+++ O.P./P.O. (JN) ONU sustenta que podem ter sido cometidos “crimes contra a humanidade” na Venezuela

O.P.

…Pois…

…Finalmente abriram os olhos ao que parece ser uma evidência…

…Nem percebo como é que possam não ter sido cometidos Crimes contra a            Humanidade…

…Desde a Senhora Procuradora Geral da República ao Parlamente, passando pelos
   Tribunais, já foi tudo atacado…

…Os líderes da Oposição são sistematicamente presos, as decisões do Parlamento, que tem maioria da Oposição são ignoradas e desrespeitadas…

…Há N desaparecimentos e mortes estranhas de opositores…

…A criminalidade, que há quem sustente que é em parte fomentada, é uma das mais altas do Mundo…

…Palavras para quê…?

…Entregue se o caso ao Tribunal Internacional de Haia.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(JNO alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, afirmou hoje que podem ter sido cometidos “crimes contra a humanidade” na Venezuela, no âmbito dos protestos anti-governamentais, e pediu a abertura de uma investigação internacional.

“A minha investigação sugere a possibilidade de se terem cometido crimes contra a humanidade, algo que apenas pode ser confirmado por uma investigação penal posterior”, afirmou o diplomata jordano, no seu discurso de abertura da 36.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos.

Zeid al Hussein afirmou que apoia a criação de uma Comissão Nacional de Verdade e Reconciliação e defendeu que o modelo vigente na Venezuela “é desadequado” e deve ser revisto com o apoio da comunidade internacional.

O responsável pediu ainda ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que realize uma “investigação internacional”.

O alto-comissário referiu que “há um perigo real” de que as tensões no país se intensifiquem mais com o Governo a “atacar as instituições democráticas e vozes críticas, incluindo através de processos penais contra líderes da oposição e recurso a detenções arbitrárias, o uso excessivo da força e maus-tratos a detidos, que em alguns casos equivalem a tortura”.

Zeid al Hussein recordou a Caracas que a Venezuela é um membro do Conselho de Direitos Humanos e que, como tal, “tem um dever particular na hora de salvaguardar os níveis mais elevados na promoção e protecção dos direitos humanos”.

O diplomata jordano fez estas observações pouco antes da intervenção do chefe da diplomacia venezuelana, Jorge Arreaza, na sessão do Conselho de Direitos Humanos e poucas semanas depois da divulgação pela agência que lidera de um relatório sobre as violações dos direitos humanos cometidas no âmbito dos protestos anti-governamentais entre 01 de Abril e 31 de Julho por parte das forças de segurança e das unidades militarizadas.

O relatório fala do uso excessivo da força, possíveis execuções extrajudiciais, maus-tratos e tortura, detenções arbitrárias, buscas ilegais e violentas em casas particulares, julgamentos militares contra civis, ataques a jornalistas e ataques e restrições a opositores.

Os protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro provocaram pelo menos 125 mortos desde Abril, de acordo com o Ministério Público venezuelano.