+++ O.P. (JE) Banco de Portugal sabia da falência da Rioforte e não alertou

Opinião Pessoal

 (Jornal Económico) Banco de Portugal sabia da falência da Rioforte e não alertou

…Pois é…

…E tomou todas as medidas erradas…

…Do ponto de vista regulatório o Grupo GES e o Banco Espirito Santo são um       escândalo com todas as letras.

…O Senhor Governador do Banco de Portugal pode vir dizer o que quiser, mas a     verdade é que o Banco de Portugal sabia da situação do GES e do BES mas nada fez e até acelerou a falência do Grupo GES ao proibir o BES de financiar as empresas do Grupo GES.

   Por isso e por outras razões eu sempre fui de opinião, e escrevi, que o Senhor Governador do Banco de Portugal não deveria ter sido reconduzido.

   Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(JE) A reportagem da SIC “À noite todos os gatos são pardos” revela que o regulador pediu uma análise às ‘holdings’ do Grupo Espírito Santo no terceiro trimestre de 2013.

O Banco de Portugal teve conhecimento do processo de falência da sociedade do ex-Grupo Espírito Santo (GES) Rioforte, não alertou para a insolvência e garantiu até que a empresa não tinha riscos, noticiou a estação de televisão SIC, numa reportagem emitida esta terça-feira, 6 de fevereiro.

reportagem do jornalista Pedro Coelho, intitulada “à noite todos os gatos são pardos” revela que o regulador bancário pediu uma análise à consultora PwC sobre as holdings do GES no terceiro trimestre de 2013 e, mais tarde, optou por não divulgar as conclusões do estudo feito.

A investigação da SIC, transmitida durante o “Jornal da Noite”, conta que não foi possível apurar qual a razão que terá levado o banco liderado por Carlos Costa a afirmar que a sociedade não financeira do grupo seria viável, ainda que a análise tivesse mostrado um capital positivo de 930 milhões de euros e, poucos meses mais tarde, um buraco de 945 milhões de euros.

Recentemente, o banco central informou que no decurso do quarto trimestre de 2017 o Banco de Portugal instaurou 23 processos de contraordenação e decidiu 108 processos.

Dos 108 processos de contraordenação decididos pelo supervisor, 77 foram sobre infrações de natureza comportamental, 23 respeitam a infrações de natureza prudencial, cinco têm que ver com infrações a deveres respeitantes à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, dois versam sobre atividade financeira ilícita e um sobre infrações às regras em matéria de recirculação de numerário.