O.P. Esses senhores do MFA que por ai se pavoneiam

[This article was originally published on April 29, 2015]

O.P.

No seguimento do brilhante artigo escrito pelo Dr. Nuno Melo publicado no Económico  “Abril e Novembro”, ocorreu escrever estas linhas.

Esses senhores do MFA que por ai se pavoneiam, deviam ter vergonha na cara e
noção do ridículo.

E quem os apoiou e continua a apoiar também.

Esses senhores são uns dos responsáveis pelo estado a que o País chegou, porque promoveram e consentiram que se fizessem as “nacionalizações e expropriações” que são, conforme eu já escrevi, a “Mãe de Todos os Males” económicos em Portugal, e responsáveis pelo País se ter transformado num caso único no Mundo:

Um País capitalista, com capitalistas sem capital…!

E em consequência, são responsáveis pelo facto de ser muito difícil manter as empresas médias e grandes em mãos nacionais.

Pois se não há capital…

E os centros de decisão…

Atente se, por exemplo, ao caso da Cimpor, que prácticamente desapareceu…

Eu alertei um ano antes da sua venda, que essa mesma venda não servia o Interesse Nacional.

E agora vamos à “vergonha na cara”…

O Movimento das Forças Armadas começou por ser uma pura revindicação salarial.

Para os mais novos, teve a ver com o salário dos Oficiais Milicianos (Oficiais não pertencentes ao quadro de pessoal das Forças Armadas), versus o salário dos Oficiais de carreira (e portanto do quadro de pessoal).

Muito tempo depois é que começou a politizar se.

Ora quem é que arranjou e foi o autor dessa trapalhada que depois se tornou impossível de resolver…?

O Marechal Costa Gomes…

Ah…

O mesmo que, tempos depois, aparece com o Marechal Spínola a liderar o 25 de Abril…

E o mesmo que era “simpatizante da CIA” segundo declarou no Parlamento, em 24 de Julho de 2002 o ex-segundo da hierarquia da CIA na Europa, Sr. Oswald Le Winter.
(ver a minha O. P. “Ainda Bem que Choveu o Dia Todo”)

Sr. Le Winter esse que também disse que tinha sido a CIA que tinha montado o 25 de Abril.

Que também disse que tinha vindo a Lisboa conversar, para combinar o Golpe de Estado, com os Marechais Costa Gomes e Spínola (e outros).

É evidente que o Marechal Costa Gomes criou o problema de propósito, para dar no que deu.

E essa documentação existe.

Portanto esses senhores do MFA original, e quem andam por aí a emitir opiniões e a vangloriar se, executaram um Golpe de Estado organizado pela CIA, que posteriormente deu origem a uma Revolução liderada pelo Partido Comunista, e que destruiu o tecido económico Português.

E que serviu os interesses na altura dos Norte Americanos…

E que deu economicamente no que deu…

Tenham vergonha na cara e noção do ridículo !

Francisco de Curiel Marques Pereira
Cidadão Português

Anexos:

 

«Envolvimento da CIA

A primeira vez que vim a Portugal foi em 1974.

Os jovens do vosso País estavam a ser chacinados em guerras coloniais que não podiam vencer e os vossos recursos estavam a ser esbanjados por uma ditadura cujo único interesse era o de preservar o seu prestígio mítico.

Os vossos generais mais inteligentes e alguns oficiais mais jovens tinham-se apercebido de que o custo dessas guerras em termos humanos e materiais era um preço que Portugal não se podia dar ao luxo de pagar.

Foi pedido ao meu País que ajudasse a criar uma situação que permitisse a Portugal libertar-se desta temeridade colonial sem sentido, e foi pedido à CIA ( Central Intelligence Agency) que entrasse em contacto com oficiais-chave e ajudasse a desenvolver um plano que alcançasse estes objectivos.

O resultado foi a bem sucedida revolução de 1974, em que não houve derramamento de sangue; uma revolução cujo objectivo secundário era garantir que o Partido Comunista Português não lucrava com a mudança de Governo.

A equipa de que eu fiz parte passou um dia em Portugal em discussões com o marechal Costa Gomes, um antigo simpatizante da CIA, o general Spínola e alguns outros militares, e foi delineado um plano para garantir que não haveria derramamento de sangue e que as tropas possivelmente leais ao Governo existente permaneceriam nos seus quartéis.

A história confirmou a audácia, o brilhantismo e os benefícios sociais e políticos dos nossos planos.

Assim, senhoras e senhores, se me é permitido dizer, sinto que tenho algum mérito no processo que criou a nação estável e democrática que Portugal é nos dias de hoje.(…)»

in Desmantelar a América (pags 166 e 167.)

Foi deste modo que falou, em 24 de Julho de 2002, o ex-segundo da hierarquia da CIA na Europa, Oswald Le Winter, na Assembleia da República, durante a audição dos “depoimentos relevantes” do caso CAMARATE.

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