos locales, apuntan asesores. «Hay algunas asociaciones con socios de elevado poder adquisitivo y con fondos de pensiones acumulados muy altos que se hallan en fase de trasladar su residencia a Portugal para aprovechar todas las ventajas fiscales de este lado de la frontera», dice a ABC un ejecutivo de un banco español presente en Portugal.

Es el termómetro de la situación que se está ‘cociendo’ en este sentido, a través de fórmulas que pasan cada vez más por el asesoramiento especializado y colectivo. Un síntoma inequívoco de que no se trata de casos aislados.

La embajada de España en Lisboa informó a ABC de que, a fecha 21 de marzo de este 2019, tiene inscritas como residentes a 1.932 personas mayores de 65 años y como no residentes a 62. En cuanto al consulado de España en Oporto, sus cifras oficiales para esa edad totalizan 388 y uno, respectivamente. La curva se dibuja ascendente, amplificada por la cercanía, la calidad de vida y la buena gastronomía que ofrece Portugal.

Según ha podido saber ABC, el perfil de pensionista va desde jubilados de oro de los principales bancos españoles hasta terratenientes y adinerados del mundo rural pasando por inversores con importantes ganancias en Bolsa que ponen rumbo al país luso para enjugar sus impuestos.

Casos concretos

A sus 68 años, Carmen Martínez-Bordiú es uno de los rostros más conocidos que ha dado el salto para aprovecharse de este régimen desde su nueva residencia en Cascais, a 30 kilómetros de Lisboa y erigida en la localidad portuguesa con mayor renta per cápita. Asimismo, el escritor Lorenzo de Médici (último de la histórica dinastía) ha cambiado Barcelona por Azeitao, un enclave a 35 kilómetros de Lisboa donde este italiano «muy español» ha encontrado mayores beneficios fiscales.

El programa NHR existe desde 2009, así que cumple una década y ha sido implementado tanto por los socialistas (que lo pusieron en marcha bajo el mandato de José Sócrates) como por los conservadores del PSD, que no cesaron de incentivarlo cuando Passos Coelho ejercía de primer ministro. Es la contribución de Portugal a la denominada «silver economy» (economía de plata, vinculada a los jubilados), con el aval de que el coste de la vida resulta inferior al que se registra en España, Italia o Dinamarca. El «efecto llamada» ya está aquí.

(SOL) MP acusa TVI e diretor de informação no caso Banif

(SOL) Banif considera que a notícia esteve “na origem de uma enorme perda de liquidez ao longo dos dias” a seguir à transmissão da notícia na TVI24. 

O Ministério Público (MP) acusou, esta sexta-feira, a TVI de ofensa à reputação económica do Banif e o diretor de informação do mesmo canal de televisão, Sérgio Figueiredo, de desobediência qualificada e ofensa à reputação, informou a hoje Comissão Liquiditária.

De acordo com o comunicado da Comissão Liquiditária, citado pela Lusa, o Banif foi, esta sexta-feira, notificado do despacho do MP do encerramento do inquérito, no qual foi deduzida também, além do crime de desobediência qualificada, acusação de crime de ofensa a organismo, serviço ou pessoa coletiva sobre Sérgio Figueiredo. 

Recorde-se que, na base deste processo, está uma queixa feita pelo Banif, na sequência de uma notícia acerca do alegado “fecho” do banco, que foi emitida pela TVI24 no dia 13 de dezembro de 2015. 

O Banif considera, segundo a mesma nota, que a notícia esteve “na origem de uma enorme perda de liquidez ao longo dos dias” a seguir à transmissão da peça.

“De acordo com a acusação do Ministério Público, o arguido Sérgio Figueiredo, previu e quis revelar e divulgar/tornar público tal notícia num meio de comunicação, não obstante saber que o seu teor poderia ser falso e que a mesma seria ofensiva da imagem e competência económica do Banif”, refere o comunicado da Comissão Liquiditária.

(OBS) Os que querem ser os donos disto tudo – Helena Garrido

(OBS)

A semana teria sido maravilhosa para o Governo sem as notícias de empregos de familiares de socialistas que são ministros e deputados. A captura do Estado pelas elites urbanas ficou exposta como nunca

Os sintomas já se detectavam há algum tempo. Ironicamente, o Governo classificado como sendo o mais de esquerda, nos anos mais recentes em Portugal, é exactamente aquele que mais controlado é por um pequeno grupo urbano chame-se ele socialista, bloquista ou até comunista.

A própria estratégia orçamental de controlo do défice público orientou os recursos para a recuperação dos rendimentos da população urbana, directa ou indirectamente dependente do Orçamento, e sacrificou as pessoas que precisam dos serviços públicos. Sim, todos precisam de serviços público, como Saúde e Educação, mas há uns que precisam mais do que outros, quer por terem rendimentos mais baixos quer porque vivem em sítios onde não há escolha.

A captura do Estado pelas elites urbanas e partidárias atingiu a sua exposição máxima nos últimos dias em que se revelaram teias de empregos entre familiares do PS.

Vale a pena começar por separar o que é do que não é relevante. Um desses contributos está no artigo de São José Almeida intitulado “Da imaturidade endogâmica de uma democracia”. É preciso distinguir o que é diferente. Os ministros Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino, marido e mulher, fazem há anos carreira política pública no PS e não é de estranhar que sejam ministros do mesmo Governo além de nada de novo ter acontecido. Mariana Vieira da Silva, filha de José Vieira da Silva, também já fazia parte do Governo, foi apenas promovida a ministra e é uma escolha directa do primeiro-ministro. Nada a dizer nem a apontar a estes casos.

O mesmo já não se pode dizer de outros casos e especialmente da dimensão que assumem, como se pode ler neste trabalho do Observador. Como diz Vital Moreira “o número conta” e o tipo de nomeação também. As nomeações que ligam Pedro Nuno Santos e Duarte Cordeiro são talvez a que mais criticas merecem, como critica merece a defesa que o agora ministro das Infra-Estruturas fez no Facebook sobre a nomeação da sua mulher. Ouviram-se algumas opiniões a defender que se estava perante comportamentos de misoginia ou machismo, nas criticas feitas às nomeações, mas parece existir mais machismo na defesa de Pedro Nuno Santos.

Paralelamente atingiram-se também níveis de disparate, numa vertigem de busca de laços familiares, como acontece no artigo do El Pais onde se diz que Ana Paula Vitorino é filha de António Vitorino ou quando se afirma que Pedro Marques é da família de Maria Manuel Leitão Marques – Vital Moreira faz aqui uma síntese dos disparates que se têm dito.

Os disparates que se disseram ou as falsas ligações familiares não apagam o problema de base: há neste Governo um excesso de ligações familiares e de amizade que atravessa todo o Executivo, incluindo-se nele o primeiro-ministro. Há na recente governação do país, onde se inclui não só o PS, mas também o BE e o PCP, redes de ligações que têm as suas raízes na escola, na faculdade e na família com uma elevadíssima concentração urbana e em Lisboa. (Perdoem-me que reviste o que escrevi na altura dos incêndios de Outubro de 2017 com o título “Uma tragédia escolhida por nós”).

