(JE) Brexit: bancos norte-americanos planeiam manter empregos em Londres

(JE) Morgan Stanley, Citigroup e Bank of America estarão a ponderar utilizar as suas agências do Reino Unido, das suas subsidiárias da União Europeia, para facilitar o processo de construção de novas instalações na Europa, assim que os britânicos abandonarem o bloco.

Os maiores bancos dos Estados Unidos da América, como o Morgan Stanley, o Citigroup e o Bank of America estão a planear uma estratégia para o Brexit de forma a evitar passar centenas de empregos para fora de Londres. As instituições estarão a ponderar utilizar as suas agências do Reino Unido, das suas subsidiárias da União Europeia, para facilitar o processo de construção de novas instalações na Europa, assim que os britânicos abandonarem o bloco.

A informação foi avançada ao Financial Times (FT) por cinco fontes ligadas ao processo. Na opinião de um dos banqueiros envolvido s no plano, a opção, que os advogados apelidaram de “ramificação” [branch-back], foi “o arranjo mais simples” que se encontrava disponível e que oferecia “menos custos, menos disrupção e movimento”.

Apesar de os bancos se terem recusado a comentar ao FT o andamento do processo, a publicação sabe que a hipótese do branch-back se trata basicamente de uma transposição da configuração atual, em que os bancos norte-americanos tendem a utilizar as suas operações em Londres para passarem os seus serviços para o resto da União Europeia.

Para que avance, as autoridades britânicas têm de permitir que os bancos de investimento com base noutros países europeus continuem a operar no Reino Unido através de de filiais mais regulamentadas. “Todos nós ainda não estamos certos sobre onde é que os reguladores do Reino Unido definirão os termos de como tratam os ramos das entidades da União Europeia”, referiu um dos porta-vozes ao diário local. Já os bancos defendem que as sucursais recém-criadas recebam o mesmo tratamento que as existentes.

A saída do Reino Unido da União Europeia vai acontecer às 23 horas do dia 29 de março de 2019, disse a primeira-ministra britânica, Theresa May, na passada sexta-feira. A data anunciada está incluída no projeto de lei sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e que será debatido numa sessão no parlamento britânico agendada para a próxima semana e que deve autorizar o “Brexit”.

Theresa May, num artigo publicado no jornal Daily Telegraph, escreve que a decisão em informar sobre o exato momento em que o “Brexit” é aplicado tem como objetivo demonstrar a “determinação” do governo em completar “o processo” de retirada da União Europeia.