+++ O.P./M.P.O. e V.V.I. (DE) António Costa: Mais um banco oferecido a Espanha?

M.P.O. / O.P.

Nunca nenhum País no Mundo se desenvolveu e prosperou sem uma banca nacional, controlada por pessoas desse País.

Vidé o alerta do Dr Vitor Bento, publicado neste site:

+++ V.I./M.I. (Observador) Vítor Bento avisa que em breve nenhum dos grandes bancos portugueses será nacional

As pessoas têm de racionalizar de uma vez por todas o seguinte:

São os Bancos Comerciais, e não os Bancos Centrais, que criam a maior parte da moeda, ao concederem créditos ás Empresas e aos Particulares.

Agora pensem se acham bem que o poder de criar moeda esteja nas mãos de um País estrangeiro…

E cito um extracto do artigo muito bom do António Costa, o Jornalista:

“E, já agora, alguma vez o Governo de Madrid permitiu que um banco português pudesse crescer em Espanha? Nunca.”

Os Portugueses não venham depois reclamar que o País não se desenvolve muito, que não há empregos suficientes, e de qualidade, para os Jovens, que não se conseguem manter as empresas em maos Portuguesas etc.

Pois se assistem, impavidos e serenos, durante 40 anos a um desfilar de políticas económicas cretinas…

O.P/M.P.O. 40 anos de políticas económicas cretinas!:

«Opinião Pessoal

Nota prévia:

Como é evidente, durante os últimos 40 anos, não houve exclusivamente decisões políticas, e decisões sobre políticas económicas que eu considero cretinas.

O problema é que os períodos em foram decididas e implementadas políticas sensatas, estas estavam, ou condicionadas pelos gravíssimos erros anteriores, ou estavam a corrigir os efeitos dos “desmandos” anteriores.

Tudo isto vem a propósito de uma, como sempre, muito lúcida intervenção do Dr Vítor Bento, (“Futuro, que reformas”), economista e Conselheiro de Estado, no Forum Empresarial do Algarve.

 cito, reproduzindo a partir de um texto do Observador:

«”O economista, que foi o último presidente do BES e o primeiro do
Novo Banco, avisou que Portugal está a alienar o seu futuro e
que em breve não haverá nenhum grande banco português.”

“Nós vamos alienando o nosso futuro”, alertou o Conselheiro de Estado.

O economista Vítor Bento estimou este sábado que dentro de três a
cinco anos nenhum dos grandes bancos portugueses será nacional e
sublinhou que não conhece nenhuma economia desenvolvida na
qual o sistema bancário esteja nas mãos de estrangeiros.

“Eu neste momento estimo que nos próximos três a cinco
anos nenhum dos grandes bancos portugueses é
nacional“, afirmou, alertando para que essa situação reflete as
“consequências estratégicas das opções macroeconómicas que vão
condicionar o futuro do país” e a sua capacidade de
desenvolvimento.»

Fim de citação.

Isto conduz nos à situação em que o País se encontra, e sobre a qual eu já escrevi várias vezes mas de que destaco:

“Ainda bem que choveu o dia todo!”

e

“Esses senhores do MFA que por ai se pavoneiam”

Ora vejamos:

«Opinião Pessoal

Ainda bem que choveu o dia todo!

Eu nunca vou à rua no dia 25 de Abril.

É tempo de nos deixarmos de hipocrisias e paninhos quentes.

Assim, e a saber:

A transição para a democracia era indispensável, até porque o Regime anterior era um Regime estúpido.

Tão estúpido,que em vez de promover uma transição ordeira para a Democracia,provocou a génese, (induzida do estrangeiro),do golpe de estado, que foi o que houve no dia 25 de Abril de 1974.
A revolução veio depois.

E tão estúpido que adormeceu toda a classe dirigente portuguesa, que se se tivesse unido, tinha há muito corrido com o “Guardião do Templo”, o Almirante Américo Thomaz, que é o primeiro responsável,por não ter havido uma transição ordeira para a Democracia,e muito mais do que as pessoas julgam, e também por ter havido um golpe de estado.

Quanto ao 25 de Abril,foi um acto criminoso de uns quantos, alguns conscientes,
outros não, que traíram a Pátria e venderam se aos Norte Americanos.

A documentação do envolvimento dos EUA é publica.

Até a Marcha do Movimento das Forças Armadas ,”A Life On The Ocean Wave”,
é uma marcha utilizada pela Marinha dos EUA, e não só.
Ver anexos.

A descolonização tinha de ser feita, mas não assim, tão tarde, sob pressão, e daquela forma.