Uma das marcas desta legislatura é a captura do Estado por elites urbanas. O semanário Expresso, citando um histórico socialista, diz que “este PS é agora de gente que andou nos mesmos liceus de Lisboa, nas mesmas faculdades, frequentam os mesmos restaurantes, vão aos mesmos concertos… Estão fechados no mesmo círculo”.

O problema não está apenas no PS mas também nos partidos que suportam o Governo. Aos poucos vamos percebendo que o BE é igualmente um partido de elites urbanas mais jovens – o caso Robles é um exemplo disso – e que o PCP que decidiu apoiar este Governo tem a mesma marca de ligações históricas com o PS de António Costa.

Nada disto seria um problema se não influenciasse, como está a influenciar, o desenho das políticas públicas; se não afastasse ainda mais da política a população que não vive em Lisboa ou à mesa do Orçamento do Estado; se não levasse alimento aos discursos populistas contra os políticos.

A captura do Estado pelas elites partidárias urbanas é um perigo e nestas últimas semanas ficou exposta como nunca até aqui. O PS, o BE e o PCP cometem um erro grave se não olharem de frente para este problema e se não o combaterem. Cometem um erro grave com consequências que lamentavelmente cairão sobre todos nós.

(ECO) Economia regressa aos défices na balança comercial nove anos depois

(ECO) O BdP vê a economia a crescer menos, mas mais à custa do consumo privado. A fatura chega em 2020 com a balança de bens e serviços a regressar a terreno negativo devido ao impulso das importações.

O Banco de Portugal (BdP) prevê que a economia portuguesa volte a apresentar um défice na balança comercial no próximo ano, em resultado do comportamento do consumo privado. Desde 2011 que a economia não apresentava um défice na balança de bens e serviços.

De acordo com o Boletim Económico do Banco de Portugal, publicado esta quinta-feira, a balança de bens e serviços vai registar um défice igual a 0,2% do PIB em 2020, depois de este ano apresentar um excedente de 0,2%.

Se as contas do banco central estiverem certas, isto significa uma interrupção na trajetória dos últimos anos, em que a balança comercial se manteve em terreno positivo. O último ano em que a balança foi negativa foi em 2011 (de 3,7% do PIB) quando Portugal começou a implementar o programa de ajustamento económico e financeiro acordado com a troika.

“Ao longo do horizonte de projeção, e tal como em 2018, o contributo da procura interna para o crescimento do PIB será superior ao das exportações. Neste contexto, o crescimento das importações será maior do que o das exportações, o que se traduz num saldo negativo da balança de bens e serviços a partir de 2020“, diz o boletim publicado pelo banco central.

No entanto, nas previsões de dezembro do ano passado, o Banco de Portugal já via a economia portuguesa a registar um saldo negativo da balança de bens e serviços em 2018, o que acabou por não se verificar.

Ao longo do horizonte de projeção, e tal como em 2018, o contributo da procura interna para o crescimento do PIB será superior ao das exportações. Neste contexto, o crescimento das importações será maior do que o das exportações, o que se traduz num saldo negativo da balança de bens e serviços a partir de 2020.Banco de Portugal

Apesar de apontar para uma degradação em 2020, a instituição prevê que a balança corrente e de capital mantenha uma posição excedentária até ao final do horizonte de projeção (2021), “com um contributo importante do aumento esperado das transferências da União Europeia (UE) neste período.BdP também corta previsão. Vê PIB a crescer 1,7% este ano Ler Mais

O défice comercial previsto para o próximo ano é o reflexo de um crescimento económico mais assente no consumo privado e em que as exportações perdem na comparação com as importações.

Em 2019, quando o PIB deverá aumentar 1,7%, a procura interna contribuiu com 1,3 pontos percentuais do PIB, enquanto as exportações dão uma ajuda de 0,4 pontos percentuais. No próximo ano, mais de dois terços do crescimento vem da procura interna, com as vendas para o exterior a explicarem o restante crescimento do PIB, que o banco central espera que seja igual ao de 2019.

Para este comportamento foram determinantes as revisões em alta face a dezembro no consumo privado e nas importações. O banco central vê o consumo das famílias a subir 2,7% este ano, sete décimas acima do que previa em dezembro, e as importações a crescer 6,3%, mais 1,6 pontos percentuais.

“O aumento do consumo privado está associado à evolução favorável do rendimento disponível real das famílias, que reflete o aumento do emprego e dos salários nominais, incluindo o salário mínimo em 2019, e a evolução contida dos preços”, diz o boletim económico do banco.

(OBS) Esclarecimento de Marcelo Rebelo de Sousa

(OBS)

O Presidente da República escreve sobre as relações entre a sua família e o poder político: “Como cidadão, nunca influenciei nenhuma escolha de familiar para qualquer lugar político”.

Com o objetivo de completar e esclarecer o texto sobre as relações familiares e o poder político, no que me toca, tenho a informar o seguinte:

1. O único membro do Governo na minha família foi meu Pai, há 64 e 49 anos, num regime político diverso daquele em que vim a exercer funções.

2. Quando fui eleito deputado à Assembleia Constituinte e, depois, nomeado membro do Governo, meu Pai estava no exílio no Brasil.

3. O meu irmão António pertence, há muito, a partido diverso daquele de que fui líder e exerceu funções em gabinetes de governos a que fui oposição e mesmo líder da oposição. Foi nomeado presidente da SOFID pelo governo presidido pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, apesar de pertencer a partido da oposição.

4. O meu irmão Pedro foi nomeado administrador não executivo da Caixa Geral de Depósitos pelo mesmo Governo e, apesar de ter sido vice-presidente de um banco estrangeiro e presidente de um banco público português, em comentário televisivo, discordei da sua opção de aceitar o lugar.

5. O meu sobrinho Luís, também de partido diverso do meu, integrou gabinete de membro de um governo que, pública e notoriamente, critiquei em comentários televisivos.

6. O meu sobrinho Miguel, do mesmo partido, foi nomeado para gabinete de membro do Governo em funções, mais de um mês antes de eu ser eleito e quase três meses antes de eu tomar posse do cargo que exerço.

7. Como deputado, governante, autarca, líder partidário e Presidente da República, nunca nomeei familiar para função ou cargo algum.

8. Como cidadão, nunca influenciei nenhuma escolha de familiar para qualquer lugar político.

9. Finalmente, não fui nomeado por ninguém Presidente da República, fui eleito pelo povo português.

(OBS) Há novidade, sim, Dr. António Costa – Rui Ramos

(OBS)

A endogamia do governo não é uma tradição portuguesa, mas um fenómeno novo, que sugere o isolamento de um regime e o esgotamento político do grupo que domina o país há vinte anos.

