+++ (DE) Bial faz acordo com grupo suíço e entra no mercado oncológico

(DE) Acordo com grupo suíço permite distribuir e comercializar medicamento oncológico em Portugal, Espanha, Angola e Moçambique.

A Bial vai entrar na área oncológica, depois de ter assinado um acordo exclusivo de distribuição e licenciamento com o grupo suíço Helsinn. O acordo prevê a distribuição do medicamento Anamorelina em Portugal, Espanha, Angola e Moçambique.

“É a entrada num mercado muito novo e vai ser um aporte muito sério para os doentes oncológicos”, adianta o presidente da Bial, em declarações ao Diário Económico. António Portela faz questão de explicar que “não é um tratamento para o cancro, mas é um tratamento da anorexia-caquexia que afecta os doentes oncológicos e para o qual ainda não existe nenhum medicamento”. António Portela diz-se ainda satisfeito por ir trabalhar “com o grupo Helsinn, e por poder trazer ao mercado um tratamento promissor para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem de uma doença tão devastadora, como é o cancro”.

Esta parceria constitui um marco da entrada da Bial na área da oncologia, reforça Portela, salientando o facto de permitir “comercializar a Anamorelina não só em Portugal, mas também em Espanha, Moçambique e Angola”. Opresidente da Bial diz que “ainda é cedo” para falar sobre perspectivas de facturação, já que “estamos a falar de uma primeira abordagem ao mercado”. De futuro, acrescenta, “podem mesmo surgir novos acordos, até para outros tipos de cancro”.

A suíça Helsinn fica encarregue do desenvolvimento clínico e regulamentar da Anamorelina e pelo fornecimento deste medicamento e a Bial será responsável pelas actividades de distribuição e comercialização nos quatro países. Já o presidente executivo da Helsinn, Ricardo Braglia, adianta que “este novo acordo com a Bial é um passo importante para a Anamorelina, uma vez que nos leva a Portugal e Espanha, dois mercados-chave”. Ricardo Braglia diz ainda que “este primeiro acordo entre a Helsinn e a Bial representa a base de uma parceria de confiança entre as duas empresas”.

Esta notícia surge dias depois do regulador farmacêutico norte-americano ter aprovado a utilização do antiepiléptico Aptiom (Zebinix na Europa) desenvolvido pela Bial em monoterapia, ou seja, sem o auxílio de outros medicamentos.