O 25 de Abril foi um acto criminoso,(contra um Regime podre),que levou a um suicídio da Pátria, e cujo expoente máximo da estupidez foram as nacionalizações.

Nacionalizações essas, que são “A Mãe De Todos Os Males”.

Um País capitalista, com capitalistas sem capital… !

Nada de tão cretino e absurdo existe no Mundo.

Portanto, e por ter dado lugar à Revolução que houve a seguir, não há nada, medindo os prós e os contras, para comemorar neste dia.

Porque a Liberdade viria sempre.

E poderia ter vindo mais cedo, não fosse o Almirante Américo Thomaz.

Devia antes ser um dia didáctico, em que fosse explicado às pessoas, um caso de
Talent de Mal Faire.

Disse

Francisco de Curiel Marques Pereira
Cidadão Português

Post Scriptum

A Liberdade é um valor absoluto e fundamental em si mesma.

Mas da mesma forma que é condenável privar um animal selvagem da Liberdade,
é igualmente condenável restituir o animal à Liberdade sem que reaprenda a conseguir os seus alimentos sozinho, ou o repor em liberdade num habitat em que não haja alimentos.

Foi o que aconteceu em Portugal com as nacionalizações.

E, tenham paciência mas não me venham com o argumento do crescimento económico.

Portugal já faliu três vezes desde o 25 de Abril de 1974…

Na ultima década antes do 25 de Abril,(1960 a 1973), o PIB Português crescia a uma taxa média anual de 6.9 % (a preços constantes).

Portanto crescimento económico viria sempre.
Com uma diferença…
Teria sido maior…!
Ver anexos

Notas
O Autor teve o cuidado de verificar as suas fontes, e falou com Pessoas ligadas ao anterior Regime,à transição e às Oposições.

O Autor já era vitima da Censura no anterior Regime, e vem por esse facto mencionado no livro do Dr Pedro Feytor Pinto, (que era recurso da Censura na ausência do Dr Geraldes Cardoso), “Na Sombra do Poder”.2011. Editor: Livros d’Hoje.

(E tem ficha na Torre do Tombo, no acervo documental da Polícia Internacional e de Defesa do Estado/DGS…)

Epes Sergeant and Henry Russell (1812-1900)
Marcha utilizada pela Marinha Mercante dos EUA
https://www.youtube.com/watch?v=SuCQzIJwpDI

Crescimento económico
em Portugal nos anos de 1960-73:
alteração estrutural e ajustamento
da oferta à procura de trabalho
Edgar Rocha

Envolvimento da CIA

A primeira vez que vim a Portugal foi em 1974.

Os jovens do vosso País estavam a ser chacinados em guerras coloniais que não podiam vencer e os vossos recursos estavam a ser esbanjados por uma ditadura cujo único interesse era o de preservar o seu prestígio mítico.

Os vossos generais mais inteligentes e alguns oficiais mais jovens tinham-se apercebido de que o custo dessas guerras em termos humanos e materiais era um preço que Portugal não se podia dar ao luxo de pagar.

Foi pedido ao meu País que ajudasse a criar uma situação que permitisse a Portugal libertar-se desta temeridade colonial sem sentido, e foi pedido à CIA ( Central Intelligence Agency) que entrasse em contacto com oficiais-chave e ajudasse a desenvolver um plano que alcançasse estes objectivos.

O resultado foi a bem sucedida revolução de 1974, em que não houve derramamento de sangue; uma revolução cujo objectivo secundário era garantir que o Partido Comunista Português não lucrava com a mudança de Governo.

A equipa de que eu fiz parte passou um dia em Portugal em discussões com o marechal Costa Gomes, um antigo simpatizante da CIA, o general Spínola e alguns outros militares, e foi delineado um plano para garantir que não haveria derramamento de sangue e que as tropas possivelmente leais ao Governo existente permaneceriam nos seus quartéis.

A história confirmou a audácia, o brilhantismo e os benefícios sociais e políticos dos nossos planos.

Assim, senhoras e senhores, se me é permitido dizer, sinto que tenho algum mérito no processo que criou a nação estável e democrática que Portugal é nos dias de hoje.(…)

Foi deste modo que falou, em 24 de Julho de 2002,
o ex-segundo da hierarquia da CIA na Europa,

Oswald Le Winter,

na Assembleia da República, durante a audição dos

“depoimentos relevantes” do caso CAMARATE.

in
Desmantelar a América
(pags 166 e 167.)»

E também:

«O.P.

No seguimento do brilhante artigo escrito pelo Dr Nuno Melo publicado no Económico  “Abril e Novembro”, ocorreu escrever estas linhas.