De repente, até a imprensa espanhola deu por que a península não acaba em Badajoz e que para além da raia há um curioso país governado por parcerias de pais e filhos, e de maridos e mulheres, como uma empresa familiar. É de facto extraordinário. Mas o primeiro-ministro, muito descansado, matou logo a questão: “não era novidade”. Porquê? Porque já era notícia conhecida? Ou porque, em Portugal, sempre teria sido assim, mas só agora a imprensa, por má vontade contra o governo, estaria a desvendar os parentescos dos políticos? Ora, se foi neste segundo sentido que António Costa disse que não havia novidade, é preciso dizer que sim, que há novidade.

Nos séculos XIX e XX, mesmo sob regimes supostamente representativos e apesar de revoluções frequentes, a base de recrutamento político manteve-se bastante restrita em Portugal, não só pela dimensão do país, mas por a instrução da população ser reduzida. Se a isso adicionarmos o nepotismo, não é surpreendente que os mesmos nomes de família tendessem a repetir-se na vida pública, tal como acontecia em muitas profissões. Na segunda metade do século XIX, cerca de metade dos deputados tinham alguma relação de parentesco com outro deputado. Houve sempre muitos primos e irmãos na política. Os irmãos Passos, Manuel e José, os líderes da esquerda nos anos 1830, são um exemplo. Os filhos sucederam por vezes aos pais. Carlos Lobo de Ávila, ministro na década de 1890, era filho de Joaquim Tomás Lobo de Ávila, ministro na década de 1860. Dizia-se até que o velho Lobo de Ávila preparara o filho, desde pequenino, para uma carreira parlamentar, obrigando o miúdo em casa a fazer discursos que ele ia interrompendo com apartes e protestos, para o jovem Carlos se habituar a falar no meio do tumulto das assembleias. É fácil reconstruir linhagens e redes de políticos aparentados, em alguns casos através de regimes que entre si se contradiziam na ideologia e no funcionamento.

Mas sendo as coisas assim, há a registar este facto que agora parecerá espantoso: num país com uma população ainda mais pequena do que a de hoje e muito menos escolarizada, não tenho notícia de irmãos ou filhos e pais terem sido ministros ao mesmo tempo durante a Monarquia Constitucional, a Primeira República ou o Estado Novo. Pode-me estar a escapar algum caso, mas penso que não. Quanto à actual democracia, creio que só uma vez, antes da época actual, dois ministros foram parentes muito próximos: Ricardo Baião Horta e Basílio Horta em 1981. Podia ter acontecido outra vez em 1990, mas Miguel Beleza tomou posse como ministro das Finanças no dia em que a sua irmã Leonor Beleza deixou de ser ministra da Saúde.

Isto dá ideia do carácter excepcional do grau de endogamia da actual governação socialista. Porque é que numa democracia e num país com uma população maior e mais qualificada do que no passado, e onde portanto a base de recrutamento político é mais vasta, acontece esta coincidência de pais e filhos, maridos e mulheres estarem sentados no mesmo conselho de ministros? Nunca, provavelmente, o número de relações familiares num governo terá sido tão grande, e os números, como notou Vital Moreira, contam. Desculpe, Dr. António Costa, mas é de facto “novidade”, e não podemos procurar a sua razão de ser nas tradições de neopotismo da sociedade portuguesa, porque essas tradições nunca antes geraram tal acumulação de parentes próximos num governo.

Não devemos por isso diluir e confundir os actuais parentescos governativos no meio de outros casos de ligações familiares. Se esta endogamia tem algum significado, não é a de um resquício do passado ou de uma ocorrência normal, mas, pelo contrário, a de um fenómeno novo e único, que sugere o encerramento de um regime, incapaz de se renovar, e o esgotamento político de um grupo que domina o país há vinte anos, e que já só parece encontrar confiança dentro dos círculos familiares mais próximos. Sim, há aqui novidade – e talvez sinal do fim de uma época.

(JN) Mais debate e menos futebol – Nuno Melo

(JN)

Convém que Pedro Marques esclareça: é candidato ao Parlamento Europeu, ou ao cargo de comissário?

Uma “fonte governamental” informou que se Portugal conseguir a pasta dos fundos estruturais, o cabeça de lista do PS às eleições europeias será o próximo comissário europeu a designar pelo Governo. O que o PS ainda não percebeu é que Parlamento Europeu e Comissão Europeia são realidades completamente diferentes e em muitos momentos conflituantes no processo legislativo. Ser candidato a ambas as coisas é simplesmente absurdo. Mas ao menos fica justificado que até hoje Pedro Marques tenha recusado participar em quaisquer debates com outros cabeças de lista ao Parlamento Europeu.

Encontramos Pedro Marques bamboleante no Carnaval de Loulé, ou sorridente em fotografias no Estádio da Luz e no jogo da Seleção contra a Sérvia onde, diga-se, não trouxe grande sorte. Em compensação, quando a U.E. vive os momentos mais difíceis, enfrenta a incógnita do Brexit, a ascensão dos extremismos, o risco do terrorismo e a crise dos partidos tradicionais, o tempo que o candidato socialista gasta a divertir-se é o que que não lhe sobra para discutir com adversários, perante o país, o complicado futuro do nosso projeto comum. O significado é óbvio.

Independentemente do facto, escolher Pedro Marques para candidato a comissário responsável por fundos estruturais equivale a dizer que falhar compensa, como no PS, a par da perversa lógica familiar, sucede tantas vezes.

Depois de todas as falhas da supervisão, que em Portugal permitiram os escândalos do BPN, BPP e outros, o governador do banco central Vítor Constâncio ascendeu ao lugar de vice-presidente do BCE. E quando Pedro Marques significou o desperdício de milhões e milhões de euros de fundos comunitários desde 2015, é precisamente na sua gestão que o PS o pretende entronizado.

Portugal integra o pelotão mais recuado da UE. Os fundos de coesão existem precisamente para ajudar os estados em maiores dificuldades a aproximarem-se dos mais ricos. Mas Portugal perderá 7 % dos fundos de coesão, enquanto o Luxemburgo, com um rendimento per capita de 200 % da média da UE não perderá 1 cêntimo, outros bem mais ricos como Itália e Espanha crescerão 5 % e alguns do nosso “campeonato”, como a Roménia, serão aumentados em 8 %. Programas como a Ferrovia 2020 estão executados em apenas perto de 9%, o Mar 2020 em 17% e ajudas ao investimento na agricultura em perto de 30%, isto, a 9 meses do seu termo regulamentar.

Sobre estes e outros temas, gostava de debater com Pedro Marques. Apareça por favor.

*Deputado europeu

)

(NewEurope) Portugal achieves smallest budget deficit in half a century

(NewEurope)

Portugal’s budget deficit fell to 0.5% of GDP in 2018, the lowest in half a century, according to data released by Portugal’s National Statistics Institute on 26 March.

