(DN) Acordo cinematográfico Portugal-Israel entra em vigor amanhã

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O objetivo principal do acordo é “desenvolver laços culturais e tecnológicas entre Portugal e Israel” bem como “promover as indústrias cinematográficas e o crescimento económico dos setores ligados à atividade”.

O acordo de coprodução cinematográfica entre o governo português e israelita, acordado em 2016 por Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Benjamin Netanyahu, na altura também ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, vai entrar em vigor esta quarta-feira, dia 17 de abril.

O objetivo principal deste acordo, além de desenvolver a pr​​​​​​odução cinematográfica, é criar um “desenvolvimento dos laços culturais e tecnológicos entre Portugal e Israel”, segundo um comunicado da Embaixada de Israel em Portugal. O principal promotor deste acordo foi Raphael Gamzou, atual Embaixador de Israel em Portugal e ex-diretor-geral das Relações Cientificas e Culturais no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Jerusalém. Gamzou defende que a história de ambos os povos tem muito pontos em comum e que este acordo pode fazer com que várias “histórias que ainda estão por contar” ganhem protagonismo no grande ecrã.

Outro dos objetivos da coprodução é promover as indústrias cinematográficas de ambos os países e o crescimento económico dos setores ligados à atividade. Neste momento, já estão a ser feitos alguns contactos entre ambas as indústrias cinematográficas com o propósito de criar e fortalecer futuras coproduções.

O Cinema City, com cerca de 50 salas espalhadas pelo país, é gerido pelo israelita Eyal Edery, com 43 anos, filho de Leon Edery, fundador do Cinema City e da produtora de filmes, a United King Films, que já produziu mais de 300 filmes em Israel. Conhecido por ser a maior operadora de cinema em Israel, exibe vários filmes israelitas nas salas portuguesas e promove, há mais de 11 anos, um festival cinematográfico intitulado os Dias do Cinema Israelita. Com o novo acordo entre Portugal e Israel, não só mais filmes israelitas chegarão a Portugal, como mais filmes portugueses chegarão a Israel.

O acordo permanece em vigor por um período de cinco anos e será automaticamente prorrogado por períodos adicionais de cinco anos.