Esses senhores do MFA que por ai se pavoneiam, deviam ter vergonha na cara e
noção do ridículo.
E quem os apoiou e continua a apoiar também.

Esses senhores são uns dos responsáveis pelo estado a que o País chegou,
porque promoveram e consentiram que se fizessem as “nacionalizações e expropriações” que são,conforme eu já escrevi, a “Mae de Todos os Males” económicos em Portugal, e responsáveis pelo País se ter transformado num caso único no Mundo:

Um País capitalista, com capitalistas sem capital…!

E em consequência, são responsáveis pelo facto de ser muito difícil manter as empresas médias e grandes em mãos nacionais.

Pois se não há capital…

E os centros de decisão…

Atente se, por exemplo, ao caso da Cimpor, que prácticamente desapareceu…

Eu alertei um ano antes da sua venda, que essa mesma venda não servia o Interesse Nacional.

E agora vamos à “vergonha na cara”…

O Movimento das Forças Armadas começou por ser uma pura revindicação salarial.

Para os mais novos, teve a ver com o salário dos Oficiais Milicianos (Oficiais não pertencentes ao quadro de pessoal das Forças Armadas), versus o salário dos Oficiais de carreira (e portanto do quadro de pessoal).

Muito tempo depois é que começou a politizar se.

Ora quem é que arranjou e foi o autor dessa trapalhada que depois se tornou impossível de resolver…?

O Marechal Costa Gomes…

Ah…

O mesmo que, tempos depois, aparece com o Marechal Spínola a liderar o 25 de Abril…

E o mesmo que era “simpatizante da CIA” segundo declarou no Parlamento, em 24 de Julho de 2002 o ex-segundo da hierarquia da CIA na Europa,
Sr Oswald Le Winter.
(ver a minha O.P. de ontem “Ainda Bem que Choveu o Dia Todo”)

Sr Le Winter esse que também disse que tinha sido a CIA que tinha montado o 25 de Abril.

Que também disse que tinha vindo a Lisboa conversar, para combinar o Golpe de Estado, com os Marechais Costa Gomes e Spínola.(e outros)

É evidente que o Marechal Costa Gomes criou o problema de propósito, para dar no que deu.

E essa documentação existe.

Portanto esses senhores do MFA original, e quem andam por aí a emitir opiniões e a vangloriar se, executaram um Golpe de Estado organizado pela CIA, que posteriormente deu origem a uma Revolução liderada pelo Partido Comunista, e que destruiu o tecido económico Português.

E que serviu os interesses na altura dos Norte Americanos…

E que deu economicamente no que deu…

Tenham vergonha na cara e noção do ridículo !

Francisco de Curiel Marques Pereira
Cidadão Português

Anexos

Envolvimento da CIA

A primeira vez que vim a Portugal foi em 1974.

Os jovens do vosso País estavam a ser chacinados em guerras coloniais que não podiam vencer e os vossos recursos estavam a ser esbanjados por uma ditadura cujo único interesse era o de preservar o seu prestígio mítico.

Os vossos generais mais inteligentes e alguns oficiais mais jovens tinham-se apercebido de que o custo dessas guerras em termos humanos e materiais era um preço que Portugal não se podia dar ao luxo de pagar.

Foi pedido ao meu País que ajudasse a criar uma situação que permitisse a Portugal libertar-se desta temeridade colonial sem sentido, e foi pedido à CIA ( Central Intelligence Agency) que entrasse em contacto com oficiais-chave e
ajudasse a desenvolver um plano que alcançasse estes objectivos.

O resultado foi a bem sucedida revolução de 1974, em que não houve derramamento de sangue; uma revolução cujo objectivo secundário era garantir que o Partido Comunista Português não lucrava com a mudança de Governo.

A equipa de que eu fiz parte passou um dia em Portugal em discussões com o marechal Costa Gomes, um antigo simpatizante da CIA, o general Spínola e alguns outros militares, e foi delineado um plano para garantir que não haveria derramamento de sangue e que as tropas possivelmente leais ao Governo existente permaneceriam nos seus quartéis.

A história confirmou a audácia, o brilhantismo e os benefícios sociais e políticos dos nossos planos.

Assim, senhoras e senhores, se me é permitido dizer, sinto que tenho algum mérito no processo que criou a nação estável e democrática que Portugal é nos dias de hoje.(…)

Foi deste modo que falou, em 24 de Julho de 2002,
o ex-segundo da hierarquia da CIA na Europa,

Oswald Le Winter,

na Assembleia da República, durante a audição dos

“depoimentos relevantes” do caso CAMARATE.

in
Desmantelar a América
(pags 166 e 167.)»