Portugal went from an 11.2% deficit in 2011 – when Lisbon was forced to seek a €78 billion bailout with the EU and the International Monetary Fund – to a minuscule 0.2% in 2018, a number that represented a major drop for the 2017 the budget deficit when it stood at 3% despite the capital injection into the state-owned bank Caixa Geral de Depositos.

The ruling minority Socialist government, which has the full backing of the Communists and radical far-left in the national parliament, has over-delivered as the government budgeted for a 1.1% deficit.

The latest results were largely achieved mainly due to an increase in tax revenue and social security contributions.

(Forbes) The Next Buena Vista Social Club? Music And Wine From Portugal Aims To Travel The Globe

(Forbes)

A unique mix of music, wine, travel, history and community began in Lisbon, Portugal, and is now trying to conquer the globe.

It’s called Rua das Pretas — a gathering of local and visiting musicians who have partnered with a historic Portuguese winery and aim to be known as a musicians’ traveling circus. The musicians say they are akin to a Portuguese version of the Buena Vista Social Club, a group of Cuban musicians who popularized traditional Cuban music and, with the aid of producer Ry Cooder, recorded a Grammy-winning album.

During the first three months this year, Rua das Pretas was held weekly on Saturday nights at Lisbon’s Palace of Príncipe Real and in Madrid, Spain, and Porto, Portugal. In May and June, the gathering is scheduled for Paris, New York City, Tokyo and Seoul, South Korea.

Brazilian musician Pierre Aderne, who has lived in Portugal since 2007 and once lived on a street named Rua das Pretas, leads the group of musicians. He is supported by famous Portugal winemaker Dirk Niepoort whose family’s wines have been produced in the country since 1842. A host of other Brazilian and  Portuguese musicians play with Aderne, as well as New York-based singer-guitarist Brian Cullman.

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More than 140 musicians have traveled to Portugal to play with local musicians at Rua das Pretas inside Príncipe Real Palace in Lisbon. RUA DAS PRETAS

Aderne, who sings and plays guitar and percussion, estimates that more than 140 musicians — including artists from America, France, Cape Verde and other African countries — have traveled to the Palace of Principe Real during the past 1 1/2 years to play with the Portugal-based musicians. Six to 15 musicians usually play at each session.

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Aiming to celebrate Lusophone (Portuguese speaking) culture, the music they create blends bossa nova, fado, samba, blues, folk and jazz and is enjoyed by an audience of wine-toasting fellow artists, tourists and gypsies. Four Niepoort wines and a wine by another Portuguese winemaker, Luis Cerdeira, are being promoted as part of the Rua das Pretas project. Corks include a download code to listen to the musicians’ songs.

“What makes the Palace of Principe Real so special for me is that audience and fellows artists are part of the same scene,” Aderne says. “Everyone is on stage — no microphones, no amplifiers — sharing a glass of wine and a few stories, playing unfinished songs and blending languages and cultures. I used to say that Rua Das Pretas is not a concert. It’s a party, a community.”

The musicians and Niepoort have released a seductive album of love songs, Rua das Pretas, that goes well with a mellow bottle of wine. It can be bought as a download at Amazon and iTunes, streamed on Spotify or purchased at select wine shops and wine bars in New York and California.

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Local wines never takes a back seat at a Rua das Pretas musical gathering in Lisbon. NICOLE SANCHEZ

The music on the album and at the Rua das Pretas gatherings is a melting pot, Cullman says.

“It’s a United Nations of talents, cultures and languages,” he says. “There are samba players from Brazil; fado singers from Lisbon; bass players from the world of jazz; singers from Cape Verde; Americans like me who fell in love with the sea and the cool night air; dark Moorish gypsies running away from some forgotten crime; trumpet players who’ve lost their trumpet, and songwriter-guitarists from the beaches of Ipanema. But what we all have in common is a desire to create a musical world where we can all live together.”

Portugal-bound travelers can attend the Rua das Pretas concerts by booking through airbnb or the Rua das Pretas website. A ticket for a Saturday night performance costs $59 and includes tapas, two glasses of wine and a crystal wine glass inscribed with one’s name.

“It’s good to book,” Cullman says, “but Lisbon is very open, very friendly, and I’ve never heard of someone showing up at the door and being turned away. Food and wine are part of the experience. There are Portuguese croquettes, cheese, prosciutto and breads, and no one leaves hungry. If you show up with your own food and wine, you better be prepared to share it with everyone.”

Dirk Niepoort creates special wines for the gatherings. “So no one goes thirsty,” Cullman says. “There are no rules, but, if you forget to toast the musicians at the end of an evening, your car will probably be towed away.”

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(IMF) Lessons from Portugal’s Recovery

(IMF)

March 25, 2019

Thank you for joining us today. It is an honor to take part in this event recognizing Portugal’s economic achievements. I would like to express my appreciation to Governor Costa da Silva for hosting us today.

When IMF Managing Director Christine Lagarde was here in Lisbon three weeks ago to speak before the State Council, she made a point that is well worth restating: in the depths of crisis, successive Portuguese governments and the Portuguese people themselves took ownership of the reforms needed to bring about recovery. There were difficulties along the way—as in any complex adjustment. But the positive results highlight the importance of political cohesion in responding to economic difficulties.

We have already had a chance this morning to hear about Portugal’s achievements, the tasks that remain, and the challenges that Portugal and Europe still face in a time of global uncertainty. I would like to examine each of these themes before circling back to the matter of political cohesion.

Global growth has slowed, including in Europe. Trade tensions continue to undermine confidence. Financial markets have been quick to react— and sometimes over-react—to perceptions of vulnerability. Political divisions have been heightened by rising inequality, economic divergence within the EU, migrant and refugee flows, and Brexit. And the post-World War II consensus on the importance of multilateral solutions to international problems appears to be fragmenting.

Growing Risks and Uncertainties

I am not saying that the sky is falling. It is not. In fact, most forecasts out there, including ours, see some recovery in Europe over the next several quarters. But we are facing growing risks and uncertainties. And that means that all countries need to renew their commitment to the reforms that will support growth now—and strengthen potential growth in the long term.

At our opening panel this morning, Wolfgang Munchau raised the topic of the next downturn. Whether we are talking about a garden variety recession or a worst-case scenario, we should anticipate that a downturn awaits us somewhere over the horizon.  So, the question we should address is whether Europe and Portugal are properly prepared to sustain growth, to prevent another systemic shock, and to react to whatever comes.

I recognize that this is a well-trodden path for the EU, and that it is all about risk rather than the baseline. But it is important.  If Europe is going to strengthen its defenses against crisis and make further progress toward integration, then it must overcome the policy shortcomings that could exacerbate the next downturn—whenever it eventually comes.

