+++ O.P./P.O. (JN) Camilo Lourenço: A frase assassina de António Horta Osório

O.P./P.O.

Muito, muitíssimo bem !

Parabéns ao Camilo Lourenço por este artigo de opinião.

E obviamente, parabéns também ao meu amigo António Horta Osório por ter lançado uma pedrada no charco, e ter tido a inteligência de dizer aquilo que ninguém

tinha coragem até à altura.

Na SIC, ontem, o Dr Marques Mendes fez uma análise brilhante do caso.

Só lhe faltou dizer uma frase…

Mas digo eu…

Chamem a Polícia Judiciária !

E acrescento …

E chamem também a Interpol !

Porque também desta última Polícia este caso parece ter necessidade.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

Ver as minhas O.P./P.O. sobre este assunto:

+++P.O./V.I. (FT) Bank bailout tests Portuguese leader’s austerity pledge

+++ O.P./P.O. (JN) Banif: Centeno diz que liquidação do banco custaria 10 mil milhões de euros

+++ P.O./O.P. (BdP) Comunicado do Banco de Portugal sobre a venda do Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A.

(Negócios) A última semana ficou marcada pelas mais diversas reacções à resolução do Banif. A maior parte das quais tresandando a “déjá vu”. Com excepção de uma: a de António Osório, CEO do Lloyds Bank.

Osório, que conhece bem o sistema financeiro português, disse o óbvio: se o banco já tinha recebido mil milhões de euros, agora que vai receber dois mil milhões, deve-se fazer um “apuramento claríssimo de responsabilidades”.

Mas disse também o menos óbvio: é bom apurar “exactamente que negócios foram feitos que originaram esta injecção de capital (…) que créditos é que foram concedidos, que não foram pagos”.

Voilá… É esta última frase que faz estragos: quem fez que negócios… e por que os créditos não foram pagos. Em primeiro lugar porque até hoje nenhum banqueiro em Portugal teve a coragem de a dizer. Em segundo por causa da ineficácia da Justiça na investigação a falências de bancos: até hoje ninguém foi parar à cadeia. Sabe-se lá porque razão…

Ora se a Justiça tem sido ineficaz, analisar e divulgar informação sobre a quem foram concedidos empréstimos vultuosos, que acabaram por não ser pagos, deixa a nu duas coisas: quem os concedeu (“esquecendo” as regras mais elementares de risco) e quem os recebeu (alguns dos clientes são comuns a Banif, BES e BPN)…

Se esses dados não ajudarem os juízes a perceber o que se passou em bancos que vão custar pelo menos 12 mil milhões aos contribuintes, pelo menos resta a censura da sociedade. Será que juízes e deputados (vem aí mais uma comissão de inquérito…) perceberam onde queria António Osório chegar?www.jornaldenegocios-3-1