Ora, tivemos um Golpe de Estado promovido pela CIA em 1974, e uma Revolução promovida essencialmente pelo Partido Comunista Português em 1975.

 Cito-me a mim próprio em  Esses senhores do MFA que por ai se pavoneiam:

«Esses senhores (MFA) são uns dos responsáveis pelo estado a que o País chegou, porque promoveram e consentiram que se fizessem as “nacionalizações e expropriações” que são,conforme eu já escrevi, a “Mae de Todos os Males” económicos em Portugal, e responsáveis pelo País se ter transformado num caso único no Mundo:

Um País capitalista, com capitalistas sem capital…!

E em consequência, são responsáveis pelo facto de ser muito difícil manter as empresas médias e grandes em mãos nacionais.

Pois se não há capital…

E os centros de decisão…

Atente se, por exemplo, ao caso da Cimpor, que prácticamente desapareceu…

Eu alertei um ano antes da sua venda, que essa mesma venda não servia o Interesse Nacional.»

E mesmo anteriormente às nacionalizações e expropriações, o PCP , que nunca que me lembre, sugeriu uma medida válida para a economia portuguesa, se tinha encarregue de destruir o tecido económico Português forçando aumentos salariais de 30 e de 40 % em alguns casos, logo a seguir ao 25 de Abril.

É claro que , quando um ano depois ocorrem as nacionalizações , já as empresas estavam muito descapitalizadas, porque não conseguiam fazer reflectir nos preços os aumentos brutais de encargos que tinham tido.

Isto é um exemplo perfeito do que eu chamo uma medida cretina!

Distribuir o que não existe, destruindo as empresas, e os capitais em mãos nacionais…!

E depois as indemnizações foram muito baixas porque tinha sido destruída riqueza e já não havia para mais.

Podem agradecer ao PCP…

Foi a partir daqueles eventos que o País começou a perder a sua independência…

Porque não há capitais próprios suficientes em mãos Portuguesas…

Conforme está à vista de todos…

Menos da extrema esquerda…

Também em verdade se diga, que nenhum governo desde o 25 de Abril implementou uma política que promovesse a acumulação de capitais em mãos Portuguesas.

Mas num País em que a inveja é a regra…

É a última palavra dos Lusíadas…Inveja.

E com uma falta de cultura económica generalizada, e uma Imprensa de esquerda…

Agora atente se às medidas económicas cretinas que foram anunciadas…

Então num País em que um dos principais problemas é a falta de capitais, o “melhor” é afugenta-los…

Os poucos que existem…

Anunciando tributações sobre o património e anunciando a reintrodução daquele que em tempos foi apelidado de “imposto mais estúpido do mundo”…

O Imposto sobre Sucessões e Doações.

Até o Sr Professor Doutor Daniel Bessa que foi Ministro de um governo socialista é da mesma opinião.
(Ver Expresso deste fim de semana)

E depois claro, estímulos ao consumo interno com as consequências que se conhecem,e os aumentos de encargos do Estado que podem eventualmente vir a tornar a nossa continuação no euro inviável.

Além de prejudicarem a nossa competitividade.

E claro, a reversão das concessões dos transportes públicos em Lisboa e  e no Porto.

 E existe alguma justificação económica para tal…?

Não, embora tentem inventar muitas…

A verdade é que, e como muito bem referiu o Sr Dr Vítor Bento num Ensaio recente, é que o PCP apenas está a aplicar a doutrina de Lenine…

Então como é que seria possível uma greve geral ter sucesso com as empresas de transportes privatizadas…?

Além da clientela numerosa da Intersindical (que pagam quotas) existente nessas empresas…

Disse.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

Cidadão Português

Fim das reproduções

Esclarecidos ?

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira»

 

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Económico – click to see) Artur Santos Silva, Fernando Ulriche o CaixaBank recorrem a uma falácia – a participação do BPI na concentração bancária em Portugal – para pedirem outra vez um deslindamento dos direitos de voto do banco, o que não é mais doque uma forma de dar o BPI aos catalães “de borla”. Porquê?

Por acaso a gestão  do banco deixou de fazer alguma coisa por causa da blindagem de direitos  de voto nos últimos anos? Não. Até  apresentou uma proposta pelo Novo  Banco, recusada por causa do preço.

O tempo do BPI como o conhecemos está a acabar, o prazo termina no dia 10 de Abril. Até lá, o BPI tem de reduzir a sua exposição a Angola, ao banco angolano BFA de que é accionista, por imposição do BCE, a bem ou a mal. Senão, os seus rácios de solidez serão muito afectados, eventualmente até abaixo do limite legal. Mas isto já se sabe há mais de um ano  e todas as soluções não passaram no  necessário acordo comum do Caixabank e de Isabel dos Santos.