The bottom line is this: the tools used to confront the Global Financial Crisis may not be available or may not be as potent next time. The space for additional monetary policy accommodation will surely be more constrained; fiscal resources may not be as available in many countries; and political resistance to bailouts may be greater because many people feel that those who brought about the last crisis did not shoulder their share of the burden.

Strengthened EU Architecture

Despite the narrowing policy space, there has been good progress. The EU has strengthened its institutional architecture. The ESM provides firepower to support countries in need of financing. The Single Supervisory Mechanism has bolstered bank surveillance. The Single Resolution Mechanism has enhanced the credibility of bank resolution and made it less likely that taxpayer-funded bailouts will be needed. And, after long deliberations, there is agreement on establishing a common backstop for the Single Resolution Fund.

But there is still more to be done—especially in the realm of risk sharing across the EU. Bank supervision remains too fragmented; banking union is missing the pillar of a common deposit insurance scheme. Capital markets are still fragmented along national lines, which limits the potential for cross-border risk sharing.

While some fiscal reforms have been put in place, a fiscal-stabilization capacity at the center is needed to respond to macroeconomic shocks and improve the fiscal-monetary policy mix. In its absence, the euro area will remain over-reliant on monetary policy for stabilization and too much of the burden of crisis response will fall on individual countries, with their ability to respond depending on each country’s fiscal space.

Within bounds, this is as it should be. Each country has the responsibility to reduce risks and to sustain—or raise—growth.  But in a severe downturn, those bounds may be tested.

Of course, greater risk sharing must go hand-in-hand with risk reduction that is ensured through strong regulation and supervision. All countries have an obligation to put—and keep—their own house in order. That will strengthen the case for more risk sharing without creating moral hazard.

Global Challenges

Obviously, this is not a matter for Europe alone. The U.S. needs to get its fiscal house in order as well. U.S.-China trade tensions pose the largest risk to global stability. Beijing needs to continue its shift toward high-quality growth and should support a sustainable globalization. All emerging markets should face up to external shocks and volatile capital flows.

While most baseline forecasts show some recovery ahead for Europe, many have been surprised by the size and pace of the recent deceleration. So, it is important to acknowledge the continuing uncertainty about the coming year, including with the crucial issue of Brexit still unresolved.

Each country should act now to strengthen their defenses ahead of a potential downturn. That includes those who have not addressed glaring vulnerabilities, most notably Italy. A serious recession could be very damaging for these countries, because they will be shown to be ill prepared. Their weaknesses could present a serious setback for Europe’s goal of convergence—of standards of living, productivity, of national well-being.

On the other hand, there are countries that are in a strong position to face a downturn—most notably Germany, which continues to have space to increase spending. I will return to this point in a moment.

Portugal’s Progress

So where does Portugal fit into this picture? Portugal has made remarkable progress since the time of its adjustment program.

Consider these three sets of numbers:

  • Unemployment peaked at 16 percent in 2013, with the young particularly hard hit. Now joblessness is at 7 percent, its lowest level since 2004. There has been a sharp decline in the long-term unemployed and an impressive reduction in youth unemployment, which is not far above the EU average.
  • Yields on Portugal’s bonds were in double-digit territory during 2011-2012. By contrast, the yield on the 10-year bond is currently around 1.3 percent, showing a remarkable improvement.
  • The overall fiscal deficit in 2010 was about 11 percent of GDP. The government is targeting a small deficit this year, and the primary balance is expected to hit its highest level since 1992. This will contribute to the reduction of public debt as a ratio to GDP, continuing the downward path that began in 2017.

In addition, exports and tourism have boomed, and the current account has been nearly balanced for the last several years. That followed a long period of very large external deficits. All of these achievements have reduced Portugal’s risk profile and strengthened its resilience to shocks.

But there is still room for more improvement. Public debt remains very high—about 120 percent of GDP last year, the third highest in the euro area, and unlikely to fall below 100 percent until 2025. Continuing on the path of debt reduction will help restore fiscal space that can be useful in a downturn.

The private sector remains highly leveraged: non-financial corporate debt is about 140 percent of GDP, and households some 75 percent. And the banking system remains vulnerable despite significant progress repairing balance sheets. NPLs declined to about 11 percent in the third quarter of 2018 from above 17 percent in 2015. But that is still high, and bank profitability continues to be low.

Lifting Productivity

Portugal’s future is not just a matter of addressing vulnerabilities. Growth has been above its estimated potential for some time, reflecting the momentum of the recovery and the positive external environment. But the real challenge is to improve the longer-term growth prospects while continuing the job of repairing balance sheets. That means lifting productivity and enabling Portugal to participate in the global competition for future prosperity.

An important challenge is to inject new vitality into the country’s labor markets. Yes, joblessness has been reduced markedly, and a high proportion of new jobs are permanent. But too many of the new jobs have been minimum wage.

There is reason to think this can change. The economy is increasingly focusing on export markets, and that is forcing companies not only to compete with goods from other European countries, but with the whole world. That places a premium on a flexible work force equipped with advanced skills. And the level of education among young Portuguese is much higher than in earlier generations.

Meanwhile, the decline of non-performing loans in the banking sector is freeing capital that can be allocated to meet the needs of the 21st century economy. But here, too, there is a long way to go because the NPL ratios remain high, as we will hear this afternoon.

Portugal’s product market needs reforms, and the business sector needs to reshape itself to deal with the coming wave of artificial intelligence, robotics, and e-commerce. The government can play a key role in facilitating this change if it remains focused on the reform effort and makes sure that the regulations it controls do not discourage dynamic and innovative activities.

Providing a Supportive Environment

The rest of Europe is essential to this effort. Portugal’s top five export markets are in the EU, led by Spain, France and Germany. Their ability to sustain higher growth can provide countries like Portugal a supporting environment as they continue transforming themselves. In a sense, this is addressing risk without hammering out agreements in Brussels.

All of which brings us back to the point I made at the beginning about Portugal’s economic success being built on a foundation of political consensus in a time of crisis. This is no small achievement.  As we face a period of heightened uncertainty and risk, this country has shown that there is a way forward by rising above differences in the face of common challenges.

It is also a lesson for the rest of Europe—indeed, the world. In the realm of economic policy, conflict and unilateral action only heighten vulnerabilities. Countries that follow this path ultimately will be hard pressed to produce higher levels of high-quality growth.

The issues in front of the EU are tough, but not intractable. Nevertheless, the way toward future accords will lie with a combination of cooperation and reforms. Portugal achieved this amid a crisis. There is no reason that Europe can’t do it without one!

Thank you.

