Opinião Pessoal: Ainda bem que choveu o dia todo!

[This article was originally published on April 25, 2015]

Opinião Pessoal

Ainda bem que choveu o dia todo!

Eu nunca vou à rua no dia 25 de Abril.

É tempo de nos deixarmos de hipocrisias e paninhos quentes.

Assim, e a saber:

A transição para a democracia era indispensável, até porque o Regime anterior era um Regime estúpido.

Tão estúpido,que em vez de promover uma transição ordeira para a Democracia,provocou a génese, (induzida do estrangeiro),do golpe de estado, que foi o que houve no dia 25 de Abril de 1974.

A revolução veio depois.

E tão estúpido que adormeceu toda a classe dirigente portuguesa, que se se tivesse unido, tinha há muito corrido com o “Guardião do Templo”, o Almirante Américo Thomaz, que é o primeiro responsável, por não ter havido uma transição ordeira para a Democracia, e muito mais do que as pessoas julgam, e também por ter havido um golpe de estado.

Quanto ao 25 de Abril, foi um acto criminoso de uns quantos, alguns conscientes,
outros não, que traíram a Pátria e venderam se aos Norte Americanos.

A documentação do envolvimento dos EUA é publica.

Até a Marcha do Movimento das Forças Armadas ,”A Life On The Ocean Wave”,
é uma marcha utilizada pela Marinha dos EUA, e não só. (Ver anexos.)

A descolonização tinha de ser feita, mas não assim, tão tarde, sob pressão, e daquela forma.

O 25 de Abril foi um acto criminoso, (contra um Regime podre), que levou a um suicídio da Pátria, e cujo expoente máximo da estupidez foram as nacionalizações.

Nacionalizações essas, que são “A Mãe De Todos Os Males”.

Um País capitalista, com capitalistas sem capital…!

Nada de tão cretino e absurdo existe no Mundo.

Portanto, e por ter dado lugar à Revolução que houve a seguir, não há nada, medindo os prós e os contras, para comemorar neste dia.

Porque a Liberdade viria sempre.
E poderia ter vindo mais cedo, não fosse o Almirante Américo Thomaz.

Devia antes ser um dia didáctico, em que fosse explicado às pessoas, um caso de Talent de Mal Faire.

Disse

Francisco de Curiel Marques Pereira
Cidadão Português

Post Scriptum

A Liberdade é um valor absoluto e fundamental em si mesma.

Mas da mesma forma que é condenável privar um animal selvagem da Liberdade,
é igualmente condenável restituir o animal à Liberdade sem que reaprenda a conseguir os seus alimentos sozinho, ou o repor em liberdade num habitat em que não haja alimentos.

Foi o que aconteceu em Portugal com as nacionalizações.

E, tenham paciência mas não me venham com o argumento do crescimento económico.

Portugal já faliu três vezes desde o 25 de Abril de 1974…

Na ultima década antes do 25 de Abril,(1960 a 1973), o PIB Português crescia a uma taxa média anual de 6.9 % (a preços constantes).

Portanto crescimento económico viria sempre.
Com uma diferença…
Teria sido maior…!
Ver anexos

Notas:
O Autor teve o cuidado de verificar as suas fontes, e falou com Pessoas ligadas ao anterior Regime, à transição e às Oposições.

O Autor já era vitima da Censura no anterior Regime, e vem por esse facto mencionado no livro do Dr Pedro Feytor Pinto, (que era recurso da Censura na ausência do Dr Geraldes Cardoso), “Na Sombra do Poder”. Editor: Livros d’Hoje, 2011.

Epes Sergeant and Henry Russell (1812-1900)
Marcha utilizada pela Marinha Mercante dos EUA

 

«Envolvimento da CIA

A primeira vez que vim a Portugal foi em 1974.

Os jovens do vosso País estavam a ser chacinados em guerras coloniais que não podiam vencer e os vossos recursos estavam a ser esbanjados por uma ditadura cujo único interesse era o de preservar o seu prestígio mítico.

Os vossos generais mais inteligentes e alguns oficiais mais jovens tinham-se apercebido de que o custo dessas guerras em termos humanos e materiais era um preço que Portugal não se podia dar ao luxo de pagar.

Foi pedido ao meu País que ajudasse a criar uma situação que permitisse a Portugal libertar-se desta temeridade colonial sem sentido, e foi pedido à CIA ( Central Intelligence Agency) que entrasse em contacto com oficiais-chave e ajudasse a desenvolver um plano que alcançasse estes objectivos.

O resultado foi a bem sucedida revolução de 1974, em que não houve derramamento de sangue; uma revolução cujo objectivo secundário era garantir que o Partido Comunista Português não lucrava com a mudança de Governo.

A equipa de que eu fiz parte passou um dia em Portugal em discussões com o marechal Costa Gomes, um antigo simpatizante da CIA, o general Spínola e alguns outros militares, e foi delineado um plano para garantir que não haveria derramamento de sangue e que as tropas possivelmente leais ao Governo existente permaneceriam nos seus quartéis.

A história confirmou a audácia, o brilhantismo e os benefícios sociais e políticos dos nossos planos.

Assim, senhoras e senhores, se me é permitido dizer, sinto que tenho algum mérito no processo que criou a nação estável e democrática que Portugal é nos dias de hoje.(…)»

in Desmantelar a América (pags 166 e 167.)

Foi deste modo que falou, em 24 de Julho de 2002, o ex-segundo da hierarquia da CIA na Europa, Oswald Le Winter, na Assembleia da República, durante a audição dos “depoimentos relevantes” do caso CAMARATE.

Crescimento económico em Portugal nos anos de 1960-73: alteração estrutural e ajustamento da oferta à procura de trabalho
(Edgar Rocha) Em anexo.

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