Esta nova tentativa de desblindar  os estatutos, isto é, de permitir que todos os accionistas votem com as acções  que controlam, é apenas mais um passo numa guerra accionista no BPI, em que Santos Silva e Ulrich tomaram partido por um accionista contra os outros. Até contra accionistas históricos, como a família Violas, que votou contra a proposta da administração de convocar uma assembleia-geral para votar este ponto dos estatutos. Além de Isabel dos Santos, que tem 20% do banco, precisamente o limite dos direitos de voto. E, para efeitos de declaração de interesses, sou consultor editorial da Forbes, uma revista de economia e negócios da ZAP, empresa controlada por Isabel dos Santos. E também comentador da TVI, da espanhola PRISA.

Como é evidente, o CaixaBank tem 44% do BPI e se os direitos de voto caírem neste momento fica a mandar no banco sem necessidade de gastar mais um cêntimo. Basta, para isso, lançar uma OPA, a que estará obrigado se essa mudança se verificar, a um preço inaceitável para todos os outros accionistas. Os catalães ficarão a mandar com 44%, com prejuízo de todos os outros accionistas, portanto. Nota de rodapé: a OPA lançada pelo Caixabank sobre o BPI foi lançada a 1,32 euros por acção e o conselho, sim, Santos Silva e Ulrich, disse ao mercado que o preço mínimo adequado era de 2,25 euros por acção. Hoje, o BPI está abaixo dos dez cêntimos, por isso, poderão imaginar o preço de uma eventual oferta. E o que dirá o conselho?

A guerra no BPI é mais complexa do que apenas um conflito de interesses accionistas, tem também em pano de fundo uma decisão estratégica do BCE de considerar Portugal uma região de Espanha para efeitos bancários. Está, por isso, a fazer o que pode para a banca portuguesa passar a falar castelhano na sua totalidade, e, claro, também o BPI. Assim, será mais fácil de supervisionar.

O interesse de Portugal e das empresas portuguesas é outro. Será, por isso, outra oportunidade para António Costa fazer o que anuncia e não ficar pelas palavras. Portugal precisa de bancos como o Santander, claro, o único em Portugal que passou a crise sem ter prejuízos. Mas também precisa de bancos com outros poderes accionistas. Desejavelmente portugueses, mas, na impossibilidade de isso se verificar, de outros países europeus ou africanos. Por razões evidentes: se a banca estiver totalmente controlada a partir de Madrid, os critérios de avaliação de risco no financiamento vão apertar de tal forma que só algumas das empresas – as líderes – terão acesso a crédito. E, já agora, alguma vez o Governo de Madrid permitiu que um banco português pudesse crescer em Espanha? Nunca.

Para que fique claro, as blindagens de estatutos nos bancos, como nas empresas cotadas, devem ser eliminadas porque prejudicam os pequenos accionistas, tiram valor à acção, são um factor impeditivo de um mercado de capitais a funcionar em pleno. Mas, já que existem, que sejam eliminadas quando for o melhor para todos e não apenas para alguns, neste caso o BPI, o mais relevante deles. Percebe-se agora porque é que o Caixabank convidou Isabel dos Santos a entrar no capital e a comprar metade da posição que era detida pelos brasileiros do Itau. Os catalães ficaram com a outra metade e, assim, passaram para os actuais 44% e ainda conseguiram fugir à obrigação de uma OPA que, naquela altura, seria muito mais pesada.

Por exemplo, porque é que o BPI não avança para a fusão com o BCP e, nesse contexto, elimina a blindagem de estatutos? Já houve essa proposta, de Isabel  dos Santos, que até admitia um aumento  de capital de 1,2 mil milhões de euros, mas foi recusada. Não pelo BCP, nem por Nuno Amado, mas pelo Caixabank. Porque, nesse caso, o CaixaBank passaria a ter menos de 33,3% do banco e apesar de maior accionista não poderia mandar sozinho. Hoje, claro, porque Angola está em crise, porque o país que servia para resolver os problemas dos portugueses sem emprego e das empresas que procuravam novos mercados – e também do BPI – está a afundar com a queda do preço do petróleo, é fácil escolher um lado, o mais frágil. Mas não é o lado certo. Até porque desse lado estão todos os outros accionistas, muitos portugueses.

A história do BPI tem tudo para correr mal, a contagem de tempo corre, convém começar a anotar o que está agora a ser feito para memória futura.