(EP) La fortuna blindada de Cristiano Ronaldo

(EP)El delantero ha creado un imperio empresarial al frente del cual ha colocado a su familia y a un círculo muy íntimo de amigos

Cristiano Ronaldo, durante la inauguración de la clínica de implantes capilares que inauguró en Madrid el pasado lunes.
Cristiano Ronaldo, durante la inauguración de la clínica de implantes capilares que inauguró en Madrid el pasado lunes. GETTY IMAGES

Tras invertir en trasplantes capilares, lo fácil sería concluir que Cristiano Ronaldo no tiene un pelo de tonto. Pero su último negocio es de hace una semana y su olfato para hacer crecer el dinero viene de lejos, de más de una década. Un olfato para buscar minas de oro y para reclutar personas de lealtad inquebrantable, primero la familia —sobretodo su madre—, después su agente, Jorge Mendes, y el hotelero Dionísio Pestana. A ellos les unen características comunes. Todos hicieron fortuna desde la nada y todos son portugueses, muy portugueses: trabajadores y forretas (tacaños). Les ha costado mucho ganar el dinero y no lo van a perder de vista.

Si Mayweather no boxea y Messi no vuelve a renovar contrato, en junio la revista Forbes proclamará a Ronaldo (Madeira, 1985) el deportista mejor pagado del mundo. Ya lo fue en 2016 y 2017. En el último año, según la misma fuente, el exfutbolista del Real Madrid ganó 92,3 millones de euros, de ellos 52,1 en salarios y premios y 40 en contratos publicitarios (Messi, 99,1, por salarios 75 y por publicidad 25). El contrato con la Juventus, que mejora el salario anterior en nueve millones anuales netos, le debe entronizar otra vez como el deportista más rico. Aparte de sus ingresos por la imagen publicitaria, Ronaldo ha construido una marca, CR7, imitando a pioneros como Beckham o Michael Jordan. La firma hace dinero incluso cuando el futbolista duerme. La veinteañera Marisa, primogénita del todopoderoso agente Mendes —dueño de Gestifute y Solaris Sports—, se encarga de activarlo en las redes sociales. La audiencia de CR7 supera los 350 millones de personas, según Hookit, que mide el impacto de las marcas en el mundo digital. Cada post que publica Marisa Mendes en las cuentas de CR7 provoca 2,3 millones de interacciones, que generan 1,5 millones de euros a cada marca respaldada por el futbolista.

En Instagram, Ronaldo ganó el pasado año 351.000 euros por firma publicitada, según la empresa de métrica de audiencias Izea. Ronaldo licencia su logo CR7para colonias, ropa interior, ropa de cama, nutrición (Herbalife), refrescos, mantas de lujo (EliteTeam), relojes, videojuegos, zapatos, acero egipcio, operadores telefónicos (Meo y Turk) pero ningún contrato es comparable al firmado con Nike de por vida, algo que solo Jordan y Lebron James tienen. Son mil millones de dólares (885 millones de euros), un chollo, según los analistas del marketing deportivo, para Nike. Solo el post de Ronaldo tras la victoria de Portugal en la Eurocopa 2016 le reportó a la multinacional cinco millones de euros; en todo el año, 400 millones de euros.

La máquina no para y necesita buscar inversiones para su río de millones. Ronaldo nunca ha sido amigo del riesgo ni de aventuras financieras. Si su éxito deportivo se ha labrado a base de trabajo desde los orígenes más adversos, el mismo criterio sigue con sus inversiones. Cree en lo que ve. Primero lo obvio, el ladrillo. Deja casas por donde pasa, en Londres (cuatro millones de euros), Madrid (siete millones), Lisboa (dos millones) y en la torre Trump de Nueva York (16 millones). Las inversiones se deciden por lo que prueba y lo que ve. Si necesita un jet privado, se lo compra, pero crea una empresa, Dutton Invest, para alquilarlo cuando no lo usa. Pendiente su vida del gimnasio, se asocia a CrunchFitness, una franquicia con más de 250 locales en América, y ahora en Madrid. Ronaldo pasa más días en hoteles que en su casa, de ahí que coloque 40 millones en una línea de hoteles que satisfagan sus gustos, buenas instalaciones de relax activo, buenas conexiones wifi y comidas sanas a cualquier hora. En 2015 se asoció al 50% con otro madeirense, Dionísio Pestana, para crear los hoteles CR7. El primero se inauguró en Funchal, luego en Marraquetch, Madrid, Ámsterdam y Nueva York.

Cristiano Ronaldo, con su novia, Georgina Rodríguez; su madre Dolores Aveiro (a la derecha), su hijo mayor y dos de sus hermanas, en Zúrich en 2017.
Cristiano Ronaldo, con su novia, Georgina Rodríguez; su madre Dolores Aveiro (a la derecha), su hijo mayor y dos de sus hermanas, en Zúrich en 2017. GETTY IMAGES

Si su madre, Dolores, se quedó encantada con un implante de cejas, su hijo vio allí una oportunidad. Ya es dueño del 50% de la expansión internacional de la clínica Insparya, portuguesa por supuesto. Empieza por un país de calvos, España, porque además conoce el mercado y coloca de administradora-vigilante a su pareja Georgina Rodríguez. El impacto económico de Cristiano se extiende no solo a su agente Mendes. Su hermano mayor, Hugo, que regenta el museo del astro en Funchal. Su hermana Katia se ocupa de los restaurantes. Su madre de los vinos y la publicidad. Y hasta su primogénito, Cristianinho ha realizado sus pinitos anunciando vaqueros.

(ECO) Passe único em Lisboa: veja quanto pode poupar

(ECO)

Já pode começar a carregar o novo passe dos transportes, a partir desta terça-feira. Há uma nova tabela de preços e as poupanças podem ultrapassar os 400 euros mensais.

O novo passe único de Lisboa está disponível a partir de hoje para carregamento. Mas atenção, o novo título só entra em vigor a 1 de abril. A mudança no sistema de mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa (AML) permite viajar em todos os transportes coletivos dos 18 concelhos, com um custo máximo de 40 euros por pessoa. Para quem não precisa de carregar já o título, foi criado um passe de transição, com o preço de dez euros e validade de sete dias.

Para famílias, o teto máximo são 80 euros, independentemente da dimensão do agregado familiar. Contudo, esse desconto apenas entrará em vigor em julho, “por questões técnicas”.

Para os residentes de Lisboa que pretendam circular apenas no concelho o preço do título mensal dos transportes ficará nos 30 euros. Para famílias, com dependentes entre os 13 e os 23 anos, pagam 60 euros. Ou seja, o equivalente a dois passes mensais. Crianças até aos 12 anos continuam isentas de tarifas. Também os habitantes dos outros concelhos da AML podem viajar por 30 euros por mês, desde que não ultrapassem as fronteiras do mesmos.

No caso de ter mais de 65 anos, a fatura será no máximo 20 euros. Por exemplo, um sénior que efetue o percurso de Setúbal para Lisboa, que atualmente paga um passe no valor de 120,8 euros, poupará mensalmente 100,8 euros.

O ECO elaborou 12 simulações, com diferentes combinações de transportes e percursos. Se diariamente utiliza mais do que um meio de transporte para de deslocar, fique a saber até quanto pode poupar.

