+++ P.O. (JN) Santander recusa que tenha tido palavra a dizer na resolução do Banif

O.P./P.O.

…Sim, sim…

…Eu até gostava de acreditar…

…Reparem bem como está escrita a frase…

“O Banco Santander Totta não esteve presente em qualquer reunião onde tenha sido tomada a decisão de adoptar a medida de resolução do Banif”, garante António Vieira Monteiro

A afirmação é válida para o Banco Santander Totta, instituição financeira de direito Português.

Mas não é dito em lado nenhum que alguém do Grupo Santander não tenha estado…

E por coincidência o Grupo Santander até era accionista da PRISA, detentora da TVI , em Dezembro passado.

E a TVI é que passou aquelas notícias,em várias versões, e falsas, em rodapé, e que provocaram de imediato uma corrida ao Banif, que perdeu 1000 milhões de euros em depósitos, na semana a seguir às notícias…

Mais uma vez, tudo coincidências…

E também deve ter sido coincidência Bruxelas informar Lisboa para não tentar outras soluções porque já estava decidido que seria o Santander o comprador…

Até porque na especificação das características que a instituição compradora deveria ter, só practicamente lá cabia o Santander…

Ainda bem que explicaram tudo,porque eu sou muito distraido…

E se telefonassem para a Meteorologia a inquirir sobre o estado do tempo…?

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Negócios“O Banco Santander Totta não esteve presente em qualquer reunião onde tenha sido tomada a decisão de adoptar a medida de resolução do Banif”, garante António Vieira Monteiro.

O Santander Totta rejeita as acusações de que tenha tido qualquer papel na decisão que levou à resolução do Banif. “O Banco Santander Totta não esteve presente em qualquer reunião onde tenha sido tomada a decisão de adoptar a medida de resolução do Banif”, disse o presidente executivo da instituição financeira de direito português, e capitais espanhóis, António Vieira Monteiro.
Na audição desta quarta-feira, 11 de Maio, o líder do banco que ficou com a actividade tradicional bancária do Banif quis deixar claro que estava num processo de venda voluntária e que no dia em que apresentou a proposta de compra, de 150 milhões de euros, foi chamado para participar numa reunião no dia 18 de Dezembro.
O encontro ocorreu pelas 22:00 de 18 de Dezembro em que o Totta esteve com o Banco de Portugal, o Fundo de Resolução, o Ministério das Finanças e ainda os assessores financeiros e legais. “Fomos então informados que o processo voluntário de venda do capital do Banif tinha sido dado como terminado, e que o Banco de Portugal tinha iniciado um processo imediato de alienação de parte dos activos e passivos do Banif, já não segundo um procedimento de venda privada, mas ao abrigo de uma medida de resolução, a ser tomada pelo Banco de Portugal”.
A proposta teria de vir até 20 de Dezembro, o domingo seguinte. Mas Vieira Monteiro diz que a decisão de resolução já estava tomada antes da reunião.

De qualquer forma, nesse encontro, o Santander teve contacto com a Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, à frente de todos os outros intervenientes.
“Nunca antes houve qualquer contacto entre a Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia e o Banco Santander Totta”. No encontro, o Banif rejeitou participar em qualquer operação em que fossem impostas restrições.
O banco liderado por António Vieira Monteiro comprou activos e passivos do Banif por 150 milhões de euros, numa operação de resolução, que implicou perdas a accionistas e detentores de dívida subordinada.