+++ P.O./O.P. V.I. (CM) Constâncio assinou a morte do Banif

P.O./O.P.

Profissionalmente, nunca tive boa impressão do Dr Vítor Constâncio em nenhum dos cargos e funções que ocupou.

Mantenho a mesma impressão.

E fazem me imensa impressão (negativa) aquelas intervenções publicas no Banco Central Europeu.

E todas as pessoas que eu conheço, e com quem comentei, são da mesma opinião que eu.

A ironia da História é ter sido um Português a prejudicar o País de várias maneiras, todas elas sem emenda possível.

Mas neste caso  dou lhe o benefício da dúvida , porque não tenho a certeza que pudesse influenciar a decisão.

E não sei quem é que se terá lembrado de o colocar no Banco Central Europeu, depois da sua, em minha opinião, desastrosa passagem pelo Banco de Portugal, e que nos custou a todos uma enormidade.

Nunca viu nada…

BPN, Banco Privado etc…

E foi concretamente alertado, e por escrito.

Vidé as declarações na época do Dr Alípio Dias, que era Presidente do Conselho de Administração do Banco Totta & Açores, sobre a idoneidade do Dr João Rendeiro,(Banco Privado), que por lá tinha passado na Gestifundo e no Capital Portugal…

Francisco (Abouaf) de Curiel Marques Pereira

(Correio da Manhã) Comissão Europeia impediu fusão com a CGD.

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, presidiu à reunião do conselho de governadores que decidiu a suspensão do acesso ao financiamento pelo Banif.

A medida constituiu a sentença de morte para o banco e ditou a capitalização pública. A revelação do nome de Constâncio acabou por ser o momento de maior tensão durante a audição do governador Carlos Costa, ontem, na comissão parlamentar de inquérito.

Inquirido pelo deputado João Almeida (CDS-PP), o governador do Banco de Portugal nunca pronunciou o nome de Constâncio. “Eu sei que era Vítor Constâncio e o senhor também sabe. Vai evitar dizer o nome? Os dois sabemos que o presidente [Mario Draghi] não estava nesse momento”, disse João Almeida, ao que Carlos Costa ripostou: “Não preciso de confirmar as suas certezas.”

Certo é que, no entender daquele responsável, o Banif não caiu por causa da suspensão do estatuto de contraparte – condição essencial para que o banco acedesse a financiamento do BCE a partir do dia 20 de dezembro – mas por falta de colaterais/garantias. O Banif já só conseguia garantir o acesso a crédito com ativos no valor de 125 milhões de euros, revelou o governador. “A suspensão do estatuto não foi o fator determinante da resolução”, garantiu Carlos Costa.

O governador admitiu também que, mediante estas condições, o Banif não conseguiria subsistir por muitos dias só com verbas da ELA – a linha de emergência de liquidez do BCE. Uma outra revelação de Carlos Costa foi a de que a Comissão Europeia impediu o Governo de integrar o Banif na Caixa Geral de Depósitos (CGD).

A solução foi equacionada pelo Executivo de António Costa no início de dezembro de 2015 e proposta à Direção-Geral da Concorrência, mas o cenário foi travado por Bruxelas considerar que se tratava de uma ajuda estatal ao banco público.