(JE) Venezuela leva Novo Banco a tribunal por bloqueio de contas de 1,5 mil milhões

(JE)L

Quatro entidades públicas venezuelanas avançaram com providências cautelares contra bloqueio de contas. Caso sejam deferidas, banco arrisca perder 5,3% do total dos depósitos em poucos dias.

Quatro entidades públicas venezuelanas avançaram, no início de março, com uma ação judicial contra o Novo Banco devido ao bloqueio de contas com saldos totais de 1,5 mil milhões de euros. Um montante milionário de depósitos  que será levantado de imediato do banco português caso nos próximos dias o tribunal decida favoravelmente as providências cautelares interpostas pelo Banco de Desarrollo Economico y Social (Bandes), Petróleos de Venezuela (PDVSA), PDVSA Services e Petrocedeño.

(L’Espresso) Il boom di Lisbona, città simbolo di un Paese risorto

(L’Espresso)

Cosmopolita e provinciale. Antica e moderna. Cuore del Portogallo andato in pezzi. Che ha avuto la forza di ricominciare. E ora attrae i residenti da mezza EuropaDI ROMANA PETRI 22 marzo 2019Ricordo che Fanny Ardant, la meravigliosa attrice francese, in un’intervista disse che Roma era la città migliore per affrontare una sofferenza amorosa. La sua lancinante bellezza finiva sempre per consolare. Lisbona, invece, mi sembra il luogo giusto per innamorarsi. Innamorasi di qualcuno, o più semplicemente della città stessa, forse una delle ultime capitali europee dove si sente ancora di essere altrove. Soprattutto quando ho cominciato a frequentarla io, negli anni ’90. Una città oltre il confine, perché quello più importante ce l’ha con l’Atlantico che cambia addirittura l’espressione degli occhi dei suoi abitanti. Io lo chiamo “lo sguardo slontanato”.

I portoghesi definiscono il loro Paese «il luogo in cui Giuda perse gli stivali». Insomma, un Paese che non conta molto. E in effetti, a parte il turismo degli ultimi anni, del Portogallo non parla quasi mai nessuno. Nella recente crisi economica che ha coinvolto l’Europa, si discuteva di Grecia, Spagna, Italia, e del Portogallo che stava andando a pezzi nemmeno una parola. Un Paese così piccolo, o Portugal pequenino, e con chilometri e chilometri di inutili autostrade sempre vuote. Risalgono all’epoca in cui si riceveva ogni tipo di sovvenzione da Bruxelles e in molti si spartivano la torta.

Il più famoso scrittore portoghese, Eça de Queiros, diceva che in Portogallo, dopo Lisbona, tutto il resto era paesaggio. E aveva ragione, Lisbona è il Portogallo. Una città che non usa trucchi per sedurre, una città naturalmente seducente. E come diceva Tabucchi: scintillante. Sì, perché Lisbona riesce ad essere luminosa anche nelle giornate senza sole. Forse è il vento, a Lisbona c’è sempre un gran vento che spazza via le nuvole, oppure le fa correre in cielo a una velocità sorprendente. C’è luce anche nelle giornate di pioggia. E di notte il cielo non è mai completamente scuro. Le stelle brillano sempre in un magnifico color carta da zucchero, un po’ come quello che si usa per fare il Presepe. E le calçadas, di notte, hanno la particolarità di diventare lucide, come fossero state bagnate dalla pioggia. E così si cammina per la strada con questo miraggio di scivolosità che a ogni passo scompare per poi spostarsi un po’ più avanti. Una magnifica città fatta di molto riverbero. Luminosa e silenziosa. Sì, perché i portoghesi sono dei mediterranei per finta, in realtà hanno un lato british molto forte. Per capirlo, basterebbe assistere a una loro manifestazione di protesta. Vi assicuro che somiglia più a una processione funebre. La gente sfila in assoluto silenzio. Lo stesso vale per i ristoranti. Le persone mangiano parlando sottovoce, le famiglie non sono espansive, sembra che il controllo sia l’atteggiamento che prima di ogni altro sia non insegnato, ma imposto. Per ascoltare un po’ di rumore, in un ristorante di Lisbona devono entrare degli italiani o degli spagnoli. Loro ce l’hanno soprattutto con gli spagnoli, che chiamano, appunto, os barulhentos (i chiassosi).

Lisbona è fortemente saudadosa. La saudade, questa parola poco gestibile nelle altre lingue e che in italiano traduciamo malamente con nostalgia, anche perché in portoghese la parola nostalgia esiste. La saudade è qualcosa di molto diverso, di molto contorto. Per esempio, potrebbe essere un atto mancato, qualcosa di simile al rimpianto. Oppure una cosa che abbiamo desiderato fortemente senza averla mai ottenuta. Oppure una cosa che abbiamo avuto e poi abbiamo perso, che ci è sfuggita dalle mani. Un essere qui e voler essere altrove. Un essere altrove e voler tornare qui. Pochi Paesi, del resto, forse sarebbe meglio dire nessuno, hanno avuto una corrente letteraria che si chiamava Os vencidos da vida (I vinti dalla vita). Una dichiarazione di annichilimento che forse, anzi, molto probabilmente, nasce proprio dalle ricchezze perdute.

Non ci dimentichiamo che il piccolo Portogallo ha avuto molte colonie e le sue ricchezze venivano tutte da quelle terre miracolose. Una buona parte della saudade nasce anche dall’improvviso impoverimento generato dall’indipendenza delle colonie. Ma quando dico Portogallo io penso a Lisbona e viceversa. Una città stranamente cosmopolita e provinciale allo stesso tempo. Dopo la caduta di Salazar sono rimasti indietro per molti anni rispetto all’Europa. Per parecchi anni, i pochi italiani che andavano in Portogallo tornavano dicendo: sembra il nostro Paese cinquant’anni fa. Accadde un po’ anche ai vicini spagnoli dopo la caduta di Franco. Ma le risorse economiche della Spagna sono sempre state più forti rispetto a quelle dei cugini lusitani. Non è un caso che gli spagnoli vengano ancora chiamati dai portoghesi (ironicamente, o forse malinconicamente): La Invincibile Armata. Non c’è ricordo storico peggiore per un portoghese di quello della dominazione spagnola.

