O.P. (OBS) Suspensão ou perda do estatuto de contraparte? Foi indiferente para o resultado

O.P.  

O  Senhor Governador do Banco de Portugal diz que “suspensão ou perda do estatuto de contraparte? Foi indiferente para o resultado”.

E continua

 “Porque não foi um fator determinante para a resolução”. Suspensão ou perda “não altera em nada o que aconteceria na segunda-feira se o Banif abrisse as portas com apenas 125 milhões de euros de liquidez. Não havia mais colaterais para continuar a operar.

Mas eu digo que o Banif chegou à situação de já só ter 125 milhões de euros de títulos para descontar , porque o Banco de Portugal não actuou energicamente na defesa do Banif logo a seguir à notícia falsa da TVI.

E sou de opinião que não actuou porque já estava a preparar a resolução pr ordens europeias.

Porque a UE e o BCE já tinham decidido dar, sim dar, o Banif ao Grupo Santander.

Numa decisão altamente duvidosa, para ser conservador…

É só ver no Observador :

Banif. Banco de Portugal preparou resolução desde 2012
Cartas trocadas entre Carlos Costa e Vitor Gaspar mostram que o Banif esteve à beira do abismo no final de 2012. Mesmo com a recapitalização pública, Banco de Portugal sempre preparou a resolução

Por isso é que eu escrevi no dia 28 de Dezembro de 2015:

«Na SIC, ontem, o Dr Marques Mendes fez uma análise brilhante do caso.

Só lhe faltou dizer uma frase…

Mas digo eu…

Chamem a Polícia Judiciária!

E acrescento …

E chamem também a Interpol!

Porque também desta última Polícia este caso parece ter necessidade.»

Ver a +++ O.P./P.O. (JN) Camilo Lourenço: A frase assassina de António Horta Osório

Disse.

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Observador) 18:47 Ana Suspiro

Suspensão ou perda do estatuto de contraparte? Foi indiferente para o resultado

As perguntas vão agora para o CDS onde o deputado João Almeida pergunta quando é que o Banif perdeu o acesso ao financiamento do eurosistema? A suspensão do estatuto de contraparte foi decidido a 16 de dezembro de 2015. O Banco de Portugal nunca falou em perda, diz Carlos Costa, mas sim suspensão.

E não está no comunicado do Banco de Portugal, porquê? “Porque não foi um fator determinante para a resolução”. Suspensão ou perda “não altera em nada o que aconteceria na segunda-feira se o Banif abrisse as portas com apenas 125 milhões de euros de liquidez. Não havia mais colaterais para continuar a operar.

Além do mais, explica, a DG Comp iria considerar o financiamento de Estado uma ajuda “ilegal”, e o capital injetado no banco deixaria de contar para os rácios. O banco entrava em incumprimento e não podia aceder nessas condições ao financiamento do eurosistema,

João Almeida insiste: não há nenhuma decisão formal de retirar o estatuto ao Banif, que poderia ser retomado. Conclui que “a decisão final sobre o fim do Banif pertenceu afinal ao Banco de Portugal.

O governador responde com uma pergunta: “Acha que o BdP ia comunicar ao ministro das Finanças e à CMVM a suspensão do estatuto de contraparte do Banif se isso não tivesse acontecido? Essa referência no mail está truncada, responde o deputado. Carlos Costa espera a autorização do conselho de governadores para tornar pública a parte da reunião.

A mesma resposta para a pergunta sobre a decisão final relativa à recusa do banco de resolução. O governador diz que só pode satisfazer alterando as regras de confidencialidade do eurosistema quando questionado sobre a recusa da criação de um banco de resolução.