+++ O.P./P.O. (JN) Santander já queria a “parte boa” do Banif no Verão de 2015

O.P./P.O.

…Pois é…

…E é público que a Presidente do Grupo Santander , Senhora Ana Botin, esteve em Portugal em Setembro de 2015, e foi recebida pelo Banco de Portugal…

…E também é curioso o facto de a “odiada” Direcção-Geral da Concorrência da UE ter desenhado as regras do jogo para o Banif de uma forma tal, que praticamente só la cabiam bancos Espanhóis estabelecidos em Portugal, e entre os quais se encontrava o Banco Santander.

…E também é curioso o facto de a referida DGC dizer uma coisa esquecendo se que anteriormente disse precisamente o seu contrário, e por escrito…

E alguém já se lembrou de perguntar à TVI qual a razão porque foi difundida a famosa notícia que era falsa…?

“O pior cego é aquele que não quer ver…”

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Negócios) Em Dezembro, o Totta comprou os activos e passivos que quis do Banif. Mas a instituição já queria “uma parte limitada das operações do banco” meio ano antes, segundo um ex-administrador do Banco de Portugal.

Verão de 2015. O Santander Totta contactou o Banco de Portugal. Demonstrava um “eventual e hipotético interesse em virem a tomar negócios do Banif”. Mais precisamente, “uma parte limitada das operações do banco”.

A descrição foi feita esta quinta-feira, 31 de Março, na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, por quem, no Banco de Portugal, recebeu o contacto do banco de capitais espanhóis: o administrador com o pelouro da supervisão prudencial, António Varela.

O então administrador do regulador, que se demitiu em 2016 desse cargo, informou que não estava a tratar do tema e que teria de contactar o accionista, que era o Tesouro (que ficou maioritário após a injecção de 1,1 mil milhões de euros estatais em 2013). “Remeti o Santander para eventualmente, se entendessem, ir falar com o accionista”.

Não chegou a haver nenhuma proposta específica. António Varela percebe porquê: “O Santander, naquela altura, não teria nenhum interesse em comprar o que estava à venda”. O que estava à venda não eram actividades do banco, era sim a posição do Estado (60% do banco). Mas, conta o ex-administrador do Banco de Portugal, o Santander queria comprar “a parte boa do Banif”.

“Como acabou, depois, por comprar, passando não sei quantos meses”, resumiu António Varela aos deputados.

O Santander Totta adquiriu a actividade tradicional do Banif, por 150 milhões de euros, a 20 de Dezembro de 2015, no âmbito de uma medida de resolução, que implicou perdas a accionistas e obrigacionistas. Uma operação que envolveu a injecção de 2.255 milhões de euros estatais e que colocou os activos que o banco presidido por António Vieira Monteiro não queria num veículo chamado Oitante.

Ao longo do Verão do último ano, o Negócios fez várias perguntas ao Totta sobre um eventual interesse do banco no Banif mas nunca obteve qualquer resposta.