Ricordo che nei primi anni del 2000, Lisbona si distingueva ancora molto per assenza di quella cialtroneria nell’abbigliamento maschile che in Italia aveva già preso piede da anni: pantaloncini corti, pinocchietti e sandali. Non c’era uomo, giovane o anziano, che ne facesse uso. Loro portavano un paio di pantaloni scuri e una camicia bianca. E turisti ce n’erano, ma non moltissimi. Poi tutto è cambiato in poco tempo. Il Portogallo, soprattutto grazie ai bellissimi racconti e romanzi di Antonio Tabucchi, è diventato meta prescelta di un grande numero di turisti. Certo, gli alberghi non erano moltissimi. C’erano parecchie pensioncine da pochi soldi che ricordavano molto i bas fonds. E la città si girava in macchina in poco tempo. Si poteva finire di cenare e decidere all’ultimo di andare al cinema con la certezza di trovare parcheggio. Ma se ci sono città che per il loro passato sembrano avere un passo lento rispetto alle altre, poi succede che all’improvviso si mettano a correre. In pochi anni ho visto cambiare Lisbona, l’ho vista andare al galoppo. I tanti palazzi fatiscenti del centro, quelli che erano stati abbandonati e cadevano a pezzi, spesso lasciando in piedi solo la facciata, sono stati demoliti e al loro posto sono nati un albergo dietro l’altro. E tutti di alto livello e ottimo gusto. Prima gli alberghi di lusso rischiavano di fallire, ora sono le pensioncine che sono quasi scomparse. E si sono moltiplicati i bar, i ristoranti, le caffetterie. Purtroppo anche i tuc tuc. Li conoscete? Hanno cominciato due o tre ragazzi con queste jeep aperte, di bassa cilindrata, che ricoprivano con della cerata pesante e trasparente. Ci portavano i turisti in giro per la città. C’era una specie di fermata, al Miradouro Santa Luzia, e i turisti stavano lì, in fila, ad aspettare che ogni tanto ne arrivasse uno. Oggi sono diventati l’incubo della capitale portoghese. Uno dei tanti punti di ritrovo è sempre lo stesso Miradouro, ma oggi è strapieno di questi mezzi. I turisti ci salgono felici, spesso con una bottiglia di vino in mano, rossi in volto perché il sole di Lisbona abbronza le loro pelli nordiche in qualsiasi stagione. E questi tuc tuc partono, arrancano per le faticose salite della città, si insinuano nelle minuscole stradine dell’Alfama. Prima i turisti prendevano il 28, lo storico elétrico, un normale tram usato anche dai cittadini, ma che era diventato un po’ il simbolo della città. Lo è ancora. Solo che alla fermata del 28 le attese sono lunghe, i tuc tuc invece sono tanti.
E Lisbona è cambiata. Il traffico è diventato abbastanza caotico, i parcheggi meno facili da trovare. Ma l’incanto di questa seducente città non è stato cancellato. In fondo è una città piccola, ancora a misura d’uomo. Quando penso a uno dei suoi più attesi appuntamenti, mi viene sempre in mente la Fiera del Libro. Non è come siamo abituati noi, nel solito luogo chiuso e un po’ asfissiante. A Lisbona la fiera si svolge nel Parco Eduardo VII. Immaginate due enormi viali paralleli, tutti fiancheggiati di baracchini di legno, ognuno colorato in modo diverso, ognuno grande a seconda dell’importanza del gruppo editoriale o del piccolo editore indipendente. E tutto in una strada in discesa. In piedi, all’inizio della fiera, si domina l’intero spettacolo. La tela di fondo, però, è come sempre il meraviglioso Tago. Un fiume azzurro, dove fino a qualche anno fa si potevano ancora vedere i delfini, e che proprio a Lisbona sfocia nell’Atlantico. Cielo, Tago e Atlantico dominano questa malinconica e struggente città dove la sera, nel quartiere Bairro Alto (l’unico della movida) risuonano da ogni ristorante le noti lancinanti del fado, la musica portoghese. Sono canzoni di amore e morte che tanto hanno girato il mondo con la grande Amalia Rodriguez, e che oggi hanno con Mariza la sua degna erede.

Con la recente crisi il governo aveva subito cancellato il Ministero della Cultura, affermando che con la cultura non si mangia, e il Presidente, in televisione, aveva incitato i giovani di valore ad abbandonare il Paese e cercare fortuna altrove. Con la ripresa, Lisbona è diventata anche città d’arte e di cultura. Certo, il suo Teatro di musica lirica, il San Carlo, non ospita le migliori compagnie del mondo. Ma tante altre cose sono state create in questa città. Soprattutto nella zona Expo, quella che venne costruita nel ’98 da famosi architetti per dare un volto futurista anche a questa città antica, un po’ come è successo a Barcellona. Di sicuro vale la pena visitare il Maat, il nuovo museo di arte, architettura e tecnologia inaugurato circa un anno e mezzo fa sulle sponde del fiume e che in un certo senso ha fatto coniare l’espressione “Lisboom”, proprio ad indicare il grande cambiamento culturale nel quale la città ha voluto investire negli ultimi quattro anni. Tra le mostre più importanti che ha ospitato ricorderei senz’altro: “Gary Hill. Linguistic Spill in the Boiler Hall”. L’artista statunitense presentava un interessante mélange di suono, linguaggio e immagine elettronica. Una ricerca che l’artista ha cominciato a fine anni ’70. E poi certamente “Thermodynamic Imaginary”, la personale di Tomás Saraceno che includeva vecchi e nuovi lavori sul rapporto tra esseri umani, ambienti urbani e natura.
Da non dimenticare certo, il grande successo di Arco Lisboa, una splendida Galleria di arte contemporanea, un po’ sull’onda di quella madrilena ma più piccola. Qui si susseguono importanti direttori e curatori di musei internazionali. Una delle ospiti è stata l’italiana Mariella Senatore che ha esposto “Procession”, un interessante progetto legato alla pratica artistica della performance. Ma per chi ha gusti più classici c’è sempre il Museo dell’Arte Antica, il Museo del Fado, delle Carrozze, degli Azulejos.
Personalmente, una cosa da non perdere è una cena al Club del Fado. Non saprei nemmeno dire come si mangia perché quel che rapisce è proprio la musica. In questo locale si trovano i migliori cantanti di fado di tutta Lisbona. L’importante è attenersi alle regole. Tra una canzone e l’altra si mangia e si parla, ma quando si abbassano le luci e sotto un finto lampione e un mantello nero sulle spalle, entra in scena la cantante, alla prima schitarrata tutto si deve fermare. Ed è davvero così, come se il tempo non esistesse, come fosse tutto in quelle tragiche parole di amori perduti. A fine vacanza è d’obbligo affittare per mezza giornata una macchina e andare alla Costa da Caparica. Sono le spiagge più vicine a Lisbona. Chilometri e chilometri di sabbia dorata in un susseguirsi di stabilimenti. Sceglietene uno qualsiasi, sedetevi a un tavolo e ordinate una freschissima spigola grigliata. Ogni stabilimento ha il suo pescatore che proprio lì, sulla spiaggia, di notte le prende con la tecnica del surf casting. Ve la serviranno in un grande piatto pieno di contorni e la gusterete bevendo un ottimo vino locale. Chiuderete con un buon caffè (il Portogallo è l’unico Paese in cui un italiano può berlo), e la spesa la troverete davvero irrisoria. La Costa da Caparica vi resterà nel cuore. C’è lì un incanto, o forse il tempo fermo dell’attesa, che sembra uscito da un laconico film di Sergio Leone. n